🚨URGENTE – Herman Benjamin, presidente do STJ, detona juízes que vão em eventos bancados por empresários!
“A magistratura não é carreira para quem quer ser rico ou famoso (…) Seu lugar e voz se manifestam nos autos. Quem não quer essas responsabilidades não pode ser juiz” pic.twitter.com/fqllGQEnkd
Servi ao Exército Brasileiro por 16 anos. Dos tempos da Academia Militar das Agulhas Negras tenho ainda muitos amigos-irmãos. Hoje lendo a crônica da Alari, esposa do Coronel Rubião, meu colega de turma, me emocionei e peço licença a meus leitores para passar em minha coluna o que Alari Torres, nossa grande cronista, escreveu.
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QUE SAUDADES! – Alari Romariz Torres
Comecei a conviver com o pessoal do Exército Brasileiro em 1963. Casei-me com um Tenente do EB, vindo da Academia Militar das Agulhas Negras. Passei a morar em vilas militares e conhecer muita gente boa. Eram tios do coração dos meus filhos.
Havia no ambiente militar carinho e respeito entre as famílias. Os salários eram bons e os quartéis tinham granja, armazém reembolsável e outras vantagens. Apesar de não termos planos de saúde, éramos atendidos por médicos e dentistas dos quartéis. As festas de Natal e São João eram famosas e fartas. O que mais me empolgava era o planejamento e a organização com que as reuniões eram realizadas. Tudo muito certo, desde os lugares reservados para os participantes, até o quantitativo da comida, que nunca faltava.
As viagens de Oficiais e Praças também eram bem certinhas. Eles recebiam diárias e não havia excesso de economia para prejudicar o deslocamento dos indivíduos e suas famílias.
Tudo era muito farto e os Soldados que entravam nas Forças Armadas comiam bem. Recebiam fardas e aprendiam um ofício. Depois que cumpriam o tempo de serviço exigido por lei, sempre iam trabalhar nas empresas da cidade.
Em Garanhuns, Pernambuco, havia um bonito trabalho social, chamado MUNDICO. Trinta meninos de escolas públicas iam para o quartel no horário em que não estudavam. Aprendiam a trabalhar e recebiam aulas de Moral e Cívica. Nos dias de feira, quando ouvia alguém me chamando para ajudar, era um deles com certeza.
As famílias militares conviviam nas vilas em completa harmonia. Havia ônibus para levar as crianças nas escolas. Todas eram filhos de Praças e Oficiais, que se tornavam amigos. O esporte era praticado nas vilas e rapazes e moças viravam atletas no meio civil.
O relacionamento do pessoal militar com a comunidade local era muito bom.
Nas festas eram convidadas autoridades e todos se davam bem. Havia uma organização chamada “Amigos do Quartel”, da qual participavam pessoas selecionadas da sociedade.
O ensino militar é muito bom. Há colégios militares com um ensino qualificado. Pela primeira vez na vida, vi um filho meu terminar um programa anual antes do fim do ano, em outubro. O resto do ano era para revisar. No fim do ensino médio, os alunos eram aprovados em qualquer vestibular. Além de serem preparados para a vida.
Não posso reclamar da vida que vivi no ambiente militar: fiz bons amigos, meus filhos ganharam tios e primos. Tudo só nos trouxe felicidade.
Acho, entretanto, que militar não combina com política. Estou assustada com os acontecimentos ocorridos nos últimos tempos. Os repórteres civis xingam as autoridades militares, num completo desrespeito. De General a Praças estão envolvidos em escândalos. Alguns já foram presos. Até os salários serão retirados. Uma completa desmoralização!
As verbas dos quartéis estão sumindo. Elas são desviadas para outros Ministérios. Até a comida para os Soldados é pouca. As festas inexistem. A maioria dos jovens não pede mais para servir.
O Ministro da Defesa, que é um civil, não defende a categoria, os Oficiais estão calados, suas famílias sofrem, os direitos adquiridos são cortados, os seguros são subtraídos.
O governo Lula (PT) prometeu “corte robusto de gastos”, mas passou a perna em todo mundo, provocando decepção e desânimo.
O pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, que opositores chamam de “Malddad”, inclui medidas cruéis como extinguir a isenção tributária para portadores de doenças terminais.
O governo desapontou quem espera desde a posse do atual presidente a prometida isenção de impostos para quem recebe até R$ 5 mil mensais: só começa no ano (eleitoral) de 2026.
Sobre a isenção dos R$ 5 mil, Haddad fez a alegação falsa de que será compensado taxando quem ganha mais de R$ 50 mil. Sem chances.
Investidor respeitado, Pedro Cerize disse que o número de assalariados na faixa dos R$ 50 mil é irrisório, mesmo que a alíquota seja de 100%.
Em vez de corte de gastos, o governo anunciou apenas mais um pacote tributário, confirmando a recusa de Lula de cortar seus gastos sem limite.
O governo tirou da gaveta antigo projeto da Receita esfolando quem já paga muitos impostos. Nada tinha preparado sobre corte de gastos.
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Não sei nem o que diga…
Num tô afim de me emputecer nessa manhã tão bonita.
Deixo os comentários por conta dos bem informados leitores fubânicos.
A superstição sempre esteve presente na cabeça das pessoas, e chega a atrapalhar decisões que devem ser tomadas, como datas de viagem ou de mudanças de imóvel.
Sempre se ouviu falar que gato preto dá azar. Entretanto, minha querida tia Carmen era louca por gato preto, e na casa dela sempre havia um, cujo nome era Koruga.
Existem várias superstições, carregadas de crenças passadas por gerações.
O conceito de superstição está ligado à crença em algo sem fundamento lógico. Ou seja, é passada oralmente entre gerações, como se fosse parte da cultura popular.
Superstição também é chamada de crendice popular, e sempre influencia o comportamento das pessoas .
As superstições podem ter características pessoais, religiosas ou culturais.
Na religião, por exemplo, acredita-se que ao abrir a página da Bíblia ao acaso irá se receber uma resposta, ou mensagem que diz respeito a algum problema pessoal pelo qual alguém está passando.
As superstições acompanham a humanidade desde a antiguidade. Estiveram sempre presentes na história e associadas a rituais pagãos.
O termo superstição vem do latim “superstitio, sendo associado ao conhecimento popular. Desde a antiguidade, os povos associavam as crenças aos aspectos mágicos, determinando o que seria sorte ou não. Muitas superstições da antiguidade se perderam no tempo e deixaram de impressionar as pessoas.
Há pessoas que detestam gato preto, borboleta preta ou qualquer outro animal preto. A visão de um gato preto ou borboleta preta, para essas pessoas, significa aviso de futura contrariedade, premonição de algum acontecimento trágico, ou qualquer outra ocorrência maléfica, que afaste a alegria.
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), Machado de Assis fixa a superstição:
“Digo lá dentro, porque cá fora o que esvoaçou foi uma borboleta preta, que subtamente penetrou na varanda, e começou a bater as asas em derredor de D, Eusébia. D. Eusébia deu um grito, levantou-se, praguejou umas palavras soltas;- T’esconjuro! Sai, diabo… Virgem Nossa Senhora!…- Não tenha medo, disse eu, e, tirando o lenço, expeli a borboleta” (capítulo XXX) No capítulo XXXI, “”A borboleta preta”, há toda uma cena. Brás Cubas não pode suportar a companhia da borboleta negra. Afugenta-a de todos os modos. Acaba matando-a. Depois, arrepende-se, concluindo na velha técnica machadiana: “Também por que diabo não era ela azul?”
Se fosse azul, não anunciava tristeza. borboleta preta, pode ser a representação, figuração, encarnação de uma feiticeira, de um espírito mau, trazendo desgostos, espalhando misérias. A borboleta preta, comumente é chamada de bruxa.
Há pessoas tão supersticiosas, que se descontrolam diante de um animal preto, seja ele qual for, inclusive uma inofensiva borboleta.
Nos dias atuais, a superstição exagerada é algo muito difícil de se ver. Quando muito, admite-se preferências de cor nas vestimentas ou adornos. Nada que tenha a ver com pessoas ou animais.
As superstições estão presentes em várias culturas e países. Em alguns países, sobretudo, essas crenças foram criadas na Idade Média, acerca de bruxas e gatos pretos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, tem-se receio do número 13. Aliás, algumas linhas áreas não tem assentos com esse número. E alguns prédios são construídos sem o 13º andar.
Na Itália, o número 13 também é visto como número de azar. Além disso, o número 17 também causa receio nos italianos, principalmente, se for sexta-feira.
Há artistas brasileiros tão supersticiosos, como Roberto Carlos, que só fazem show de azul, ou azul e branco.
Esse tipo de superstição é comum e não prejudica ninguém.
Talvez muita gente não perceba, mas a historinha acima está brincando com uma idéia que alguns políticos e intelectuais levam muito a sério: um negócio chamado “contrato social”. A expressão foi criada por Rousseau no século 18, mas o conceito sempre rodeou o discurso dos estatistas. Já esteve mais na moda, mas ainda reaparece de vez em quando; na semana passada a Folha de São Paulo achou necessário relembrar o conceito, em um artigo que dizia que “imposto faz parte de um pacto social”, que cada um “abre mão de uma liberdade para viver melhor em coletividade”, e deu estes belos exemplos: “você abre mão de parte de sua renda para ter polícia, banco central, sistema judiciário, transferência de renda para os menos afortunados, hospital público, exército, escola pública, monitoramento florestal, pesquisa universitária básica”. Sem querer analisar cada um, é o caso de perguntar porque é necessário obrigar as pessoas a pagar por isso; se são coisas tão maravilhosas, as pessoas não pagariam voluntariamente?
Uma das características que distingue o ser humano dos outros animais é a fala, a capacidade de se expressar. Para que essa capacidade de expressão funcione, é preciso que a sociedade tenha uma linguagem comum. Para o poder, essa capacidade pode ser inconveniente, e pode ser mais conveniente que aqueles que não fazem parte do poder fiquem mais próximos dos demais animais, incapazes de se expressar – no linguajar moderno, “gado”. A idéia de manipular a linguagem para controlar o pensamento aparece no famoso “1984” de George Orwell e é citada por diversos filósofos.
Na prática, a pessoa que é obrigada, sob ameaça de prisão, a pagar impostos é chamada de “contribuinte”. Quando o contribuinte, após ser obrigado a entregar parte do que ganha durante décadas, chega à idade de se aposentar, o governo chama issso de “conceder um benefício”. Quando um cidadão tenta exercer seu direito fundamental de trabalhar, é obrigado a pedir ao governo um sem-fim de licenças e alvarás, e na maioria deles vêm escrito “O Exmo. Sr. Secretário resolve conceder…”, como se fosse um grande favor.
O tal do contrato social é apenas mais uma dessas manipulações da linguagem que, de tão numerosas e tão usuais, já nem são notadas. Serve apenas como um obstáculo útil para interromper o debate mais importante, que é o da relação de poder entre estado e povo. Quando um defensor do estado fica sem resposta, recorre à falácia do contrato que ninguém assinou.
Qualquer dicionário mostra que um contrato é “um acordo voluntário entre duas partes”. O contrato social não é voluntário.
Um contrato estabelece obrigações para ambas as partes e prevê consequências em caso de descumprimento. O contrato social prevê obrigações para um lado e promessas e boas intenções para o outro lado.
Um contrato só pode ser alterado mediante o consentimento de ambas as partes. O contrato social é reescrito diariamente pelos milhares de políticos e funcionários do estado, sempre em seu próprio benefício.
Um contrato pode ser encerrado por qualquer uma das partes, mediante condições previamente estabelecidas. O poder usa o contrato social como uma prisão da qual ninguém deve poder escapar.
Aldous Huxley, no prefácio de seu livro “Admirável Mundo Novo“, fez (em 1946!) a seguinte profecia:
“Um estado totalitário verdadeiramente eficiente seria aquele em que os chefes políticos e os administradores controlassem uma população de escravos que não precisariam ser coagidos, porque amariam a escravidão. Fazer o povo amar a escravidão é a tarefa, hoje, dos ministérios, diretores de jornais e professores.”
Ministérios, diretores de jornais e professores. Em outras palavras, o governo, a imprensa e a escola. São eles que se dedicam à tarefa de fazer o povo amar a escravidão, temer a liberdade, suplicar por ordens e regulamentos, e de forma geral odiar qualquer um que cometa a heresia de pensar por si mesmo. São eles os executores do plano de levar-nos ao Admirável Mundo Novo. Já são muitos os seus apoiadores, que dizem que o bom cidadão respeita o “contrato social”: repete o que ouve mas não pensa, apoia o que a maioria apoia e sempre, sempre, obedece sem questionar.