Na noite de ontem, segunda-feira 27, dirigentes do PT, do Psol, do PCdoB, do PSB, do PDT, do PV, do Cidadania, do Solidariedade e da Rede, além de lideranças sindicais, decidiram usar as cores verde e amarelo nos atos de 2 de outubro contra o presidente Jair Bolsonaro.
Os movimentos de esquerda vão ainda cantar o hino do Brasil nos protestos, informou nesta terça-feira, 28, o jornal Folha de S.Paulo, que participou da reunião entre as siglas.
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Diz a notícia que a Faia de S.Paulo “participou” da reunião.
Na verdade, a informação correta seria dizer que a Faia convocou e presidiu a reunião.
Como as coisas mudam…
De um momento pra outro, os tabacudos zisquerdóides resolveram ser patriotas e usar as cores da nossa amada bandeira, que eles sempre repudiaram e nunca carregaram em suas manifestações.
Diz a nota aí de cima que os descerebrados “vão cantar o hino do Brasil” nos amontoados que cometerão dentro de mais uns dias.
Eu duvido que daqui pro dia 2 de outubro eles consigam decorar a letra de uma composição que não conhecem.
Amontoado típico de baderneiros zisquerdoides: de verde só tem a luz do semáforo
O ex-consultor do Banco Mundial Roberto Motta ironizou a imprensa dizendo que “não existe comprovação científica de que a mídia brasileira ainda faz jornalismo”.
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A única comprovação científica existente é que a mídia banânica não faz jornalismo.
Faz merda, muita merda, na forma de militância política oposicionista.
Isto acontece há uns 1.000 dias.
As redações cagam o dia todo.
E cagam uma bosta muito fedorenta.
O Jornal Nacional, transmitido pela Rede Esgoto, é a prova odorífera irrefutável deste fato.
Há momentos na vida que a gente precisa parar e começar a refletir sobre a vida, as descobertas que a maturidade traz, os valores que a experiência incrusta no nosso couro e as lições aprendidas com as burradas, cagadas e presepadas que a vida juvenil e a força física nos leva a fazer.
Na semana passada, quando eu pensei que partiria desta para outra jornada da vida, no leito de um hospital, em uma unidade semi-intesiva parei para refletir sobre os aprendizados trazidos quando a gente passa dos cinquenta anos e percebe que, nessa altura da vida, temos mais passado que futuro. E, ao refletir sobre isso, aprendi algumas lições advindas depois dos cinquenta.
Aprendi, depois dos cinquentas anos, que a gente nunca deve confiar num peido. Por mais sincero, incontido e voluptuoso que se apresente, sempre há o risco dele vir em uma dobradinha, fazendo tabela, igual a Pelé e Garrincha na Copa de 1962 – se é que eles jogaram juntos, mas a alegoria é só para demonstrar que, mesmo sendo craque nisso, sempre há a possibilidade de tomar gol igual ao Ibis Futebol Clube.
Aprendi, depois dos cinquenta, que para ficarmos tontos, não precisamos mais beber. Basta levantarmos rápido da cama para ver o mundo girar à nossa volta e percebermos que o solo fica bem ali, a um palmo de nossa cara. Até certo ponto isso facilita, pois protegemos nosso fígado da C2H5OH (essa é a fórmula do etanol, o álcool presente em qualquer bebida, destilada, ou fermentada).
Aprendi que, por mais que alguém diga, segure-se em mim para você não cair, existe mais mentira sincera do que uma verdade inconteste. Na primeira vacilada que você dá, os dois vão para o chão de maneira fragorosa. O que mais dói não é cair e levar seu amigo junto. O que dói é que isso só ocorre quando se está diante de uma plateia, ou de uma criança pentelha que cai na gargalhada diante do seu tombo.
Aprendi depois dos cinquenta que, uma ereção, por menor que ela seja, é mais gratificante do que ganhar na rifa da igreja, ou mesmo ganhar um presente supimpa em festa de amigo secreto. O chato dessa ereção é que, quase nunca ela ocorre quando se está em boa companhia. Aliás, ela teima em ocorrer quando se está na fila de banco, ou socado dentro de um busão em quês estão umas noventa pessoas por metro quadrado. Daquele tipo de busão que leva quarenta sentados e trezentos e noventa em pé.
Aprendi que, depois dos cinquenta, é necessário refletir e se concentram antes de dar um espirro. É temerário ao cinquentenário espirrar sem parar ara pensar. Geralmente, quando isso ocorre, acontecem três coisas ao mesmo tempo: você fica tonto, se peida e se caga. Tudo isso acompanhado de um único espirro sem reflexão. A coisa fica mais humilhante quando se está na cidade fazendo algo, ou no local de serviço. Só este ano pedi licença à chefia, para ir para casa, umas três vezes, tudo por causa de um espirro sem reflexão.
Aprendi, depois dos cinquenta, a não mais dormir sem uma lâmpada ligada. Mesmo conhecendo a casa “até no escuro”, sempre há aquela quina de móvel onde o dedo mindinho do pé teima em ancorar, fazendo com que ele fique em um ângulo de noventa graus em relação aos demais dedos e a gente começa até a falar javanês em plena madrugada.
Aprendi, e de forma humilhante, que a alimentação precisa ser mais pastosa, ou macia. Pode-se comer de quase tudo, desde que seja mais macia, sob o risco da perereca, ou o da cremilda sair voando salão afora enquanto você não sabe se sai correndo, ou se enfia debaixo da mesa. Com frutas vale o mesmo. É preciso escolher as mais tenras e macias como mamão, uva, melão, manga. Esquece maçã, pera, coco. É pedir para passar vergonha.
Aprendi que, caso você esteja deitado e o bucho der uma reclamada, com a subida de um arrepio pelo espinhaço, corra o mais rápido possível para o banheiro. Se você ficar deitado achando que é só um rebate falso, vai se dar mal. Ajuntar o levantar rápido, correr até o banheiro, ligar a lâmpada, arriar as calças, com certeza, não dará tempo. E o trabalho e a humilhação serão maiores. Ainda há o agravante de você escorregar na merda feita, cair e outros terem que te ajudarem.
Aprendi que, se depois dos cinquenta anos, se você não tiver uma barriga, algo de muito estranho estará ocorrendo com você. Ora, meu amigo, depois dos cinquenta anos nenhuma mulher, sendo você solteiro, vai olhar para seu físico, ou seus músculos. Mas sim para o tipo de relógio que você usa, o ano do carro que você dirige, o CEP de seu endereço, o tipo de emprego que você tem, e por aí vai. Natural. Todo ser busca não somente companhia, mas também segurança de todos os tipos, para poder se relacionar com alguém mais velho.
Aprendi também que, depois dos cinquenta anos os amigos raream, ficam cada vez mais escassos. E não é por desinteresse não. Uns a gota, o reumatismo, a artrite, a bexiga, a incontinência tomam todo o tempo. Outros te procuram. Mas, fica parecendo aquele encontro de farmacêuticos. Cada um explicando a bula de um determinado remédio que toma. Outro fica se “gambando” de que toma mais remédio que os demais, e uns não falam com medo do ataque de angina.
Aprendi ainda, depois dos cinquenta que o riso deve ser comedido. Acabou-se o tempo daquelas gargalhadas sonoras e gostosas que entupiam qualquer ambiente. Para rir agora, é preciso refletir, medir e dosar o decibel da gargalhada. No barato, uma gargalhada não refletida pode provocar o rompimento de um vaso no olho e você ficar com ele todo vermelho. Em uma situação mais descontrolada pode te causar um derrame. Uma única gargalhada!
Aprendi, depois dos cinquenta que vamos ficando cada vez mais crocantes, igual àquela bolachinha de água e sal. É uma danças de cracks, crecks e crocks que vão do pescoço até o osso do dedinho do pé. Ficamos parecidos com pastel recém saído da fritura… crocantes e quebradiços. Isso sem contar que por dentro estamos cheios de “vento”.
Por fim, aprendi que, depois dos cinquenta, as amizades verdadeiras se consolidam e se tornam mais duras que o granito. Aprendi isso com a confraria do Cabaré do Berto e com os colunistas amigos do Jornal da Besta Fubana, além de poucos, mas sinceros amigos de longa data. Acima de tudo, aprendi que, se eu ficar dando bola para coisas mínimas, como as que escrevi acima, já estarei morto, ainda que conversando e respirando como qualquer outro ser humano. Obrigado a todos os amigos que em um momento difícil da minha vida foram esteios morais, alegria e fortaleza a este caeté velho que inaugurou os seus cinquenta anos de vida.