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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CONVICÇÃO – Giuseppe Artidoro Ghiaroni

Por saberes que nunca serás minha
permites que entre nós, timidamente,
vacile a intimidade reticente
que haveria entre súdito e rainha.

Não que saibas. Serias adivinha
se soubesses que te amo loucamente.
Já me tomas até por confidente
por saberes que nunca serás minha.

E não que eu pense mal de ti, pois vivo
a imaginar-te um cisne pensativo
sob a vivacidade de andorinha.

Mas, quando ris olhando-me de frente,
parece-me que ris unicamente
por saberes que nunca serás minha!

Giuseppe Artidoro Ghiaroni, Paraíba do Sul-RJ, (1919-2008)

DEU NO JORNAL

TODAS AS RESPOSTAS PARA O JUIZ

Marcelo Rates Quaranta

O Juiz Federal André Prado de Vasconcelos, da 7ª Vara Federal de Minas Gerais, espelhando-se nos exemplos do STF e achando-se autoridade absoluta, deu um prazo de 72 horas para a maior autoridade do país, o Presidente da República, “explicar” por que é que trocou o comando da Petrobrás.

Não sou porta-voz do Presidente, mas ele não precisa explicar nada. Deixa que eu explico.

Primeiro, senhor Juiz, porque ele quis e ninguém tem nada a ver com isso, muito menos o senhor. Se está faltando trabalho na vara federal em que o senhor trabalha, a ponto de sobrar tempo para pedir que uma autoridade do Executivo “se explique”, então precisamos rever o seu salário.

Segundo, senhor Juiz, ele o fez porque essa é uma atribuição exclusiva do Presidente da República, e que, por estar escrito na Constituição Federal (o senhor conhece? É um livrinho! Eu recomendo a leitura!) ele não precisa dar explicações a ninguém, muito menos a um Juiz de primeira instância.

Terceiro, senhor, juiz, não há ato ilícito algum para ser questionado, arguido, explicado ou interrogado. A preocupação deveria ser com os que roubam o país e não com aqueles que querem impedir o roubo, o senhor não acha?

Quarto, se cada Juiz do Brasil resolver “questionar” os atos executivos do Presidente da República, e o Presidente perder seu tempo tendo que “se explicar”, o país vai se tornar ingovernável. Tá certo que a justiça é lenta, não anda, juiz tem férias duas vezes por ano, muitos acumulam processos e muitos crimes prescrevem por falta de julgamento… Mas nós não queremos isso para o executivo causado por falta de tempo para trabalhar, por ter que ficar se explicando, não é mesmo?

Quinto, senhor Juiz, embora alguns juízes achem que no Brasil a pulga manda no cachorro, as coisas não funcionam assim. Pulgas continuam sendo pulgas e devem ter consciência do quão minúsculas e insignificantes elas são perto dos cachorros.

Presidente… Se há alguém para quem o senhor realmente deve explicações dos seus atos, é para os milhões de brasileiros que votaram no senhor. O resto que leia a Constituição ou entenda pelos jornais.

COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PERCIVAL PUGGINA

O QUE OS MINISTROS DO STF PARECEM NÃO SABER

Alguém precisa informar aos ministros do STF, em especial aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que há uma diferença entre aquilo que chamamos instituições e democracia propriamente dita. As instituições são importantes, mas são instrumentais. Muitas vezes, o apreço à democracia impõe ao cidadão consciente o dever de se manifestar quando alguma instituição age em desfavor ou contra a democracia, ou passa a atacar a vontade manifesta nas urnas, ou quando o Judiciário assume papel de oposição ao Executivo. Ou ainda quando projetos de interesse nacional são esterilizados nas gavetas dos presidentes da Câmara e do Senado e quando denúncias contra membros de algum poder não são sequer examinadas como determinam os regimentos internos.

A sociedade, por outro lado, tem direito natural às próprias percepções. Só alguém cuja vida política se conduz às apalpadelas, ou submetida exclusivamente aos próprios interesses, não percebe que há uma carência de funcionalidade em nossas instituições, em nossos poderes de Estado.

A insensibilidade quanto a isso, a ignorância dessa realidade por parte das elites dirigentes do país dói. Dói em quem não deveria. Dói nos cidadãos pagadores de todas as contas. Dói mais, sempre, nos mais carentes. Dói em quem arduamente produz e escassamente consome. Dói nas perdas causadas pela instabilidade institucional que marca todos os períodos democráticos de nossa história republicana. Se algo assim não berra aos ouvidos e não fulge aos olhos de um ou de vários ministros do STF, a ponto de dizerem que o clamor decorrente age contra a democracia, então fica evidente que quem o diz se perdeu no bê-á-bá dos problemas nacionais. E das dificuldades alheias. No conhecimento e no convívio de suas excelências, os seres humanos mais parecidos com povo são os serviçais de suas residências.

Em palestra realizada ontem, dia 22 de fevereiro, o ministro Alexandre de Moraes afirmou: “Se é verdade que o Brasil vive o mais longo período de estabilidade democrática de toda a República, a partir da Constituição de 1988, também não é menos verdade que com essas milícias digitais estamos sofrendo o mais pesado, o mais forte, o mais vil ataque às instituições e ao Estado democrático de direito”. Se para o ministro “estabilidade democrática” consiste em haver eleição na periodicidade certa e na sequência prevista, então Cuba é uma referência democrática há 62 anos.

Nossas instituições – exatamente elas, em seu desalinho e concepção irracional – proporcionam uma incessante instabilidade política que se reflete em tudo mais! Saímos de uma crise para outra, de um escândalo para outro. Crises e escândalos, todos, vão ficando para trás. Aquelas, as crises, sem solução porque as causas persistem; estes, os escândalos, escorados na mais reverente impunidade. Nossa bolsa de valores está sempre à beira de um ataque de nervos, à espera de um mal súbito, ambulâncias à porta. O mundo não vê o Brasil como um país de boa governança e estabilidade política e jurídica.

A desditosa combinação de um STF herdado de tempos enfermos e um Congresso Nacional de reduzido padrão moral proporciona partidos políticos em excesso e eleições custosas ao contribuinte. Mandatos são obtidos com verbas públicas de distribuição obscura (para dizer o mínimo), em eleições não auditáveis. Um grupo político hegemônico como o antigo PRI mexicano se instituiu e opera na base de todos os governos há 32 anos e há quem veja azul a grama dessas realidades. Definitivamente, os problemas que perturbam a nação não são os mesmos que afetam a sensibilidade dos ministros do STF. Suas desavenças com alguns jornalistas militantes e as ditas “fake news” são infinitamente menos importantes que as fake analysis cotidianas da grande mídia militante e a ação política exercida por membros do Supremo.

Ninguém está tão longe da solução quanto quem sequer percebe que a democracia em nosso país tem problemas institucionais infinitamente maiores que os que possam ser causados por meia dúzia de jornalistas nas redes sociais. Essa é a mais escancarada manobra diversionista da história do Brasil.

COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURINO JÚNIOR – PAULO AFONSO-BA

Bom dia, Papa Berto!!!

Quando perdemos a capacidade de indignação, com certeza, perdemos tudo. Eu penso desta forma. Quando eu vejo nas publicações aqui no JBF, os comentários de alguns favorecendo o esquerdismo e vilipendiando o Presidente, isso causa revolta; Quando eu sei que há neste país, um judiciário aparelhado, como é o caso do stf, (assim mesmo, com letras minúsculas), que se revoltam quando um corrupto está preso e que eu sei muito bem que foram colocados lá para defenderem os interesses do ladrão mor, o cappo de tutti cappi, luladrão, isso gera revolta e gera uma vontade de fazer justiça com as próprias mãos.

Eu fico pensando o que devem pensar as famílias daqueles cretinos… E sinto vergonha por elas… Quando eu vejo as nossas universidades produzindo tudo, menos pesquisadores; nossas universidades sucateadas, doutrinadas, cheias de tudo quanto não presta, isso causa uma revolta absurda, porque eu lembro do ano em que fui começar o meu Mestrado, e que tinha disciplinas para pagar; Nesse caso, os créditos…

Vi tudo. Menos desenvolvimento de pesquisa. Vi reuniões de estudantes, para discutirem o futuro do esquerdismo na América Latrina; Vi convocações para reuniões, com o intuito de discutirem os benefícios do socialismo no mundo; Vi reuniões para encherem o rabo de cana, ao ponto de numa plena segunda feira pela manhã, ao chegar à UFAL e me dirigir ao Departamento de Humanas, encontrei dezenas e dezenas de garrafas de Pitú, whisky, vodka, cerveja; Preservativos, pontas de cigarro de maconha…

Perguntei ao vigia o que havia acontecido e a resposta dele foi bem simples: “Foi a turma de Filosofia, Pedagogia, História e Direito que promoveram uma festa neste fim de semana. Saíram daqui por volta das 4 da manhã.” Isso no campus da universidade. Isso dá asco. Um bando de estudantes que fazem de tudo; Menos estudar. Maconheiros, feministas (que não sabem nem o que é feminismo), esquerdistas ao extremo procurando por uma revolução que nem os próprios sabem que revolução é essa.

Sinceramente, eu tenho nojo deste país. E quando percebo que nada está sendo feito, dá mais nojo ainda. Não adianta ficarmos postando coisas relativas a isso só pra gente. Quem vai nos ouvir? Quem irá nos ler? Nos ouvir? Como eu disse antes, não quero perder nunca a minha capacidade de indignação, mas, confesso, sinceramente, que até isso está cansando, porque não estou vendo absolutamente nada de prático acontecer, enquanto existir esse aparelhamento todo na mídia, no judiciário, na educação…

Só pra concluir: faço parte de uma página no face sobre o Menestrel das Caatingas, o Elomar. Fiquei pasmo com várias declarações de alguns membros da página, por causa do posicionamento de Elomar quanto ao Presidente Bolsonaro. Bastou isso para que um bando de imbecis, começassem arrotando besteiras, dizendo que Elomar havia perdido a essência, que iriam queimar os discos dele, que ele como um representante da esquerda (sic!), não poderia fazer isso, que era um absurdo e que ele estava perdendo público.

Para os senhores verem até onde a canalhice dessa horda demoníaca chegou!!! Como se cultura tivesse ideologia política. Sim, porque esses cretinos acham que se ouvirem Chico, Caetano, Gil, Tom Jobim, Vinícius e tantos outros, os tornem mais intelectuais; E o pior: intelectuais de esquerda.

Vários “amigos” deixaram de falar comigo, por ter votado e por apoiar o Bolsonaro; E sinceramente, foi um favor que me fizeram.

Quem comigo não ajunta, espalha. O intransigente não sou eu. Mas, desde então, passei a ser visto por eles como fascista, nazista, whiskista, mulherista, ciclista, perfeccionista, sionista, taxista, motorista, bicicletista, bolsonarista…

Uma verdadeira honra!!!

E agora, Cabarelista!!!

Vejam bem!!!

Um homem puro, santo como eu!!!

COLUNA DO BERNARDO