PERCIVAL PUGGINA

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Quando li que o presidente retrocedera em seus arroubos, olhei ao redor e as pessoas estavam com cara de ponto de interrogação. Era como se uma explicação precisasse cair do céu, arremessada por algum anjo nacional bem informado sobre os desígnios do Altíssimo. O anjo não apareceu.

Primeiras impressões são as que se tem de uma namorada, como condição para iniciar o namoro. Em quase tudo mais, são insuficientes para formar opinião. Por isso, não invejo o trabalho dos palpiteiros da comunicação social que saem a opinar e a emitir juízo tão logo uma notícia bate à porta. Prefiro esperar que o cenário se complete.

Sobre o transcorrido na cena brasileira nos meses contados desde a eleição de 2018 eu tenho minha opinião perfeitamente consolidada: a vitória de Bolsonaro causou animosidades e inconformidades cósmicas. Raios e trovões passaram a desabar por obra das correntes políticas que habitualmente assassinam reputações, tentam derrubar quem senta em cadeiras que pretenderam ocupar, abusam do poder quando o têm em mãos, tentam silenciar a divergência e amordaçar a mídia (isto para ficar com apenas alguns aspectos mais relevantes dessas práticas tão antigas quanto atuais).

Em desfavor de Bolsonaro pesam complicadores sérios. Ele foi eleito com discurso que atraiu conservadores e liberais. Esta ampla corrente de opinião atravessou décadas na condição de omissa e ausente da política nacional, segregada no ambiente intelectual, relegada às redes sociais e cotidianamente fustigada pelo viés “progressista” que domina a mídia, a cultura e a educação em nosso país. De repente, por iniciativa pessoal de um deputado que resolveu enfrentar sozinho a eleição, conservadores e liberais colheram (devo dizer colhemos, porque me incluo entre estes) uma vitória que não foi plantada.

Não há entre nós nenhum trabalho político consistente para difusão de princípios e valores de que o Brasil tanto necessita. Nossa representação parlamentar é casual e minguada. Em compensação, no viés oposto, somam-se décadas de ação persistente, de aparelhamento da máquina pública, controle da maior parte da mídia formal e a firme atividade política desempenhada pelo STF, onde sete dos onze ministros foram indicados pelo PT.

A sequência do filme é bem conhecida. A corda esticou em gravíssimo conflito institucional graças aos dois exóticos inquéritos instaurados no Supremo. O documento do presidente foi ou não um ato de grandeza? Por enquanto só sei o que eu faria se fosse ele, ante a evidência de que os outros dois poderes lixaram-se para a voz das ruas. Cuidaria do povo, em seu abandono por instituições que só pensam em si mesmas. E confiaria minha esperança ao Senhor da História, a quem dirijo minhas orações nesta noite de 9 de setembro.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANÇÃO DE BATALHA – Guerra Junqueiro

Que durmam, muito embora, os pálidos amantes,
Que andaram contemplando a lua branca e fria…
Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes!
Já canta pelo azul sereno a cotovia
E já rasga o arado as terras fumegantes…

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d’arsenais;
É bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais!

Acendei a fornalha enorme – a Inspiração.
Dai-lhe lenha, – A Verdade, a Justiça, o Direito –
E harmonia e pureza, e febre, e indignação;
E pra que a lavareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Há de nos devorar, talvez, o incêndio; embora!
O poeta é como o sol: o fogo que ele encerra
É quem espalha a luz nessa amplidão sonora…
Queimemo-nos a nós, iluminando a terra!
Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Portugal, (1850-1923)

DEU NO JORNAL

TEM QUE DAR NO JBF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, disse que é preciso acreditar na boa-fé do presidente Jair Bolsonaro, após a carta pacificadora à Nação.

“Vamos aguardar. Temos de acreditar na boa-fé da manifestação e vamos aguardar os desdobramentos”, disse o ministro do STF.

* * *

Depois de um comportamento totalmente anormal, de ficar mais de uma semana de bico fechado, sem se amostrar e sem dar uma única declaração à imprensa, o Ministro Gilmar deu um entrevista à Folha.

A assessoria de Gilmar enviou mensagem à Editoria do JBF solicitando a publicação desta notícia,

Dizia que o Sua Insolência pedia que fosse publicada no JBF, pois só assim todo mundo iria acreditar na sua declaração.

Que ele bota fé na boa-fé do Bozo.

Gilmar é leitor diário desta gazeta escrota e sabe muito bem da penetração (êpa!) que temos.

COLUNA DO BERNARDO

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ MEZETTI – VITÓRIA-ES

Berto,

neste dia de lembranças tristes, li um texto do amigo Marcelão do Face.

E refazendo a leitura, a precisão dos pontos relatados, resolvi compartilhar com o amigo.

* * *

O DIA SEGUINTE – A AVALIAÇÃO – Marcelo Rates Quaranta

Se é que o Temer ajudou mesmo a escrever a “carta de pacificação” do Presidente Jair Bolsonaro, então o recado do criador foi dado à criatura:

– Quieto! Seat! Deita!

Afinal, o criador tem o poder sobre a criatura, já que foi ele quem a alimentou e a fez crescer, não é?

Vai mandar prender o Presidente e o seu próprio criador por “fake news”? Vai querer morder a mão do dono? Acho que não… Ele rosna, ele late, ele morde, mas também tem medo de ficar sem os dentes ou de ser sacrificado, como eu disse em texto anterior. Ninguém com pelo menos meio neurônio funcional e que não defeque por completo o cérebro vai querer perder uma boquinha quase vitalícia, com o maior salário do país. O gostinho da lagosta fala mais alto nessas horas.

Os outros já sentiram que a coisa não é como eles pensam e entre notinhas abobalhadas e embaralhadas que não têm nenhum conteúdo concreto, direto ou eficaz, desfilam seus placebos verborrágicos querendo dizer; “Nós somos supremos e ainda estamos aqui”. Coitados… Nem eles acreditam nisso e já perceberam – pelo povo nas ruas e pela reação política às manifestações – que eles podem muito mas não podem tudo.

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GUILHERME FIUZA

A IMPRENSA TRANSFORMISTA É CAPAZ DE TUDO

Como talvez você tenha visto, ou talvez alguém tenha te contado, aquela coisa que outrora chamávamos de imprensa deu um show no 7 de Setembro. Basicamente, retratou a maior manifestação cívica da história do país como uma epidemia de “atos antidemocráticos” e “golpistas”.

CHECAMOS! E aqui vai o resultado da checagem: o que você um dia chamou de imprensa hoje é uma plataforma de lançamento de cascatas e conversas fiadas embrulhadas em caprichadas embalagens de ética e humanismo. Traduzindo: leia as manchetes dominantes sobre o 7 de Setembro e descubra que o jornalismo transformista é capaz de tudo.

Ainda está confuso? Não se preocupe. Segue aqui um decodificador das novas verdades, para você deixar de ser golpista e antidemocrático. Democracia passa a ser o seguinte:

1. Usar toga para atropelar a lei;

2. Transformar ladrão em esperança democrática;

3. Fingir que um delinquente que não consegue nem sair na rua e precisa gravar videoclipe em praia deserta cercada pela polícia é o preferido do povo;

4. Usar a Justiça para reabilitar eleitoralmente um criminoso condenado;

5. Usar a toga para invadir outro Poder, no caso o Congresso Nacional, aliciando partidos e parlamentares para barrar o aprimoramento da segurança eleitoral;

6. Ainda está confuso? Então preste atenção: estamos te explicando a nova definição de democracia segundo a verdade do jornalismo transformista. Esperamos que você tenha entendido que usar o poder da toga para fazer uma transfusão de deputados numa comissão parlamentar e assim dar um cavalo de pau na votação do aumento da segurança eleitoral é democracia;

7. Democracia é, portanto, dizer que povo na rua contra a ditadura da toga é ato antidemocrático;

8. Democracia é usar o seu veículo de comunicação para espalhar boatos às vésperas do 7 de Setembro inventando que as manifestações serão violentas e pessoas de verde e amarelo estarão armadas para tocar o terror;

9. Democracia é desprezar o fato de que, ao contrário do que você espalhou, multidões saíram às ruas por todo o país pacificamente. E continuar dizendo que isso é ato antidemocrático;

10. Democracia é achar normal um ministro do STF mandar a polícia deter um cidadão americano no aeroporto e impedir a saída dele do país enquanto não explicar algo que nem a polícia sabe o que é;

11. Democracia é ver a polícia liberando três horas depois esse mesmo cidadão americano porque não havia nada contra ele e continuar usando a sua mídia para incitar o autoritarismo desse ministro do STF;

12. Democracia é fingir que não vê que a população foi às ruas contra figuras como o referido ministro e suas ações exorbitantes no “inquérito do fim do mundo”;

13. Democracia é fingir que o STF não está agindo politicamente para tentar impedir o governo de governar;

14. Democracia é fingir que o referido governo não representa a maioria do eleitorado que votou nele;

15. Democracia é apoiar provocações flagrantes vindas do STF, como vazamento de reunião ministerial sem jamais mostrar a utilidade processual disso;

16. Democracia é apoiar a perseguição por parte do STF contra pessoas na internet, ou seja, apoiar ações brutas contra a liberdade de expressão;

17. Democracia é fingir que não viu a violação do sistema eleitoral e ficar repetindo como um idiota que o sistema é invulnerável;

18. Democracia é fingir que povo na rua pela lisura eleitoral é golpe;

19. Democracia é usar o seu veículo de comunicação para tentar esconder o povo na rua no 1º de Maio e para tentar dizer que a manifestação popular de 7 de Setembro não foi tão grande assim;

20. Democracia é tentar se olhar no espelho depois de dar tanto vexame.

DEU NO TWITTER

AMANHÃ BOZO CAI !!!

FALA, BÁRBARA !

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SPOCK LEE – NEW CASTLE, DELAWARE – USA

Bom Dia Comunidade Fubânica!

Luiz Berto, Nobre Editor,

Abstêmio Empedernido e Aporrinhador de Izquerdopatas, Salve!!!

Caso ache interessante divulgar…

Levo ao conhecimento da Comunidade JBF um artigo que recebi sobre a bilionária e escandalosa campanha difamatória mundial da Indústria Farmacêutica MERCK contra a Ivermectina (desenvolvida pela mesma)!!!

Se aqui nos iStêites com toda a regulamentação e fiscalização (e safadeza também) já acontece isso, na Banânia vôte!…

Clique aqui para ler o artigo original inclusive com as referências para os leitores desejosos de aprofundar seus conhecimentos e tirar suas dúvidas.

E clique aqui para ler o arquivo (pdf) traduzido para o português.

P.S. (em breve será desacreditado pelo Circo Cê-Pê-ih da Covid)

“Dou um boi pra não brigar… mas 999 pra não sair da peleja.”

Saudações Fubânicas!