
Nem luxo, nem lixo: novo endereço e casamento contrastam com falas de Lula
Ao contrário do que prega, o ex-presidente não se incomoda mais com pequenos prazeres que o dinheiro pode comprar – mas detalhes devem ficar em segredo.
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Esta é a chamada de uma reportagem da revista que vai circular neste final de semana.
Uma matéria extensa, com muitas revelações interessantes e curiosas.
E muitas ilustrações.
Uma cacetada antológica.
Até a revistona tá de olho na safadeza do ladrão descondenado pelo SPTF.
Para ler a matéria completa, basta clicar na ilustração abaixo.
Juscelino Kubitschek era candidato a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. E precisava do voto de José Américo de… Paro aqui, pois falar o nome completo do cidadão traz 7 anos de azar. Por isso melhor dizer, como toda gente, só “Zé 3 Pancadas” – reproduzindo o bater 3 vezes, na madeira, para tirar mau-olhado. Agosto de 1975 e foi encontrar o paraibano. Problema é que, naquele tempo, não havia vôos diretos para João Pessoa. E teve que aterrissar no aeroporto dos Guararapes. Como era nosso padrinho de casamento, fomos buscá-lo. Quase meia noite, já passando por Goiana, ele comentou
– Havia um restaurante do guaiamum, nesta cidade.
Era o Buraco da Gia, claro. Batemos na porta, semi-aberta, e o dono gritou
– Está fechado, lamento.
– Pena, o homem vai ficar sem jantar.
– Quem?
– O presidente JK.
– Está aberto.
E nos serviu um jantar esplêndido. Ao chegar, a cidade estava às escuras. E ainda não havia internet. Mas, por mistérios insondáveis, 15 minutos depois acordou, com multidão na porta do restaurante. Sem entrar, em uma espécie de reverência. No fim, ao sair, perguntaram onde iríamos.
– João Pessoa.
– É perigoso. Pode haver um atentado. Vamos acompanhar vocês, para garantir a segurança do presidente.
E seguimos, em comitiva. Era bonito de ver. Nosso carro, na frente; e, seguindo, uma fila com centenas de luzes dos faróis a perder de vista, como se fosse o rabo de um cometa. Até que chegamos. Fomos à recepção do hotel. Menos JK; que ficou na calçada, para agradecer, acenando a todos os carros. Fez isso por quase uma hora e, só depois que o último voltou para Goiana, entrou.
Na eleição, em 23/10/1975, perdeu (20 x 18) para o escritor goiano Bernardo Élis. Em seu diário, anotou “Estou pulverizado por dentro. Desejava, ardentemente, o prestígio que compensaria os imensos dissabores de 1964”. Não deu. Pena. Mas essa é outra história.
Lembro o episódio apenas porque JK era, na época da Ditadura, símbolo de uma Democracia despedaçada. E comparo, desalentado, com os símbolos de hoje. Pobres símbolos. Com receio da reação dos eleitores. Alguns sem conseguir voar em aviões de carreira, como JK. Ou jantar em restaurantes, como JK. Ou ficar no meio da rua, longe de apoiadores, como JK. Naquele tempo, os símbolos eram amados. Venerados. Respeitados. Hoje serão?
Luís Ernesto Lacombe
Ah, os imbecis. Eles estão por aí, estão em toda parte, desde que o mundo é mundo. Podem atuar isoladamente, podem se agrupar, aos milhares, aos milhões, ou em grupos menores, de 10, 11 pessoas. O pior imbecil, claro, é aquele que não se sabe imbecil, que inventa inimigos e os trata como imbecis. É o tolo que se acha inteligente, o petulante dado a covardias. A internet não os criou. Imbecis, já falei, sempre houve e sempre haverá.
Podemos não ouvi-los, não prestar atenção neles, mas, supondo que somos democratas, defensores da liberdade, não podemos tentar calar, aniquilar os imbecis. Democracia é também dar voz a todo tipo de gente, e os imbecis são gente. É preciso deixá-los em paz nas suas imbecilidades que não infringem as leis. Até que um imbecil rasga as leis! Alguém desprovido de inteligência, já que desconsidero a existência de uma “inteligência do mal”. Ser do mal nunca me pareceu inteligente.
A internet deu voz a todo mundo, incluindo os imbecis. Não que eles não tivessem voz antes. Insisto, os imbecis sempre estiveram entre nós, metidos em todo tipo de atividade. Eles também têm poder, são encontrados em cargos importantes, podem mergulhar em qualquer imbecilidade, tentando revesti-la de bom senso, de caminho inescapável para aquilo que eles próprios não querem atingir, mas dizem defender. O imbecil é, quase sempre, um sonso, um fingido.
Há discursos, há manchetes, há decisões jurídicas que são tolices irritantes, engodo. Em todos os poderes, em todas as áreas, na imprensa, na cultura, na mídia, no ensino, em todo canto, prosperam indigência moral e miséria intelectual. E os imbecis juram que trabalham por um mundo melhor. Querem dirigir consciências e têm desprezo pelo debate, por argumentos, provas, pelo que está expresso com clareza na lei. Os imbecis podem não dar satisfação a ninguém.
O imbecil tem seus próprios interesses, que ele jura serem os interesses de todos (exceto daqueles que o imbecil considera imbecis…). São, definitivamente, os seus critérios que definem o verdadeiro e o falso, o certo e o errado, o bem e o mal, o legal e o ilegal, o bandido e o mocinho… O imbecil erra muito. E o perdão, muitas vezes, pode ser perigoso e levar a novos erros.
Certo é que não há lei que suporte um imbecil poderoso e suas “aventuras autoritárias”, em que, aliás, ele não se enxerga, em que enxerga o inimigo. O que fazer, então? Olavo de Carvalho escreveu: “Para aqueles mesmos que não se enxergam e por não se enxergarem se mostram, quando deviam ocultar-se. Faze o trabalho do espírito: mostra-os a si mesmos, para que os humilhe o que os lisonjeou um dia, e, tombando de quanto mais alto subiram, conheçam que humanos são”.
Agora, “Janja Lula Silva”, a mulher do petista, soma 150 mil seguidores no seu perfil verificado no Twitter.
A primeira-dama Michelle Bolsonaro tem vinte vezes mais seguidores: 3 milhões no seu Instagram verificado.
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É mais uma medida pra gente aferir a diferença entre o ex e o atual.
O atual ganhando.
Como sempre.
E ganhando em tudo quanto é canto: na internet e nas ruas.
Não pic.twitter.com/DgnP8ckLTd
— Sikêra Júnior (@sikerajr) May 19, 2022