RODRIGO CONSTANTINO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Boa tarde caro editor,

Não sei se vai interessar mas o Daniel Lopez postou um vídeo ontem MUITO interessante.

Título: Seríssimo isso.

Não devo estar de todo errada com relação ao “na casa China tem”.

Acredito que quem busca estar informado com o que realmente acontece no nosso amado Brasil vai gostar do vídeo.

Você decide.

Abraços

DEU NO TWITTER

GUSTAVO GAYER

DEU NO JORNAL

MIRAGEM

* * *

Gostei da palavra “miragem” nessa manchete aí de riba.

Um termo poético, tocante, inspirador, atraente, arrebatador.

Deu na Veja. Uma fonte insuspeita.

E veja (êpa!) bem: um tô inventando nada.

Dei o print e reproduzi do jeito que está aí.

E, pra fechar a postagem, aqui vai um trecho escrito por José Casado, colunista da mesma revistona:

“Fiasco da oposição rachada nas ruas deu fôlego a Bolsonaro. Para o candidato à reeleição foi uma dádiva. Opositores juntaram nas ruas de 18 capitais menos gente do que ele tem de seguidores numa única rede social.”

Pelo que me consta, o Brasil tem 26 capitais e mais  um distrito Federal.

Achei interessante essa informação de que as manifestações aconteceram em apenas 18 capitais.

Eu pensei que o “Fora Bolsonaro” tivesse sido em todo o Brasil.

Povo preguiçoso que só a porra…

Bom, foi desse jeito mesmo que o colunista vejiano escreveu.

Só fiz transcrever.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURO PEREIRA – ITAPEVA-SP

ONTEM, HOJE E AMANHÃ

Aqui pelas bandas onde eu moro, reza o folclore que uma certa moçoila muito dada e de sólida formação religiosa, num desses modorrentos dias de verão singrou a mansidão do bucólico cotidiano interiorano e irrompeu casa adentro determinada em comunicar à família o suplício que lhe devastava a alma e dilacerava o coração. Movida por uma coragem que desconhecia, disparou num fôlego só: “mamãe, o tarado me pegou ontem, hoje e amanhã!”. Compreensiva, a mãe a acolheu nos braços e a confortou: “não se desespere, minha filha; nada melhor do que um dia depois do outro!”. Ao rememorar essa passagem pitoresca, foi praticamente impossível não estabelecer um paralelo entre as desventuras daquela jovem e a trajetória do Partido dos Trabalhadores.

Quanto mais as lideranças petistas tentam justificar o enorme vazio que os distancia de suas origens, mais se aproximam da menina que ilustra a fábula. Longe da inocência pueril da personagem do conto, usam, no entanto, do mesmo ardil e buscam na retórica rota que os caracteriza um lampejo de decência na prostituição política que escolheram como meio de sobrevivência. De diferente, é que a menina quase-virgem vagueia serelepe apenas pela vastidão do imaginário popular, enquanto os próceres petistas brincam com a realidade e zombam da inteligência da sociedade brasileira surfando nas águas fétidas da hipocrisia.

Ontem, sem estupor, mas com a mais refinada malandragem, invadiram os lares dos brasileiros para comunicar que, açodados pela vergonha imposta por consecutivas derrotas nas urnas, foram obrigados a facilitar as investidas do desalmado e imoral tarado do oportunismo eleitoreiro aceitando como companheiro de orgia política um dos mais expressivos representantes do outrora odiado capitalismo para compor a chapa que elegeria o presidente da República por eles apoiado. Inovadores, criaram jurisprudência no campo da pornografia eleitoral introduzindo a figura jurídica do primeiro caso de estupro consentido.

Fruto de uma gestação promíscua e temerária, no terceiro ano daquela conjunção interesseira nasceu o mais famoso dos seus rebentos. Embora empregassem todos os esforços para registrá-lo sob o codinome Caixa Dois, o pimpolho resistiu ao assédio e já prestes a ingressar na pós-adolescência faz questão de ser chamado de Mensalão do PT, seu nome de batismo. O Petrolão foi nada mais que o aprimoramento da experiência corruptiva do escândalo que imortalizou o “eu não sabia” de Lula da Silva.

Totalmente afeitos às delícias proporcionadas pelo poder, denunciaram que estavam prenhos novamente e que desta vez foram forçados a dividir o leito com o tarado da privatização, inimigo útil que num passado não muito distante lhes garantiu vários milhões de votos e vitórias memoráveis. Preocupados em abafar o caso juraram que o rebento era adotivo e, dispostos a provar que a mesma coisa nem sempre é a mesma coisa, colocaram-lhe a alcunha de Concessão. Arrogantes, tinham certeza de que a capacidade de percepção do brasileiro também era concessão do PT. Compreenderam que não era ao serem repudiados nas ruas por ocasião dos protestos que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff.

Amanhã, certamente estarão ávidos por novas aventuras, e, determinados a sacrificarem-se pela causa, não se importarão em submeterem-se aos flagelos que a prostituição política condiciona. Do conforto de suas alcovas, exercitarão a experiência acumulada no jogo da sedução cuidando para ter sempre à mão um conveniente estuprador malvado para justificar as obscenidades que o desempenho nas urnas exigir.

Se por ventura sentirem algum sintoma que possa levá-los a deparar-se com algo semelhante a uma crise de consciência capaz de censurá-los por essa ativa vida mundana, de imediato irão se recompor certos de que encontrarão guarida na sabedoria infinita de seu grande líder e guru que, por sua vez, inspirando-se no exemplo da mãe da moça da historinha, os acolherá sob suas asas protetoras e dissipará todos os seus temores. Convicto de seu retorno ao poder, garantirá:

“o futuro próximo há de nos sorrir generoso”, vaticina; “portanto, não se apoquentem crianças, nada melhor do que um contrato depois do outro!”.

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

MASSACRE ÀS MULHERES

Dizer que as mulheres, inumeráveis, são massacradas é cair numa repetição tão óbvia que pode até fazer o leitor bocejar de tédio. Apesar disso, insisto, volto a repisar o tema; a repetição traz saciedade.

Certa revista brasileira, de grande circulação, formulou a seguinte indagação: como evitar que as mulheres sejam massacradas? A pergunta suscitou discussão interminável.

Superficialmente, massacre é o ato pelo qual “machões” submetem mulheres a todo tipo de vexação, a principiar pela descortesia e, a partir daí, num processo gradual, o constrangimento, a censura, a repreensão, a humilhação, maus-tratos, tortura, até o desfecho fatal, o assassinato. Essa tragédia, que prospera e se banaliza aos olhos de todos, retrata, desgraçadamente, o triste fadário de incontáveis mulheres, no Brasil e no mundo. O mais inacreditável é que as sobreviventes dificilmente maldizem, ou praguejam, o seu triste fado.

Não se argua que os grosseirões provêm apenas das camadas pigmeias, a bem dizer do proletariado. Ilustrados, e doutores que habitam os palácios também figuram na galeria dos verdugos. Entre estes podem ser vistos inclusive Senadores da República.

Exubera na mídia a notícia de que a médica oncologista Nise Yamaguch ajuizou ação contra senadores da CPI, acusando-os da prática de misoginia, além de humilhações quando esta esteve na condição de depoente. Agora, outra depoente, a médica Maira Pinheiro, também pleiteia na justiça reparação judicial por danos morais.

Falar sobre as mulheres é evocar o que há de mais sagrado, é referir-se às mães de um modo geral, é aludir à pessoa de Maria, mãe de Jesus. “As mulheres são a homenagem de Deus ao amor”.

Dito isso, queira algum filho de DEUS obsequiar a feminilidade brasileiras concebendo uma maneira de avisar àqueles senadores de apetites grosseiros que eles têm o dever, ainda que protocolar, de tratar com a devida solicitude todas as mulheres, marquesas ou plebeias. Nenhum senador carece de adoçar a voz para tratar uma mulher depoente, tampouco almofadar a cadeira em que ela irá sentar-se, mas qualquer uma, mesmo aquelas alistadas nas casernas da prostituição, merecem palavras de apreço de qualquer anfitrião, ainda mais quando nas dependências do Senado Federal.

Aliás, o tácito estatuto dos anfitriões protege visitantes e convivas da prática da desmesura, da grosseria, do pouco-caso, da rudeza, da linguagem bronca. Tratar uma mulher com obsequiosidade nas dependências do Senado Federal não é prestar um favor, mas dar fidelidade à etiqueta da Corte; que não transige o fiel cumprimento do seu código de cortesia. É na cortesia que está a pedra de toque da nobreza senatorial.

HÉLIO CRISANTO – UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

COISAS DIFICEIS DE SE VER

Cabeça de bacalhau
Camisa dez em goleiro
Uma igreja sem degrau
Pé de cobra com unheiro
Bode passar em regato
Cuspe da boca de um gato
Mudo falando besteira
Urubu assoviando
Um pato novo mamando
Foto de sogra em carteira

Pinguço enjeitar cachaça
Um humorista sisudo
Coveiro temer desgraça
Encontrar índio barbudo
Cigano ser enganado
Um valente aposentado
Cair neve no sertão
No espaço um boi voar
Pneu de carro cantar
Em rodovia de chão

DEU NO JORNAL

BRIC-A-BRAC. NUM É UM JOGO?

Nem mesmo a reunião dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na última quarta-feira (8), foi capaz de inspirar o noticiário econômico a fazer justiça à moeda brasileira.

O real se consolida como a mais forte moeda dos países do Brics, valendo mais que o rublo russo, a rúpia indiana, o yuan chinês e o rand sul-africano.

* * *

Um expressão quase poética nessa notícia aí de cima:

“ispirar o noticiário econômico”.

Os redatores de economia da mídia banânica precisam ter mais sensibilidade para essas coisas sublimes e etéreas.

Bom, o fato é que num sei nada, num intendo porra alguma desse negócio de Brics, economia, finanças e moedas.

Deixo pros economistas fubânicos fazerem comentários e avaliações sobre esta postagem.

O que está contido nessa notícia aí de cima, é bom ou ruim pro Brasil?