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COLUNA DO BERNARDO

AUGUSTO NUNES

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

A IRREVERÊNCIA DOS “ASSINANTES” DO JBF

Institutos de Pesquisas podem até falhar (dado a pequena tolerância da margem de erro), quando aponta o JBF como o mais lido, mais acessado, mais dinâmico, mais amado, mais odiado (pois é… a página sofre constantes “atentados” virtuais), das redes sociais.

Mas, a unanimidade que ninguém pode negar ou superar, é que o JBF seja o mais escroto de todos. Neste contexto, só a margem de acerto do INSTITUTO DATA BESTA é que é de 100%.

Leitores, colunistas, críticos e apreciadores reconhecem a sagacidade e acidez das virtuosas linhas editoriais do jornal. Por ser democrático ao extremo, o próprio editor não cansa de dizer que luta, peleja, se esgoela e apela, pra ver se não deixa descer o nível da amada gazeta. Mas é tudo em vão.

Ressalte-se, o que é imprescindível registrar, o pioneirismo da empreitada junto com a iniciativa e total dedicação de se manter a dinamicidade de um blog do porte do JBF . Tudo isto, lógico, tem um certo custo financeiro.

E por falar em custo financeiro, é bom frisar que, só após inúmeros apelos lançados por colunistas e leitores, o editor se rendeu, a muito custo, em aceitar um auxílio pecuniário, por menor que seja, destes “pequenos mecenas”. No valor que o coração se deixar permitir em ajudar.

O leitor mais atento, observará na lateral da página do blog, a “espontaneidade” acanhada do editor ao acatar a súplica dos promissores mecenas (segundo o próprio, muitos se fazem de leso!!!).

Na qualidade de leitor e colunista, procuro ajudar a espalhar nas redes sociais, um pouco dessa alegria contagiante/viciante que é o JBF.

Somado a isto, incentivo e chamo atenção do amigo/colega leitor, para que não se acanhe em, literalmente, abrir mão, de exercitar o seu lado “filantrópico cultural”, em prol da gazeta. Pois é, prezados leitores. Para não fugir à regra da linha escrotal do jornal, eis que um dos “viciados”, já contaminado pelo espírito gaiato do blog, me assegura, com muita altivez, que enviou uma singela cooperação financeira no valor de R$ 200,00 (duzentos reais)

Disse que gostaria de registrar seu altruísmo, inaugurando com chaves de ouro o seu adormecido lado filantrópico.

Tomado por obstinado estoicismo, afirmou que, pelo simbolismo, poucos veículos de comunicação, recebera tamanha honraria em ser agraciado com a abnegada doação realizada com a nossa recém lançada cédula de maior valor. A cédula que contém o nosso LOBO GUARÁ.

R$ 200 REAIS

Eis a comprovação da foto:

E o indigitado leitor, no pleno exercício de sua filantropia, ousou em lançar uma advertência a editoria, fazendo constar a seguinte jurisprudência (o cara é chique, todo):

“RECUSA DE PAGAMENTO EM MOEDA CORRENTE. VIOLAÇÃO DO ART. 39, IX DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR….

Ademais, nos termos do art. 43, da lei das Contravenções Penais, é ilícita a recusa de moeda de curso…legal no país”.

* * *

PLACA DE AVISO

Tudo isto, caros leitores, é para vos informar e lembrar que, nesta quinta-feira, 08/Out, das 19h30 às 20h30, teremos mais um delicioso encontro virtual (live) onde daremos prosseguimento a nossa farra, gestada e parida, pelo nosso Mestre Assuero, versando uma mistura de tudo que já foi “debatido” até hoje e muito mais. (cornos, baitolas, moçoilas, poesias, causos, frases de paralamas/pára-choque de caminhão, bares, bêbados e cabarés).

E tudo isso sem qualquer roteiro pré-definido. Para participar basta clicar aqui que a autorização será dada.

Neste encontro, a palavra é franqueada a qualquer um que deseje assistir e participar.

SUAS NOITES DE QUINTA-FEIRA, JAMAIS SERÃO AS MESMAS

Participem.

DEU NO JORNAL

O TOBA EM CAMPANHA

Campanhas do PT Brasil afora evitam usar a tradicional simbologia partidária, como a cor vermelha e a estrela petista.

Jilmar Tatto, em São Paulo, trocou a estrela por um coração.

* * *

Acabei de enviar mensagem pra Gleisi Amante Hoffmann, gerenta do cabaré de Lula.

Mandei uma dica pra ela distribuir como sugestão pra todos os candidatos do PT Brasil a fora.

Ao invés de trocar a amaldiçoada e apagada estrela petralha por um coração – como fez o candidato do bando em São Paulo -, o melhor seria adotar um furico como símbolo da campanha deste ano.

O lema seria este:

De cu não mão!!!

Mandei até uma sugestiva ilustração pra ela colocar nos santinhos que serão distribuídos com os eleitores:

J.R. GUZZO

GILMAR LIVRA ADVOGADOS DAS GARRAS DA JUSTIÇA. EIS AÍ O GARANTISMO DO STF

O Brasil fica cada vez mais parecido com o Brasil – quer dizer, parecido com o pior Brasil que existe. A última novidade no gênero é a seguinte: a Justiça está proibida, por decisão judicial, de julgar um grupo de cidadãos que, aparentemente, foram declarados isentos da obrigação de obedecerem ao Código Penal Brasileiro. Nem é preciso dizer quem resolveu isso, não é mesmo? Foi o STF, é claro. Também não é preciso informar quem, no STF, resolveu isso, por que você já sabe. É ele, de novo: Gilmar Mendes.

Por essa decisão, um grupo de 26 advogados de muita fama entre acusados de corrupção, políticos e gente que manda na máquina pública e em suas vizinhanças – entre eles o advogado criminal do ex-presidente Lula – não podem ser submetidos a processo penal na Justiça brasileira. Não é que não possam ser condenados, ou que devam ficar soltos até que seus casos passem “em julgado” na décima instância; não podem nem sequer ser processados para que a Justiça resolva se cometeram ou não os crimes de que são acusados.

O Ministério Público Federal denunciou os advogados (e um juiz aceitou a denúncia) porque achou esquisito que tenham recebido R$ 150 milhões a título de honorários, entre 2012 e 2018, do Sesc, Senac e Fecomércio do Rio de Janeiro. Achou esquisito porque é realmente mais do que esquisito, mesmo para os padrões do notório “Sistema S” do Rio de Janeiro: por que raios esse pessoal pagou R$ 150 milhões para advogados, se não houve nesse período, ou em qualquer outro, nenhum processo judicial de vida ou morte que justificasse gastar tanto dinheiro assim? Os advogados, basicamente, dizem que ninguém tem nada a ver com isso – e o ministro Gilmar decidiu que eles têm toda a razão.

O “Sistema S” não é um serviço privado: é um cartório monumental que vive das contribuições obrigatórias das empresas, as quais, naturalmente, são descontadas dos impostos e repassadas para o público pagante como custo do negócio. Mesmo que fosse um empreendimento particular, a lei proíbe que despesas fictícias sejam lançadas nas prestações de conta de quem quer que seja.

Mas aí é que está: no caso das denúncias de fraude no Sesc, etc. não é permitido nem mesmo desconfiar dos advogados. O ministro Gilmar decidiu que eles não podem ser processados na Justiça – e pronto. Eis aí o “garantismo” do STF num dos seus melhores momentos. É como se colocassem um cartaz na porta do tribunal com os seguintes dizeres: “Prezados acusados de corrupção: garantimos aqui a solução de 100% dos seus pepinos.”

Ninguém está dando a mínima, é claro. O “Sistema S” do Rio tomou a excelente precaução de pagar preços sem pé nem cabeça para jornalistas de horário nobre fazerem palestras em seus auditórios. Em compensação, ninguém precisa ficar esquentando a cabeça com o que vai sair no noticiário.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Caros amigos:

Este presidente Bolsonaro é uma decepção após a outra.

Foi descoberto que ele é um tremendo docista.

Ser docista é muito pior do que ser o fascista que ele já é.

Vejam o próximo escândalo a ser denunciado na grande mídia:

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

VIVA LA DEMOCRÁCIA!

Estes últimos dias têm feito um calor de tirar o picapau do oco, como se diz aqui na gloriosa Campo Grande. Dias em que o termômetro teima em ficar entre 38, 39 e até 40 graus, com sensação térmica entre 41, 43 e 44, e por aí vai. Mas, como é tempo de eleições, o prefeito da cidade descobriu nosso bairro, Aliás, descobriu o bairro em setembro deste ano. Isto porque nos três anos anteriores, ele nem sabia que o Grande Aero Rancho é o segundo maior bairro da capital, com mais de 50 mil pessoas morando aqui, só perdendo para a Vila Cidade Morena, ou, Moreninhas, como carinhosamente chamamos que já vai quase para 80 mil habitantes.

E, não somente o “prefeite”, mas também os edis, da nossa amada cidade descobriram que os bairros da cidade existem, principalmente os periféricos, onde falta água, esgoto, calçamento, coleta de lixo, os terrenos baldios, apesar de terem donos, vivem supitados de entulhos. É rato, barata, carrapato, mosquito, escorpião.

E, na modorra de sábado, quando às dezenove horas estava fazendo trinta e seis graus fui convidado a participar de uma reunião política desses vereadores que acabaram de descobrir o nosso bairro. Fui! Emputiferado da vida, mas fui. Salivando mais que cachorro com hidrofobia, mas fui.

E não é pelo calor. Mas pela desfaçatez do sem-vergonha que achou que, vindo ao bairro, trazendo um monte de badulaques e pechisbeque para a garotada, como se o povo aqui fosse um bando de botocudo que anda pelado e vive de borduna na mão, aplainara sua fala mole. E, era aquela alegria. Não culpo as crianças, afinal…. “delas é o reino dos céus”…, mas a babação de ovo dos adultos em relação ao edil… isso me deixou mais prostituto ainda!

E lá se foi a catilinária de sempre – E, que Cícero me perdoe! -, “lutar pela saúde, educação e transporte público decente”. Engraçado, ouvir isso pela televisão e rádio provoca determinado sentimento. Ouvir ao vivo dá vontade de encher a cara do sujeito de bolachas. Ora, me respondam como se eu tivesse cinco anos e fosse mongoloide – e que o politicamente correto vá para o sexto círculo do inferno de Dante -, como um sujeito que só anda de carro com ar condicionado, motorista e gasolina à vontade sabe o que é o transporte público urbano?

Campo Grande tem uma das mais caras tarifas de transporte coletivo do país e um dos serviços mais horrorosos que uma empresa pode prestar ao cidadão. Até parece que é um deboche, do tipo: Caeté, usa isso que eu estou te dando e agradeça por não andar a pé! Ora, meu senhor, dando é meu ovo esquerdo. Esse serviço é pago, e muito bem pago. Com uma média de distância rodada de 3,5 quilômetros, o campo-grandense paga uma taxa de R$ 4,85 por pessoa. Quando chove é ônibus com goteira. Quando faz frio, as janelas não fecham, e quando está quente, como agora, não há ventilação dentro dos veículos. Isso sem contar carro que quebra, solta a roda, porta que abre com o veículo em movimento e lotado de caetés, elevador para cadeirante que não funciona, e por aí vai.

Ao ser questionado por um cidadão, pouquinha coisa menos deslumbrado, sobre o transporte público, o vereador veio com aquela conversa de “cerca-lourenço”, era difícil, pois ele era um só entre 29 vereadores, que buscar uma avaliação e uma tomada de posição requereria o apoio da maioria – e olha que o partido dele tem o maior número de vereadores na Câmara -, que o prefeito sempre dava um jeito de esvaziar qualquer tentativa de fiscalização.

Já disse e repito, caeté não briga com caeté, mas tem horas que a paciência chega no limite e os bagolinos ficam por demais inchados. Pedi a palavra e disse que a sem-vergonhice do serviço de transporte coletivo só melhoraria a hora que a sem-vergonhice política parasse de ser hipócrita e todos começassem a usar transporte coletivo. Sugeri ao vereador que ele propusesse um projeto de lei que definisse que prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, secretários adjuntos, seus assessores, vereadores e seus assessores só pudessem ir ao trabalho, se deslocar pela cidade e voltar para casa apenas utilizando o transporte coletivo. Sem essa de carro oficial com motorista e ar condicionado. Apenas o transporte coletivo. Ainda fui mais além, caso ele propusesse esse tema como projeto, nós do bairro iríamos mobilizar a sociedade para pressionar a Câmara a apreciar, votar e aprovar a lei.

O resultado dessa pantomima? Fui solenemente escanteado, o vereador saiu à francesa, o dono da casa que me convidou ficou chateado comigo e, certamente ganhei um inimigo, pois o sem-vergonha que veio pedir voto saiu com uma cara de poucos amigos da reunião. Ora, meu senhor, vereador não é entidade sobrenatural. É empregado do povo. Desse mesmo povo que tem que esperar até uma hora e meia para pegar um busão lotado, fedido, correndo o risco de cair no meio do caminho. E será que nós, enquanto povo não podemos cobrar, pelo menos um pouco de coerência?

Ora, vá coçar as virilhas, meu senhor. Falar de transporte público andando de, e aqui vou fazer propaganda “de grátis”, Hunday Tucson é o mesmo que uma puta falar de virgindade dentro de um cabaré. O sujeito que não sabe dizer o nome de uma escola pública, falar que vai lutar pela educação, é no mínimo, estar gozando com a cara do cidadão. Nessas horas eu fico pensando nas formas de justiçamento que o velho oeste americano fazia com safados assim: piche e pena no couro do indivíduo. Pena que não herdamos esse senso de justiça.

E assim entramos em outubro, com um calor infernal. Chuva por aqui só depois do dia 10, segundo a meteorologia, mas circulação de vagabundo pedindo voto, já começou. Que venham…. eu estou fazendo uma borduna de guatambu bem grossa e pesada para descer no lombo desses cabras. E não me venham dizer que isso é violência. Não é não. Essa é a maravilha de viver em uma nação livre.

Viva la Democrácia!

PERCIVAL PUGGINA

ICONOCLASTIA DE FRALDAS

“Panta rei” – tudo flui -, afirmava o filósofo Heráclito, no séc. V a.C. Essa antiga ideia, segundo a qual a evolução é regra universal e irrestrita, foi firmando parceria com uma outra, segundo a qual tudo caminha no sentido da perfeição. Esse pacote de crenças está muito presente na cultura contemporânea. A maior parte das pessoas acredita piamente nela. Que tudo muda é verdade, não é certo, porém, que toda mudança implique evolução e aperfeiçoamento.

No século passado, o evolucionismo recebeu dois importantes reforços através de Herbert Spencer e de Charles Darwin. O primeiro expôs uma teoria segundo a qual a evolução é uma passagem do simples ao complexo, do menos ao mais coerente; o segundo deu-lhe a conhecida dimensão biológica: a sobrevivência e o desenvolvimento dos indivíduos são determinados por sua capacidade evolutiva e de adaptação ao ambiente.

Não consegui localizar o ponto exato em que o evolucionismo se associou à tese do “constante aperfeiçoamento das coisas”, mas aconteceu aí um abuso semelhante ao que os modernos relativistas cometeram com a teoria física da relatividade. Assim como o que era físico ganhou uma descabida dimensão “moral” (o relativismo), “mudança” passou a ser sinônimo de “aperfeiçoamento”.

E daí? E daí decorre um monte de absurdos. Tudo que é antigo é imperfeito e tudo que é moderno é perfeito; o que muda evolui e o que permanece involui; tudo que se faz hoje supera o que se fazia ontem. Vive-se sob o império da moda: o jovem é bonito e sábio; o velho é feio e burro. Essa curiosa associação de novidade com qualidade produz uma espécie de iconoclastia de fraldas à qual nada antigo resiste.

A começar pelo amor – coisa antiga demais – que se esgota na curtição recíproca, não implica laços nem o respeito indispensável à relação entre as pessoas. Como estabelecer, por exemplo, a supremacia do novo sobre o antigo nas relações entre pais e filhos, entre alunos e professores?

Poucas coisas tão antigas e, portanto, tão “superadas” quanto a instituição familiar. Desencadeou-se contra ela um furioso ataque. Afrouxaram seus elos; abriram-na e desoneraram seus membros de maiores deveres; por fim, cumpriu-se a tarefa de desorientá-la com ideias que são droga e drogas que turvam a mente. Tudo moderno, bom e politicamente corretíssimo. Aliás – quer passar por panaca? – defenda coisas tão absurdas quanto religião, família e valores.

PENINHA - DICA MUSICAL