PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANÇÃO DE BATALHA – Guerra Junqueiro

Que durmam, muito embora, os pálidos amantes,
Que andaram contemplando a lua branca e fria…
Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes!
Já canta pelo azul sereno a cotovia
E já rasga o arado as terras fumegantes…

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d’arsenais;
É bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais!

Acendei a fornalha enorme – a Inspiração.
Dai-lhe lenha, – A Verdade, a Justiça, o Direito –
E harmonia e pureza, e febre, e indignação;
E pra que a lavareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Há de nos devorar, talvez, o incêndio; embora!
O poeta é como o sol: o fogo que ele encerra
É quem espalha a luz nessa amplidão sonora…
Queimemo-nos a nós, iluminando a terra!
Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Portugal, (1850-1923)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ MEZETTI – VITÓRIA-ES

Berto,

neste dia de lembranças tristes, li um texto do amigo Marcelão do Face.

E refazendo a leitura, a precisão dos pontos relatados, resolvi compartilhar com o amigo.

* * *

O DIA SEGUINTE – A AVALIAÇÃO – Marcelo Rates Quaranta

Se é que o Temer ajudou mesmo a escrever a “carta de pacificação” do Presidente Jair Bolsonaro, então o recado do criador foi dado à criatura:

– Quieto! Seat! Deita!

Afinal, o criador tem o poder sobre a criatura, já que foi ele quem a alimentou e a fez crescer, não é?

Vai mandar prender o Presidente e o seu próprio criador por “fake news”? Vai querer morder a mão do dono? Acho que não… Ele rosna, ele late, ele morde, mas também tem medo de ficar sem os dentes ou de ser sacrificado, como eu disse em texto anterior. Ninguém com pelo menos meio neurônio funcional e que não defeque por completo o cérebro vai querer perder uma boquinha quase vitalícia, com o maior salário do país. O gostinho da lagosta fala mais alto nessas horas.

Os outros já sentiram que a coisa não é como eles pensam e entre notinhas abobalhadas e embaralhadas que não têm nenhum conteúdo concreto, direto ou eficaz, desfilam seus placebos verborrágicos querendo dizer; “Nós somos supremos e ainda estamos aqui”. Coitados… Nem eles acreditam nisso e já perceberam – pelo povo nas ruas e pela reação política às manifestações – que eles podem muito mas não podem tudo.

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DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SPOCK LEE – NEW CASTLE, DELAWARE – USA

Bom Dia Comunidade Fubânica!

Luiz Berto, Nobre Editor,

Abstêmio Empedernido e Aporrinhador de Izquerdopatas, Salve!!!

Caso ache interessante divulgar…

Levo ao conhecimento da Comunidade JBF um artigo que recebi sobre a bilionária e escandalosa campanha difamatória mundial da Indústria Farmacêutica MERCK contra a Ivermectina (desenvolvida pela mesma)!!!

Se aqui nos iStêites com toda a regulamentação e fiscalização (e safadeza também) já acontece isso, na Banânia vôte!…

Clique aqui para ler o artigo original inclusive com as referências para os leitores desejosos de aprofundar seus conhecimentos e tirar suas dúvidas.

E clique aqui para ler o arquivo (pdf) traduzido para o português.

P.S. (em breve será desacreditado pelo Circo Cê-Pê-ih da Covid)

“Dou um boi pra não brigar… mas 999 pra não sair da peleja.”

Saudações Fubânicas!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

APARIÇÃO IMPROVÁVEL

Na fila da Sorveteria Danúbio, Jorge Garcia contemplava os belos cabelos da senhora em sua frente. De repente, a mulher virou o rosto, ele reconheceu Vilma, ficou feliz ao rever o amor de sua juventude.

Alegria e um abraço apertado. Foram sentar à mesa, deliciaram-se com o sorvete de mangaba e a companhia do outro. Há muitos anos não se viam.

– E aí, Jorge, continua mulherengo?

– Estou solteiro. Dois casamentos não deram certo. Sou ainda o romântico incorrigível procurando alguém para lhe substituir. Nunca encontrei!

– Você é um danado! Sempre gentil!

– Não é gentileza, Vilma. Depois de tantos anos, sou um setentão e você está beirando. Mulher casada, respeito muito, mas posso dizer sem mágoa, você sempre foi a mulher de minha vida, nunca lhe esqueci, conservo esse amor bonito dentro de mim. Esse negócio de dizer que sou mulherengo é verdade. Depois que você se casou, descambei para as raparigas, tornei-me um grande boêmio, tive muitas mulheres, minha vida desregrada foi fruto da dor-de-cotovelo por você ter-me abandonado. Não tiro a razão.

– Nosso amor foi lindo, todos comentavam nossa paixão, nosso namoro avançado. Naquela época namorados não transavam, mas você queria muito. Uma paixão louca! Era tarado por mim. Precisei me segurar para continuar virgem. Terminei o namoro, mas, você teve culpa, queria todas as mulheres do mundo, namorou uma amiga minha, a Verinha. Imperdoável.

– Lembra na praia da Avenida? Eu colocava a boia de pneu de caminhão dentro d’água, você estirava seu corpo fazendo os braços de remo, eu me segurava na borda da boia. Por baixo as coisas aconteciam. Ninguém percebia. À noite eu subia às casas de raparigas de Jaraguá, descarregava meu desejo incontido pensando em você.

– Menino sem-vergonha! Como a gente era feliz!

– Como está o Gerson, o homem mais feliz do mundo, o homem que tem você nos braços há mais de 30 anos?

– Vou ser sincera. Desculpe o desabafo, afinal você é um amigo. Casei com Gerson por ser um bom rapaz, minha mãe queria, mas, a escolha foi minha. Construímos nossa família. São dois filhos e um neto. Ano passado tive duas tristezas na vida. Descobri que Gerson tem uma amante, menina nova, sustentada por ele há mais de quatro anos. Encheu-me de mágoa. E o pior, descobri um câncer na minha mama esquerda. Já me operei, tenho como tratar do câncer, os médicos dizem que posso controlar a doença e viver muitos anos. Mas o meu marido não dá mais para controlar, ele está apaixonado por essa sirigaita. Eu vivo só, ninguém sabe o que se passa comigo. Os filhos independentes, eu não quero aperreá-los.

Jorge Garcia apertou sua mão, olhou nos seus olhos.

– Deixe a merda desse marido. Eu ainda lhe amo, sempre lhe amarei, estou à sua espera o dia que você quiser, pelo resto da vida. Amanhã pela tarde estarei viajando, vou passar quase um mês no navio COSTA MARU parte do cais do porto de Maceió para Recife e Europa, atravessando o Oceano Atlântico. Quando eu retornar quero conversar com você. Está certo? Você promete que vai me ver? Me dê o número de seu celular.

Despediram-se com beijo no rosto e um vasto sorriso.

À noite Gerson chegou tarde e meio bêbado. Na hora de dormir, Vilma alisou o corpo do marido, beijou-lhe o pescoço, foi se achegando como pedisse carinho, um pouco de atenção. Nesse momento ele falou aborrecido, grosseiro.

– Não quero, não quero pegar sua doença. Você está com câncer. Porra!

Empurrou-a. virou-se para o lado e adormeceu.

Humilhada e ofendida, chorando baixinho, Vilma correu ao banheiro, sentou-se na privada e caiu em prantos, chorou muito. Certo momento se recuperou, respirou fundo, levantou-se, olhou-se no espelho, só de calcinha, levantou os braços, rodou, achou-se uma mulher bonita, conservada, atraente. Veio-lhe um sentimento forte de amor próprio, jurou para nunca mais chorar por Gerson.

Retornou à cama, custou a adormecer. Fez um retrospecto de sua vida, ninguém mais dependia dela, vivia só, os filhos independentes. Pensou no que restava de um futuro hipócrita e humilhante junto a Gerson.

Eram oito horas da manhã quando ela levantou-se. Tomou café, trocou de roupa, foi ao cabeleireiro, à manicure. No shopping comprou roupas, foi ao banco, almoçou. Chegou em casa por volta das duas horas, arrumou a mala, escreveu uma carta simples para Gerson. Tomou um táxi.

O navio Costa Maru repleto de passageiros desencostava do cais. Na balaustrada do convés Jorge Garcia contemplava o mar, o casario da Avenida da Paz se afastando, diminuindo de tamanho. Ele estava embevecido com a cor do mar de sua terra, quando, de repente, sentiu uma mão por cima da sua. Ao olhar de lado teve a mais bela aparição improvável de sua vida: Vilma sorrindo, feliz, liberta.

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

CISNE BRANCO, HINOS E AUTORES

Cisne Branco navio-escola da Marinha do Brasil

Sou insistente preservador dos Direitos Autorais. Não apenas porque me enquadro na categoria de autor e editor de livros, visto que estas estão regulamentadas nacionalmente sob a exigência de Fichas Catalográficas e ainda por uma Convenção Internacional que instituiu o ISBN – International Standard Book Number.

Capiba já me havia dito, certa feita, que pelo menos a publicação ou dicção dos nomes dos compositores, quando havia interpretações ou publicações, por exemplo, era algo sagrado.

Quando tentei publicar a foto de um PL de suas músicas num dos meus livros ele deu um sinal de atenção porque ela estava editada e eu precisaria de uma autorização do detentor dos direitos autorais.

Não apenas me incomodo com certa desatenção pela maneira vigente que se vem procedendo, sem se publicar as autorias das músicas.

Tanto as eruditas quanto as populares – sobretudo, dos hinos nacionais – os quais estão sendo divulgados neste momento histórico do País, constantemente, em vários canais de televisão, blogs e emissoras de rádio. Entretanto os produtores se esquecem de fazer referência aos nomes dos seus autores, dando até, mais relevância aos intérpretes.

O Hino Nacional Brasileiro gravado na voz de Fafá de Belém é algo esplêndido e sobre isso se vem dando justa relevância. Mas quem são seus autores?

Poucos sabem que tal obra é de autoria de Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada, praticamente desconhecidos das gerações atuais.

Nos meus tempos de escola primária constava na 4ª. capa de nossos cadernos pautados, o Hino Nacional, aparecendo seus autores. Depois, o costume foi tristemente abolido pelas editoras.

Aos 16 anos, quando me ioniciei no jornalismo, cheguei a fazer uma reportagem na “Folha da Manhã” – jornal do Dr. Agamenon Magalhães – encaminhando ao antigo Ministério da Educação e Cultura a ideia de se aproveitar as 2ª. e 3ª. capas daqueles nossos cadernos, com a publicação dos demais hinos nacionais. Papai redigiu e encaminhou a carta.

Muito desejei que dentre eles fosse impressa, também, a canção “Cisne Branco”, considerada oficialmente o Hino da Marinha do Brasil, na época magistralmente interpretada por Emilinha Borba, inclusive em filme da Atlântida Cinematográfica Brasileira.

Uma curiosidade. A parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da versão oficial e foi atribuída a Américo de Moura

Esse hino é um dos símbolos nacionais de nosso país. Sua melodia foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1831 e a letra tem autoria de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, escolhida através de concurso público.

Constatei em reportagem de televisão, vista há alguns meses, na qual foi estrela uma antiga professora – cujo nome infelizmente não guardei – que aos 90 anos cantou, a pedido do repórter, com facilidade, o Hino Nacional completo; ou seja, incluindo sua Introdução.

Aproveito como se fossem minhas, algumas palavras do acadêmico Rui Cavallin Pinto, para embasar estas notas.

“Para justificar, lembramos que o Hino Nacional brasileiro – como era interpretado em nosso tempo de escola – tinha mais letra do que o de hoje, porque se cantava também a Introdução.”

A respeito, vale lembrar momento incômodo em que o Presidente Bolsonaro, quando recentemente esteve em Pernambuco para u’a manifestação popular, em Santa Cruz do Capibaribe, pediu ao público para cantar a Introdução, como antigamente. E poucos sabiam.

Voltando ao comentário do acadêmico Rui Cavallin Pinto:

“Para os mais antigos, a melodia do nosso hino conservou até há pouco tempo sua tonalidade original de 1831, composto por Francisco Manoel da Silva e com letra de Ovídio Saraiva de Carvalho, a fim de servir à solenidade de abdicação de D. Pedro, com a denominação de: “Hino 7 de Abril”.

Entretanto, em 1841, teve nova versão que o transformou em “Hino da Coroação”, para os festejos da assunção ao trono, de D. Pedro II, agora com letra de João José Silva Rio.

Em 1889 veio a República, quando o Governo Provisório abriu concurso público para o símbolo do novo regime, quando, entre outras 40 composições, quem acabou classificado foi o belo hino de Leopoldo Miguez, figura que ganhou, post-mortem, nome de rua no Rio de Janeiro.

Independente desse resultado, a manifestação popular se inclinou a favor da conservação da melodia do antigo hino. e essa opinião chegou a ganhar tal intensidade conquistando a adesão do Marechal Deodoro da Fonseca, que, em 1890, o oficializou como o Hino Nacional brasileiro, enquanto o de Leopoldo Miguez passou a ser o “Hino da Proclamação da República”.

Voltando, porém, ao roteiro histórico, a esse tempo se viu que ele precisava de uma moldura vocal, um texto poético e patriótico que exaltasse os novos tempos da República, o que só aconteceu em 1922, quando o governo adotou a letra de autoria do poeta Joaquim Osório Duque Estrada, por decreto editado pelo Presidente Epitácio Pessoa.

Assim, como se vê, embora a versão original da música tenha sido preservada com pequenas correções de compasso, os versos foram sendo substituídos por outros, para solenizar importantes momentos históricos da vida nacional.

O próprio compositor Duque Estrada, posteriormente, fez diversas modificações. Ainda durante o Governo Vargas foram criadas comissões destinadas a adotar uma versão definitiva, para a letra.”

Enfim, dos versos cantados na minha infância, ainda se pode resgatar a parte suprimida, que corresponde à Introdução – que é instrumental, pedaço que não figurava no original de Joaquim Osório Duque Estrada.

“É difícil admitir que o hino nacional de um país – um dos seus símbolos mais representativos – possa ganhar “emenda oficial”, ser difundida nacionalmente durante uma geração inteira e depois suprimida, sem maiores explicações públicas.

Talvez tudo se deva ao tempo de Getúlio Vargas, quando o governo procurou dar forma definitiva à melodia e ao poema patriótico. A propósito, vale lembrar que na opinião do maestro Alberto Nepomuceno, todo hino deve ter letra e ser cantado por inteiro, até a introdução instrumental.”

Cabe-me rever um fato interessante quando alguns militares da PM de Santa Cruz do Capibaribe resolveram, informalmente, e sem acompanhamento de banda, cantar o Hino Nacional na versão oficial em homenagem ao Presidente da República, momento em que foi acompanhado pela multidão.

Jair Bolsonaro, então, aproveitou para pedir que eles cantassem como era antigamente, ou seja, com a Introdução, o que se tornou um espetáculo ainda mais vibrante. Isto porque quem foi do Exército costuma cantar a versão integral do hino; ou seja, com a Introdução cantada.

Por estes dias tenho visto magníficas apresentações de hinos patrióticos principalmente a linda “Canção do Exército Brasileiro,” deixando-se de citar o nome dos seus autores, o letrista Ten Cel Alberto Augusto Martins e a partitura musical de Tenório de Magalhães.

Falar dos dobrados brasileiros é repaginar o passado, o tempo de minha juventude, quando gravei na lembrança definitivamente a interpretação de Emilinha Borba – A Favorita da Marinha” – cantando: “Cisne Branco”.

Canção reconhecida como o Hino da Marinha brasileira, que teve letra de autoria de Benedito Xavier de Macedo e música de Antonino Manuel do Espírito Santo, ambos da Marinha de Guerra do Brasil.

Por isso, fico a lamentar quando surgem músicas, comentários ou vídeos, notadamente nossos históricos dobrados, que mesmo nas escolas atuais, quando raramente acontece interpretá-los, não são citados seus criadores. Está na hora e se rever tal procedimento!

A PALAVRA DO EDITOR

INSTABILIDADE

Ontem à noite, sexta-feira, recebi de Bartolomeu Silva, responsável pela nossa hospedagem e manutenção técnica, a seguinte mensagem:

“Berto, talvez amanhã, pela manhã, o JBF fique instável e pode sair do ar. O serviço de hospedagem fará uma manutenção programada para terminar às 10:00.”

Pronto. Tá passado o recado.

Caso esta gazeta escrota fique fora do ar por algum tempo, os viciados tenham um pouco de paciência.

Nada de ficar desesperados ou ter crises de abstinência.

Fiquem calmos e aguardem.

Bom dia e um sábado maravilhoso pra toda a comunidade fubânica!!!

PENINHA - DICA MUSICAL