CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Em tempo de pandemia, quando os dias se tornam mais longos e as horas demoram a passar, recomendo aos fiéis leitores dessa gazeta escrota, o livro TORTURADO POR AMOR A CRISTO, do escritor romeno Richard Wurmbrand, nascido em 1909 na cidade de Bucarest.

“Torturado por amor a Cristo” é um importante testemunho autobiográfico durante o regime comunista na Romênia.

O livro deu origem a um filme lançado em 2018 , legendado em português, com a duração de uma hora e cinco minutos e intitulado TORTURADO POR AMOR A CRISTO.

Para ver o filme, basta clicar aqui.

DEU NO JORNAL

NUNCA GRITE LOBO

Luís Ernesto Lacombe

Eu não conheço nenhuma pessoa, muito menos um governo, que seja 100% defensável. Há sempre uma crítica pertinente, erros que podem ser apontados para que não se repitam, há sempre algo que, imaginamos, pode melhorar. No caso de governantes e de governos, em ambiente democrático, temos o direito e até o dever de criticar. A questão é que, para isso, precisamos de critérios, argumentos, fundamentos. Não dá para tentar transformar qualquer ação do governo num equívoco, num erro. Não dá para imaginar omissões e fracassos, construí-los na mentira. Uma oposição desvairada, que banaliza críticas e acusações, ela, sim, é um grande perigo.

Há pouca chance de uma crítica pertinente resistir, em meio a tantas que surgem no antibolsonarismo. Que força tem uma crítica que merece ser feita, se ela vem disparada por metralhadoras cuspidoras de bobagens, de reclamações vazias, de protestos infundados? Tudo porque até hoje não aceitam o resultado das urnas… É disso que se trata. Desde o primeiro momento, quando ignoraram um ministério técnico, enxuto, formado sem loteamento político, até essa baboseira maldosa sobre a compra feita pelo governo federal de leite condensado e goma de mascar.

A tragédia em Manaus? Jornalistas e Rodrigo Maia já sabem de quem é a culpa… Não tem nada a ver com respiradores comprados pelo governo estadual com sobrepreço de 316% numa loja de vinhos. Nem pense em falar da prisão da secretária de Saúde por suspeita de desvio de recursos, da má gestão dos governos locais, do sistema público de saúde na capital amazonense sempre com média de 70% de ocupação. Não precisa investigar. O negócio é banalizar: as críticas, as acusações, o impeachment. Vale por qualquer motivo, como ensinou o PT, que pediu o afastamento de todos os presidentes depois do regime militar. Quando veio o impeachment da Dilma, era golpe, ou “gópi”.

O presidente Bolsonaro tem de cair. Ele não deu bola para a vacina. Deveria ter comprado logo todos os imunizantes, mesmo que ainda inexistentes, mesmo que caros, mesmo que devessem ser pagos antecipadamente, com fabricantes livres de quaisquer implicações jurídicas diante de possíveis efeitos adversos. Segurança e eficácia, isso ficaria para depois. “Viraríamos jacarés”, disse o insensível. E, de repente, o Brasil já está entre os países que mais vacinaram. Claro que não há mérito nenhum do governo federal nisso, o que lhe sobra sempre são culpas.

Nesta toada triste estão engajados políticos de oposição (ao país), influenciadores hipócritas, jornalistas dissimulados, ressentidos com as urnas… Diluem as críticas verdadeiras e necessárias, no que lembra uma brincadeira sem graça. Como na fábula, gritam: “Lobo! Lobo!”, quando nenhum animal há por perto. Os que correm em socorro um dia se cansarão das mentiras. Que uma das parábolas do Novo Testamento possa também lhes revelar os verdadeiros lobos em pele de cordeiro.

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PERCIVAL PUGGINA

A ESTUDANTE E A “PROVA LAICA”

Transformando suas aulas em verdadeiros ritos sacrificiais, certos professores imolam a política, a filosofia e a história com o objetivo final de apequenar as mentes e conquistar os corações dos alunos para “a causa”.

Exagero? Infelizmente não. A Educação em geral e as universidades em particular são um cacife político importantíssimo, no Brasil como em Cuba. Quantos atos de formatura dão prova pública do que afirmo? Estes tempos de covid-19, suspenderam tais solenidades. No entanto, até 2019, como legado dos anos de hegemonia revolucionária, formaturas foram virando comícios políticos. Os convidados, engravatados por respeito ao ato solene, enfrentavam o calor do verão em homenagem a formandos que aproveitavam o público para desabafarem suas animosidades políticas. Era festejado como triunfo o que deveria ser interpretado como confissão de culpa do sistema e expressão ruidosa da obstinada imposição de silêncio à divergência. O pluralismo e a universalidade deixaram de ser inerentes a muito ambiente acadêmico.

A dita “defesa da autonomia” deve ser entendida, principalmente, como defesa da hegemonia. Para isso, mobilizam-se as universidades federais com o intuito de impedir que o presidente da República exerça prerrogativa a ele conferida pela lei e escolha, de listas tríplices, os nomes de sua preferência. Preservação da autonomia? Não, mecanismo de autoproteção porque é ali, como bem observou José Dirceu, que se conquistam os corações e as mentes.

***

Apenas portais e sites católicos noticiaram o fato que dá título a este artigo. Uma estudante foi obrigada pela fiscal do ENEM a retirar o escapulário e uma dezena do rosário que trazia ao pulso como condição para poder participar da prova. Alegação lacradora: “A prova é laica!”. Li a notícia no excelente Tribuna Diária, acrescida da informação: “A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público acionou o MP/SP para que instaure representação por crime de preconceito religioso, etc.”.

Pois foi exatamente sobre esse tipo de objetivo político/ideológico que escrevi o artigo “Sem virtudes, sem valores e sem vergonha”, publicado no JBF no último dia 27 de janeiro.. Para arrastar a sociedade de um país essencialmente cristão na direção de um regime totalitário é necessário investir contra o cristianismo presente no espaço público, em nome da laicidade do Estado. Por quê? Porque convence as pessoas de que a fé é inerente ao indivíduo e tem dimensão privada, incompatível com o Estado e os espaços públicos. Na sequência, facilitado por esse “entendimento”, ganham caráter relativo e subjetivo também os princípios e valores correspondentes a essa fé, que perderiam, assim, o direito de se manifestar publica ou politicamente.

Como consequência, questões envolvendo princípios e valores morais se tornam prerrogativa do Estado (confiram com as falas de ministros do STF). Tal receita nos leva em marcha batida à perda das liberdades e ao totalitarismo. Ele já se expressa, entre nós, na rejeição ao Direito Natural e no silêncio imposto a Aristóteles, Tomas de Aquino, Francisco Suárez e a tantos filósofos conservadores e liberais contemporâneos. A toda divergência, enfim.

É o laicismo assumindo-se como artefato bélico da revolução cultural, cujo objetivo é bem conhecido.

DEU NO JORNAL

RODRIGO CONSTANTINO

TUCANOS HIPÓCRITAS E O ESCÁRNIO COM O “PACATO CIDADÃO”

Era para ser um domingo de descanso, para repor as energias e partir para mais uma semana de trabalho intenso. Amanhã, afinal, teremos a eleição para o comando da Câmara e do Senado, e falta só mais um dia para Rodrigo Maia se mandar. Era para ser um clima de tranquilidade, portanto. Mas os tucanos não deixam.

Rolou neste sábado o jogo da Libertadores entre Santos e Palmeiras. Qual não foi a minha surpresa – e de milhões de brasileiros – ao descobrir que o prefeito Bruno Covas estava lá, no Maracanã, com milhares de pessoas? O que essa gente tem na cabeça?!

A imagem da hipocrisia circulou pelas redes sociais e logo despertou revolta, com toda razão. Covas é o prefeito de São Paulo, cidade sob várias restrições por conta da pandemia. Ele tem câncer, o que o coloca no grupo de risco. E mesmo assim ele achou adequado torcer pelo seu time num estádio de futebol, que sequer poderia funcionar na cidade que administra?

Guilherme Fiuza, mestre em apontar a hipocrisia dessa turma, desabafou por todos nós: “O Plano Miami-Maracanã salvando as vidas boas dos hipócritas enquanto milhões de trabalhadores sofrem restrições brutais sem um único laudo jamais ter fundamentado essa ciência de fundo de quintal. Como a sociedade pode aceitar 1 ANO desse escárnio? É muita vontade de ser escravo”.

O governador João Doria, que trancou o estado e foi para Miami nas épocas natalinas, também estava torcendo para o Santos, em meio aos jogadores, sem máscara. Quando o presidente Bolsonaro, palmeirense, vai a uma padaria ou mergulha no mar perto de banhistas, a mídia tucana o acusa de irresponsável para cima. Agora se cala, ou menciona o descalabro como um simples erro. O duplo padrão é patético!

O povo está de saco cheio, não aguenta mais. A sorte dos tucanos é que o brasileiro se mostra muitas vezes um “pacato cidadão”, mas é bom lembrar que se esticar demais a corda, ela pode romper. Eu arriscaria dizer que estamos quase lá, pois diante de tanta hipocrisia, causa-me até espécie o fato de que o povo não partiu ainda para a desobediência civil.

Bruno Covas tem duas opções dignas apenas: vir a público implorar perdão, confessar ser um hipócrita que agiu de forma canalha, e acabar com todas as restrições impostas à cidade; e também renunciar logo em seguida. Qualquer outra postura merece uma reação mais “ucraniana” dos paulistanos, se não quiserem viver sob um autoritarismo cafajeste.

Quando DitaDoria trancou o estado e foi para Miami, inventou palestras presenciais – isso entre o Natal e o Reveillon! O que Covas vai inventar? Que tinha reunião no Maracanã em dia de Libertadores e por isso foi a caráter com camisa do Santos?! Falta é caráter nesses tucanos mesmo! E em seus defensores da mídia.

Vejam a mensagem que Mario Sabino, do site Antagonista, curtiu: “Bruno Covas tem câncer. Não sabe se vai viver muito tempo, infelizmente. Sempre foi santista fanático. Quem julga o fato dele ter ido ao jogo do time de coração numa final de libertadores está com o julgamento moral embaçado. Força, Bruno”.

Esses “antas” são uns tucanos hipócritas também! E eles sabem da vida dos outros por acaso? Dos seus vários dramas? Das famílias angustiadas sem trabalho? Falar em empatia porque o prefeito tem câncer e colocar a desculpa no fanatismo pelo time de futebol justificam ir ao Maraca, mas o trabalhador que depende do restaurante aberto para viver que se exploda?!

Então o prefeito pode medir suas preferências, avaliando o risco que está disposto a tomar, e isso para ver um jogo de futebol, mas o seu Zé, garçom, tem que ficar em casa desempregado? É muita canalhice! É uma “moral” totalmente embaçada, mas eles acusam os outros do que são, pois perderam qualquer bússola moral, qualquer noção do bom senso.

Tucano costuma ser uma elite cosmopolita que faz quarentena gourmet, quando não é mais hipócrita ainda e fura seu isolamento para curtir Miami, Caribe ou uma “peladinha” com os amigos, enquanto o povo se ferra lá fora. Até quando?

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

CARLOS PENA FILHO

Carlos Pena Filho (1929-1960) foi considerado um dos mais importantes poetas pernambucanos da segunda metade do século XX depois de João Cabral de Melo Neto. Sua obra foi curta como sua vida, entretanto deixou marcos fortes na cultura da velha capital de Pernambuco. Poeta de expressão simples atingiu no Recife aquela consagração que faz os versos correrem de boca em boca, memorizados, ou de mão em mão, copiados de velhas edições empoeiradas.

A produção literária de Carlos Pena Filho revela sentimento de delicadeza e cuidado para não ofender as pessoas e ideias. Ele era conhecido pelos amigos, como sendo uma pessoa muito comunicativa, sorridente, cordial, tolerante e compreensiva. Naturalmente, muito dessas características eram passadas para sua obra.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife da Universidade Federal de Pernambuco, em frente à qual hoje se encontra o busto do talentoso poeta. Teve sua carreira prematuramente encerrada, aos 31 anos de idade, em virtude da morte em acidente de carro.

Sua poesia é viva, carregada de lirismo, oralidade e expressividade, além de seu apelo pictórico. Uma amostra do talento de Carlos Pena Filho é este belíssimo soneto:

SONETO DO DESMANTELO AZUL

Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder pintar de azul as ruas,
depois vesti meus gestos insensatos
e colori minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.

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AGORA LASCOU: É NO MUNDO INTEIRO!!!

* * *

Êita porra!!!!

O mundo inteiro, do Oriente ao Ocidente, do Hemisfério Norte ao Hemisfério Sul, está bradando o “Foro Bolsonaro”, segundo o senador vermêio-istrelado.

Não sei mesmo porque essa pressa toda de Humcerto Bosta, pedindo a saída “urgente” do genocida brasileiro.

O petista, que tem o codinome de “Drácula” na lista de propinas da Odebrecht, está muito avexadinho.

O nosso estimado colunista Goiano, que sabe de tudo e de todos, já avisou aqui no JBF, em comentário feito ontem, que o homem do leite condensado não cai agora.

Já sabemos que Goiano não erra uma, inclusive adivinha antecipadamente até resultado de eleições presidenciais.

Vou transcrever do jeito que ele escreveu no comentário dele:

“Jair Messias Bolsonaro não passa das 13 horas e 13 minutos de sexta-feira 13 de agosto de 2021.”

Já conferi no calendário e, de fato, neste ano de 2021,  o dia 13 de agosto cai numa sexta-feira.

A preferência pelo número 13, fatídico, desastroso e azarado, tem tudo a ver com o número do partido que é de propriedade do Lula.

Uma coisa lógica e coerente.

13, desgraça e PT formam uma corrente inquebrantável.

Pois então, seu Drácula, aguarde mais uns meses pra festejar a queda de Bozó.

Espere a confirmação da previsão do nosso colunista-vidente, que é doutor também em Ciências Premonitórias.

E vamos começar a contagem!!!!

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MARIA BAGO MOLE E SEU BITÔNIO COELHO – O CIÚME E DOIS SEGREDOS

CAPÍTULO XV

Depois de ter tido uma segunda noite inesquecível com Maria Bago Mole, a dona do famoso cabaré homônimo, Seu Bitônio Coelho, o fazendeiro mais durão e temido da Zona da Mata de Carpina (PE), retorna à fazenda, não mais contrariado por ter acordado fora do horário habitual.

Chegando à fazenda por volta das onze horas da manhã, encontra todos os empregados apreensivos e preocupados no pátio da casa grande, pensando haver lhe acontecido alguma coisa grave, mas quando pressente o patrão sorridente e amável apear o cavalo e mandar um dos capangas retirar a sela, quedam-se e esperam a ordem do homem, que calado estava, calado ficou, não informando nada sobre o acontecido, limitando-se apenas a ordenar aos subordinados as tarefas do dia. “Paulo faça aquilo. Pedro aquilo outro. João, recolha o gado e bote ração para aqueles”…etc. etc. e tal.

Depois de dar as ordens aos empregados, Seu Bitônio Coelho entra no casarão, abre as janelas e se dirige até as governantas na cozinha, dar-lhes um bom dia inesperado, retorna à sala, e começa a pensar em Maria Bago Mole, da noite inesquecível que tivera com ela, dos prazeres que ela lhe proporcionou e, além de sentir que estava apaixonado, começou a ter ciúmes dela, imaginando-a naquele cabaré cheio de homens doidos para comê-la! O que fazer para tirá-la dali se ela não quer? Se ali é o seu universo particular e de trabalho?

Foi nesse momento que aquele homem durão, acostumado lidar com vacas, cavalos brabos e capangas rudes, sentiu estar dominado por um sentimento jamais vivido em toda sua vida. Maria Bago Mole havia lhe domado o coração!

Da segunda para o sábado Seu Bitônio Coelho ficou absolutamente inquieto, sonhou com Maria Bago Mole todas as noites sempre nos braços de outros homens e acordava durante a noite todo suado, com o ciúme lhe dominando e sufocando o peito ao ponto de ele ficar irreconhecível!

Ansioso e só pensando em Maria Bago Mole, no sábado logo cedo manda seu capanga Simeão Pau Preto pôr a sela no cavalo branco, vestiu sua calça e camisa de linho branco e se mandou para o Cabaré para se encontrar com a dona do seu coração!

Em lá chegando, veio-lhe uma tempestade de ciúmes por causa dos homens que cercava sua Amada que, quando o avistou, largou todos os afazeres administrativos do cabaré e saiu correndo na direção dos braços do seu homem:

– Oi amor! Estava com muitas saudades! Você não imagina a eternidade que foram esses dias sem você! E aplicou-lhe um beijo bem demorado! Pegou-lhe pelas mãos, tirou-lhe a sela do cavalo e o chamou para ficar com ela no aposento do cabaré, local onde tivera sua primeira noite nupcial.

Se ele estava doido de paixão, mais apaixonado ficou com todo o carinho, atenção e dedicação dispensado por Maria Bago Mole, que lhe sabia dar o que ele nunca tivera na vida: amor, prazer, liberdade e sonhar!

Naquele sábado ficou com Maria Bago Mole novamente, e mais uma vez quando se levantaram já passava das dez horas do dia! Curiosamente o homem durão que ficou contrariado da primeira vez, se levantou relaxado, de bem consigo mesmo e deu um beijou na amada demoradamente. Foi até o sanitário do cabaré, tomou um banho de cuia, enxugou-se e voltou ao aposento onde Maria Bago Mole o esperava nua de bunda para cima!

Depois de dar uma demorada e prazerosa furufunfada, ambos se levantaram, trocaram de roupa e ela o levou carinhosamente até onde estava o cavalo apeado, guardando o segredo de que lhe parecia estar prenha, e ele também deixando para outra oportunidade que iria pedir-lhe que abandonasse o cabaré para ficar com ele definitivamente…