CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DIRCE BATISTA – MATÃO-SP

Senhor Editor:

Sou esposa de um caminhoneiro e leitora do JBF.

Seria possível publicar este twitter que estou mandando para o senhor?

Muito obrigada e que continua lutando por nosso país.

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RODRIGO CONSTANTINO

LIBERALISMO DORIANA: O SURTO DE AUTORITARISMO DE UM FARSANTE

Participando do Jornal da Manhã na Jovem Pan hoje cedo, teci meus comentários de sempre, fazendo minha análise independente sobre a situação do país. Como todos que me acompanham sabem, adoto postura bem crítica ao governador de São Paulo, João Doria, por ele tentar monopolizar a fala em nome da ciência e a preocupação com as vidas humanas, colocando-se assim como o antípoda do presidente Bolsonaro, que seria um genocida insensível.

O governador não gostou dos meus pontos, e ligou para a rádio pedindo “direito de resposta”. A Jovem Pan, democrática, atendeu ao pedido e Doria aproveitou o espaço não para apresentar fatos e argumentos, mas para me atacar. Ele me chamou de “negacionista” e “terraplanista”, disse que sou um “capacho do Bolsonaro” e que não ligo para as vidas. Por fim, ainda repetiu a ladainha de que eu defendi estupro e pediu minha cabeça no ar, considerando inaceitável a emissora ter alguém de “extrema direita” nos quadros.

Enfim, Doria surtou, deu piti, subiu nas tamancas para um chilique desrespeitoso e até criminoso (essa parte será avaliada na Justiça). Tudo isso porque eu apontei que ele fala muito em nome da ciência, mas não apresenta os dados científicos de que suas medidas salvam vidas de fato, e ainda lembrei que o estado que ele administra tem resultados piores do que a média nacional na pandemia. A verdade dói, especialmente para quem só vive de narrativas.

A repercussão nas redes sociais foi imediata. O jornalista Paulo Polzonoff, da Gazeta do Povo, comentou: “Sou democrata, mas peço a cabeça de comentarista ao vivo”. Já o apresentador Lacombe escreveu: “CHILIQUITO – substantivo masculino – mistura de chilique com faniquito. Inacreditável, governador, inacreditável…”

Talvez Doria tenha dormido com a calça apertada, talvez esteja arrasado com a derrota humilhante do companheiro Rodrigo Maia. Mas não vou perdoar o que ele disse. A acusação de defender estupro é grave demais e quem a fez já está na Justiça. Ele será mais um. Piti tem limite!

Sobre o surto em si, demonstra apenas aquilo que já sabemos: todo esquerdista é um autoritário disfarçado, que fala em nome da ciência, mas rejeita fatos, que fala em nome das vidas, mas só pensa em poder, que prega a tolerância, mas articula para a demissão de jornalistas que incomodam com suas análises independentes.

A máscara que Doria usa até no banheiro quando há câmeras da TV ligadas já caiu faz tempo, e não só nas lojas de Miami. Caiu perante toda a população, que não aguenta mais esse show, esse espetáculo de hipocrisia, essa gestão autoritária, arrogante e ineficaz, protegida pelo manto da narrativa de um farsante, que se coloca como o homem da ciência e um humanista maravilhoso, enquanto só faz cálculo eleitoral de olho em 2022. E nem percebe que sua estratégia é patética, que não tem chance. Seu destino será o mesmo do Botafogo, e ao se dar conta disso, o governador perdeu a linha de vez. Melhor para o Brasil.

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AGORA É NA BASE DO IMPI-CHE

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O manifestante à esquerda (êpa!), vestido com a camiseta de Che Que-Vara, resume tudo.

Já que perderam no voto, resolveram arrancar o homem de dentro do palácio à força.

Na base da guerrilha.

Agora Bozó tá lascado.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O CHAMADO – Carlos Drummond de Andrade

Na rua escura o velho poeta
(lume de minha mocidade)
já não criava, simples criatura
exposta aos ventos da cidade.

Ao vê-lo curvo e desgarrado
na caótica noite urbana,
o que senti, não alegria,
era, talvez, carência humana.

E pergunto ao poeta, pergunto-lhe
(numa esperança que não digo)
para onde vai — a que angra serena,
a que Pasárgada, a que abrigo?

A palavra oscila no espaço
um momento. Eis que, sibilino,
entre as aparências sem rumo,
responde o poeta: Ao meu destino.

E foi-se para onde a intuição,
o amor, o risco desejado
o chamavam, sem que ninguém
pressentisse, em torno, o Chamado.

Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG, (1902-1987)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Pediram-me uma manifestação sobre a morte de Tarcísio Pereira.

Foi ele o responsável pelo maior celeiro cultural que se tem notícias aqui no Recife.

Uma livraria imensa frequentada por toda a comunidade cultural pernambucana, nos anos 70 e por mais de 15 anos.

A LIVRO 7 (porque localizada na rua 7 de Setembro) foi o reduto preferido de estudantes, jornalistas, escritores e amantes da literatura.

A COVID não respeitou Tarcisio e levou-o embora. Fará falta.

Sobre o mesmo escrevi um pequeno comentário, publicado no Jornal do Commercio daqui de Recife.

Minha modesta homenagem ao grande Tarcisio.

R. Comovente, tocante esta sua homenagem, meu caro colunista Xico Bizerra.

Só mesmo um poeta do seu calibre pra resumir tudo nesta genial mensagem publicada na seção de cartas do Jornal do Commercio.

Tarcísio, um potiguar adotado por Pernambuco, foi uma figura ímpar.

Um ícone da cultura recifense e nordestina.

Um promotor cultural que muito dignificou a história literária deste recanto de mundo, comandando a sua mitológica Livro 7, uma livraria que era um dos símbolos marcantes da cidade do Recife.

Sou muito grato a Tarcísio pelo evento que ele promoveu nos anos 80 para o lançamento, aqui no Recife, do meu livro O Romance da Besta Fubana.

Como você bem disse, ele fará falta.

Seu encantamento foi lamentado em notas emitidas pelo Governador Paulo Câmara e pelo Prefeito João Campos.

Descanse em paz.

Tarcísio Pereira (1948-2021)

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

SUGESTÃO: LABAREDAS, AO INVÉS DE LEITE

Comentário sobre a postagem ESFORÇO INÚTIL

Pablo Lopes:

Estes imbecis são muito corajosos, mas se encher de leite condensado é fácil.

Num motel, bem acompanhado, então é ótimo.

Faço aqui uma sugestão a estes mártires:

Que tal vocês imitarem o monge Thich Quang Duc?

Se não sabem que foi eu conto:

Duc foi um monge budista que, em 1963, durante um protesto encharcou-se, não de leite condensado, mas de gasolina, e acendeu um fósforo.

Imolou-se em silêncio e entrou pra história.

E ai, que tal?

Não têm coragem?

Então vão se fuder, bando de idiotas!

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Fotografia clicada em Saigon, no Vietnam do Sul, e mostra um ato de autoimolação cometido por um monge budista chamado Thích Quang Duc no dia 11 de junho de 1963. De acordo com o site Rare Historical Photos, o registro foi capturado pelo fotógrafo Malcolm Browne, que se encontrava na cidade a serviço da Associated Press e acabou recebendo um prêmio Pulitzer e um World Press Photo pelo retrato.

COLUNA DO BERNARDO