Nem mesmo a reunião dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na última quarta-feira (8), foi capaz de inspirar o noticiário econômico a fazer justiça à moeda brasileira.
O real se consolida como a mais forte moeda dos países do Brics, valendo mais que o rublo russo, a rúpia indiana, o yuan chinês e o rand sul-africano.
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Um expressão quase poética nessa notícia aí de cima:
“ispirar o noticiário econômico”.
Os redatores de economia da mídia banânica precisam ter mais sensibilidade para essas coisas sublimes e etéreas.
Bom, o fato é que num sei nada, num intendo porra alguma desse negócio de Brics, economia, finanças e moedas.
Deixo pros economistas fubânicos fazerem comentários e avaliações sobre esta postagem.
O que está contido nessa notícia aí de cima, é bom ou ruim pro Brasil?
Acontece que simplesmente comparar o valor numérico de duas moedas não diz quase nada sobre elas, porque é só uma questão de cortar zeros.
O que importa é saber se uma moeda está se valorizando ou desvalorizando em relação às outras. Por exemplo, em um prazo de dois anos (1/9/19 a 1/9/21), a variação foi a seguinte:
Real : -20%
Yuan : +10%
Rublo : -1%
Rand : +6%
Rúpia : -1%
Ou seja, Rand e Yuan se valorizaram (portanto são moedas fortes), Rublo e Rúpia permaneceram estáveis, e o Real perdeu 20% do valor (portanto é uma moeda fraca).
Ou seja: se o Brasil cortasse três zeros e criasse o Real Novo, passaríamos instantaneamente a ter a moeda mais forte do mundo? Não.