DEU NO JORNAL

PERDA DE TEMPO

Os economistas Armínio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan, que apoiaram a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, escreveram uma carta para o presidente eleito nesta quinta-feira, 17, em que mostram preocupação com as recentes declarações do petista sobre as regras fiscais.

Mais cedo, durante a 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP27), Lula defendeu o fim do teto constitucional de gastos e o aumento de recursos para o financiamento de programas sociais.

Fraga, Bacha e Malan ressaltam, no texto divulgado pela Folha de S.Paulo, que a obediência às regras fiscais é condição fundamental para a resolução de problemas sociais. “O desafio é tomar providências que não criem problemas maiores do que os que queremos resolver”, argumentam.

Os economistas observam que, diferentemente do que dizem os petistas, a alta do dólar e a queda da Bolsa de Valores não são produto da ação de “especuladores mal-intencionados”.

Dizem também que o teto de gastos não tira dinheiro da educação, da saúde e da cultura. “Não é uma conspiração para desmontar a área social”, ressaltam.

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Até os ilustres doutores, comparsas do ex-presidiário, estão estupefatos com os tolôtes orais que ele cagou pela boca.

Como se não conhecessem a estupidez ambulante que eles apoiam…

O fato é que eles vão perder tempo dando conselhos pro descondenado pelo SPTF.

Explicar as coisas certas pra Luladrão, mostrando como se deve administrar corretamente, é mesmo que dar conselho a doido:

Pura perda de tempo!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

MANÉ É MANÉ

Luís Ernesto Lacombe

Aviso ao leitor: A publicação desta foto de um autêntico Mané foi autorizada pelo Ministério da Verdade

Eles vão chamar quem eles quiserem de genocida, negacionista, nazista, fascista, extremista, golpista, burro… Eles vão chamar quem eles quiserem de “mané”. Agora, é preciso que todos entendam direitinho: tudo contra eles será “intolerância e violência”. Que fique claro: para que se cumpram seus objetivos, eles podem ser maledicentes. E, convenhamos, nós, seres humanos inferiores, temos mesmo defeitos terríveis.

Eles podem dizer que não têm lado e têm todo o direito de afirmar que você está do lado errado. Eles não têm lado, mas afirmam que são mais fortes. Por quê? Porque eles são o bem! Serão sempre deles todas as virtudes, a superioridade moral, ainda que se entreguem a mentiras descaradas. Quem discorda deles é desinformado, irresponsável, egoísta, insensível, mau.

Eles são o princípio, eles são os princípios, eles são as teorias corretas, os postulados, as leis, eles são axiomas. Eles são tudo, todos os poderes, eles são a polícia. Contra eles há apenas bandidos, pecadores. Eles são santos, sacrossantos, fazem milagres, dissipam todas as maldições. Eles nos salvaram do vírus, da praga, da ruína, da desesperança, da falência, da pobreza, da fome, da poluição, das mudanças climáticas, de uma morte violenta.

Eles podem desafiar todos os indícios, todas as evidências, todas as provas, mesmo as concretas, cabais, irrefutáveis… Eles são incontestáveis, indestrutíveis. E vão reconstruir a sociedade. Eles têm conhecimento, cultura e inteligência mais do que suficientes para isso. Graças a eles, não haverá mais conflitos, não haverá mais confrontos. Os ignorantes estão contra eles. E eles já venceram. Entreguem-se, “manés”.

Eles são subjetivos, são a conspiração que veem nas ruas. Eles não acreditam no que é orgânico, espontâneo, no que é sistêmico. Sem a interferência deles, nada de bom será possível. Eles sabem o que é justo. Acreditam em advérbios, são politicamente corretos. São incorretos com fantasia colorida. Eles são pela diversidade, exceto a diversidade de pensamento. Melhor pensar como eles, “manés”.

Eles podem viajar o mundo, dando vivas à democracia, enquanto destroem o ambiente democrático no Brasil. Podem acusar, perseguir, impedir aos outros qualquer tipo de defesa. Mas defendem-se como poucos, um lambendo o outro. São a favor da censura, da censura prévia, não estão nem aí para as perguntas de ninguém. E perguntar qualquer coisa a eles, mesmo que educadamente, pode ser um acinte.

Eles são falsificadores fajutos da liberdade. Qualquer “mané” sabe disso. Eles são donos de sua própria democracia, forjada por um ferreiro bruto, com marretadas, com muita pancada. E chega de ironia… É fato: a única liberdade sobre a qual essa gente pode falar, com conhecimento de causa, é a liberdade de bandidos.

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JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

MANIAS DE ESCRITORES (2)

Lisboa. Seguem mais algumas, nesta breve série. Começando pelos charutos, que tiveram sempre seus devotos. Como Cabrera Infante, Carrol, Chandler, Conan Doyle, Conrad, Dafoe, Dickens, Freud, Hemingway, Lorca, Mallarmé, Mark Twain, Pessoa, Poe, Stefan Zweig, Stevenson, os irmãos Max. O café da manhã de Churchill era charuto e uma taça de champanhe. Cabrera Infante (Tristes tigres) falou dos momentos em que se sentia feliz, “É quando fumo meu charuto em paz, tranquilo, na escuridão. O que antes era uma guerra, transformando-se agora em brasas civilizadas que brilham na noite como o farol da alma”. Machado de Assis os sauda (Linha reta e linha curva), “O charuto é um verdadeiro Memento Homo: convertendo-se pouco a pouco em cinzas vai lembrando, ao homem, o fim real e infalível de todas as coisas: é o aviso filosófico, é a sentença fúnebre que nos acompanha em toda parte”.

Kipling escreveu poema, The betrothed (O comprometido), que começa com ameaça da mulher “Você terá que escolher: ou seus charutos ou eu”. E ele mesmo respondeu com o famoso verso A woman is only a woman, but a good cigar is a smoke. Após o que, bom dizer, preferiu ficar com os puros. George Burns, quando completou 100 anos, disse que se tivesse obedecido as ordens para deixar de fumar e talvez não tivesse vivido o bastante para comparecer ao funeral do seu médico. Sem esquecer que Hitler, por ser o primeiro chefe de Governo a proibir que se fumasse em sua frente, seria (segundo Cony) o Patrono do Antitabagismo de hoje. Só para lembrar também não fumavam Mussolini, Salazar e Kadafi.

James Joyce passava quase todas as noites nos bares; e, quando amanhecia, cantava canções irlandesas, com sua voz de tenor, para desespero da vizinhança. Já Nelson Rodrigues, o Anjo Pornográfico – segundo o confrade, na ABL, Ruy Castro ‒ por estranho que possa parecer era um pudico e nunca dizia palavrões. Pablo Neruda só escrevia com tinta verde. Goethe, Lewis Carroll, Victor Hugo e Virginia Wolf o faziam em pé. Vinicius de Moraes, como Agatha Christie e o dr. José Paulo (pai), em banheira com água morna. Proust, George Orwel e Truman Capote, deitados. O mesmo Capote, supersticioso, que jamais deixava no cinzeiro mais que três guimbas de cigarro; e, o que passasse desse número, punha no bolso do paletó.