DEU NO JORNAL

PELOS ARES DO BRASIL E DO MUNDO

Nas últimas duas semanas, os gastos com viagens no governo Lula (PT) cresceram quase R$ 93 milhões.

No dia 14, o Portal da Transparência registrava R$ 423,2 milhões em despesas da administração petista em 2024 com viagens; já nesta quinta (27), o total já havia catapultado para R$ 515,8 milhões.

A maior parte da conta vem do pagamento de R$ 310 milhões em diárias aos funcionários que viajaram este ano, e outros R$ 193,7 milhões custearam as 191 mil passagens, quase todas aéreas.

Em menos de duas semanas, diárias pagas a funcionários, terceirizados, convidados etc. custaram R$ 53,4 milhões aos pagadores de impostos.

No total, foram tomados mais de R$ 7 milhões dos cofres públicos por dia, nas últimas duas semanas.

No ano passado o governo federal bateu o recorde de todos os tempos com despesas com viagens: R$ 2,3 bilhões.

* * *

Um governo grande, um governo piramidal, um governo gigantesco nos gastos inúteis e na torração de dinheiro do contribuinte.

Tentei somar os bilhões e milhões desta notícia mas não consegui.

Minha calculadora começou a fumaçar e apareceu na telinha expressão “Faz o L”.

A frase “bateu o recorde de todos os tempos”, contida no último parágrafo, se referindo às despesas com os voos luleiros no ano passado, é pra arrombar a tabaca de Xolinha!

DEU NO JORNAL

JOE BIDEN FOI HUMILHADO PELOS PRÓPRIOS DEMOCRATAS

Nikolas Ferreira

Joe Biden foi humilhado pelos próprios democratas

Nesta quinta-feira (27), ocorreu o primeiro debate para as eleições presidenciais norte-americanas. Como previsto, o que mais chamou atenção no embate foi a incapacidade do atual presidente em articular e expor suas ideias, mesmo tendo se preparado por sete dias.

Não foram poucas as famosas “pérolas’’ de Biden.

Com a voz rouca e se atrapalhando em inúmeras respostas, no momento em que criticava Vladimir Putin, Joe se referiu ao presidente russo o chamando de “Trump’’, seu adversário no debate.

Em outro momento, ao falar sobre a imigração nos EUA, teve dificuldade em formular o raciocínio, e assim como seu antagonista, ninguém entendeu o que foi dito. Para finalizar, a melhor do dia: ao comentar sobre suas políticas econômicas, Biden simplesmente travou enquanto concluía a fala.

Uma pesquisa realizada pela The Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research, no início deste ano, mostrou que mais de 63% dos adultos nos EUA expressam dúvidas com relação ao estado mental de Biden. 

Outra divulgação nesta semana, realizada pela emissora NBC News, mostrou que além dos 68% que temem que o presidente americano não tenha mais capacidade mental nem física para continuar no cargo, 55% afirmaram ter grandes preocupações com relação ao seu estado de saúde.

Toda essa desconfiança não vem do nada. Nos últimos anos foram inúmeras quedas e tropeços do líder norte-americano, seja subindo a bordo do avião presidencial Air Force One, participando da formatura da academia da Força Aérea no Colorado, ou descendo as escadas para cumprimentar o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, por exemplo. Claro que tombos acontecem, mas quando vira notícia pela recorrência é mais do que justo que haja uma atenção até mesmo dos próprios aliados.

Também conteúdos virais nas redes sociais, os famosos vídeos em que Joe Biden parece estar perdido, “congelado’’ ou em “outra dimensão” durante seus pronunciamentos e agendas externas, chamam recorrentemente a atenção e também servem como argumentos para questionar sua aptidão para estar em um dos cargos mais importantes do mundo.

Tudo isso era uma pequena amostra do fiasco que aconteceu no debate, impossível até mesmo para a velha mídia e a maioria dos democratas se esforçarem para tentar defender. 

Na própria CNN, que transmitiu o confronto, jornalistas afirmaram que o Partido Democrata estava em pânico com o desempenho de seu principal candidato, e que isso impactaria não só na própria imagem bem como na dos demais políticos progressistas – podendo prejudicar, inclusive, as doações de campanha. 

Enquanto discutem se Biden deve ou não desistir e ser substituído para o pleito, o gran finale da noite ficou para a primeira-dama Jill, e sua fala “Joe, you did such a great job answering every question. You knew all the facts.’’, ou em bom português “Joe, você fez um ótimo trabalho respondendo a todas as perguntas. Você sabia todos os fatos’’. 

Infelizmente, para eles, tanto a tentativa de criar uma realidade que não existiu como o fato de que Joe Biden também precisou da ajuda da esposa para descer do palco, não o ajudou de forma alguma, muito pelo contrário.

Para concluir, melhor que o fact-check ao vivo de Biden – quando afirmou ter o apoio do Conselho de Patrulha de Fronteira dos EUA e foi desmentido quase que instantaneamente pelos mesmos no X – foi só a fala de Joe Scarborough. Há somente três meses, o ex-membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos afirmou que o atual presidente da América estava melhor do que nunca, e agora garante que ele deve ser substituído em nome da “democracia’’. 

Os próximos meses serão bastante movimentados na terra do Tio Sam.

DEU NO JORNAL

O SENADO E A LIBERAÇÃO DOS CASSINOS

Editorial Gazeta do Povo

Imagem ilustrativa.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na terça-feira que não há “pressa” para levar ao plenário o projeto de lei que legalizaria no Brasil não apenas os cassinos e os bingos, mas até mesmo o jogo do bicho. O mais provável, segundo Pacheco, é que a votação fique para depois do recesso parlamentar. No dia 19, o PL 2.234/22 passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em votação apertada, com 14 votos favoráveis e 12 contrários; Pacheco adiantou que, apesar de um acordo pelo qual o PL ainda passaria por outras comissões do Senado, como a de Assuntos Econômicos, a tendência seria submeter logo o texto ao voto de todos os senadores – que, esperamos, finalmente percebam que os supostos benefícios são muito inferiores ao potencial dano que a legalização causará à sociedade.

Entre os apoiadores do projeto está o governo federal – informações de bastidores apontam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria na articulação pela aprovação do PL 2.234. Os argumentos desta ala resumem-se, basicamente, ao dinheiro que a atividade movimentaria; a Fazenda está especialmente de olho no potencial de arrecadação de impostos, já que esta é a única forma que Haddad e Lula (que prometeu não vetar a lei, caso o texto acabe aprovado) conhecem de equilibrar o orçamento e as formas atuais de arrancar mais dinheiro do contribuinte brasileiro estão se esgotando. Mas enxergar a questão apenas por este prisma – mesmo considerando-se o argumento da possível geração de empregos – é apequenar o debate.

O vício em jogos de azar é doença oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde há mais de três décadas. O prejuízo que este vício causa não apenas ao jogador compulsivo, mas a todo o seu entorno, ultrapassa a evidência anedótica e está fartamente documentado na literatura científica. O viciado corrói as finanças de sua família, privando-a muitas vezes dos valores necessários à sua subsistência – um efeito que também se observa com o vício em drogas. Dívidas de jogo ou desavenças relacionadas à jogatina são estopim para crimes contra a vida. Analisando-se a questão em uma perspectiva macro, a jogatina é ambiente propício para atividades como lavagem de dinheiro, e já se sabe que as grandes facções criminosas brasileiras estão se aproveitando do fenômeno das apostas esportivas para turbinar suas finanças, com as consequências que toda a sociedade está cansada de conhecer.

Tampouco faz sentido o argumento de que a legalização de cassinos representaria uma grande oportunidade para o turismo no Brasil, justificativa usada pelo relator do PL na CCJ, o senador Irajá (PSD-TO), e pelo ministro do Turismo, outro membro do primeiro escalão do governo empenhado em defender o projeto junto aos senadores. Se hoje o Brasil exibe números medíocres de visitantes estrangeiros, isso nada tem a ver com a ausência de cassinos. O enorme potencial turístico do Brasil, com suas belezas naturais, cultura vibrante e povo com fama de alegre e acolhedor, é subaproveitado porque nossa infraestrutura é precária, porque nos faltam ferramentas para melhor receber o estrangeiro – inclusive proficiência em outros idiomas – e porque o país tem sérios problemas de segurança pública que espantam os visitantes. Acreditar que algumas dezenas de cassinos teriam o poder mágico de dobrar o número de turistas estrangeiros (como chegou a afirmar Irajá em 2022) sem que todas essas deficiências sejam resolvidas é de uma enorme ingenuidade.

Há muitos outros meios de gerar emprego e fomentar o turismo sem legalizar uma atividade com um potencial tão prejudicial a indivíduos, suas famílias e à sociedade como um todo, da disseminação do vício em jogos ao fortalecimento do crime organizado. A vedação atual à atividade dos cassinos e bingos, portanto, não é uma proibição paternalista, nem desproporcional; é a autêntica defesa dos interesses da sociedade. Defesa esta que, caso o projeto vá mesmo ao plenário, exigirá uma mobilização ainda maior dos senadores que quase conseguiram barrar a legalização da jogatina na CCJ.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

UM MARCO DE AMIZADE

Já se disse que o ser humano por sua natureza gregária, pelo sentido irrefreável de aproximação entre si parece ter sido destinado à vivência em congregações.

Em momento algum deixamos de ampliar os limites da família, procurando preservar o espírito associativo.

Jamais deixamos de ter nossas vistas voltadas para a interação social, esportiva, cultural, assistencial e até espiritual e isto foi o motivo da criação de tantas associações.

E em meio a esses grupos que se formaram sob a aproximação através deste jornal – que na verdade é um sodalício de intelectuais – criamos amizades com raízes profundas e sólidas, que se têm prolongado até o final dos tempos de cada um de nós.

Sobre esta influência do JBF em nossas vidas, está na prancheta uma crônica para os próximos dias.

Dessa convivência com a turma do jornal conheci (e me foi permitida a aproximação de perto, bem ao estilo familiar), Luiz Berto Filho, nosso “Comandante em Chefe”, por quem já desfruto de amizade intensa, inclusive com Aline e João.

Mas, outros amigos surgiram à distância. Gente que nem conheço a não ser pelas mensagens que trocamos, a semelhança das ideias e dos ideais.

Fui encontrar em Phillippe por exemplo, pernambucano que se radicou no Rio de Janeiro, um dos leitores que até fazem minhas revisões; em São Paulo, já coloquei Zanete no pódio dos meus melhores amigos; em Fortaleza o Dr. Boaventura Bonfim foi homenageado com uma de minhas crônicas e pelo Recife vários outros me dão a honra de serem considerados amigos e que irei comentar em outra oportunidade.

Já formamos, assim, “A Família JBF”.

E em respeito aos anônimos que comentam meus escritos nestas folhas, escolhi um para dele falar: Marco Aurélio Pires Caminha.

Ele não perde uma só publicação sem emitir comentários, o que muito me anima, pois – como diria Nilo Pereira: As opiniões dos leitores ou uma simples referência se constitui a remuneração pelo nosso trabalho.

E, se o comentário do leitor é para nós animador, mais ainda deve sentir-se ele ao se tornar personagem de uma crônica, como já o fiz com o Desembargador Boaventura Bonfim, meu novo fraterno amigo, de Fortaleza.

E como o título desta Coluna, é “Crônicas Cheias de Graça”, homenageio o leitor Marco Aurélio com estas notas, contando um fato que parece um “causo”, e fará parte de sua autobiografia, ainda nem alinhavada, embora, devo lembrá-lo que tal escrito será um patrimônio imaterial para seus descendentes.

Ouvi de Luiz Carlos – nosso amigo comum – uma mutreta de seus colegas de trabalho pra lhe pregar uma peça, semanas antes de seu casamento com a bela Consuelo (aliás, a única mulher com quem ele se consorciou até hoje), coisa rara em nossos dias.

Aproxima-se o momento histórico. Aquela inquietude natural. O “bafafá” dos preparativos: confirmar a decoração da igreja, apressar o alfaiate que confeccionava o terno, lembrar a costureira de detalhes do vestido da noiva, coquetel e os acertos finais para a Lua de Mel.

Cabeça do noivo a mil.

Trabalhando no setor de Folha de Pagamento, tinha amizade com todos, sobretudo porque tirava do sufoco muita gente que precisava; até carregava uns para proctologistas e até benzedeiras.

Diagnosticado com profunda revolta face aos boatos que corriam solto, denunciando que ele namorava com uma velha jornaleira que o chamava de “Meu Lindo”, sabia que estava próximo de se livrar de tudo aquilo, ao casar-se.

A escolha do presente de casamento foi a própria mutreta pra lhe pregar uma boa peça.

Como eram funcionários de um Banco, conseguiram na Tesouraria o valor de Cr$ 1.000,00 em notas de 1 Cruzeiro. Como na época mil cruzeiros era dinheiro pra danado, imagine-se em “tijolos” de Cr$ 1,00 (um cruzeiro) que volume!

Na véspera, tendo a temperatura emocional subido mais ainda, o encarregado da entrega foi fazê-lo na casa da noiva e no momento fatídico recomendou que ela só abrisse a pesada caixa embrulhada com papel-presente, quando o noivo chegasse, porque se não estivesse bem ao gosto do casal a “Comissão Presenteante” poderia trocar.

Quando abriram foi aquela risadaria. Depois da Lua de Mel, ao retornar das férias, segredou ao “Entregante” que o valor que lhe foi presenteado muito ajudou nas despesas casamentícias.

PENINHA - DICA MUSICAL