JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

CESÁRIO – O MILIINÁRIO QUE NÃO TINHA NADA

Cesário vendendo e entregando leite

Hoje mudo de estrada que peguei ontem, quando caminhava célere e decidido para a Pasárgada. Pego meu cachimbo já “enfumado” (cheio de fumo picado), uma caixa de “fóvi” (fósforo), um tamborete baixinho, e lhes convido a sentar e prestar atenção na história/estória que vou lhes contar. Vamos. Abanquem-se!

– “Tive a felicidade e o prazer de conhecer um homem, simples, bom e muito trabalhador, sem qualquer estudo que muitos chamam hoje de “estudo formal”, que viveu nos anos 60 graças às vontades e determinações divinas.

Seu nome era Cesário (nome fictício para não gerar problemas). Amancebado que respeitou a companheira, como se casados fosse de papel passado e que amava muito mais do que aqueles que, hoje, gostam de aparecer na mídia. Com essa companheira, Cesário gerou um casal de filhos: Amadeu e Patrícia (nomes também fictícios).

Menti, quando, no início, lhes contei que Cesário não tinha nada. Nunca teve. Pois, a mentira foi que, o que Cesário nunca teve, foi bens materiais. Mas teve, isso sim, a riqueza que, nos diais atuais, poucos têm: disposição, coragem e vergonha, coroadas de responsabilidade e amor aos seus e, claro, ao próximo.

Amadeu e Patrícia nasceram e começaram a crescer. As quatro pessoas daquela casa simples precisavam comer e vestir. Diversão, ainda não, mas Cesário sabia que a hora chegaria.

Como ganhar o pão de cada dia?

Cesário visitou um parente que vivia em melhores condições materiais e lhe pediu um burro emprestado. Sem entender, o parente, que confiava em Cesário “emprestou” o animal, embora ficasse curioso como aquele burro seria tratado – curral e alimentação – mas entendeu que Cesário sabia o que estava fazendo.

A etapa seguinte foi mais difícil para Cesário. Pretendia fazer bom uso do animal que tratava como seu. Visitou outro parente, e conseguiu com esse que lhe cedesse 50 litros de leite todos os dias. Teve sucesso e passou a vender aquele leite de porta em porta. Conquistou uma boa freguesia. Ainda assim, o que chamava de “lucro”, não era suficiente para o sustento familiar. Mas, não desistiu.

Cesário vendendo “chegadinha”

Vendedor de chegadinha, a partir daquele dia, seria mais uma tentativa usada por Cesário para o sustento familiar, ainda muito complicado. Desistir, jamais.

Para quem não conheceu ou conhece, “chegadinha” é um produto muito apreciado pelas crianças. É uma casquinha para servir sorvetes. No Nordeste, é comum “anunciar a chegadinha” com o toque de um triângulo. Ao comprar, quase ninguém compra apenas uma unidade.

A vida de Cesário melhorou, mas ainda não era suficiente para a tranquilidade. A família crescia, os filhos já estudavam – o que aumentou a despesa com livros, fardamento e material escolar diverso. Ainda bem que Cesário contava com uma companheira compreensiva que o ajudava muito, economizando no com sumo doméstico, embora o marido fosse “contra” ela sair de casa para trabalhar. Cesário entendia que a vida fluiria melhor, com a companheira em casa cuidando dos filhos – diferente do entendimento de hoje, quando a saída da mulher de casa, é apenas o início para o “descasamento”!

A vida financeira de Cesário, agora “leiteiro profissional” e vendedor de chegadinha, se melhorava por um lado, ficava difícil por outro. Mas, Cesário não desistiu, tampouco desistiria. Não fugia da luta. Jamais.

Cesário vendendo pipocas

Eis que a bondade divina abriu mais uma porta para Cesário. Incansável, Cesário investiu na compra de um carrinho onde fazia e vendia pipocas – sempre de noite.

Pela manhã, Cesário era leiteiro.

Pela tarde, Cesário já se considerava vendedor de chegadinha.

Pela noite, Cesário virou pipoqueiro. As crianças, maior parte da freguesia, sem saber o seu nome, batizaram-no de “pipoqueiro”. E ele jamais reclamou, por entender que aquela era uma forma carinhosa de tratamento.

“Algodão doce” complementava a renda noturna de Cesário

Viver nunca foi fácil para os honestos. Não seria diferente para Cesário, que, no início da vida assumira uma companheira, com ela tivera um casal de filhos, aos quais indicou sempre o bom caminho e a luta para alcançar o que Deus lhe colocava nas mãos.

Uma nova ideia surgiu na cabeça de Cesário: a venda de pipocas estava indo bem, tanto quanto a freguesia do leite e das chegadinhas. A tudo isso foi somada a venda de pipocas. Mas, Cesário queria mais. Queria garantir o custeio dos estudos dos filhos e a manutenção doméstica do lar. Ao lado da pipoqueira, Cesário acrescentou uma pequena, mas lucrativa venda de algodão doce.

A HORA DA COLHEITA: A vida ensina muito mais que qualquer escola rotulada normal. Jamais haverá universidade melhor que a vivência, e, nenhum professor por mais qualificado que seja conseguirá ensinar algo que se aproxime do ensinamento do viver.

Cesário não foi e jamais será único. A simplicidade, a vida reta, o trabalho simples, mas digno são o melhor pão da vida de cada ser que habita este planeta Terra. Assim, Cesário recebeu o pagamento de tudo que sempre fez de bom. A hora da colheita chegou. A boa safra gerada pela boa semente plantada.

A premiação maior de Cesário, veio no dia da formatura universitária Amadeu e Patrícia. Os dois no mesmo dia, na mesma universidade e na mesma profissão: Engenharia.

Patrícia, escolhida Oradora oficial da turma, pediu licença aos componentes da “mesa” e aos colegas, para uma rápida “quebra de protocolo do cerimonial” – após a apresentação necessária que a orgulhava emoldurada pelas qualidades morais e espirituais de Cesário, o anúncio de que estava ali, ao lado do irmão, graças ao trabalho de leiteiro, vendedor de chegadinha, pipoqueiro e vendedor de algodão doce. O seu pai, a quem pediu novamente permissão para chama-lo ao palco e apresenta-lo. Foi aplaudida de pé por todos os presentes na cerimônia.

Deus, o onipotente, nunca abandona os que lhe são fiéis.

DEU NO JORNAL

SÓ EM BANÂNIA MESMO

O chanceler desocupado Mauro Vieira viajou ao Marrocos, destino que o encanta pessoalmente, nesta sexta (7), coladinho ao fim de semana, em visita ao homólogo Nasser Bourita.

Como é habitual, o Ministério das Relações Exteriores divulgou justificativa vaga para a viagem: “passar em revista temas diversos”.

Sem ter o que fazer, exceto seguir as ordens de Celso Amorim, assessor internacional de Lula, o ministro ocupa o tempo no cargo usufruindo dos salamaleques do cargo, mundo afora.

Em maio, Mauro Vieira fez à Suíça outra visita irrelevante. Agenda oficial genérica: “discutir relação bilateral, agenda multilateral e cenário global”.

O chanceler decorativo aproveitou o passeio à Suíça, na companhia de um séquito de bajuladores, para pesquisar sua ascendência helvética.

Com Amorim destacado para o que Lula avalia importante, Vieira não recebe missões relevantes, desenvolvendo agenda própria, até pessoal.

* * *

Este é o “ministro” das relações exteriores…

A gente só acredita porque tá escancarado na nossa frente.

E, principalmente, porque estamos vivendo num guverno lulo-petralha, eleito eletronicamente.

Isso é cagado e cuspido a cara da Republiqueta Banânica 2024.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

A cachorra Xolinha de tabaca arrombada com os absurdos surreais que acontecem diariamente no gunverno do Ladrão Descondenado

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Dom Hélder Câmara

Hélder Pessoa Câmara nasceu em Fortaleza, CE, em 7/2/1909. Religioso franciscano, bispo e arcebispo emérito de Olinda e Recife. Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos e indicado várias vezes ao Prêmio Nobel da Paz, teve atuação destacada na redemocratização do País.

Filho de Adelaide Pessoa Câmara e Eduardo Torres Câmara Fº, manifestou vocação sacerdotal ainda criança. Teve os primeiros estudos em casa, com a mãe professora, e ingressou no Seminário Diocesano de Fortaleza, aos 14 anos, em 1923, onde eram abominados o Iluminismo, a Revolução Francesa e o Comunismo. Ao final do curso sofreu uma crise vocacional e pensou em não prosseguir na carreira religiosa. Mas foi persuadido pela mãe e pelo reitor Pe. Tobias a continuar.

Foi ordenado padre em 1931, aos 22 anos, com autorização especial da Santa Sé, por não ter a idade mínima exigida. Logo após sua primeira missa, foi designado a coordenar os Círculos Operários e iniciar a organização da JOC-Juventude Operária Católica. No ano seguinte foi fundada a Legião Cearense do Trabalho, a fim de combater o individualismo e recuperar o cooperativismo. A Legião se declarava anticapitalista, anticomunista e antiburguesa e a JOC seguiu esta orientação ideológica. Em pouco tempo reuniu 2 mil rapazes pobres com a oferta de alfabetização e recreação.

Em 1932 foi criada a AIB-Ação Integralista Brasileira, liderada por Plínio Salgado, cujo lema “Deus, Pátria e Família” atraiu-o para o movimento. Assumiu o cargo de Secretário do Setor de Estudantes da AIB no Ceará, animado com um dos textos intitulado “Cristo e o Estado Integral”. Dedicou-se ativamente ao movimento político e mais tarde desligou-se da AIB após perceber suas implicações ideológicas, em meados de 1937. Em seguida aderiu ao humanismo integral de Jacques Maritain. Seu empenho visava maior participação da igreja no meio social, reduzir a pobreza e alavancar a educação, chegando a ser Secretário de Educação do Ceará. Pouco depois foi transferido para o Rio de Janeiro, onde teve como diretor espiritual o Pe. Leonel Franca, criador da primeira universidade católica do País, a PUC/RJ.

Em 1939 foi nomeado chefe do Instituto de Pesquisas Educacionais da Secretaria Geral de Educação e Cultura e atuou noutras áreas, como na Fundação Nacional de Imigração, em apoio à imigração de refugiados no pós-guerra. Nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro, em março de 1952, foi ordenado bispo no mês seguinte. No mesmo ano conseguiu aprovação do Monsenhor Giovanni Batista Montini, subsecretário de estado do Vaticano e futuro papa Paulo VI, na criação da CNBB-Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da qual foi secretário-geral até 1964.

O Monsenhor Montini apoiou também a criação do CELAM-Conselho Episcopal Latino-Americano, em 1955, com sede em Bogotá. A 1ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano foi realizada no Rio de Janeiro, tendo Dom Hélder como articulador. Na condição de presidente e vice-presidente do CELAM, participou de todas as conferências até 1992. Com sua capacidade de articulação foi possível a realização do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, em 1955, no Rio de Janeiro, contando com a presença de cardeais e bispos de todo o mundo. A partir daí passou a ajudar os pobres com a Cruzada São Sebastião, da qual resultaram alguns conjuntos habitacionais. Em 1959, fundou o Banco da Providência, auxiliando as pessoas mais carentes.

Participou do Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1961, na condição de padre conciliar em 4 sessões do concílio e foi um dos propositores do “Pacto das Catacumbas”, em 1965, que teve forte influência na “Teologia da Libertação”, movimento católico caracterizado pela preocupação social com os pobres e a libertação política do povo oprimido. Por essa época, diante da conturbada situação sociopolítica, suas atividades entraram em conflito com as posições do Cardeal Dom Jaime Câmara, tornando difícil sua permanência no Rio de Janeiro. Em 12/3/1964, a poucos dias do Golpe Militar, foi designado arcebispo de Olinda e Recife, cargo exercido até 1985.

Nesta diocese estabeleceu uma administração em setores pastorais; criou o Movimento Encontro de Irmãos; o Banco da Providência; a Comissão de Justiça e Paz e fortaleceu as comunidades eclesiais de base. Exerceu forte resistência o ditadura militar e tornou-se líder contra o autoritarismo, pregando no Brasil e no exterior uma fé cristã compromissada com os mais pobres. Foi perseguido pelos militares e acusado de comunista. Após o AI-5, em 1968, foi proibida qualquer referência ao seu nome. Aos 75 anos renunciou ao cargo e passou o comando da Arquidiocese a Dom José C. Sobrinho, em 1985; continuou no Recife, vivendo nos fundos da Igreja das Fronteiras e faleceu aos 90 anos, em 27/8/1999, e foi sepultado no interior na Catedral da Sé de Olinda.

Em seu centenário, em 2009, A CNBB, Arquidiocese de Olinda e Recife, Instituto dom Hélder Câmara, PUC/PE entre outras entidades, promoveram homenagens visando manter viva sua memória e legado. Recebeu 32 títulos de doutor honoris causa em todo o mundo; foi cidadão honorário de 28 cidades no Brasil e no exterior. Nos EUA recebeu o Prêmio Martin Luther King e na Noruega o Prêmio Popular da Paz. Foi indicado 4 vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Seu acervo histórico é mantido no Instituto Hélder Câmara, em Recife. Em 2002 foi instituído o Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa pela CNBB. Em 2010 o Senado Federal criou a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, para agraciar personalidades destacada nessa área. Em 2017, a Lei nº 13.581 declarou-o Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos.

Em 2014 foi anunciada a abertura do processo de beatificação e no ano seguinte o Vaticano deu parecer favorável através da Congregação para as Causas dos Santos, recebendo o título de Servo de Deus. Em 2018, após 3 anos de investigação foi concluído o processo e remetido à Congregação. Em 2022, durante o 18º Congresso Eucarístico Nacional, foi anunciado que a documentação recebeu aprovação dos membros da Congregação e que está sendo elaborado a positio para que Dom Hélder possa ser declarado venerável. Porém, na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, ele já se encontra no calendário do santos e sua festa litúrgica é comemorada em 27 de agosto.

Dom Hélder deixou um legado de 13 livros traduzidos em diversos idiomas, dentre os quais: Revolução dentro da paz (1968). Mil razões para viver (1979) e Espiral de violência (1978). Sua trajetória religiosa foi exposta no livro de Ivanir Antonio Rampon no livro O caminho espiritual de Dom Helder Câmara, publicado pelas Edições Paulinas, em 2015.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS PRÉ-JUNINOS

Notas pessoais encontradas num fundo de gaveta de um quarto mal arrumado depois de uma mudança de ambiente de trabalho. Expostas pela vez primeira, para gregos e troianos de uma pós-modernidade cada vez maiscomplexa, onde as alterações climáticas de grande porte parecem ratificar profecias de há um bocado de tempo. Explicito-as para o Jornal da Besta Fubana, para o seu primoroso noticiário diário crítico-esculhambativo, predominantemente escrotológico. Ei-las, sem muita eira nem beira cautelar:

1. Perguntaram certa feita ao teólogo Clodovis Boff, qual a contribuição que se poderia dar à classe média brasileira para a criação de uma nova sociedade, onde todos pudessem ter vida plena e abundante. Eis as respostas do Boff:

a. Oferecer à comunidade eclesial, frente aos problemas sociais, uma representatividade mais leiga e menos clerical;

b. Democratizar as relações internas da Igreja, mediante o fortalecimento de uma consistente “opinião pública” comunitária;

c. Mostrar que a Igreja da Libertação nunca é monoclassista, mas integralmente “católica” (universal);

d. Trazer para o seio da Igreja os “novos valores” que emergem do bojo da cultura atual e dos quais a classe média é portadora privilegiada.

2. O escritor Georges Bernanos, francês de inspiração cristã, dizia que “nada é mais ridículo do que um velho enrabichado.” E Alceu Amoroso Lima, o extraordinário Tristão de Athayde, complementava: “Nada mais contra a natureza das coisas e aos olhos de Deus do que a velhice inconformada com a morte.” Morremos muitas vezes ao longo da nossa existência: quando um amigo se vai, diante dos punhais cravados pelos parentes fingidos, pelas animalidades cometidas pelos amigos de mentirinha, ou quando as arrogâncias corroem ainda mais um já debilitado humanismo século XXI. Também ao longo das nossas vidas, diante da inexorabilidade da morte, tomamos quatro atitudes diferentes. Quando crianças, a morte nos é indiferente. Nutrimos por ela uma curiosidade idêntica às demais sentidas diante do imprevisto. Nenhum valor específico lhe atribuímos, posto que ela não provoca qualquer reação mais profunda. Um acidente da vida como outro qualquer. O escuro, quando se é criança, provoca muito mais medo que a própria morte. Para não falar das almas do outro mundo. Brinca-se até de morto como se brinca de bandido ou de mocinho. Ou de professor. Ou de dona de casa, as meninas-da-casa fazendo comidinha para as meninas-visitas, as mais sabidas. Na adolescência, principiamos a pensar na morte. Idealizamos a morte, mitificamos a morte. Começamos a pensar na própria morte. E principiamos a morrer, diante dos primeiros desmoronamentos provocados em nosso castelo-derredor. Mas ainda encaramos a morte como final de uma aventura, sem tropeços nem maldades, apenas coroamento, sem as pedras do caminho. Na juventude, a morte torna-se companheira quase brincante. Conceito romântico, substituindo a indiferença da primeira idade. A inimizade se inicia na porteira da maturidade. A morte torna-se a maior inimiga, temida, mais analisada, filosófica e religiosamente. A indagação de São Paulo inquieta: “Morte, onde está tua vitória?” A morte é término ou passagem? Túmulo ou túnel, como magistralmente o saudoso Pastor Campos costumava dizer em suas notáveis pregações. Com fé no além ou sem ela, a agonia da morte se torna presente e o viver num contínuo e resoluto foco de resistência. No último quadrante da vida, entretanto, “a mesa está posta e a cama feita”, como nos dizia o poeta Bandeira, que vivia aos trancos e barrancos com a Última Dama. Nessa fase, exige-se serenidade, capacidade de rever caminhadas menos felizes, emergindo a convicção de que bem outras seriam algumas das estratégias tomadas se os fatos fossem encarados com a mentalidade de agora. Creio que a concepção da morte é determinada pela concepção que se faz da vida. Superar a morte, eis o desafio maior dos libertos dos encantamentos supérfluos, das prestimosidades dos lambetas, das pantufas sabichonas, dos burregos tecnocratas que desconhecem os valores de uma sociedade emergente e dos recalcados recalcitrantes que se imaginam eternas vítimas, cordeirinhos imolados de um mundo que não os compreende devidamente. Sem falar dos azedos – homens e mulheres – que imaginam sempre estar em ambientes europeus, reinos se possível, os daqui nada mais sendo que peças inúteis de um contexto de ofuscados pelas suas “luminosidades.”

Já repararam que todos os mortos não brilham mais?

PENINHA - DICA MUSICAL