DEU NO JORNAL

COITADINHOS DOS ABUSADORES DE CRIANÇAS…

Ativista pelo aborto e uma das defensoras da ADPF 442, ação no STF que tenta descriminalizar a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação, Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília (UnB), publicou em seu perfil na rede social Instagram que uma das pautas prioritárias do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional é a “perseguição a pedófilos”.

* * *

Malouvido, meu amigo e conterrâneo de Palmares, é um ativo militante lulo-petista da nossa cidade.

Ele vive repetindo que Bolsonaro é um desastrado, um destrambelhado, um reacionário incompetente que não sabe governar.

A ativista anti-bolsonárica Débora Diniz acaba de confirmar isto tudo.

Bolsonaro persegue até os pedófilos!!!

Que sujeito asqueroso e repugnante é este nosso presidente.

Em homenagem à genial professora zisquerdista da Unb, antropóloga e humanista de renome, dedicada militante do movimento pró-pedófilos, tarados, psicopatas e degenerados do mundo todo oferecem uma salva de palmas.

Ela merece!!!

PERCIVAL PUGGINA

A SEMENTE DA CORRUPÇÃO

Durante décadas, aqui em Porto Alegre, tivemos excelentes programas de debates políticos em rádio e televisão. O esquema era simples: um jornalista apresentador, de dois a quatro convidados em lados opostos, assunto na mesa e o debate fluía tão acalorado quanto solto. Como se vê, cisão política não é novidade. Novidade foi a mobilização de eleitores conservadores e liberais na disputa em 2018.

Quem é do Rio Grande do Sul sabe que, durante décadas, participei de centenas daqueles debates. Sempre gostei disso. As mentiras eram as maiores dificuldades eventualmente enfrentadas. O problema tinha a ver com a equânime repartição dos tempos nos programas. Um bom mentiroso mente muitas vezes em cinco minutos de fala. A reposição da verdade, claro, toma muito mais tempo. A mentira, dizem por isso, dá a volta ao mundo enquanto a verdade calça os tênis.

É certo, porém: o mentiroso é o maior prejudicado pela mentira que conta. Ele não escapa às consequências do que diz para iludir os demais. Uma dessas consequências foi apontada por Aristóteles: mentirosos perdem o crédito até quando, eventualmente, dizem a verdade…

Além de comprometer quem a cria ou propaga, a mentira passa a agir sobre a pessoa numa espécie de permanente chantagem moral, a cobrar novas mentiras, como quem acresce elementos num castelo de cartas que a qualquer momento irá tombar ao sopro da verdade, levando junto o mistificador.

Numa época em que o debate político multiplica seu formato nos teclados e telinhas, quando a corrupção retorna como conteúdo das conversas, é importante pensar, novamente, sobre o quanto a mentira é tóxica a esses importantes ambientes de participação cívica. É saudável ponderar seu poder de destruição da própria política.

Quem faz política mediante a mentira, a manipulação gráfica e de vídeos, a manipulação da informação, da educação e dos livros didáticos, pode não perceber, mas está dando os primeiros passos no caminho da corrupção. Passos sem os quais ninguém chega, mais adiante, à conduta criminosa, ao dinheiro na cueca, na gaveta ou em paraíso fiscal. Ninguém senta na frente do juiz sem, antes, ter sido um mentiroso contumaz.

Não foi à toa que Orwell concebeu, na profética obra “1984”, um Ministério da Verdade para proteger a mentira. Ela é o caminho dos totalitários e dos corruptos porque dissemina a pior forma de corrupção, a mais grave, ainda que a tantos pareça inocente como uma pequena semente: a corrupção da verdade, vício comum aos corruptos mais danosos.

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PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MESTRES DO REPENTE

O grande poeta paraibano Manoel Xudu (1932-1985)

Manoel Xudu

A arte do passarinho
Nos causa admiração:
Prepara o ninho no feno,
No meio, bota algodão
Para os filhotes implumes
Não levarem um arranhão.

* * *

Otacílio Batista

O poeta e o passarinho
são ricos de inteligência
simples como a natureza
eternos como a ciência
estrelas da liberdade
peregrinos da inocência.

Herdeiros da providência,
um no chão, outro voando,
um pena com tanta pena
outro sem pena penando,
um canta cheio de pena,
outro sem pena cantando.

* * *

João Paraibano

Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver,
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.

Há três coisas nesta vida
Que Deus me deu e eu aceito:
A terra para os meus pés,
A viola junto ao peito
E um castelo de sonhos
Pra ruir depois de feito.

* * *

Braulio Tavares

Superei com o valor da minha prosa
o meu mestre imortal Graciliano,
os romances de Hermilo e de Ariano
e as novelas de João Guimarães Rosa;
sou maior que Camões em verso e glosa,
com Pessoa também fui comparado,
tenho a verve do estilo de Machado
e a melódica lira de Bandeira:
sou o Gênio da Raça Brasileira
quando canto martelo agalopado!

* * *

Zé Vicente da Paraíba

O reflexo de estrelas luminosas
São lanternas de Deus no firmamento
Fica muito suave a voz do vento
Evitando qualquer destruição
Os rebanhos deitados pelo chão
E cada pássaro no galho se aquieta
Enriquece o juízo do poeta
O cair de uma noite no sertão.

* * *

Manuel Lira Flores

Quando as tripas da terra mal se agitam
e os metais derretidos se confundem,
os escuros diamantes que se fundem
das crateras ao ar se precipitam.
As vulcânicas ondas que vomitam
grossas bagas de ferro incendiado
ao redor deixam tudo sepultado
só com o som da viola que me ajuda:
treme o sol, treme a terra, o vento muda
quando eu canto o martelo agalopado!

* * *

Joaquim Vitorino

Tenho enorme inteligência
Poeta não me dá vaia
Sou vento rumorejando
Nos coqueiros de uma praia
Sou mesmo, que Rui Barbosa
Na conferência de Haia.

* * *

Diniz Vitorino cantando com Manoel Xudu

Manoel Xudu

Voei célere aos campos da certeza
E com os fluidos da paz banhei a mente
Pra falar do Senhor Onipotente
Criador da Suprema Natureza
Fez do céu reino vasto, onde a beleza
Edifica seu magno pedestal
Infinita mansão celestial
Onde Deus empunhou saber profundo
Pra sabermos nas curvas deste mundo
Que ele impera no trono divinal.

Diniz Vitorino

Vemos a lua, princesa sideral
Nos deixar encantados e perplexos
Inundando os céus brancos de reflexos
Como um disco dourado de cristal
Face cálida, altiva, lirial
Inspirando canções tenras de amor
Jovem virgem de corpo sedutor
Bem vestida num “robe” embranquecido
De mãos postas num templo colorido
Escutando os sermões do Criador.

Manoel Xudu

Os astros louros do céu encantador
Quando um nasce brilhando, outro se some
E cada astro brilhante tem um nome
Um tamanho, uma forma, brilho e cor
Lacrimosos vertendo resplendor
Como corpos de pérolas enfeitados
Entre tronos de plumas bem sentados
Vigiando as fortunas majestosas
Que Deus guarda nas torres luminosas
Que flutuam nos paramos azulados.

Diniz Vitorino

Olho os mares, os vejo revoltados
Quando o vento fugaz transtorna as brumas
E as ondas raivosas lançam espumas
Construindo castelos encantados
As sereias se ausentam dos pecados
Que nodoam as almas dos humanos
E tiram notas das cordas dos pianos
Que o bom Deus ocultou nos verdes mares
E gorjeiam gravando seus cantares
Na paisagem abismal dos oceanos.

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COLUNA DO BERNARDO

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

MARIA ANTONIETA

Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena nasceu em 2 de novembro em 1755.

Nascida Arquiduquesa da Áustria, Maria Antonieta era filha do Imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e da Imperatriz Maria Teresa da Áustria.

Nascida na corte vienense, recebeu a educação habitual das arquiduquesas austríacas. Estudou música, etiqueta, dança e foi instruída na fé católica.

A Imperatriz da Áustria, Maria Teresa, sua mãe, desejava selar a paz com seu histórico inimigo, a França. Para isso, nada melhor que um casamento entre as duas casas reais mais poderosas da Europa: os Habsburgos e os Bourbons franceses.

Na segunda metade do século 18, a França passava por problemas delicados. O mais rico reino da Europa mantinha-se em constantes guerras com seu vizinho, para evitar o expansionismo austríaco.

Assim, quando Maria Teresa, a imperatriz austríaca, manifestou o desejo de casar sua filha com o herdeiro francês, a corte de Versalhes dividiu-se entre prós e contras austríacos.

O rei Luís XV viu uma oportunidade para acalmar os ânimos entre os dois reinos e, finalmente, selar a paz.

Em maio de 1770, aos 14 anos, Maria Antônia deixa a Áustria e vai para a França, onde seria a esposa do Delfim Luís Augusto (futuro Luís XVI). A partir de então, entraria para a História com seu nome afrancesado: Marie Antoniette ou Maria Antonieta, em português.

Inicialmente, os esposos se tratavam de forma fria e distante. Devido a um impedimento físico do Delfim, o casamento demorou sete anos para se consumar.

Entretanto, Maria Antonieta estava mais ocupada em sobreviver às fofocas da corte francesa de Versalhes. Nesse ínterim, descobriu os prazeres da adolescência, passando noites em festas, e desenvolveu o gosto pelo jogo, o que lhe acarretou dívidas que eram pagas pelo esposo.

Com sua beleza, sua juventude e sua alegria de adolescente, a futura rainha logo daria motivos para que se tecesse contra ela uma rede de calúnias, que a atormentariam durante toda a sua vida.

Maria Antonieta era amante da natureza, da liberdade, da simplicidade, e mesmo da negligência. Detestando o fausto e a etiqueta, ela cometia o erro de acreditar que o seu fascínio de mulher valia mais do que o seu poder de rainha; que o prestígio da sua juventude e da sua bela cabeleira loura ofuscava e substituía o prestígio da sua coroa. Viram-na, muitas vezes, desdenhar da etiqueta, zombar de seus deveres e fugir, sempre que podia, da pompa solene das cerimonias oficiais, para se refugiar na intimidade da vida privada.

Mais tarde, a futura rainha deu-se conta de que, para sobreviver em Versalhes, seria preciso astúcia política e que se cercasse de fiéis colaboradores.

Com a morte do rei Luís XV, os dois jovens subiram ao trono. As pressões para que produzissem um herdeiro aumentaram. A esta altura, o rei Luís XVI já havia sido operado e o casal real teve quatro filhos.

Quando assumiu o trono junto ao seu esposo, Maria Antonieta tentou influenciá-lo, ao nomear seus protegidos, para ministérios e cargos de confiança na corte. Também insistiu para que a paz com a Áustria fosse mantida, a todo custo.

Em 1788, com a convocação da Assembleia dos Estados Gerais, o Terceiro Estado decidiu permanecer reunido e dotar a França de uma Constituição. Também conseguiram o suporte de membros do Primeiro e do Segundo Estado.

Contudo, o rei Luís XVI não conseguiu controlar os gastos do Estado francês, envolvido na guerra de independência dos Estados Unidos.

Somando-se a isso, nesses anos, um inverno rigoroso e más colheitas, houve um grande aumento na carestia de vida. A população passou a descontar na rainha austríaca, sua revolta, acusando-a de mundana e perdulária.

O monarca tentou reformar as instituições, convocando os Estados Gerais em 1788, mas a elite se recusou a pagar impostos.

A situação piorou ainda mais, quando em 1789 houve a Queda da Bastilha.

Maria Antonieta apoiou que a família real fugisse, mas foram interceptados na cidade de Varennes e levados presos a Paris.

O rei Luís XVI foi julgado e guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Em 16 de outubro, Maria Antonieta teria o mesmo fim.

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AUGUSTO NUNES

O PRÍNCIPE AUTORITÁRIO E A PREFEITA NEGRA

A jornalista Suéllen Rosim, 32 anos, é prefeita de Bauru por ter convencido grande parte do eleitorado de que estava mais preparada que os adversários para solucionar os principais problemas da cidade. O mais antigo é a escassez de água potável. Esse pode ser resolvido com verbas e métodos modernos. O mais recente é a pandemia de coronavírus. Esse é bastante complicado. Se ainda não apareceu a estratégia perfeita para o combate à covid-19 em nenhum município, ninguém pode dizer com segurança o que deve ser feito num município cuja economia, afetada pela carência de indústrias, se ampara no vigor do comércio e do setor de serviços. É o caso de Bauru. Ao longo da campanha eleitoral, Suéllen optou por uma fórmula destinada a reduzir perdas e danos: fortalecer a franzina rede hospitalar e, simultaneamente, adotar rígidas normas de distanciamento social que evitassem a paralisia por períodos extensos demais dos alicerces econômicos de Bauru. É o que ela tem tentado fazer desde 1º de janeiro, quando assumiu o cargo.

Passados 35 dias de mandato, milhares de bauruenses constataram que, neste momento, o ranking dos piores problemas enfrentados pela prefeita é o governador João Doria e seus generais metidos na guerra em curso na frente paulista. Como sabem os espectadores da Ópera dos Soldados da vida, ninguém ama com tanta intensidade os brasileiros de São Paulo quanto o sumo sacerdote da seita que detém o monopólio da paixão pela vida. Ninguém enfrenta o vírus chinês com o tino e a tenacidade do líder de máscara negra, amparado na disciplina dos devotos que capricham no papel de coadjuvantes há quase 200 entrevistas coletivas. Os integrantes do alto-comando baseado no Palácio dos Bandeirantes conhecem todas as cidades paulistas muito mais que seus prefeitos. Quem ousa contestar uma única vírgula dos decretos baixados pelo chefe supremo é sumariamente remetido às galés em que gemem bolsonaristas, terraplanistas, inimigos da ciência e da vida. É lá que o clube dos adoradorias sonha instalar Suéllen Rosim.

Desde o dia da posse, aflita com a ofensiva do coronavirus na região, Suéllen faz o que pode para conseguir os leitos de UTI que faltam há muitos meses e encontrar secretários estaduais dispostos a ouvi-la sobre as urgências e peculiaridades da cidade que governa. Em São Paulo não encontrou nenhum. Voou para Brasília e descobriu o aliado ideal: Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e, mais importante ainda, nascido em Bauru. O único astronauta brasileiro abriu-lhe as portas de ministérios relevantes e conseguiu que fosse recebida por Jair Bolsonaro. No mesmo dia, Suéllen divulgou a foto dos dois. Os brasileiros normais viram na imagem o presidente da República e a prefeita de Bauru. O governador enxergou uma dupla de inimigos. E então emergiu a terceira e talvez definitiva versão de João Doria. É bem diferente das anteriores.

A versão original parecia saída das páginas de um manual de boas maneiras. Jornalista bem informado, empresário bem-sucedido, educado, procurava controlar-se mesmo quando lidava com atropeladores de sua mais aguda obsessão: a pontualidade de matar de inveja um lorde britânico. Nem sempre conseguia. Para não antecipar ou retardar o horário das centenas de eventos dos encontros que promovia na ilha de Comandatuba, o presidente do Lide interrompia com um apito o jogo de vôlei a dois pontos do fim, ou negava os 30 segundos a mais solicitados pelo orador autorizado a discursar por três minutos. Agora está claro que o respeito à pontualidade camuflava o autoritarismo que ficou mais nítido no Doria prefeito e começa a exibir dimensões preocupantes no modelo governador.

O empresário cavalheiresco, risonho, gentil não se reconheceria no político que produziu em 1º de fevereiro a enxurrada de grosserias que deixaria constrangido até um Nicolás Maduro. “Infelizmente, existem os poucos que, como a prefeita de Bauru que, de forma negacionista, ainda faz vassalagem ao presidente Jair Bolsonaro, visitando-o no Palácio do Planalto, ao invés de proteger a população de Bauru e defender a saúde e a vida de seus habitantes”, desandou o governador que em dezembro, depois de fechar São Paulo de novo, decolou rumo às lojas de uma Miami livre de quarentenas. A prefeita acusada de negacionismo jamais fechou os olhos à pandemia de coronavírus e à necessidade de combatê-la. O que Doria reduziu a um ato de vassalagem foi uma audiência concedida pelo presidente da República à prefeita de uma grande cidade. Ainda durante a campanha eleitoral, Suéllen deixou claro que concordava com várias ideias de Bolsonaro e discordava de outras tantas. “Nunca fui vassala de ninguém”, frisou a mulher que se transformou em alvo do chilique insultuoso por ter incorrido, aos olhos de Doria, no pecado da independência e no crime de altivez.

Dias antes, tão logo recebeu o decreto que castigou São Paulo com outro lockdown fantasiado de “fase vermelha”, assessores da prefeita editaram um decreto municipal que incluiu o comércio e o setor de serviços na relação de atividades consideradas essenciais. Colérico, Doria revidou com um recurso logo acolhido pelo Tribunal de Justiça. Suéllen conformou-se com o golpe sofrido pela economia de Bauru. E reagiu ao besteirol agressivo com uma aula de civilidade, encerrada com o recado pedagógico: o governador deve tratar a prefeita tão respeitosamente quanto a prefeita trata o governador [veja o vídeo abaixo]. A ira não cessou. No meio da semana, o decreto que abrandou a quarentena na maior parte do Estado manteve Bauru na zona vermelha. “A liberação de 120 leitos de UTI já me deixou feliz”, consolou-se Suéllen.

A elegante firmeza da moça que cuida de Bauru contrasta com o servilismo obsceno de jovens áulicos que aplaudem até escorregões do governador. Um deles é Marco Vinholi, 36 anos, secretário do Desenvolvimento Regional, que se apressou em bajular o chefe com uma nota escrita em português de colegial sem chances no Enem. “Suéllen age não apenas como uma militante bolsonarista, age como fã; e fã faz tudo pelo ídolo, inclusive ser pouco racional”, delirou Vinholi. “Num momento em que Bauru tem recorde de casos de coronavírus e 90% dos seus leitos de UTI, a prefeita passa por cima da Ciência e da Medicina, lançando mão de negacionismo.” Sempre torturando o idioma com selvageria, Vinholi ameaçou instalar Bauru no fim da fila da vacinação. “Muita gente faz priorização por partido, por política ou por qualquer outro tipo de questão”, avisou em inglês castiço. “A nossa priorização será para aqueles que respeitam a vida. Todos terão parceria, mas a prioridade serão com os gestores responsáveis.” Vassalagem é isso aí. Vassalagem e ignorância, berra esse “a prioridade serão com”. Nos anos 60, Nelson Rodrigues advertiu que os idiotas haviam perdido a vergonha e estavam por toda parte. O cronista genial talvez soubesse que, 60 anos depois, estariam congestionando os primeiros escalões do poder.

No momento da agressão a Suéllen, mulher e negra, onde estavam os movimentos feministas e antirracistas que localizam misoginia na ausência de mulheres na final da Libertadores, e enxergam um sórdido preconceito no branco das paredes nuas? O que não teriam feito se a ofendida fosse alguma militante do PT ou do Psol? Como a prefeita negra é também evangélica e conservadora, foi abandonada por esses clubes de farsantes. Para eles, gente assim não é gente. É uma não pessoa. E portanto pode ser chicoteada verbalmente por um figurão da elite branca que não consegue disfarçar o ódio a divergências e o desprezo pelo convívio dos contrários, sem o qual não existem genuínas democracias.

A PALAVRA DO EDITOR

CHUPICLEIDE FICA TODA RISONHA

Na postagem que está imediatamente abaixo desta, na seção de cartas, foi publicada uma mensagem de Bartolomeu, o técnico que cuida do bom funcionamento do nosso jornal.

Bartolomeu está permanentemente à disposição desta gazeta escrota e atende de imediato às solicitações deste Editor.

Quero ressaltar que o pagamento mensal por este magnífico e precioso serviço – indispensável pra funcionarmos o dia todo e todos os dias -, é coberto com as generosas doações dos nossos leitores.

Os doadores fubânicos são o nosso sustentáculo, a força necessária pra manter esta gazeta escrota avuando pelos ares do mundo todo.

Aproveito a oportunidade pra agradecer as doações feitas esta semana pelos leitores Carlos Magno, Adeildo Pereira e Áurea Regina.

Gratidão do fundo do coração.

Chupicleide, cujo salário também é pago pelos leitores, manda dizer que vocês receberão tudo em dobro!!!

“Obrigada, minha gente. Vocês moram no meu coração!!!”