
Caro Editor,
Minha contribuição para os alfinetes da Chupicleide.
E também para a ração da Xolinha e do Polodoro.
R. Meu caro, sua generosa doação já está na conta desta gazeta escrota.
Assim como também já estão na conta as doações dos leitores Ozi Ramos e Luiz Américo.
Vocês fubânicos são a força que mantém esta gazeta escrota nos ares e que nos ajuda a cobrir as despesas de hospedagem, manutenção e assistência técnica ao JBF prestadas pela empresa Bartolomeu Silva.
Vai voltar tudo em dobro pra vocês na forma de paz, saúde, harmonia, alegria e muita felicidade!!!
Como hoje é sexta-feira, Chupicleide já fez um vale.
Não só pra comprar os alfinetes que você sugeriu, mas também pra encher o rabo de aguardente no final do expediente.
A cachorra Xolinha latiu de felicidade e o jumento Polodoro agradeceu relinchando.
Amigo , boa tarde
Vendo mais de uma dezena de vídeos onde pessoas que protestam contra o lockdown ou contra o passaporte sanitário são espancadas e tem o rosto coberto com espuma;
pessoas que estão sentadas num parque , e são presas ,com truculência , só por estarem sem máscaras;
pessoas que publicam matérias na internet que o governo não gosta e por isto são intimadas;.
pessoas que são perseguidas por 6 ou 7 policiais e quando pegos são espancados;
pessoas que viatura policial atropela e depois de caídos são espancados;
que são informadas que devem usar máscara na praia;
um país que tem um campo de quarentena que no formato lembra o campo de concentração de Auschwitz;
É uma democracia ou uma ditadura ?
Deixo a resposta a cargo dos leitores do JBF, que se puderem dizer qual seria este país eu agradeceria .
Abraços
“Ai, ai, ai, ai…Está chegando a hora!!!”
Boa Tarde, Ilustre Editor Fubânico, ex-neo-celibatário convicto, aporrinhador de esquerdistas, empedernido defensor das noviças virgens assanhadas, e amicus curiae das quengas defenestradas pelos bastardos tabacudos da cpi do planalto central, Salve!!!
Pra quem não acredita na justiça brasileña, levo ao vosso conhecimento o vídeo do julgamento e condenação exemplar, de um magistrado acusado de assédios sexuais cometidos no fórum em que atuava na Banânia.
Usando das suas palavras, “chega estou-se-me rindo-se” do inusitado acontecimento que enaltece demais a tão achincalhada justiça brasileña.
Cordiais e Fubânicas Saudações!

O autor Leandro Gomes de Barros, Pombal-PB (1865-1918) e seu cordel
* * *
PRIMEIRA PARTE
Leitor se não se enfadar
Desta minha narração,
Leia a vida deste ente
E preste toda atenção,
Que foi o quengo mais fino
Desta nossa geração.
Pois ele desde criança
Sabia a tudo iludir,
Estradeiro muito velho
Não pode a ele competir,
O Cancão nunca armou laço
Que alguém pudesse sair.
Cigano que no Egito
O temiam como lobo,
Entre todos os ladrões
Era professor de roubo,
Chegou aqui no Brasil
O Cancão fez dele um bobo.
Até na hora da morte
O Cancão caloteou,
Com o Testamento dele
Inda o juiz se enrascou,
O escrivão recebeu
Um processo que tomou.
Na vida dele houve caso
De chamar a atenção,
Muita gente talvez pense
Que seja exageração,
Ia um ladrão roubar ele
Ele roubava o ladrão.
Agora vamos saber
Quem era esse tal Cancão,
Descrever os sinais dele
Costumes e propensão,
Para podermos entrar
Em sua apreciação.
Cancão era um apelido
Que os irmãos lhe puseram,
Pelas as travessuras dele
Esse apelido lhe deram,
Por ele nunca querer
O que os parentes quiseram.
Ele era um branco moreno
De olhos agateados,
O rosto largo pequeno
Os cabelos estirados,
Não eram preto nem louro
Eram quase acastanhados.
O corpo muito franzino
E muito pouco comia,
Vivia sempre pensando
De noite pouco dormia,
Não confiava em ninguém
E nem contava o que via.
No quengo é que não se pode
Dar dele uma descrição,
Só posso classificá-lo
Como grande aberração,
Um caso extraordinário
Enfeites da criação.
Porque admira a todos
Este ente se criar,
E enganar a todo mundo
E ninguém o enganar,
Nunca achou um estradeiro
Que pudesse o enrascar.
E a Grande Mídia brasileira? Numa realidade cada vez mais radicalizada, que é a que temos hoje, como se comporta? Para uns, atuando como atores políticos, já desistiu de fazer jornalismo. Enquanto outros a veem numa missão redentora, como salvadora da Democracia. Cada qual escolha seu lado, a partir de como vê o mundo. “Cada qual com sua classe/ Seus estilos de agradar”, dizia Rouxinol (embolador de Gravatá). Mas, à margem da política, seria bom observar algumas regras que são comuns em países culturalmente avançados.
Para começar, os meios de comunicação devem sempre distinguir, com clareza, interesse do público na informação e interesse público da informação. No primeiro caso, a só curiosidade justificaria a notícia. No segundo, seriam preservados intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas. Sem contar que, como acontece nas melhores democracias, é cada vez mais necessário observar meios éticos na obtenção da informação (algo que deveria valer, sempre, sobretudo no Supremo). Inclusive processando-se documentos e fotografias, em princípio, apenas com o assentimento da pessoa diretamente interessada. Sendo feitos, sem isso, apenas quando for aberto, o evento. Ou determine o referido interesse público da informação.
Países que nos são culturalmente próximos já sagram Códigos de Ética para a Imprensa. Entre eles França (Carta do Jornalismo, 1918), Estados Unidos (1926), Inglaterra (1938), além de um código de procedimentos operado pela Press Complaints Commission (1991). Em Portugal começou a ser discutido, no distante 1988, um “projeto de Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses”. Uma “propositition for an International Code of Ethics” teve suas basic guidelines aprovadas, em 1991, no Simpósio de Estocolmo do Cyprus Press Council. E um Código Deontológico foi aprovado na ISPA, para a Internet, em 1996. Sem contar que códigos similares foram adotados por numerosas organizações internacionais de jornalistas (como FIJ e OIJ), de Editores de jornais (FIEJ e American Society of Newspaper Editors), de ombudsmen (ONO). Até no Brasil temos um arremedo de Código de Ética para consumo interno aprovado, em 1986, pela XV Conferência Nacional dos Jornalistas.
Claro que os exageros permanecem, especialmente em alguns jornais privados. O Grupo Gannett (92 jornais nos EUA, inclusive o USA Today), por exemplo, exige dos jornalistas que começam a trabalhar um compromisso de isenção representado por declaração, em papel com a marca do Grupo, dirigida aos jornalistas que serão seus companheiros de trabalho, começando por “Dear Gannett Colleague …”. O News-Jornal de Wilmington (Delaware) publica seu Código, a cada ano, nos primeiros dias de janeiro. Em 1994, os Editores de Jornais da Suíça (URJ) publicaram uma diretiva enorme só com respeito a “Nomes em Processos Judiciais”, em regras como a do art. 2º: “O nome do acusado não é, salvo exceção, publicado e a designação utilizada pelo jornalista não pode permitir a identificação do acusado”. Faltando, agora, só ser lido com cuidado por aqui. Que o teor de democracia das seis primeiras páginas, e das colunas sociais de todos os jornais brasileiros, continua substancialmente mais elevado que o das páginas policiais. Onde pessoas simples são sempre arrombadores, maconheiros ou marginais, ainda quando seus processos não tenham sido sequer iniciados. E vigente uma Constituição (art. 5, LVII) que lhes garante “presunção de inocência, até prova em contrário”.
Na Inglaterra (NUJ), uma das regras é “resistir à tentação de dramatizar os casos”. Nos Estados Unidos, “artigos, fotos e ilustrações nunca devem ser publicados com a intenção de ganhar prêmios”, sugerindo não ocorra “confusão entre jornalismo e espetáculo” (Wall Street Journal). Na Suécia (AEPS), não se pode ir nem a “cafés da manhã com a imprensa”. No Japão (Nihon Shinbun Kyokai) recomenda-se, ao jornalista, nunca dar sua opinião pessoal. Em 1993, o Conselho de Imprensa de Quebec condenou, formalmente, o “reality show” em que se teria convertido o jornalismo americano. Mais recentemente, no começo deste ano, o New York Times, maior jornal do planeta, demitiu a editora Lauren Wolfe que, no seu twitter pessoal, postava mensagens de apoio a Joe Biden. Para evitar o risco de que o leitor considerasse não ser isento, o jornal, nas matérias sobre o presidente. Em resumo, por toda parte, jornalismo é profissão que merece cuidado, atenção, respeito. E por aqui?, nos dias de hoje. Como estamos?
Da fortuna federal transferida aos governos estaduais na pandemia, R$ 4,2 bilhões estão sob suspeita de irregularidades.
O ministro Wagner Rosário (CGU) estima que R$ 250 milhões podem ter sido afanados.
* * *
Vou repetir o valor sob suspeita de ladroagem e gatunice:
42 bilhões de reais!!!
Isso é culpa de Bolsonaro.
Como sempre.
Foi o governo dele que repassou esse dinheiro pros afanadores.

Praia da Avenida da Paz – anos 50
O bairro de Bebedouro no início do século XX era o mais chique, o mais festeiro, o mais rico, da cidade de Maceió. Muitas mansões, bonitos palacetes, colégios embelezando o bairro. (Infelizmente a BRASKEM afundou a história da cidade junto com o bairro por uma descabida e funesta mineração.)
No final da 1ª Guerra Mundial, o prefeito de Maceió, Firmino Vasconcelos comemorou o fim da guerra construindo a Avenida da Paz. Terminada a obra, a Avenida começou a desbancar Bebedouro, a burguesia, a classe média, transferiu-se para a praia da Avenida da Paz construindo belas casas e mansões. Nessa época apareceu a moda do “banho salgado”, depois passou a ser chamado de banho de mar. A mulherada moderninha vestia maiô até o joelho e caía na água. Maior sucesso e provocação entre os homens. Para algumas mulheres, era um escândalo, uma sem-vergonhice, usar aqueles trajes indecentes. Vinham homens, velhos e meninos do interior apreciar as modernas senhoritas com maiô mostrando a batata das pernas. Causava reboliço entre os marmanjos. Nessa época também foram aparecendo os primeiros “tarados”.
Nos anos 30 o maiô diminuiu o tamanho, subindo à metade das coxas. Quanto mais diminuía o tamanho do maiô, mais aumentavam os discípulos de Onã na bela praia da Avenida.
Nos meados da década de 50 eu era um jovem maloqueiro de praia da Avenida. Nadava singrando a calmaria do mar. Pulava da cumeeira dos trapiches que se estendiam mar adentro, jogava futebol na areia dura, molhada, pescava nas jangadas, puxava rede. Entretanto, o que nós jovens mais apreciávamos, o nosso esporte predileto, era ficar na praia olhando, que nem jacaré, as belas mulheres que se estendiam deitadas na areia para pegar um bronzeado.
É próprio do homem o “voyeurismo”, o olhar, o apreciar os encantos da mulher. Alguns não se controlam, e praticam o onanismo nas mais esdrúxulas situações. Apanhados em flagrante são taxados de pervertidos. Naquela época, meninos com cara de santinho trafegavam pelas rodas de conversa na praia com as moças descontraídas. Quando entravam na água, não havia quem segurasse.
Gaguinho era um mestre. Ele aproximava-se das moças, deitava de bruços, cavava uma cova adaptada a sua mão, e ali dava estímulo às suas fantasias. Certa vez, um amigo percebeu o Gaguinho em posição de trincheira perto de sua gostosa irmã. Ele foi chegando por trás, devagar, de repente virou o Gaguinho que estava em vias da apoteose final. Levaram o “tarado” para a Delegacia de Jaraguá. Ficou preso e sumiu por um tempo.
Certo verão ela apareceu! Foi o primeiro biquíni em Maceió. Uma bonita ruiva, dizia-se atriz, hóspede do Hotel Atlântico. Toda manhã descia à praia e como se fosse uma liturgia, estendia uma toalha, enfiava o pau da barraca na areia e armava a sombrinha, tirava a blusa devagar, como se tivesse preguiça, aparecia a parte superior do biquíni diminutamente cobrindo seus belos seios. Em seguida, como se fizesse um strip-tease, descia lentamente o short requebrando os quadris em movimentos harmoniosos, sensuais, até transpassá-lo por baixo dos pés. Finalmente levantava o short com o pé direito como se chutasse o vento. Ainda em pé, dobrava o short, a blusa, arrumava-os num monte junto à sombrinha. Deitava lentamente de bruços, deixando o sol acariciar suas pernas, seu dorso, sua bunda. Foi o maravilhoso espetáculo daquele verão. Os homens se deliciavam com o ritual erótico da musa dos cabelos de fogo.
A Deusa amarrava sua cachorrinha de nome Chaina no pau da sombrinha. Às vezes a cachorrinha se soltava e corria pela praia para alegria da moçada que corria até capturá-la e entregava a Chaina à Musa, recebia os agradecimentos, olhando de perto as penugens douradas das coxas da dona. Depois que a Chaina começou a frequentar a praia, o número de banhistas aumentou nos mares da Avenida.
Hoje, ao caminhar pela praia da Jatiúca apreciando os corpos das jovens deitadas dentro de uma mínima tanga, fez-me lembrar a ruiva, a musa da Praia da Avenida durante aquele inesquecível verão dos anos 50. O Verão da Chaina.