AUGUSTO NUNES

NEURÔNIO MALANDRO

Dilma continua disputando com Lula a liderança do campeonato brasileiro de trapaças e mentiras

“É falso que o meu governo desrespeitou o equilíbrio fiscal. Até 2014, quando fui reeleita, e mesmo em 2015 e 2016, quando sofri implacável sabotagem do Congresso, do mercado e da mídia, para desestabilizar o meu governo e ensejar um golpe sob a forma de impeachment sem crime de responsabilidade, a situação fiscal do Brasil estava sob controle”.

Dilma Rousseff, ao rebater em artigo publicado no site do PT a reportagem do jornal Valor segundo a qual os bancos alertaram Bolsonaro para o “Risco Dilma”, explicando que jamais desrespeitou o equilíbrio fiscal que sempre desrespeitou.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GOIANO BRAGA HORTA – PETRÓPOLIS-RJ

Minha candidata à prefeitura de Petrópolis, RJ!

R. Por oportuno, e aproveitando esta mensagem enviada pelo colunista Goiano, quero informar aos leitores desta gazeta escrota que suas páginas estão abertas, escancaradas, pra divulgação de qualquer candidatura, de qualquer parte do país.

É só mandar que será publicado.

Como vocês já sabem, a meta é baixar o nível deste jornaleco cada vez mais.

E nada melhor pra atingir este objetivo do que abrir espaço para os candidatos à próxima eleição.

Vejam, por exemplo, lá no final desta postagem, o vídeo que recebi ontem de Cida Pedrosa, militante comunista e nome de destaque do PCdoB aqui em Pernambuco, atualmente secretária da prefeitura do Recife.

Vídeo que ela me pediu pra publicar aqui e ser divulgado.

Eu desconfio que sou o único reacionário retrógrado que consta do círculo de amizade desta fofura que mora na minha estima.

Na eleição passada, ela veio aqui em casa e gravou um vídeo comigo que foi divulgado na sua campanha.

Eu desconfio que foi por conta disto que a bichinha não foi eleita…

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GERALDO AMÂNCIO E SEBASTIÃO DA SILVA: UMA GRANDE DUPLA DE POETAS REPENTISTAS

Geraldo Amâncio e Sebastião da Silva glosando o mote:

Se eu pudesse comprava a mocidade
Nem que fosse pagando a prestação

* * *

Geraldo Amâncio e Sebastião da Silva glosando o mote:

Quem passar no sertão corre com medo
das caveiras dos bois que a seca mata.

Geraldo Amâncio:

No sertão do Nordeste do Brasil,
vive a seca ao povo castigar
pouca água até pra se banhar.
Daqui pobre povo sempre fugiu
para trás deixou tudo quando partiu.
Quando parte nosso cabeça-chata
busca a vida ganhar sem bravata.
Sofrimento deste povo foi enredo.
Quem passa no sertão corre com medo
das caveiras dos bois que a seca mata.

Sebastião da Silva:

Sertanejo, foi sempre muito bravo,
mas correndo da seca que atormenta,
larga a terra que pouco lhe alimenta.
Deixa sua terra para ser escravo,
mundo afora não ganha um centavo.
Mas voltar à sua terra a fé lhe ata,
mesmo que nunca tenha uma data,
até quem partiu daqui muito cedo.
Quem passar no sertão corre com medo
das caveiras dos bois que a seca mata.

* * *

ALGUNS IMPROVISOS DE GERALDO AMÂNCIO E SEBASTIÃO DA SILVA

Geraldo Amâncio:

Eu bem novo pensei em me casar
Com uma moça do meu conhecimento
Disse ela: eu aceito o casamento
Se você deixar a arte de cantar
Ela estava esperando no altar
E eu voltei da calçada da matriz
Quebrei todas as juras que lhe fiz
E comecei a cantar dali por diante
Sou feliz porque sou representante
Da cultura mais bela do país.

Sebastião da Silva:

O Nordeste tem sido a grande escola
Dos maiores poetas cantadores
Sustentáculos e eternos defensores
Da origem maior que nos consola
Inspirados no ritmo da viola
Nos acordes de arame na madeira
Cantam de improviso a vida inteira
E o que cantam somente Deus ensina
Venham ver a viola nordestina
Defendendo a cultura brasileira.

Geraldo Amâncio:

Tire da bíblia sagrada
Sua perfeita lição,
Seja humilde, ajude ao próximo
Ao faminto estenda a mão;
Console quem está aflito
Se quiser seu nome escrito
No livro da salvação!

Sebastião da Silva:

A casa que morei nela,
que fui feliz com meus pais,
só restam teias de aranha,
cupim roendo os frechais,
é um poema de angústias,
de saudades, nada mais.

Geraldo Amâncio:

Quem nasce onde eu nasci
E se cria sem escola,
Andando com pés descalços
Ou corrulepe de sola,
Ou cresce pra ser vaqueiro
Ou cantador de viola.

Sebastião da Silva:

Gosto de ouvir a seresta
Da patativa-de-gola
E também do canarinho
Nas traves de uma gaiola:
Só não canta como a gente
Porque não possui viola.

CHARGE DO SPONHOLZ

PERCIVAL PUGGINA

HISTÓRIA DE UMA HISTERIA

O Parlamento Europeu aprovou, no dia 7 de outubro, uma emenda opondo-se à ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Votava-se na ocasião um relatório sobre a política comercial comum entre os dois blocos relativamente ao ano de 2018. A votação abriu uma janela para o plenário fazer coro ao desejo dos produtores rurais europeus que jamais concordaram com a presença de produtos da nossa região no mercado que querem ter cativo para si.

Essa é uma história antiga, que vai contra a conveniência dos consumidores e dos governos europeus, interessados respectivamente em gastar menos com alimentos e com subsídios. De onde surge essa mobilização, estribada em alegadas razões ambientais, contra o acordo comercial com o Mercosul? Quem é brasileiro sabe que apenas nos últimos dois anos “queimadas” e “desmatamento” no Brasil passaram a arrancar rugidos de indignação nos países do Atlântico Norte.

É inequívoco que esse escarcéu faz parte dos objetivos buscados pela operação de desgaste desencadeada após a vitória eleitoral de Bolsonaro na eleição presidencial de 2018. A nação tem acompanhado o sistemático ataque da mídia militante local contra o novo governo e tem observado a aparentemente bem intencionada defesa que essa mídia faz do meio ambiente. E percebe o quanto ela serve à formação de um ruidoso consenso mundial sobre ser, o Brasil, um grande e fumacento fogão a espantar girafas e coelhos.

O viés político e ideológico dessa histeria se esclarece perante fatos que a história e a memória registram: nem queimadas nem desmatamentos são novidades aqui ou alhures. Nunca antes foram transformados em arma política contra os governos anteriores e, menos ainda, serviram para instigar reações de nossos parceiros comerciais. Jamais antes algum brasileiro foi tão impatriota quanto Paulo Coelho para pedir boicote europeu aos produtos brasileiros. Os primeiros passos nessa direção foram dados já no processo de impeachment de Dilma Rousseff com as persistentes coletivas aos parceiros da mídia militante do exterior e apelos a folclóricos tribunais internacionais. Na etapa seguinte, estudantes nossos no exterior passaram a engrossar as manifestações contra seu próprio país e líderes políticos brasileiros a insuflar lá a animosidade internacional contra o governo daqui, pondo foco na questão ambiental e, a despeito de sua chocante docilidade, numa suposta tirania do novo governo brasileiro.

São duas atitudes diferentes, antagônicas. De um lado estão aqueles que querem do governo ações repressivas e preventivas contra crimes ambientais, como a operação Verde Brasil 2 que o Exército empreende na Amazônia. De outro, aqueles que sequer as mencionam, ou pior, tratam de questioná-las junto ao sempre disponível STF. A democracia exige atuação oposicionista, mas não creio que o bem do povo brasileiro possa ser sequestrado como parte desse jogo.

DEU NO JORNAL

J.R. GUZZO

O PLÁGIO DO DR. KASSIO

Este dr. Kassio, o jurista do Piauí e do “Centrão” que o presidente Jair Bolsonaro indicou para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal pelos próximos 27 anos, está dando mais trabalho do que se poderia esperar. O homem, segundo Bolsonaro, foi escolhido porque tomou “muita tubaína” com ele, não se chama Sergio Moro e, no entender do presidente, é um homem “leal” à sua pessoa – algo que jamais fez parte dos requisitos exigidos para o cargo.

Mas ele próprio, Kassio Nunes Marques, já foi além. Cinco dias depois de ser anunciado o seu nome, comprovou-se que ele copiou e colou na “tese” que apresentou na “Universidade Autônoma de Lisboa” (escola particular paga; não confundir com a verdadeira Universidade de Lisboa) trechos inteiros (incluindo os erros de português) do trabalho escrito por um advogado do Piauí que é seu amigo. Não citou em nenhum lugar o nome do amigo; chama-se a isso de “plágio”.

Não que a descoberta vá atrapalhar a sua vida em alguma coisa. O dr. Kassio conta com o apoio integral e simultâneo do presidente Bolsonaro, do ministro Gilmar Mendes e da massa de políticos enrolados com o Código Penal – que, como se sabe, são os que resolvem as coisas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, a quem cabe aprovar o nome indicado. Daria na mesma, exatamente, se revelassem que ele é o verdadeiro Jack, o Estripador, ou algo assim.

Bolsonaro, o mundo político da extrema esquerda à extrema direita, e mais tudo o que passa por gente “responsável” neste país, estão convencidos que a sua nomeação é essencial para a “governabilidade” do Brasil. Diante desta evidência, quem é que vai ficar regulando detalhes como “plágio”, etc. etc.?

A realização mais decisiva do dr. Kassio Nunes como jurista foi ser indicado para a magistratura federal por Dilma Rousseff; ali, manifestou-se contra a prisão de criminosos condenados em segunda instância e a favor da compra de lagostas, com dinheiro do erário público, para os seus futuros colegas do STF. Sabe-se, agora, como foi escrita a sua “tese”.

A sua indicação, pelo que se pode observar dos fatos como eles são, foi péssima; ele está conseguindo fazer com que fique mais péssima ainda.

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

FÊMEAS NA DISPUTA

O Tribunal Superior Eleitoral informou que mulheres são 33,3% dos 522 mil registros de candidaturas deste ano.

Em 2012 foram 31,5%.

E 31,9% em 2016.

Mas, em média, têm sido eleitas para apenas 11% dos cargos.

* * *

Tá muito pouco. Pouquíssimo.

Pela quantidade de fêmeas existentes nesta terra, estes percentuais deveriam ser superiores aos dos machos.

Tem muito poucas fêmeas na disputa.

E, em falando de fêmeas, aqui estão quatro sugestões para os leitores de algumas capitais:

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO