CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

DA CADEIA AO PLANALTO

Lula avisa que, em vez de ex-presidente presidiário, agora quer ser presidente ex-presidiário

“Todo mundo sabia que eu tinha condições de ser eleito no 1º turno de 2018. E por isso se preocupam com 2022. Eu quero meus direitos políticos. Se vou ser candidato ou não depende de muita coisa. Depende do PT, dos aliados, da saúde, de Deus… Só quero meus direitos políticos”.

Lula, no Twitter, fingindo esquecer que ser ou não ser candidato depende, exclusivamente, da Justiça, pela qual o ex-presidente presidiário já foi condenado a mais de 20 anos de cadeia.

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CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ELENICE NOGUEIRA – CAMPO GRANDE-MS

Caro Editor Berto,

Por favor, eu gostaria de fazer um registro no nosso valoroso jornal.

Quero dizer que votei nele e que continuo apoiando o Presidente Jair Bolsonaro.

Só deixarei de apoiar Bolsonaro se eu descobrir que ele está tendo um caso com Maria do Rosário.

E tenho dito.

Muito obrigado.

R. Vôte!!!

Danô-se!!!

Assim também já é demais também.

Veja só cara leitora: 

O sujeito que faz um curso militar de nível superior, como é o caso de Bolsonaro – que se diplomou na Academia Militar das Agulhas Negras -, está preparado para todo tipo de embates numa guerra.

Por mais árduos e difíceis que possam ser estes embates.

O cadete recebe um treinamento pesado que o deixa apto a enfrentar o Cão chupando manga, o Papafigo assoviando e a Besta Fera de tabaca arreganhada.

De modo que Bolsonaro está apto a encarar qualquer assombração, até mesmo uma assombração vermêio-istrelada.

Mas, mesmo assim, tenho certeza que ele não concretizará jamais a possibilidade que você levantou em sua mensagem, cara leitora.

Ter um  caso com Maria do Rosário ultrapassa todos os limites do bom senso e da racionalidade, por mais corajoso que o cabra seja.

“Pode tirar o cavalo da chuva e perder as esperanças: comigo nem pensar!!!”

DEU NO JORNAL

CANDIDATOS PRAIANOS RICOS

Levantamento da Justiça Eleitoral indica que os candidatos a prefeito da baixada santista têm patrimônio somado de R$ 222,6 milhões.

A maior concentração de milionários é no Guarujá.

* * *

Uma coisa lógica e coerente.

O Guarujá é aquele recanto de mundo onde existem triplequicis de luxo para todos os gostos.

Apartamentos com reformas milionárias feitas por grandes empreiteiras.

“Vô fazê um churrasco lá im riba só com os candidato daqui de Guarujá”

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

Texto escrito em parceria com o especialista em filme de faroeste mestre D.Matt

Cenário de Era Uma Vez na América na Ponte do Brooklyn, em Nova York

Era Uma Vez Na América é o deleite audiovisual definitivo de todo cinéfilo que se preza. Uma grande História de temas universais, que fala um pouco para todo mundo sem muito esforço. Longo – exatamente como tinha de ser -, este não é apenas um filme de gângster do qual nós já estamos habituados. É uma verdadeira aula de narrativa, com um desenvolvimento meticuloso magistral com começo, meio e fim. Ao fim da verdadeira jornada que é assisti-lo, Era Uma Vez na América, já faz parte da vida do espectador, e assim permanece por dias e dias; anos e anos.

Assim como Magnólia, O Senhor dos Anéis, Bem Hur e outros longas de mais de 3 horas de duração, há vários momentos que à primeira vista poderiam ter sido cortados, mas que ao repassá-los na memória nos damos conta do quanto belos e essenciais são e chegamos à conclusão de que nenhum deles deveria ser cortado. Não se mutila uma obra de arte.

Do elenco, nem precisa delongar muito, absolutamente perfeito, dispensa maiores comentários. Robert De Niro é o protagonista perfeito de todo filme que se possa imaginar, mas quem consegue roubar a cena mesmo é James Woods. Enfim, poder-se-ia escrever um livro inteiro apenas exaltando o quanto primoroso é este filme, os poucos problemas que podemos encontrar aqui e ali são completamente perdoáveis dado ao saldo positivo colossal do conjunto da obra. E a culminação dos arcos de Noodles e Max naqueles 25 minutos finais é de um brilhantismo narrativo rico de significados e entrega emocional de um nível que não se vê mais no cinema. Uma fábula perfeita das várias imperfeições humanas. Uma obra-prima atemporal.

De início chama atenção o local escolhido pelo diretor para o cenário do filme. Um bairro Judeu de Nova York e todos os personagens, cenários, movimentos de ruas, negócios, tudo gira em torno dos judeus. Em todo desenrolar do filme não se escuta um sotaque italiano. Os atores principais Robert de Niro, James Wood, Elizabeth MC Govern, e até Joe Pesci num pequeno papel se vestem em personagens judaicos, com leveza, sem qualquer vestígio de caricatura ou preconceito.

O filme depende quase que cem por cento da montagem, porque não tem uma continuidade definida e passa por diversas épocas entrelaçadas, montadas com grande genialidade por Nino Baragli, que com certeza teve a orientação do mestre Sergio Leone, pois só uma mente cinematográfica genial poderia dar um sentido naquele enorme caldeirão de acontecimentos, todos entrelaçados com tempos definidos claramente.

Todos os atores souberam captar as instruções do mestre Sergio Leone e se entregaram de corpo e alma, criando personalidades distintas, bastante reais, com um resultado de alta qualidade. As atrizes principais, Elizabeth MC Govern e Tuesday Weld têm um desempenho fora de série, principalmente a excelente atriz Mc Govern que pouco aparecia em filmes e durante vários anos participou da premiadíssima Série de TV inglesa Dawton Abbey, com um trabalho realmente extraordinário. E no filme em curso não fez diferente.

Os personagens de grande parte do início do filme foram interpretados por atores jovens muito talentosos e com atuações estupendas, dignas dos seus companheiros atores adultos. Uma cena extraordinária, inesquecível, é quando um dos garotos compra um doce para oferecer à namorada, com sentido de seduzi-la sexualmente. Enquanto espera a chegada da garota, ele começa a provar o doce e cada vez mais gulosamente vai comendo-o, numa ânsia de prazer, até devorá-lo completamente. Isto com gestos chaplinianos. Grande atuação do jovem ator, numa cena que mesmo dirigida pelo mestre Sergio Leone deve ter sido resultado de uma dezena de takes até chegar ao resultado extraordinário desejado pelo diretor.

É necessário ressaltar o trabalho primoroso da menina atriz que faz o papel da Elizabeth Mc Govern quando jovem. Que presença de cena, que mestria na exibição da sua expressão corporal! É uma grande atriz, num corpo infantil.

A trilha sonora, soberba, está com certeza entre as duas melhores entre as centenas de trilhas compostas pelo mestre Ennio Morricone. Que são, respectivamente, “Era Uma Vez No Oeste” e “Era Uma Vez Na América.”

É uma trilha no sentido clássico Ennio Morriconne, suave, melodiosa; sem altos e grandes movimentos auditivos. É uma música para ser ouvida e mais ainda para ser sentida, muito nostálgica, sempre ao fundo das cenas, numa melancolia triste que nos enleva. O tema principal é apresentado por intermédio de uma flauta de Pann. Pontua todo o filme e quase não chama atenção, porém o efeito é inesquecível.

Este filme, devido a sua montagem inédita e também por sua duração de várias
horas, não foi devidamente apreciado na época de lançamento. Porém, hoje é considerado um clássico e um dos mais geniais filmes do diretor Sergio Leone.

A conclusão a que se chega é que palavras não são suficientes para descrever a grandiosidade desta obra-prima, dirigida pelo inovador e sensacional Sergio Leone. Primeiro filme lançado em DVD no mundo, tamanha é a sua importância. Era uma Vez na América é um dos filmes mais injustiçados de todos os tempos, devido à falta de liberdade do diretor, no que tange à edição. O filme foi lançado com um corte de mais de uma hora e meia, pois, foi considerado longo demais pelos produtores. Um verdadeiro pecado que, dizem, causou o declínio na saúde do diretor. Quem assistiu ao filme na íntegra não consegue imaginar o corte de qualquer cena, muito menos de quase a metade da película.

O tema é épico. A trilha sonora de Ennio Morricone é impecável e o elenco, fantástico. A referida obra, fosse ela lançada em condições ideais, conquistaria, de certo, inúmeros Oscar. Melhor Filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (James Woods), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor trilha sonora, dentre outras categorias do tão relevante prêmio da academia. Assistir a este filme é fazer uma imersão em uma história que envolve a amizade, o romance, a lealdade, a violência do mundo dos gângsters, além de abordar questões sociais atemporais, tudo isso ao som da belíssima trilha sonora de Ennio Morricone. Era Uma Vez na América é imperdível para qualquer amante do cinema.

Trailer oficial legendado de Era Uma Vez na América

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

ALGUNS POEMAS BREVES

VALE A PENA VIVER

Cair faz parte da caminhada
Pois o homem é imperfeito
Somos feito uma mistura
De qualidade e defeito
Tendo vontade e coragem
Remonta-se a imagem
Conquistando o respeito.

SER RACIONAL

Um mundo conturbado
Pessoas usam emoção
Costumam enerva-se
Evitando a razão
Devem ter lucidez
Pra evitar morbidez
Na mente e coração!

VIAJAR NÃO É REMÉDIO

A cura para o tédio
Dizem que é viajar
Perdão, não acredito
Não tem como concordar
Pois se está quebrado
O seu bolso furado
Como o ticket comprar?

COOPERAR É PRECISO

A vida não é competir
Temos de nos superar
Ajudar ao que cair
Dá a mão pra levantar
Não discriminar ninguém
A todos cooperar!

QUANTA SAUDADE CABE NO CORAÇÃO!

Queria muito conhecer
Detalhes do coração
Dizem ser um local bom
Onde mora a emoção
Saudade é na memória
É fruto de uma história
Consequência da razão.

POETA NOTA 10

Leonardo Bastião
Poeta analfabeto
Diplomado em poesia
Na rima é completo
Na metáfora é sublime
O seu verso imprime
Magia, graça e afeto.

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