Somando quase 70 pessoas com passagens na polícia, a equipe de transição, espécie de prévia do futuro governo, sinaliza um futuro sombrio para os lulistas com repeteco de Mensalão, Petrolão etc.
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O futuro não será “sombrio” para os lulistas, como diz essa nota aí em cima.
Pelo menos pros lulistas que estão no alto comando do bando.
Repeteco de Mensalão e Petrolão no próximo governo vai encher o rabo da quadrilha e vão se multiplicar os triplexs, os sítios, os jatinhos e muitas outras coisas mais.
O futuro será sombrio mesmo é pro Brasil e pro seu povo.
Quase 7 dezenas de marginais com passagem pela polícia na equipe de transição do ex-presidiário (que deveria ser denominada de equipa de transações), imagine quando estiverem com a bunda nas cadeiras do poder.
O número irá subir em progressão geométrica!!!
Vai ser um arrastão de grosso calibre.
Os guabirus estão ansiosos pra que chegue logo o 1º de janeiro!!!
Já tivemos oito constituições. Todas prometiam criar o paraíso, mas nunca deu certo. É que todas foram feitas pelos políticos, tendo em vista os interesses deles. A parte das bondades e dos direitos garantidos sempre foi só para disfarçar.
Se algum dia o país decidir tentar mais uma, o mais importante é deixar muito bem explicado aquilo que o governo NÃO pode fazer. E têm que ser muito explícito, senão eles juntam um “princípio” daqui com uma “interpretação” dali e acabam fazendo o que querem, como sempre. Então, só para lançar a idéia, vai aqui uma pequena parte do capítulo mais importante da futura constituição: os NÃOS:
Executivo, Legislativo e Judiciário podem chamar a si mesmos de setores, divisões, departamentos ou coisa parecida. NÃO podem chamar-se de “poderes”, porque o poder pertence à população, não à eles.
Pessoas que façam parte do governo NÃO podem ser chamados de excelentíssimos, meritíssimos, digníssimos ou qualquer outro tratamento especial que não seja o usual “senhor” e “senhora”.
Os funcionários do governo NÃO podem receber qualquer benefício que não esteja disponível para toda a população. Nada de carros oficiais, residências oficiais, planos de saúde privados ou “auxílio-qualquer-coisa”.
O governo NÃO pode aumentar a si mesmo criando novos órgãos, secretarias, departamentos ou qualquer outro nome, nem conceder novos poderes aos que já existem.
Cada órgão do governo deve seguir orçamentos previamente aprovados e NÃO pode, de forma alguma, aumentar suas próprias despesas.
O governo como um todo deve gastar apenas aquilo que arrecada e NÃO pode, não importa o motivo alegado, fazer dívidas a serem pagas pela população.
Órgãos do governo e políticos em geral NÃO podem gastar dinheiro em publicidade, e muito menos para se elogiar ou para parecer bondoso por ter feito aquilo que é sua obrigação.
O governo NÃO pode dar dinheiro público para partidos políticos sob qualquer pretexto, incluindo financiamento de campanhas.
O governo NÃO pode regular, controlar ou tabelar preços de nenhum produto ou serviço, em absolutamente nenhuma hipótese.
O governo NÃO pode fabricar dinheiro do nada. Cada moeda ou cédula fabricada deve corresponder a uma reserva em ouro, prata ou alguma moeda estrangeira de aceitação mundial.
O governo também NÃO pode proibir as pessoas de realizarem negócios usando outras moedas, se quiserem.
Se uma pessoa ou uma empresa preferir gastar seu dinheiro em um produto estrangeiro ao invés de um nacional, o governo NÃO tem nada com isso e NÃO fará nada para impedir ou dificultar essa compra.
Imitando um país mais bem-sucedido que o nosso, o governo NÃO pode limitar ou punir, de forma alguma, a liberdade de expressão, nem criar qualquer forma de censura prévia ou posterior. (para os que têm medo porque acham que palavras “machucam” ou “ofendem”, fica um conselho: cresçam)
O governo NÃO pode obrigar qualquer pessoa ou empresa a fazer parte de associações de classe, conselhos, sindicatos ou coisa parecida, nem impôr qualquer restrição por conta disso.
O governo NÃO pode se intrometer em nenhum negócio ou contrato firmado de forma livre e consciente entre duas partes e que não cause prejuízo a terceiros. Se está bom para ambas as partes, ninguém mais têm que se meter.
O governo NÃO pode dar a ninguém monopólio ou exclusividade de exercer determinada atividade.
Em resumo: o governo NÃO deve e NÃO pode achar que é o dono do país.
Pegaram mal entre o pessoal que está acampado, sob sol e chuva, nas mais diversas situações incômodas, as imagens do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, no Catar. Ele explicou que foi lá para distribuir pendrive sobre a situação do Brasil. Era melhor não ter dito isso, convenhamos. As pessoas dizem que tudo bem ele ir, estão lá também o presidente da Câmara e o ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, e acrescentam que não estão na chuva por Eduardo Bolsonaro; estão também por ele, mas por nós todos, por nossa liberdade, por nossos filhos e netos, por um governo de honestos, pela Constituição Federal violada, pelo devido processo legal, pelo fim dessa história de que o crime compensa neste país, pelos valores da família, da pátria. Todos estão lá conscientes de que somos a origem do poder.
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Lira será reeleito presidente da Câmara com apoio da esquerda
Arthur Lira, que também estava no Catar, ganhou apoio para ser reeleito presidente da Câmara, a despeito do que está escrito no artigo 57 da Constituição, que impede a reeleição para o período imediatamente seguinte, mas interpretaram a Constituição e ele pode se reeleger, tanto que Rodrigo Maia ficou um tempão. Lira ganhou o apoio do PT, do PV, do PcdoB, do PSB e mais dez partidos; está praticamente reeleito.
E o que isso demonstra? Que não existe nada de esquerda e de direita; só existe a oligarquia para receber os seus impostos, lidar com você como massa de manobra e satisfazer os seus desejos de poder. E isso não é de agora não; é de sempre. O livro A guerra brasileira, do reitor Alex Fiúza de Mello, mostra isso. Vocês viram Lula unido aos banqueiros, ou o milionário que emprestou o jatinho para ele ir ao Egito. Eles só querem o seu imposto e a sua liberdade de expressão também, como temos visto. Essa é a lição que podemos tirar disso.
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Senado vota PEC fura-teto e privilégio para juízes e promotores
O presidente do Senado, apesar de tantos problemas que estamos vendo, vai pôr em votação uma emenda à Constituição para aumentar o salário de juízes e promotores públicos, um quinquênio de 5%. Dizem que vai ser retroativo, e por isso alguns vão receber R$ 2 milhões. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é um advogado de muitas causas, e com isso está agradando juízes e promotores; será que isso é ético? Esse projeto parece que estava parado havia muito tempo, porque esse quinquênio foi eliminado lá atrás, e agora está voltando.
Esse é o nosso país… quando eu disse que as pessoas estão em manifestação para mostrar que o crime não compensa, é difícil. Lutamos contra esse mecanismo, essa oligarquia, que não tem nada a ver com esquerda ou direita, conceitos que eles usam para manipular as pessoas.
Também no Senado está o projeto fura-teto de emenda à Constituição. Esse furo do teto por quatro anos vai representar três vezes e meia que se economizou com a reforma da Previdência. Ou seja, vamos cavar um buracão. Juros baixos e inflação baixa são devidos ao equilíbrio fiscal, mas agora vai estourar tudo de novo: sobe a inflação, sobem os juros, a dívida externa… a dívida pública vai ter de aumentar, ou o governo imprime dinheiro ou imprime papel e joga no mercado, e assim a dívida vai superar o valor do PIB.
Falando nisso, saiu a arrecadação de outubro, com novo recorde: R$ 205 bilhões em arrecadação federal, e o superávit do governo central foi de R$ 31 bilhões em outubro. Essa é uma herança bendita.
O cardeal-arcebispo de Manaus, dom Leonardo Steiner (ao centro), é um dos signatários da carta endereçada ao presidente eleito Lula
Nos últimos dias, anda circulando pelos meios católicos uma carta de um grupo de bispos chamado “Diálogo pelo Reino”, dirigida ao presidente eleito Lula. Ela é assinada por cinco bispos, descritos como “membros da coordenação do grupo”: cardeal Leonardo Steiner, de Manaus (AM); dom Adriano Ciocca, prelado de São Félix do Araguaia (MT); dom Guilherme Werlang, de Lages (SC); e dois auxiliares de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol e dom Vicente Ferreira, aquele que faz poesia ruim no Twitter. Mas, ao que tudo indica, há muito mais bispos que endossam seu conteúdo.
Sinceramente? Isso é uma carta de um fã-clube ao seu ídolo, não uma mensagem de líderes religiosos exortando um líder secular a fazer um governo digno. Lula é descrito como “estimado servidor do povo brasileiro” e os bispos contam que “celebramos sua vitória eleitoral surpreendente e compartilhamos com a maioria do povo brasileiro a alegria de ver triunfar a esperança em tempos tão obscuros e difíceis”. E, por fim, listam as suas prioridades, que gostariam de ver refletidas no futuro governo, e aí a coisa complica mais ainda.
Combate à pobreza e à fome é importante? Sim, é importante – digo mais, é fundamental. Respeito ao meio ambiente é importante? Sim, e para isso basta lembrar que, no Gênesis, Deus dá ao homem a missão de cuidar da criação, não de destruí-la pela exploração inconsequente. Mas as reivindicações dos bispos param por aí. Seu sonho é o de que o Brasil “volte a ser um país com liderança e respeito na geopolítica internacional, colocando o combate à pobreza e as questões socioambientais como pautas globais prioritárias”.
Defesa da vida desde a concepção? Combate à corrupção? Liberdade religiosa? Nada. Existem algumas referências à “defesa da vida”, mas que são amplas e genéricas, sem menção à plataforma abortista do PT, nem mesmo um fiapo de preocupação com a presença de uma notória abortista, Eleonora Menicucci, na equipe de transição. Quanto aos outros dois assuntos, nem uma única mísera palavrinha. Aliás, também não houve menção ao fato de que foi a política econômica petista, essa que Lula dá sinais de querer repetir, que causou a maior recessão da história do país, e que deixou como herança maldita uma multidão de pobres e desempregados.
E aí eu pergunto: quando Lula começar a abraçar seus colegas latino-americanos que perseguem a fé católica, quando os petistas começarem as tentativas para a legalização do aborto, quando a irresponsabilidade fiscal tornar cada vez mais difícil “garantir renda e trabalho para todos e todas”, onde é que estarão esses bispos? Eu realmente gostaria de estar duplamente errado a esse respeito. Primeiro, gostaria que nada disso fosse acontecer. Mas, convenhamos, estamos falando de Lula e do PT; para não termos aliança com ditadores, pressão por aborto e crise econômica, só com um milagre. Segundo, gostaria mesmo que esses bispos levantassem a voz com a mesma energia com a qual “fizeram o L”. Mas algo me diz que eles vão ficar bem caladinhos e vão “terceirizar” as críticas para a CNBB.