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ZÉ DE ABREU JÁ DECIDIU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acaba de divulgar um vídeo.

Ele diz que está bem e que voltará rapidamente ao cargo para fazer a “América grande de novo”.

Trump disse que irá vencer o coronavírus.

* * *

Num adianta, Trumpão.

Tua sorte já está selada.

Aqui em Banânia um destacado militante petralhal, celebridade nacional zisquerdóide, já rezou pra tu bater as botas.

Rezou de modo cristão e piedoso, cumprindo fielmente a tábua dos mandamentos. 

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A PRAÇA

Toda e qualquer cidade tem seu ponto de referência. Seu ícone, ainda que não seja o ponto principal da cidade.

Em Recife, por exemplo, temos o “Marco Zero”; em Salvador temos o “Pelourinho”; no Rio de Janeiro temos a “Cinelândia”; em Ribeirão Preto temos o “Bar Pinguim”. Até em Palmares/PE, temos o local da roubalheira, onde funciona a roleta do Cu-Trancado.

Assim, em Fortaleza não poderia ser diferente. Com tantos lugares repletos de passagens históricas, de momentos de glórias – mas o ícone será sempre a Praça do Ferreira. Era ali que muitas coisas aconteciam, aconteceram e continuarão acontecendo. É o coração da cidade.

Ali, onde hoje é o ponto mais importante e “falado” da cidade, um dia já foi tão insignificante que poucos se preocupam em saber. Foi um areal onde existia apenas umas poucas e crescidas árvores (mongubas e castanholas) e uma cacimba. Ainda sem denominação oficial, a famosa Praça do Ferreira era conhecida por “Feira Nova”, por ser ali que acontecia uma feira nos finais de semanas.

Por volta de 1842, a praça já recebera novo nome: Praça Dom Pedro II, denominação sugerida pelo próprio construtor e então presidente da Câmara – Antônio Rodrigues Ferreira, boticário, que aproveitou para instalar seu primeiro “negócio” na então Rua da Palma, hoje conhecida como Rua Major Facundo.

Esse comércio de medicamentos manipulados ganhou fama. Era na frente ou dentro do próprio estabelecimento, que passou a ser conhecido como Botica do Ferreira”, que a maioria das pessoas cultivou o hábito de se encontrar, transformando-o numa referência local. E isso foi o ponto inicial para que a Botica do Ferreira, após mudar de lay-out, se transformasse na hoje Praça do Ferreira, a partir do ano de 1871.

Antiga foto de urbanização da Praça do Ferreira no século XIX

Fortaleza crescia. Novos bairros se formavam a partir de pessoas tangidas dos lugares onde nasceram pela escassez de trabalho, principalmente aqueles voltados para a agricultura.

Influenciadas pelo fato do movimento abolicionista de 1882, em Redenção, distante dali por apenas 55 km, famílias, agora “livres da escravidão formal”, partiram em busca de novos rumos. Como Fortaleza não ficava tão distante, esse foi o local mais procurado.

A população da capital cresceu (não apenas por esse motivo) e novos bairros surgiram na periferia. Mas, o “ícone” ainda era a já Praça do Ferreira.

A partir de então as necessidades foram impondo as reformas. Lojas comerciais, cafés e demais pontos de encontros e reuniões. Quiosques foram erguidos. A política chegou e passou a ter importância de alta relevância na cidade. E a Praça do Ferreira era o local escolhido para a solidificação das parcerias. Três novos pontos surgiram. Na realidade, três quiosques onde se tomava café e conversava: Café do Comércio, Café Elegante e Café Java.

Novo lay-out da Praça do Ferreira onde já aparece o relógio

A então gestão pública ganhou o seu quinhão. Foi ali que surgiu o primeiro ponto de funcionamento da fiscalização, erigido pela Companhia de Luz.

Por sua vez, a mesma gestão municipal tomou a iniciativa de privatizar e gradear a secular cacimba que atendia o serviço de água para a comunidade. Sobre a cacimba mandou instalar um cata-vento para facilitar o bombeamento da água. Foi construído ali, também, um jardim que deu novo visual à Praça do Ferreira.

Finalmente, a partir de 1920, o então prefeito Godofredo Maciel resolveu dar uma forma urbanística definitiva para a praça. Mandou demolir os quiosques, haja vista que perderam a importância no desenvolvimento da cidade. Em seguida mandou ladrilhar a imensa área e aproveitou para construir um famoso coreto, que anos depois seria demolido pelo município e ali colocado o famoso relógio que, reformado por várias vezes, enfeita o principal cartão postal do centro de Fortaleza.

A atual Praça do Ferreira

Após ter sido em 1839 um imenso areal, em 20 de dezembro de 2001, pela lei municipal 8.605, a Praça do Ferreira foi oficialmente declarada Marco Histórico e Patrimonial de Fortaleza.

Durante anos, a hoje Praça do Ferreira foi palco de fatos e momentos históricos que marcaram a vida fortalezense. Surgiriam nos anos seguintes os bares, cafés, agências bancárias, cinemas em lugares onde antes, existiam apenas o Boticário Ferreira e sua significativa importância para as decisões políticas, sem esquecer os membros que compunham a Padaria Espiritual.

Chegaria sem demora a época do abrigo, costumeiro ponto de encontro e discussões de assuntos da política, da segurança da cidade e, principalmente, do futebol. Chegariam os hotéis Savanah e o Cine São Luiz para somar à vida noturna e boêmia da cidade ao lado do já existente Excelsior Hotel e Clube do Advogado – esses dois últimos na esquina da Rua Guilherme Rocha, mas voltados para a Praça do Ferreira.

DEU NO JORNAL

ESTRELA, FOICE E MARTELO: ENFIARAM TUDINHO NO FURICO

A eleição em Porto Alegre viu sumir a estrela do PT e o número 13.

O ex-ministro Miguel Rossetto virou vice de Manuela D’Ávila, do PCdoB, e sumiu com qualquer identidade visual petista.

Até o vermelho escureceu.

* * *

Na verdade, a estrela e o vermêio petralha sumiram em todo o Brasil nesta campanha.

A vergonha de se declarar como integrante do bando de Lula é muito grande e tira votos que só a porra. 

Os candidatos petêlhos estão se obrando de medo e torando um aço com muita facilidade, tão apertados estão seus furicos.

Em Maceió o candidato do PT adotou o amarelo de Bolsonaro.

Já em Curitiba, o candidato da quadrilha luleira adotou o padrão multicor.

A cor vermelha voltou a ter sua destinação habitual: designar o sentimento de vergonha quando brilha no fucinho.

Aqui no Nordeste o PT está extinto, enterrado, morto, sepultado.

Vejam como é que está o prestígio da quadrilha de Lula na voz de um representante da poesia popular:

CHARGE DO SPONHOLZ

GUILHERME FIUZA

PEDAGOGIA DA BAIXARIA

Rodrigo Maia recomendou a Paulo Guedes que assista “A queda”. É um filme sobre a derrocada de Adolf Hitler. Esse gesto distinto lembra um telefonema recebido pelo mesmo Guedes de João Dória, logo após o pedido de demissão do então ministro Sergio Moro: o governador de São Paulo convidava o ministro da Economia a abandonar o barco também, em plena pandemia. Com recados como este para o principal condutor da gestão nacional, o presidente da Câmara dos Deputados diz trabalhar pela estabilidade política do país.

Vamos então recomendar também um filme a Rodrigo Maia. Ele precisa assistir, urgente, a “O barraco do Leblon”. Nem precisa serviço de streaming ou assinatura. É só entrar no YouTube e dar de cara com esse clássico da vida contemporânea. Uma das principais funções da arte é gerar identificação, e o presidente da Câmara vai se identificar totalmente com o fenômeno de expressividade egresso da obra.

Segue a sinopse. Um carro conversível passa lentamente por uma rua nobre do Rio de Janeiro, e o primeiro impacto é pura engenharia estética: uma mulher de biquíni à noite. Ela se destaca na parte alta do carro, com seu corpão impondo-se aos passantes como um outdoor. Em movimento de sutil sensualidade, a gata se inclina em direção ao condutor do veículo, exibindo ainda mais seus predicados aos inocentes do Leblon.

De repente a cena é cortada por um evento bruto. Um objeto invade o quadro doce, risca a atmosfera romântica e atinge as costas nuas da fêmea ornamental. É um objeto leve – uma garrafa vazia de plástico – mas agressão é agressão. Está desfeito o encanto.

A potranca interrompe os movimentos suaves na sua ribalta móvel, desembarca bruscamente e marcha aprumada em direção ao agressor, que se encontra numa das mesinhas de bar distribuídas pela calçada. É uma agressora. Como se estivesse vestida para matar, e não num sumário biquíni, a deusa do pecado se transfigura em guerreira impávida e desfere um golpe certeiro – um tapão, como se diz nas artes marciais de calçada – na oponente.

Como uma soldada em missão cumprida, tendo transformado implacavelmente a agressora em vítima, a dama do biquíni noturno dá meia volta sem perder o prumo e marcha decidida de volta para o conversível – com a placidez de quem parece firmemente resolvida a mergulhar de volta no amor, como se nada tivesse acontecido. Provavelmente nem suou.

O que o barraco do Leblon tem a ver com o deputado Rodrigo Maia, e sua sugestão obscena ao ministro da Economia? Nada. O processo de identificação inerente à arte se dá, no caso, na fase interpretativa. Sim, essa obra-prima da baixaria chique mobilizou um embate intelectual à altura daqueles que sobrevinham aos filmes de Godard ou Glauber. E a crítica especializada achou uma forma de ideologizar o barraco.

Os éticos da empatia talibã, que estão há seis meses patrulhando biquíni à luz do dia e dedurando até quem sobe numa bicicleta, estavam prontos para apontar seus canhões contra a vulgaridade dessa gente subdesenvolvida e sem classe que afronta as regras de respeito à vida. Mas a maior tara de um reacionário é parecer que não é. E foi assim que os patrulheiros da Seita da Terra Parada acharam um jeito esperto de enaltecer a Afrodite barraqueira contra a agressora “conservadora”. Pode morrer de rir porque foi exatamente isso que aconteceu.

Os cúmplices do maior atentado à liberdade coletiva neste século viraram libertários em um segundo. Bastou uma pirueta retórica, com uma desinibição que nem uma garota de programa de biquíni num carro conversível à noite teria. Fica em casa, deputado. E dá uma olhada nesse clássico de conversão da hipocrisia em posição política. É muito mais pedagógico que a queda de Hitler.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANTONIO MENEZES – RECIFE-PE

OS POLÍTICOS SÃO AVES DE ARRIBAÇÃO

No último dia 1º deste mês de outubro foi comemorado o dia do vereador, instituído através da Lei Federal nº 7.212, de 20 de julho de 1984.

Uma representação política tão importante que, se levada a sério, a população teria inúmeros benefícios durante os mandatos deles.

Ao parabenizá-los pelo dia, teço alguns comentários acerca da sua importância para os eleitores, tendo em vista que são os políticos mais próximos deles e, por isso, deveriam representá-los melhor.

Nos sertões do Nordeste várias espécies de aves fazem parte da fauna, sendo chamadas de aves de arribação por se mudarem constantemente de lugar, principalmente procurando água para beber.

São as asas brancas, as arribaçãs, as rolinhas e outras, algumas quase chegando tendo chegado à extinção pela caça predatória.

Essas aves sempre que chegavam em algum lugar, ajudavam a matar a fome daqueles que nada tinham para comer, mas tinham uma espingardinha “soca-soca” para mata-las.

Os políticos que comparo às aves de arribação, diferentemente delas, também, aparecem periodicamente, depois de terem desaparecido por anos. Eles vêm pedir votos pelas cidades e campos.

Só que eles, diferentemente das aves de arribação, aparecem em épocas certas e desaparecem, igualmente, por períodos certos: de 4 em 4 anos.

Além do mais, essas “aves de arribação”, não trazem nada que possam oferecer àqueles aos quais pedem votos, a não ser, um monte de desculpas pelas promessas não cumpridas feitas quando de suas aparições da última vez.

Os políticos, assim como as aves de arribação têm os lugares certos onde vão para fazer seus “pousos”: as “bebidas”.

Pode esperá-los de 4 em 4 anos que eles voltam.

Nessa época agora. Eles estão em plena atividade, sempre, sorrindo e apertando a mão das pessoas, não como caça, mas, como caçadores.

Chegaram as eleições!!!

FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

NADA EM MIM TE PERTENCE

Nada a ti pertence
Nem meus olhos
Nem minha boca
Nem essa vontade
Louca de te beijar

Nada a ti dedico
Nem meu silêncio
Nem o meu grito
Nem meus sonhos
Nem meus pesadelos…
Se a mim pertencem
De ti não há de sê-los

Nada a ti eu inspiro
Nem um poema
Nem uma poesia
Nem a primavera
Orlada de flores
Porque sem flores
Ela não existe.

Nada em mim eu te dou
Nem em qualquer
Tempo eu te darei
Tudo que eu tinha
A muito já te dei
Na primeira vez
Em que eu te vi
Me dei a ti por inteiro
E nem eu percebi.