Arquivo diários:18 de novembro de 2024
DEU NO JORNAL
DEU NO X
É A VOLTA DO AMOR
COMENTÁRIO DO LEITOR
CORTINA DE FUMAÇA
Comentário sobre a postagem PEC 4 X 3
Roque Nunes:
Ora, meu caro Maurício, dotô dos números e dinheiros forros, o que esperar de alguém que nunca produziu um jacá, não criou um único emprego, possivelmente nunca levantou às quatro da manhã para pegar um ônibus superlotado, caindo aos pedaços, labutar oito horas por dia e depois voltar para casa em um transporte coletivo mais precário ainda….
Ganhar 40 mil de salário, fora os auxílios, as verbas de gabinete, as passagens aéreas, os trocentos assessores que vivem a lhe babar, literalmente, os ovos.
Assim até eu proponho uma jornada de 2X5, ou seja, dois dias trabalhados para cinco dias de folga.
Essa discussão é só cortina de fumaça para tirar nossos olhos do desastre e do abismo fiscal, financeiro, tributário e institucional no qual o Brasil está a meio milímetro de cair.
Enquanto a besta ruma inexoravelmente para o abismo, discute-se uma proposta que não tem a menor base científica, contábil e financeira.
Ou esquerdista acha que todo gerador de emprego é um São Francisco de Assis redivivo, ou querem mesmo destruir o setor e transformar toda a população em mendigo estatal.
Eu aposto na segunda opção.
O cenário já está pronto, as falas ensaiadas e a população amestrada.
Que comecem os jogos
DEU NO X
COLEÇÃO ANTOLÓGICA DE FRASES DA VACA PEIDONA
Ria, ria muito!!! pic.twitter.com/FtTCGenTPs
— General Paulo Chagas (@GenPauloChagas) November 17, 2024

DEU NO JORNAL
UMA PRECE POR JANJA
Paulo Polzonoff Jr.

Deus tenha misericórdia de Janja
Abro as redes sociais e vejo que, em inglês, Janja xingou Elon Musk. “Fuck you!”, disse a senhora de quase 60 anos, visivelmente embriagada de poder. Mas se tivesse sido apenas isso, vá lá. Porque Janja disse mais. Ela confessou que Alexandre de Moraes é parceiro de Lula naquilo que considero a implantação de um regime autoritário no Brasil. E, mais grave do que tudo isso junto & misturado, Janja se referiu a um infeliz suicida com o desdém típico de uma escrava da ideologia. Ela tratou uma vida perdida como um mero “bestão que se matou com fogos de artifício”.
Sim, leitores de um futuro remoto. Tudo isso disse a primeira-dama do Brasil neste ano da Graça de 2024, durante um evento que reuniu os presidentes das 20 nações mais ricas do mundo. E às vésperas de Elon Musk, bilionário alvo de seu insulto mais adolescente, assumir um cargo no governo dos Estados Unidos – governo esse que Janja, como esquerdista bem-adestrada que é, trata como inimigo.
Na hora, minha reação foi semelhante à sua: uma confusão de maus sentimentos, acompanhada por um surto de ideias para textos que jamais serão escritos. Um deles, inclusive, trazia o mesmo insulto em inglês, mas mudava o vocativo para questionar se o brasileiro, subtipo comum, ainda é livre para mandar um ministro do STF tomar naquele lugar onde não bate sol. Não é. Podem tirar seus cavalinhos da chuva.
Fiquei ali, degustando a raiva, a indignação, a impotência e a vergonha de ser governado por essa corja. Fiz de mim para minha mulher, umas piadinhas impublicáveis. Maldisse o feminismo, o wokismo, o marxismo e, já que estava maldizendo à toa mesmo, o alexandrismo. Não era ódio – por mais que intelectuais como Felipe Neto digam o contrário. Estava mais para aquele nojo que se sucede a uma, duas, três, dez, cem, mil injustiças. Todo santo dia.
Aí fiz pergunta fatídica – por quê?! Não deu outra: fui tomado por uma enorme (e surpreendente) necessidade de rezar por Janja e, já que estava ajoelhado, por todos os poderosos que a cercam (inclusive Alexandre de Moraes e Lula) e os servos que a bajulam. Porque, apesar das aparências, Rosângela Lula da Silva, a Janja, deve ser hoje uma das pessoas mais infelizes do país.
Infeliz, aquela deslumbrada? Sim. Os sinais estão aí para quem quiser ver. A começar pela incapacidade de reconhecer seu lugar no mundo. O que reflete uma ideia desmensurada da própria importância. Janja sofre quando a criticam, pode ter certeza disso; mas sofre mais quando a elogiam, quando esperam que ela aja de acordo com a imagem que a própria Janja projeta no mundo. Algo que ela jamais vai conseguir e é de partir o coração vê-la se esforçar assim para corresponder ao reflexo que encontra no espelho.
Sei disso porque já fui assim.
Mas não é só isso. Nunca é. Janja evidentemente se esforçou para alcançar o mítico sucesso, e deve ter feito acordos insondáveis consigo mesmo, cada qual justificando um erro que, acreditava ela, desaguaria num bem maior. Para si e para o mundo. Porque é dessa forma, sempre em termos grandiosos e em encruzilhadas simbólicas, que negociamos nossa alma e nos transformamos em monstros grotescos incapazes de assim se reconhecerem. Mas são. Somos.
Assim como somos incapazes de reconhecer a infelicidade inerente à alma que se deixa corromper por tão pouco, ah, Janja, como queria que você soubesse que é muito pouco esse luxo, essas mordomias, essas viagens, esses aplausos e esses gritos de “diva!”. Somos. Estou falando da Janja, mas também de você e de mim, que nos deixamos levar pela multidão e pelo orgulho ferido e neste exato momento estamos xingando Janja de tudo e mais um pouco. Inclusive daquilo.
Por isso, depois de alguma reflexão e outros tantos mergulhos na piscina (tô quase começando a gostar de calor), achei melhor deixar de lado a tentação de apontar o dedo para a infeliz, profundamente infeliz, infelicíssima Janja. Mais do que isso, decidi me inspirar em São Francisco de Assis e dar um abraço na figura que, se me causa tanto asco, é porque sei que bem poderia ser eu.
Por fim, resolvi ocupar este espaço hoje para pedir a você que crê (sorry, ateus): faça uma prece por Janja. Não para que ela, por conta própria, perceba o que está fazendo. Isso não vai acontecer. E sim para que Deus tenha misericórdia de mais essa pessoa que parece ter perdido todo e qualquer contato com a verdadeira caridade. Que parece ter perdido a sua humanidade – a ponto de chamar um parceiro de naufrágio (ou você acha Tiü França e Janja são assim tão diferentes?) de “bestão”.
Essa pessoa que está cega pelo sucesso (tantos estamos), que se deixa levar pelos elogios, os sinceros e falsos, mas sobretudo os falsos; que está enamorada de si e que se acredita uma divindade destinada a estabelecer as bases para uma utopia tupiniquim. Essa pessoa que é calhou de neste texto ser Janja, mas que pode muito bem ser você ou eu. E que, por isso, não consegue nem vislumbrar o que ela sabe (no fundo, sabe; todos sabemos) ser a Verdade.
DEU NO X
A BRONCA DO LARÁPIO
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
MINHA TERRA – Florbela Espanca
A J. Emídio Amaro
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viu o mar
Onde tenho o meu pão e a minha casa…
Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folha… a dormitar…
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra mourisca a arder em brasa!
Minha terra onde meu irmão nasceu…
Aonde a mãe que eu tive e que morreu,
Foi moça e loira, amou e foi amada…
Truz… truz… truz… Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite…
Terra, quero dormir… dá-me pousada!

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
DEU NO X
MADURO SE CAGANDO DE MEDO. JÁ EM BANÂNIA…
Maduro não é burro, mas o Alexandrine insiste… pic.twitter.com/opajFuFNEM
— Fatima Fatima (@FatimaF46328259) November 18, 2024
DEU NO JORNAL
POR CONTA DO FEDOR NO SUVACO
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO


