Bora! 💃😆
Feliz e abençoado dia pra nós! 🙏🙌 pic.twitter.com/MwM185WwcU— Analu✨ (@AnaluLci) November 21, 2024
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Comentário sobre a postagem MORGAN FREEMAN DANDO EXPEDIENTE NO DIA DO FERIADO
Pablo Lopes:
Como negro, não tem nada que me irrita mais que esse tal dia da consciência negra. Grupos de idiotas querem criar um “tipo certo” de negros. Que se fodam todos!
Sim, sou negro, e daí?
Não quero e não preciso de nenhum militante me ensinado como ser negro.
A quem deseja igualdade, dou um conselho: não peça a ninguém. Não aceite de ninguém. Ninguém te deve isso.
Igualdade é algo que nasce com você e, se você recebe de alguém, terá que aceitar as migalhas que te derem.
Igualdade se conquista; se necessário à bala.
Quando olham para mim, podem ver o que quiserem: alguém a quem admirar; desprezar ou invejar.
Mas se desrespeitarem, descobrirão alguém a que temerem. Simples assim.
Não preciso de sindicalistas do negrísmo. Para mim podem todos irem se foder.
Conversando com um juiz de carreira, juiz de direito, experiente, veterano, conhecedor do direito e da jurisprudência, perguntei a ele se cogitar, planejar um crime, é crime. Eu me referia às prisões recentes de militares que trocaram mensagens e que teriam – segundo a Polícia Federal ligada ao Supremo Tribunal Federal (STF) – tentado matar ou pensado, cogitado matar o presidente Lula (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
Os investigados só não teriam concretizado o plano porque, segundo a conclusão da PF, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não assinou o que eles imaginavam que Bolsonaro poderia assinar. O juiz explicou explicou que tem o iter criminis, ou seja, o caminho do crime, que primeiro a pessoa pensa, depois planeja, depois executa e por fim consuma. É a consumação do crime.
Tudo isso aconteceu com o Adélio Bispo, por exemplo. Ele deve ter pensado, deve ter planejado, executou e, de alguma forma, atingiu Bolsonaro a ponto de tirá-lo da campanha eleitoral. O objetivo era matá-lo. Ficou claro que o objetivo era matá-lo. Agora, não. Tivemos a cogitação e talvez o planejamento em papel, mas não houve execução nem consumação.
O juiz disse: “não é crime”. Argumentei com outro exemplo em que o sujeito tentou arrombar o portão da casa para entrar, não conseguiu, foi preso em flagrante e logo em seguida solto, porque o juiz do caso disse que o homem não tinha entrado na casa.
O juiz, minha fonte, disse que isso é um exagero porque o suspeito só não consumou, estava tentando executar, mas não consumou porque encontrou uma barreira. Ele entraria na casa se não houvesse essa barreira. É diferente.
Então quer dizer que para condenar esses presos teria que se admitir que eles só não conseguiram fazer porque o Bolsonaro barrou a ideia deles não assinando aquilo que eles imaginavam. Mas seria dizer que Bolsonaro evitou um golpe. E o tiro sairia pela culatra. Vamos ver como essa história termina.
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Brasil pode perder riqueza de petróleo
Outra história põe a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) e Paulo Guedes juntos. A associação está fazendo esforço para haver exploração de petróleo ao largo do Amapá, na Margem Equatorial. Descobriram uma bacia gigantesca de petróleo também em reservas no Rio Grande do Sul. Nós vamos perder tempo?
Guedes disse que estamos sentados em cima da riqueza e se não explorarmos agora, vai ficar tudo elétrico e não vai ter mais petróleo, não vai valer nada, vamos estar sentados em cima de nada. Claro que o petróleo vai continuar sendo usado para produtos sintéticos, plásticos, uma gama muito grande de produtos, mas não vai ter o consumo, a demanda que tem com o uso de motores a combustão.
Guedes lembrou da riqueza da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, era um deserto, não tinha nada, saiu tudo do chão, da terra, não tinha nenhuma riqueza em cima, deserto puro. Não venderam areia, não. Venderam o petróleo que estava embaixo da areia. E os engenheiros da Petrobras também estão pensando nisso. Paulo Guedes explicou que criamos monopólios verticais, em que a Petrobras fazia tudo: perfurava, refinava, distribuía e vendia.
Assim como a Eletrobras também que produzia energia, distribuía, vendia no varejo. Então, estamos cheios de petróleo, talvez a terceira potência petrolífera do mundo, sem aproveitar. Será que vamos perder essa janela da história que está quase se fechando? Estão reanimando, reativando as usinas nucleares, porque a tecnologia está dando mais segurança às usinas nucleares.
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Carrefour anuncia boicote a carnes do Mercosul na França
Para terminar, o Carrefour informou à Federação dos Sindicatos Agrícolas da França que não venderá mais carne do Mercosul, porque estão fazendo manifestação, jogando estrume nas cidades francesas para não haver acordo com o Mercosul, para comprar carne do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. O francês vai pagar carne mais cara.
Olha isso. pic.twitter.com/uILlA8hq3N
— denise (@denise47613384) November 21, 2024
Editorial Gazeta do Povo

Terceira sessão da reunião de cúpula do G20, no Rio de Janeiro
O documento final da reunião de cúpula do G20, encerrada nessa terça-feira no Rio de Janeiro, ficou marcado por acusações de “tratoraço” por parte do Brasil – o negociador francês afirmou que nem ele, nem o presidente Emmanuel Macron chegaram a ver o texto final, mas Lula se apressou para bater o martelo, acabando com qualquer possibilidade de contestação. O evento, que começara sob a sombra do xingamento dirigido pela primeira-dama Janja ao bilionário Elon Musk, termina com o Brasil deixando sua marca no documento final em termos de assuntos caros a Lula; mas, com um grupo de nações tão heterogêneo e de interesses tão distintos, quando não antagônicos, é muito difícil que o texto não passe de mais uma carta de boas intenções, como tantas outras que costumam emergir desses encontros multilaterais.
Nenhuma pessoa ou governo de bom senso no mundo haverá de ser contrário ao combate à fome, nem à preservação ambiental. O lançamento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é um dos principais “legados” da presidência brasileira do G20, mas a nova iniciativa ainda precisará mostrar serviço para não ter o mesmo destino que várias outras iniciativas contra a fome – até o momento, as certezas são a criação de escritórios e conselhos, e a oferta brasileira para bancar metade dos custos com a governança da nova aliança global. Para dar uma roupagem mais nobre à ambição petista de uma tributação global sobre os super-ricos, o texto incluiu a menção a essa cobrança no capítulo sobre o combate à fome, mas esta é uma iniciativa quase natimorta; o fato de ela ter aparecido em um documento final pela primeira vez na história do G20 não significa que haja consenso a respeito do tema, tanto que a menção foi feita de forma genérica, sem detalhes como alíquotas ou critérios de cobrança.
Quanto ao meio ambiente, o documento não traz nada de novo: reafirma as metas do Acordo de Paris, insiste para que cada nação siga buscando o objetivo de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa para liminar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, e reclama da falta de financiamento dos países ricos aos países pobres para que consigam atingir as metas. Assim como no caso do combate à fome, a presidência brasileira do G20 termina com a entrega de mais uma estrutura burocrática, a Força-Tarefa para a Mobilização Global contra a Mudança do Clima.
Fora da lista de boas intenções, as únicas menções mais próximas da realidade mundial foras as referências aos dois maiores conflitos da atualidade. Lula e seus aliados nos Brics certamente devem ter ficado muito satisfeitos com a ênfase muito maior dada às ações de Israel na Faixa de Gaza e no Líbano que à invasão russa da Ucrânia. Se no caso do Oriente Médio a declaração menciona a “situação humanitária catastrófica” e pede “o direito palestino à autodeterminação (…) com a visão da solução de dois Estados”, no caso ucraniano não há menção alguma ao respeito às fronteiras pré-invasão russa. O documento até afirma que “todos os Estados devem se abster da ameaça ou uso da força para buscar aquisição territorial contra a integridade territorial e soberania ou independência política de qualquer Estado”, mas esta afirmação genérica está feita em outro parágrafo da declaração final, não aquele referente à guerra na Ucrânia.
O leitor brasileiro atento ainda haverá de identificar as incoerências no fato de um governo petista ter endossado um documento que promete “salvaguardar a sustentabilidade fiscal”, enquanto trabalha para gastar cada vez mais; que fala em “dedicação em liderar pelo exemplo nos esforços globais contra a corrupção” enquanto aplaude o desmonte da Lava Jato; e que afirma que “mobilizar recursos para construir sistemas de água e saneamento sustentáveis e resilientes é essencial para um futuro mais saudável e equitativo para todos” enquanto tentou sabotar o Novo Marco do Saneamento. Mas, sendo atento, este mesmo leitor já sabe há muito tempo que é da essência do petismo que seu discurso seja diametralmente oposto à sua prática.
Como dissemos acima, ninguém há de negar que os objetivos estabelecidos pelo Brasil são importantes – à questão da fome e do meio ambiente, soma-se a chamada “reforma da governança global”, que muitas vezes acaba resumida à ambição brasileira por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Também é certo que apenas com sólida cooperação internacional serão resolvidos os desafios que são comuns a toda a humanidade. A eleição de Donald Trump, notoriamente avesso aos fóruns multilaterais, é um bode expiatório fácil para justificar qualquer futuro fracasso das iniciativas do G20 nos próximos quatro anos, mas o fato é que os choques de interesses entre nações já existiam antes que ele tivesse sido eleito pela primeira vez, em 2016, e permaneceram depois que ele perdeu a reeleição em 2020. De ditadores a protecionistas, sempre há alguém disposto a bloquear iniciativas globais quando convém, e só quando tais resistências forem superadas é que fóruns como o G20 conseguirão ir além dos discursos genéricos que marcam seus documentos.