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JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

AOS POUCOS…

Aos poucos a gente vai percebendo que o muito importante é estar bem.

Que a verdadeira alegria traz sorrisos ao coração, e refrigera o espírito.

Que simples gestos são sofisticados demais para a compreensão de quem só acha a vida não seguindo além do último suspiro.

Que cheiros, sabores e lugares são elevados pelo poder de encantamento da pessoa nos acompanhando.

Aos poucos a gente vai percebendo que a vitória do time – ou do partido – não é nada diante do choro de muitos perdidos na possibilidade e na falta de esperança.

Que não é a cor da pele, ou a deidade adorada, a tradução da bondade e do caráter de alguém. Tampouco com quem ele deita à noite para sentir prazer.

Que não importa o bairro, o valor, ou o tamanho do apartamento. Mas se é um lar harmônico.

Que o valor de um carro pode ser medido pelas mentiras ocultadas em seu interior. Custa exatamente o valor moral do seu dono.

Que a dignidade é algo da alma, nunca da sala de estar atapetada, com móveis em madeira de lei, belas cortinas e quadros caros em suas paredes.

Que não importa o valor da mesa, da porcelana, do preço do prato, se a comida servida é fruto do desespero de alguém sem mesa, ou sem louça.

Que o lamento antecede o sorriso, mas que uma gargalhada pode vir antes de uma lágrima, e o tempo cura ambos: sorriso e lágrima.

Que o sobrenome importante não vale mais, se as atitudes praticadas exigem esconder o nome.

Que a embriaguez é tão saudável quanto a sobriedade, quando ambas nascem arrumadas na felicidade.

Que o tecido fino é a mesma coisa que o algodão trançado em grosso fio. Ambos encobrem intimidades.

Que uma légua andada por pés descalços, não tem a mesma distância se for vencida por pés em sapatos. Porém, ensina muito mais.

Que a loucura – ah, a loucura! – empresta à vida o que a lucidez dá de graça à arte, e a sanidade não pode ser contada maior que a loucura.

Que o perfume não é mais saudável que o banho.

Que o sonho não é produto do sono.

Que a paixão e o amor não vivem para a compreensão.

Que a vaidade é como uma armadilha projetada para quebrar a perna de quem a arma, ou como um fogo que só pode sair pela culatra.

Que a doçura não se perde por mais que possa ser desprezada por alguém.

Aos poucos…

Aos poucos a gente vai percebendo.

Aos poucos a gente vai percebendo que o muito importante é estar bem.

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DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS DALBERTO ZITELLI – ARARAQUARA-SP

Prezado Berto, bom dia!

Depois de muito tempo que não escrevo, volto para dizer-lhe da minha indignação de ninguém tomar providências quanto a falta de respeito com o nosso Hino Nacional.

Antes dos jogos, são tocados e desrespeitados pelos atletas. Postura de quem esta ouvindo uma musica qualquer. Sem postura, e total desrespeito.

Outro dia, não lembro o jogo, cada um estava em um determinado lugar do campo.

Quem coloca o hino tem uma pressa para executa-lo. Isso quando não pega os caras aquecendo-se.

Como foi escrito na postagem desse jornal maravilhoso, dá saudade do tempo que se fazia fila e cantava-se o hino.

Não vou falar nada do “um minuto de silêncio”

Se puder meu caro amigo, publique.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ENTRE PEBAS E TAMANDUÁS

Nesses dias rombudos de pandemia, este velho caeté, chupando o tutano de um úmero do Sardinha, se me peguei pensando sobre nossa classe política, nosso progresso, nosso “pogreço” e como nós, caetés de boa Ôpa, desde a “recramação” da República, investimos com força e vontade no avanço de nossa pobreza. Sempre procuramos ficar do lado equivocado da história, com uma arrogância oceânica acreditando que temos um “destino manifesto” profetizado pela Divina Providência, por isso continuamos sempre “deitados eternamente em berço esplêndido”, aguardando esse futuro que nunca chega.

E, quando nos vemos cercados por outros caetés, com cinco graus de vagabundagem a mais do que os demais da taba, buscamos sempre culpar o outro: o político ladrão, o servidor público preguiçoso – há exceções, com toda certeza -, o governante que só vai às tabas dos caetés mais pobres em ano eleitoral. E, nessas horas, eu sempre digo: peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor. Mas vamos por partes, para não assustar os caetés mais novos que, porventura, tiverem a coragem de ler este monte de bobagem.

Desde o nascimento da Botocúndia republicana – eu preferia Estados Soberanos de Caetés, ficaria bem mais ajeitado ao espírito que nos move -, o país vem sendo governado por caciques e pajés que se empenharam o tempo todo pelo progresso de nosso subdesenvolvimento. Nós idolatramos heróis errados, personalidades equivocadas e líderes que não mandavam nem dentro de casa, mas que bagunçaram as nossas vidas. Idolatramos um herói que proclamou a República, mas nos esquecemos de nos perguntar como isso se deu. Nossa república é fruto de um ciúme aliado a um suposto chifre – se naquela época houvesse a “infernet”, eu diria que foi um chifre virtual -, mas foi um chifre putativo, ou seja, foi sem nunca ter sido.

Grande parte do século XX foi marcado pela sombra de um caeté, cuja ligeireza, desfaçatez e oportunismo deixou marcas profundas na nação. Foi chamado de “pai dos Pobres”, e, valha-me Nosso Senhor Jesus Cristo, tido como um ícone desenvolvimentista do país. Analisando o conjunto de sua obra, o tal “pai dos pobres” atrasou o progresso nacional em mais de um século, e até hoje lutamos para nos livrar do lixo autoritário que ele deixou para a aldeia toda. Olha lá… ele pegou o filé mignon do Sardinha…. é de lamber os beiços. E, o tal pai dos pobres, tal como um calangro mimetoso, ora ia para a direita, ora para a esquerda. Até tentou namorar com o facinoroso assassino, com aquele bigodinho que parecia rodapé de tabaca e que quase destruiu o planeta.

Depois veio o “pé de valsa”… ah, tempos maravilhosos, quando a humanidade aperfeiçoava métodos de matar, mas também sonhava em pisar em outros mundos… aquele sorriso aberto, com um olhar meio Xing Ling, em uma ligeireza de assustar até mesmo o batedor de carteira mais experiente, tirou a capital do meio do povo e a colocou no meio do nada. Afinal, até para tramar o sucesso de nosso fracasso é necessário um pouco de paz. Não dá para investir no progresso da pobreza, da ignorância e do amadorismo com o povo berrando no ouvido dos “líderes da nação”. E, por incrível que pareça, esse pé de valsa é tido como um dos ícones heroicos da taba, mesmo deixando uma dívida monstruosa que financiou a construção daquela insanidade chamada “BrasILHA” e que pagamos por ela até hoje.

No século XXI intentou-se reeditar o mito do “Pai dos Pobres”, dessa vez com um espertalhão ignorante, mas muito vivo e que vendeu uma lorota de que, bastava modificar a metodologia de se monitorar os caetés mais pobres da taba que, por um passe de mágica ela acabava. Eu mesmo, ate se me alembro, estava fazendo um cozido com os ossos do pescoço do bispo Sardinha – aqui no glorioso Mato Grosso do Sul esses ossos se chamam pucheiro, e fazer uma pucheirada é fazer um caldo grosso e gordo com esses ossos -, estava aromático de lamber os beiços quando me dei conta que deixei de ser classe média baixa e passei a ser milionário, com a mudança daquela metodologia.

E praticamente o dito “pai dos pobres”, demiurgo do século XXI passou a ser incensado e louvado como um gênio da humanidade, como o “The man” dito por aquele toco de fumo que governava os Zistados Zunidos. Foi a deixa para que esse pai armasse o maior esquema de ladroagem que se tem notícia na história da humanidade. Fico-se-me pensando: Ferdinand Marcos, Mobutu Sese Seko, Sukarno, Idi Amin Dada, Muammar Ghadaffi, Anastácio Somoza, Papa Doc, Adhemar de Barros, Sani Abacha, devem estar no inferno se arrebentando de “reiva” porque eles se tornaram amadores e batedores de carteira mambembe diante do ladroísmo praticado aqui na Caetélandia.

Mas o que mais se me assusta é ver um bando de neguinho pé de toddy defendendo aquilo que, para alguém que consegue somar dois mais dois, noves fora, é indefensável e insano. Chego-se-me a pensar que, tal qual Maurino Junior, toda a taba foi abduzida para algum universo paralelo, por ETs especialistas em fazer exame de próstata com aqueles dedos de mais de metro de cumprimento. Emboramente isso não seja de todo estranho, o ladroísmo está mais do que provado, e sempre que oiço alguém reclamar, se vem se me à cabeça… peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor.

E depois veio outro desastre, incensado pelo demiurgo. Um fenômeno psicopatológico que não conseguia juntar duas orações em uma mesma sentença, sem que houvesse alguém que fizesse isso. Teimou em aprovar uma lei para que fosse chamada de ANTA. Bem a calhar, apesar de todo o meu respeito àquele mamífero probóscide. E aí o espetáculo de bizarrices chegou ao grau de arte. Não somente a atitude bucaneira com que os nossos “pogreçistas” pilharam o país, mas também com o grau de deboche com que eles tratavam os demais caetés. Nem a buchada do Sardinha queriam que a malta ignara comesse. Nem as unhas e os cabelos do Sardinha. Era só para sentir o cheiro.

Mas também houve quem pensasse na taba para o futuro – Maurício Assuero que me atire o primeiro tijolo oito furos bem no meio da fuça caeté se eu estiver contando potocada -. Caetés de boa Ôpa que pensaram este país prafrentemente do que temos hoje. Vislumbraram uma nação que cuspiria a carne do Sardinha, se levantariam da beira da fogueira, caçariam o direito de voto dos pebas e anulariam o título de eleitor dos tamanduás. Esses, infelizmente, em todos os tempos da existência caeté foram perseguidos, caluniados e apagados da história nacional.

Então, meu caro, quando alguém reclamar da corrupção política, da nossa vocação para o amadorismo e nossa firme crença no progresso de nosso atraso, na louvação daqueles que mais contribuíram para nossa pobreza, pense e fale bem alto: peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Sr. Editor e distintos amigos,

A Globo não tem mais Copa do Mundo e nem Fórmula 1.

Em 2022, a única coisa que a Globo vai transmitir é a reeleição de Bolsonaro.

KKKKKKKKKKK

Se eu fosse o Bolsonaro na próxima indicação para o STF eu indicaria a Bia Kicis, só pra ver os “véios” infartar de raiva.

E vamos que vamos!!!!!!

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MÉDICOS DA PESTE NEGRA

Texto escrito em parceria com Luiz Antonio Tavares Portella, meu filho, estudante de Biologia na Unicap.

Conhecida como a Pandemia mais devastadora já registrada na história da humanidade, tendo resultado na morte de mais de cem milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351, a Peste Negra, também conhecida como a Grande Peste ou Morte Negra, pode ter tido sua origem da Ásia Central ou na Ásia Oriental, de onde viajou ao longo da Rota da Seda, séries de rotas interconectadas por navios através do Sul da Ásia, atingindo a Crimeia em 1343.

Acredita-se que a bactéria Yersinia pestis, que resulta em várias formas da peste: septicêmica, pneumônica e, a mais comum, bubônica, tenha sido a causadora. A Peste Negra foi o primeiro grande surto europeu de peste e a segunda pandemia da doença. A praga criou uma série de convulsões religiosas, sociais e econômicas, com efeitos profundos no curso da história da Europa. Nessa época se acentuou o ostracismo na população.

É importante salientar que os médicos da época usavam um traje especial e usavam máscaras que pareciam bicos de aves cheias de itens aromáticos. As máscaras foram concebidas para protegê-los do ar fétido, que, de acordo com a teoria miasmática da doença, foi considerado como a causa da infecção. Hoje se sabe que esta teoria é falsa.

DOIS MÉDICOS MERECEM DESTAQUE NESSA ÉPOCA

Guy de Chauliac de origem francesa

Quando a Peste Negra chegou a Avignon, em 1348, os médicos fugiram da cidade. Guy Chauliac permaneceu, tratando os doentes da peste e documentando os sintomas meticulosamente. Ele alegou ter sido infectado e ter sobrevivido à doença usando os seus conhecimentos. Através das suas observações, Chauliac fez distinção entre as duas formas da doença, a peste bubônica e a peste pneumônica.

Como medida de precaução, ele aconselhou o Papa Clemente VI a manter um fogo ardendo constantemente nos seus aposentos, para afastar o ar fétido, de acordo com a teoria miasmática aceita na época. A peste foi reconhecida como sendo altamente contagiosa, embora o agente etiológico fosse desconhecido. Como medidas, Chauliac recomendou que o ar fosse purificado, sangria (modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças) e dieta saudável.

Michel de Nostredame, de origem francesa, popularmente conhecido como Nostradamus pelas suas profecias

Seus conselhos profissionais foram importantes para a tomada de medidas preventivas contra a praga. Recomendou a remoção de cadáveres infectados. Respirar ar fresco, tomar água potável e limpa, e um suco de preparação de rosa mosqueta. Em sua publicação Traité des fardemens, recomendou não sangrar o paciente.

Com todos os conhecimentos adquiridos através de seus estudos, Nostradamus viajou ao sul da França para cuidar das vítimas da peste. A pandemia da peste negra provavelmente começou na Ásia no século XIV e se espalhou por toda a Europa, onde os surtos recorrentes dizimaram as populações de vários países ao longo do século XIV. A peste ficou presente na vida dos europeus até o século XVIII. A doença, transmitida através de pulgas transportadas por roedores, como ratos e marmotas, foi altamente contagiosa, rápida e dolorosa, muitas vezes causando febre alta com delírios e deixando grandes pústulas negras em todo o corpo das vítimas. Nostradamus tornou-se conhecido pelo tratamento que concebeu para combater a peste. Além das suas recomendações, sua cura consistia na limpeza do corpo e administração de vitamina C aos seus pacientes.

IRONIA DO DESTINO

Em 1534, Nostradamus casou-se com Henriette d’Encausse, de Montpellier, cidade do sul da França, e teve dois filhos com ela. A praga atingiu posteriormente Agen, local onde vivia com sua família. Ocupado demais com a cura da população, Nostradamus não conseguiu salvar a mulher e os dois filhos. Este acontecimento o fez questionar as suas capacidades enquanto médico e, desapontado, viajou pela Europa sem destino, provavelmente através da Itália e outras partes da França, durante seis anos. Foi nessa altura que Nostradamus se deu conta de seus poderes proféticos, pelos quais é mundialmente conhecido.

Assista ao extraordinário documentário abaixo e percebe que os sentimentos humanos, por mais civilizados que sejam, serão sempre primitivos, egoístas, individuais e cúpidos.

Não haverá salvação para a humanidade.

Clique aqui para assistir ao documentário A Peste Negra, com duração de 55 minutos.

A PALAVRA DO EDITOR

UMA PRESEPADA CRIATIVA

“Saudades de Minha Terra” é uma música da autoria do mineiro Goiá, que foi gravada por cantores e duplas sertanejas.

Curto essa composição desde os anos 60, quando saí do nordeste e fui bater em Goiás, onde conheci e me apaixonei por este gênero da mais autêntica música brasileira.

A versão de “Saudades de Minha Terra” gravada pela dupla Belmonte e Amaraí é a minha predileta.

Pois bem.

Quando foi ontem me mandaram um vídeo com uma paródia, uma versão debochada, bem humorada e genial do primeiro verso desta música.

A belíssima letra da versão original começa assim:

De que me adianta
Viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha, do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar

Pois no vídeo que me mandarem esse trecho aí de cima ficou desse jeito:

De que me adianta
Chegar nessa idade
Se o meu bilau não quer mais levantar
Adeus menininha, adeus mulherão
Tô ficando velho comecei brochar

Êita povo arteiro e criativo e que só a porra!!!

Pra alegrar o nosso começo de semana, aí estão as duas interpretações.

Atentem pra beleza poética da versão original, com Belmonte e Amaraí, e a safadeza da versão debochada, apenas do primeiro verso, com um intérprete que eu não sei quem é.