CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SANCHO PANÇA – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Por Santa Hilda Furacão

Alguém poderia dar a “luz a um cego” e retardado como Sancho?

Quando a esmola é grande o santo desconfia… Pagaram uma fortuna pela exibição do belo e encantador sorriso da Ana Paula Arosio anunciando o tal PIX…

“¿Pagar la cuenta? ¡Qué costumbre tan absurda!” Groucho Marx

Quando governos e bancos nos “oferecem” muitas vantagens, claro que ficamos com algumas pulgas a nos incomodar as orelhas. O histórico de produtos (camuflados) que nos trouxeram prejuízos após implantados nos deixa com o pés vacilantes quanto a caminhar em pontes sobre o abismo.

Ofertas atraentes no PIX: rapidez na conclusão (10 segundos), no preenchimento de campos (basta um “apelido”) e custo de R$ 0,02!!

Fora a possibilidade de “sacar” dinheiro no comércio, evitando pagar por saque nos caixas 24 horas! É o fim dos de cartões?

Alguns bancos acenam que irão sortear valores entre R$ 600.000,00 e R$ 1.000.000,00 entre adeptos do novo esquema (PIX)!!!Buscam migrações de clientes. Coçam minhas orelhas as pulguinhas…

“! Olho vivo, QUE “cavalo não desce escada ! ” Ibrahim Sued

Um item a cutucar a pulguinha é a composição da chave PIX que permite exibir CPF, celular e e-mail. Itens que normalmente desejamos esconder para dificultar ações de quadrilhas sem fim que pululam e poluem o ambiente dos negócios.

O uso de DOC, TED, maquininhas de pagamentos e assemelhados, rendem alguns bilhões aos bancos. Eles abrem mão desta grana “assim, assim ”? Muito estranho. Qual é o “pulo do gato”?

Se um especialista fubânico em finanças desejar dar o ar da graça para devidos esclarecimentos, eu agradeço de mãos postas. confesso estar perdidinho como cachorro que caiu da mudança…

DEU NO JORNAL

A PANDEMIA DE INTOLERÂNCIA E O APELO À TRÉGUA

Ana Paula Henkel

Em tempos de pandemia histórica, em meio à contagem diária de infectados, mortos e recuperados, encontra-se ali, sem saber em que gráfico ou índice se encaixar, a humanidade. De tempos em tempos ela sofre, fica doente, às vezes bastante enferma, quase moribunda, infectada por pragas devastadoras que matam milhões como o nazismo e o comunismo. O antídoto para tanto mal sempre foi um só: a defesa inviolável da liberdade, da verdade e do legado de homens que morreram para que hoje pudéssemos viver os tempos mais prósperos da História.

Nunca se teve notícia de tamanha evolução na civilização. Pense em algum setor. Biologia, tecnologia, qualquer um. Mesmo no meio de uma pandemia como poucas vezes no curso da civilização, nunca a humanidade foi tão saudável, tão rica. No entanto, somente em algumas vezes sua alma esteve tão doente.

Ainda há devastadores e nefastos regimes ditatoriais pelo mundo. Democracias, no entanto, venceram pragas do mal e tomaram conta do globo. Nunca fomos tão livres para falar, ser, amar, trabalhar, escolher, votar, decidir. Onde foi que erramos, então, para que deixássemos a alma de países livres e prósperos contagiar-se com o fascismo espiritual? Com o regime ditatorial de querer aniquilar não apenas ideias opostas, mas desejar a morte de oponentes políticos? O que aconteceu com a civilidade e a paz, conquistadas ao longo dos anos, por meio de sérias guerras e perdas incalculáveis de vidas humanas para que tivéssemos a liberdade de dizer o que pensamos sem medo? Quando a política ganhou o poder de deformar a aura de prósperas sociedades?

A pandemia do vírus chinês não trouxe apenas temor e dúvidas, ela acentuou outra praga, incubada há alguns anos quando um lado do espectro político começou a perder fôlego e a mostrar sinais de fraqueza. Desde a espetacular e surpreendente eleição de Donald Trump em 2016, para muitos o mundo parece ter entrado em transe. A vitória do nada presidenciável Trump, elemento-surpresa que derrotou quinze republicanos nas primárias do partido e depois Hillary Clinton, trouxe muito mais do que espanto à candidata democrata abençoada por Wall Street e à grande maioria dos veículos da imprensa norte-americana que nela apostou todas as fichas. A vitória do bufão laranja pode até ter sido uma vitória da maioria silenciosa na América, mas desencadeou um estrondoso efeito dominó pelo mundo. Os reflexos foram as vitórias do Brexit e de Boris Johnson na Grã-Bretanha e de Jair Bolsonaro no Brasil. E, sem uma vacina para inesperadas derrotas, a pandemia intelectual e de caráter tomou conta dos encastelados.

Ali, junto às ruínas das torres de marfim das elites, virou pó também qualquer resquício de civilidade e humanidade. A perda de poder cegou políticos e ex-governantes pelo mundo, tirou do armário liberais de araque e desmascarou artistas e celebridades que, em nome da luta contra o fascismo imaginário, perderam todo pudor e começaram a desejar a morte, sem o menor constrangimento, de seus oponentes políticos.

Cabeças degoladas dos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro não foram invenção ou desejo do Estado Islâmico, grupo terrorista que tem como modus operandi a decapitação de inimigos. Réplicas ensanguentadas passearam por estúdios e praças e viraram “peças de arte” em sessões de fotos com celebridades em Hollywood e no Brasil. Jogar futebol com uma delas é a mais nova moda. Não sei como a NBA não copiou isso ainda; depois de escrever em seus uniformes o nome de um criminoso com mandado de prisão por estupro, jogar basquete com a “cabeça” do neonazista da América seria de encher os olhos dos marxistas do Black Lives Matter.

Instigar violência contra políticos não é um evento novo na humanidade, todos sabemos. O que choca, no entanto, é a naturalidade em não combater quando essa linha do mínimo – apenas o mínimo – de civilidade é ultrapassada. No passado, só criminosos ousavam cruzá-la. Hoje em dia, ela é violentada diariamente por artistas e jornalistas.

Em março de 1981, Ronald Reagan viveu na carne o que vai além de fotos imbecis com celebridades hedonistas e seus estúpidos bonecos ensanguentados com ketchup e chocolate quando John Hinckley Jr., um psicopata, atirou no recém-eleito presidente norte-americano, quase tirando sua vida em frente ao Washington Hilton Hotel, na capital do país. Poucos meses antes, Reagan havia vencido Jimmy Carter, tido como um “homem do povo”, simples e com alta popularidade em boa parte de seu governo, durante o qual introduziu uma série de programas ambiciosos de reforma social e econômica e incluiu um número relativamente grande de mulheres e minorias em seu gabinete.

Reagan foi gravemente ferido e teve o pulmão perfurado, o que causou sérias hemorragias internas. Ele estava perto da morte quando chegou ao Hospital da Universidade George Washington. Com as condições estabilizadas e na sala de cirurgia, Reagan removeu sua máscara de oxigênio e disse aos médicos e enfermeiras com seu peculiar e famoso senso de humor: “Espero que todos vocês sejam republicanos”. Todos riram, e Joseph Giordano, cirurgião líder da equipe e democrata de longa data, respondeu: “Hoje, senhor presidente, somos todos republicanos”.

O que aconteceu nos dias após a cirurgia do 40º presidente norte-americano parece algo que jamais veremos atualmente. Uma comoção tomou conta de toda a nação e, sem redes sociais nem internet, votos em cartazes e faixas para que o presidente se recuperasse logo tomaram janelas, carros e canais de TV. A civilidade e a compaixão, acima de qualquer ideologia ou partido, foram os pilares do que parece ser um tempo tão distante.

O que aconteceu com o mundo? Hoje, a ditadura chinesa mantém em seus “campos de reeducação” mais de 1 milhão de muçulmanos uigures, realocados da mesma maneira que Mao, Stalin e Hitler uma vez trataram populações “indesejáveis”. O silêncio de celebridades que lutam contra o fascismo imaginário em democracias livres é ensurdecedor. Nunca se foi tão livre para falar tanta bobagem, para vender tanto panfleto de uma ideologia dita progressista em que o progresso é imitar o Estado Islâmico e chamar de “arte” réplicas de cabeças decapitadas de presidentes ou achar cool fazer chacota de facada ou do contágio do vírus chinês.

Esse “ódio do bem”, expresso por meio de bonecos, artigos escritos por jornalistas com a síndrome da urna vazia e da abstinência de seu corrupto de estimação no debate público, tomou proporções bizarras nesta semana. A atriz norte-americana Jane Fonda, vencedora de dois Oscar, agora encabeçando a lista de pior ser humano na pandemia, resolveu se libertar e declarou sua gratidão ao vírus. Na correria entre sua mansão em Los Angeles e seu rancho no Novo México, Jane Fonda encontrou um tempinho para expressar seu apoio a Joe Biden e sua felicidade pela existência do coronavírus. Sim, você leu corretamente. “Que grande presente! Que tremenda sorte! A covid é um presente de Deus para a esquerda!”, disse, finalizando o estado de êxtase com uma risada. Não há espanto: Jane Fonda é o retrato de uma sociedade hedonista, narcisista, doente e macabra que vive rodeada de espelhos e se alimenta do ressentimento de quem não tem mais importância ou relevância segundo sua visão política.

Talvez o exemplo mais recente de um mundo paralelo, que parece não existir mais, seja a amizade entre Antonin Scalia, juiz conservador da Suprema Corte dos EUA, nomeado por Ronald Reagan e falecido em 2016, e Ruth Ginsburg, conhecida como a mais progressista juíza da mais alta corte norte-americana e que faleceu há duas semanas. Scalia e Ginsburg pertenciam a lados completamente opostos no espectro ideológico. Ele era pró-vida e juiz originalista, guiado pela letra fria da lei e o que está escrito na Constituição. Ela era pró-aborto e uma juíza ativista, guiada pela leis vistas como organismos vivos, que podem mudar dependendo da interpretação do juiz, e não pelas casas legislativas.

Mesmo com lugares muito bem estabelecidos no campo ideológico, Scalia e Ginsburg eram constantemente vistos juntos em óperas e viagens com as respectivas famílias, davam longas entrevistas em que falavam da paixão por vinhos, música e poesia, e jamais discutiam assuntos relacionados à Corte em público. Seus legados como juízes são verdadeiras bíblias e um norte para conservadores e progressistas. Mas, talvez, em um mundo atual tão estranho, eles não imaginariam que, mesmo após a morte, o maior legado que deixam é o da tolerância e do respeito verdadeiros – e não cenográficos. Respeito que vem antes de tudo, até de opiniões diferentes, pelo ser humano.

Antonin Scalia costumava citar muito os Pais Fundadores dos EUA em seus brilhantes artigos, análises, decisões e aulas. John Adams, o Pai Fundador que se tornou o segundo presidente, perdeu a reeleição para Thomas Jefferson, outro Pai Fundador, em 1800. Naquele ano, a vitória de Jefferson veio rodeada de intrigas, brigas e desavenças. Sua eleição quebrou uma hegemonia de doze anos do grupo de George Washington e John Adams e dividiu a América entre dois partidos, os Republicanos e os Federalistas.

Mesmo diante da extrema animosidade que se estabelecia na nação completamente dividida – nação que havia recentemente saído de uma guerra e assistia ao horror da Revolução Francesa -, em seu discurso de posse Thomas Jefferson não hesitou em clamar pela civilidade. Disse ele: “Somos todos Republicanos, somos todos Federalistas”.

Se hoje somos “republicanos ou federalistas”, não importa. Só não podemos ser jacobinos, cenográficos ou virtuais, para os quais a solução é “degolar” o inimigo e calar sua voz. A história nos mostra que, na última vez em que cabeças decapitadas foram vistas como algo normal, o desfecho não deu certo para ninguém, principalmente para quem aplaudia a barbárie.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PERFEIÇÃO – Raul de Leoni

Nascemos um para o outro, dessa argila
de que são feitas as criaturas raras;
tens legendas pagãs nas carnes claras,
e eu tenho a alma dos faunos na pupila…

Às belezas heroicas te comparas
e em mim a luz olímpica cintila.
Gritam em nós todas as nobres taras
daquela Grécia esplêndida e tranquila.

É tanta a glória que nos encaminha
em nosso amor de seleção profundo,
que (ouço de longe o oráculo de Elêusis)

– se, um dia, eu fosse teu e fosses minha.
o nosso amor conceberia um mundo
e do teu ventre nasceriam deuses.

Raul de Leoni, Petrópolis-RJ (1895-1926)

J.R. GUZZO

GILMAR MENDES, O PRESIDENTE DO PODER JUDICIÁRIO

Há hoje no Brasil um cargo que não está previsto em nenhum dos 250 artigos da Constituição Federal, nem em nenhuma de suas mais de 100 emendas, mas vale tanto como se estivesse, ou possivelmente mais: é o cargo, ou a função, de presidente do Poder Judiciário nacional. Não se trata da cadeira de presidente do Supremo Tribunal Federal, que é preenchida por um sistema de rodízio e vai sendo ocupada por qualquer um dos onze ministros, mas qualquer um mesmo, à medida que chega sua vez. O cargo de presidente do Poder Judiciário é outra coisa, muitíssimo diferente: foi criado pouco a pouco, ao longo dos últimos anos, e serve para dar ao seu ocupante a tarefa de realmente mandar no STF e, por tabela, no resto do sistema de Justiça do país. Esse presidente do Judiciário é o ministro Gilmar Mendes.

Tudo o que tem alguma relevância para o Brasil, hoje em dia, depende dele – pois os dois outros poderes, progressivamente, foram entregando a sua autoridade para o STF, aceitaram uma posição explícita de subordinação e agora suas decisões não valem nada, ou o equivalente a nada, enquanto não forem aprovadas pelo Supremo. No caso do Congresso, essa submissão foi voluntária. No caso do Executivo não houve alternativa – ou baixa a cabeça ou tem de virar a mesa. No fim das contas, dá na mesma. O que interessa na vida real é o seguinte: como é o ministro Gilmar quem de fato decide as coisas importantes no Tribunal, é nele que vale a pena prestar atenção. O resto é o resto.

Já não basta ao presidente da República, no Brasil de hoje, negociar com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados para governar o país; mais do que com eles, é preciso negociar com Gilmar Mendes. Poucas vezes essa nova realidade ficou tão evidente como no caso da indicação do ministro que vai ocupar a vaga que acaba de ser aberta no STF. O presidente Jair Bolsonaro teve de ir à casa de Gilmar, como um solicitante, e obter a sua aprovação para o nome escolhido; é algo sem precedentes na história brasileira. O fato é que o dr. Kássio, o nome que Bolsonaro foi encontrar no Piauí e no Centrão para a vaga, e que conta com as orações mais devotas dos inimigos da Lava Jato e do seu combate contra a corrupção, só existe com a bênção de Gilmar.

Pouco interessa a opinião dos dez outros ministros – que, de qualquer forma, não têm autoridade legal nessa escolha – ou do Senado, a quem cabe, oficialmente, aceitar ou recusar a indicação do presidente da República. O voto que conta, mesmo, é o de Gilmar. Ele ganhou, é verdade, um probleminha inesperado: o dr. Kássio, como se soube menos de uma semana após seu nome vir a público, copiou trechos inteiros do texto escrito por um amigo e advogado do Piauí naquilo que apresentou como a sua “tese” de doutorado na “Universidade Autônoma de Lisboa” – que, aliás, não tem nada a ver com a verdadeira Universidade de Lisboa, mas é um empreendimento particular que cobra “propinas” (é assim que eles chamam as anuidades) de uns € 4 mil por ano, ou coisa do gênero, de quem queira fazer algum curso por lá. Não é nada que o ministro Gilmar não possa resolver, é claro. Também é fato que o Senado engole qualquer coisa – aceitaria um chimpanzé para o STF, se recebesse a ordem de aceitar. Mas, ainda assim, será mais uma prova de seu comando a aprovação de um nome desses para ficar no Supremo pelos próximos trinta anos. Se consegue colocar lá dentro até o dr. Kássio, o que ele não conseguiria?

O ministro Gilmar não foi nomeado para o cargo de presidente do Poder Judiciário; também não foi imposto por ninguém, nem chegou lá por meio de alguma ilegalidade. Está no posto porque sabe entender e atender melhor que ninguém os interesses materiais da casta que manda – de verdade – na vida pública do Brasil. Ela é formada pelos políticos, sobretudo os que têm problemas com o Código Penal, a OAB e seus escritórios milionários de advocacia criminalista, os devedores do Erário, as empreiteiras de obras, o consórcio esquerda-direita-centrão, o alto funcionalismo público, os intelectuais orgânicos, a ladroagem em geral, a elite em seu modo mais extremo, a turma do ex-presidente Fernando Henrique, que o colocou no Supremo – enfim, vai pondo. Gilmar é, no fundo, o homem que realmente pode resolver os problemas dessa gente toda – e agora, como se comprovou com a indicação do novo ministro, também os problemas do presidente Bolsonaro. É o herói de todos eles porque se tornou, mais do que qualquer outra coisa, o garantidor número 1 da impunidade neste país — tem mandado soltar, como se fosse uma questão de princípio, qualquer acusado de corrupção que lhe passe pela frente, por conta daquilo que considera “ilegalidades processuais”. Fechou o jogo pelos quatro cantos.

O STF brasileiro, com esses onze ministros que estão lá hoje, não é fruto de um azar da natureza, como os terremotos e enchentes – é fruto das escolhas políticas que vêm sendo feitas no Brasil nos últimos trinta anos, das eleições dos presidentes da República às eleições de senadores e deputados federais. Seus ministros não foram colocados lá pelo Parlamento da Nova Zelândia. São o resultado direto e inevitável da vida política brasileira; é dali que saem, como Eva saiu da costela de Adão. Lula, Dilma, Bolsonaro? Temer, Aécio, Rodrigo Maia? Renan Calheiros, Davi Alcolumbre? Dá tudo na mesma. O STF que está aí é o STF que eles quiseram, e que a maioria dos políticos eleitos no Brasil quis. Não adianta achar que os responsáveis são outros – da mesma maneira que não adianta imaginar que o Supremo teria um comportamento decente se não fosse comandado por Gilmar. Os outros dez são mais ou menos iguais a ele — a diferença é que não sabem agir com a mesma eficácia.

Cada dia é um dia, é claro, e não existe nada definitivamente seguro debaixo da luz do sol. Mas a experiência tem mostrado que o homem decisivo é o ministro Gilmar. O novo presidente do STF, Luiz Fux, recém-chegado ao cargo, dá a impressão de estar tentando algo diferente – acaba de transferir para o plenário, por exemplo, a decisão sobre casos de corrupção hoje entregues à notória “Segunda Turma”, onde Gilmar reina diretamente. Levou o troco na hora. “Não faz sentido chegar do almoço e receber a notícia que tem [sic] uma reforma regimental que será votada”, disse Gilmar. “Não é assim que se procede.” Fazer isso, no seu entender, seria como baixar um “Ato Institucional”. Foi uma bronca e tanto; vamos ver, a partir de agora, até onde o ministro Fux vai chegar com sua independência. Um que tentou antes foi o ministro Luís Roberto Barroso – chegou a dizer em plenário que Gilmar era “uma pessoa horrível” e “uma desonra para todos nós”. De lá para cá, parece que baixou o facho; não se ouviu mais nada de relevante em que tivesse se colocado contra o presidente do Judiciário.

O ministro Gilmar Mendes não é nenhuma anomalia de circo, como a mulher barbada ou o bezerro de duas cabeças. É o retrato exato deste STF que está aí – e da Justiça brasileira tal como ela funciona hoje.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UM CARREIRÃO DE NOTÍCIAS

Amigos, estou na roça
Nem sei quando vou voltar
Estou desde fevereiro
E terminei por ficar
Essa vidinha no campo
É coisa pra me agradar.
Porém quando a chuva chega
Com vento forte a soprar
Eu fico sem internet
Aqui tudo sai do ar
Por isso minhas postagens
Eu fico sem comentar.
Fora isso eu acho bom
E estou a me renovar
Eu faço queijo de coalho
E de Minas por gostar
E faço doce de leite
Pra gente aqui merendar.
O feijão verde e maxixe,
Já tá dando pra apanhar,
Tem quiabo e berinjela,
Jerimum pra variar,
E tudo isso me agrada,
Pois gosto de cozinhar.
Tem um alpendre com redes
Quando quero descansar
Quando me bate a preguiça
Logo corro pra deitar
É de lá que vejo a lua
Com seu brilho a despontar.
A passarada faz festa
E passa o dia a cantar
Tem pitanga, tem groselha
Pra passarinho bicar
As mangueiras carregadas
Estão começando a dar.
Por aqui eu vou ficando
Porém volto a relatar
As novidades da roça
Desse meu mais novo lar
Um abraço para todos
Aqui eu quero deixar.

Cachoeiras de Macacu-RJ, 9/10/ 2020

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WANESSA CAVALCANTI – RECIFE-PE

Caro editor Berto.

Muito bom dia.

Envio uma contribuição para o JBF sobre a data de hoje.

Desde já te sou grata e desejo que dessa semente lançada brote reflexões e mais autocuidado entre nós.

Um abraço e votos de paz para ti e tua família.

Cordialmente,

R. Caríssima Doutora Wanessa: saiba que é um privilégio contar com sua presença aqui nas páginas do nosso jornal.

Eu é que sou grato pelo fato de nos ter procurado pra divulgar este precioso material, que está transcrito logo a seguir.

Sei que a senhora faz psicoterapia on-line e que atende pessoas não apenas do Brasil, mas também do exterior, pelo telefone (081) 9-9704-2518.

Disponha sempre e mande as ordens.

Abraços, um excelente final de semana e muito sucesso!!!

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Dia 10 de outubro comemoramos o Dia Mundial da Saúde Mental. Instituída pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a data tem como objetivo discutir e sensibilizar a sociedade para as questões relativas aos cuidados da Saúde Mental e suas implicações.

Como Psicóloga, ressalto a importância da data e a contribuição da Psicologia nesse contexto, além de reafirmar a importância do SUS (Sistema Único de Saúde), que presta atendimento gratuito multidisciplinar e de qualidade para as pessoas em sofrimento psíquico.

E como multiplicadora da Saúde Mental, além de zelar e investir em um serviço de qualidade, facilito o seu acesso desmistificando a imagem excludente do acesso à psicoterapia, reservando alguns horários em minha agenda para atendimentos sociais e sou voluntária em uma ONG para acolhimentos emergenciais para pessoas em situação de vulnerabilidade. Dando assim a minha contribuição para a sociedade com equidade, ética e muito prazer em estar para o outro na defesa dos princípios antimanicomiais, levando o poder do autocuidado para além da demanda sintomática, atuando nas esferas preventivas e de acompanhamento à pessoa em sua forma integral e subjetiva.

A psicoterapia, metaforicamente, é como um Cais. Onde a pessoa é o barqueiro, o corpo é o barco, e a vida é o mar.

Nesse cais, atracam pessoas muitas vezes desbussoladas, à deriva em suas angústias e seus sintomas típicos dos movimentos das marés, os medos das tempestades, a insolação dos sentimentos, o gélido pesar do sereno noturno, o calor das emoções solares… e todas as afetações que esse navegar suscita.

A jornada do barqueiro é de busca, de um regresso para a sua ilha de origem, para a sua própria essência. E cada viagem desbravada, há um retorno para o cais com a finalidade de anotar suas descobertas no mapa, seu diário de viagem, seu reabastecimento emocional e a sua descarga de afetos pesados demais para prosseguir sem naufragar. A medida que as sessões ocorrem, o caminho se alarga, o manejo do barco ganha mais consciência, o convívio com as marés se naturalizam, e então, o barqueiro segue a sua jornada até que reencontre a sua ilha natal, o seu Eu.

É um processo cíclico, que ocorre de forma espiralada. Engana-se quem idealiza um processo pleno em retidão e continuidade inabalada. Revisitar memórias, sentimentos, sensações e imagens passadas, nem sempre é confortável; e demanda vários inícios e vários finais em áreas diversas de nossa vida. Mas esse transitar entre os opostos complementares que habitam a nossa mente, implica numa expansão da consciência. Trazendo o autoconhecimento, fortalecendo nossa relação com o próprio Eu e, principalmente, promovendo uma qualidade de vida que integra corpo, mente e alma, tratando as raízes do sintoma e suas vicissitudes. Rementendo à expressão “Mens sana in corpore sano”, que significa que a mente seja sã num corpo são.

PSICOTERAPIA SOMENTE COM PSICÓLOGA(O).

Cuide-se. Acolha-se. Integre-se.

Um abraço simbólico!

Wanessa Regina Martins Cavalcanti

Psicóloga Clínica – CRP/02 – 22978

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JULIANA PINHEIRO – RECIFE-PE

Boa tarde Berto,

Gostaria de novamente agradecer a oportunidade de tornar visível a clínica de psicologia que eu coordeno.

E gostaria de aproveitar a oportunidade para oferecer gratuitamente quatro sessões de aconselhamento psicológico, exclusivo para os leitores de seu jornal.

O que acha?

Os contatos deverão ser realizados pelo whatsapp do anúncio 9-9929-1297, informando: o interesse pelo serviço e o nome com a referência de que é leitor do JBF, para a formalização do agendamento da consulta.

Espero que desta forma possa retribuir a gentileza e consolidar a parceria.

Atenciosamente

R. Minha estimada doutora, na sua mensagem você me pergunta “o que acha?”

Pois eu digo que acho ótimo, acho excelente!

Leitores fubânicos do Recife e região metropolitana que precisarem dos seus serviços profissionais já podem fazer contato. 

Diretamente, através do telefone ou do whatsapp.

E de graça é melhor ainda!

Aliás, eu desconfio que tem um monte de sujeitos aqui neste nosso antro que está mesmo precisando de um atendimento psicológico…

E saiba que fico muito honrado com a sua presença entre nós, tendo o anúncio de sua clínica publicado semanalmente, na seção Promoções e Eventos.

Gratíssimo pela gentileza, muito sucesso e um excelente final de semana!