Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Na busca incessante por eficiência operacional, aumento da produtividade/hora do trabalho, redução de custos, melhoria da capacidade competitiva e redução de preços, a fim de conquistar mercados e ter lucos, as empresas privadas travam batalha diária na busca de novas tecnologias, novos métodos organizacionais e qualidade de seus produtos. Essa é a lógica interna do sistema de capitalismo de livre mercado, e foi o que fez desse sistema o responsável pelo maior surto de descobertas, invenções, inovações e revoluções no padrão de produção e possibilidades de bem-estar da história da humanidade.
Conquanto não seja perfeito, foi o capitalismo que, em menos de 300 anos, deu ao mundo a máquina a vapor, a estrada de ferro, o trem de ferro, o navio a vapor, a anestesia, o antibiótico, o automóvel, a eletricidade, a fotografia, o rádio, o telefone, a televisão, o avião, o computador, a internet e milhões de produtos que mudaram radicalmente as opções de consumo e conforto; e esse sistema de invenções, inovações e criação de bens, serviços e soluções para os problemas e as necessidades humanas continua evoluindo. É um sistema que não para, pois é gigantesco o desafio de atender uma população que saiu de 1 bilhão de habitantes para 8,1 bilhões em apenas 200 anos.
Ocorre que, de toda a produção de um país, uma fração expressiva (34% no caso do Brasil) é entregue à entidade chamada “governo”, a fim de que este cumpra funções que lhe cabem, como a defesa nacional, segurança interna, administração da justiça, saúde pública, educação e enfrentamento de problemas coletivos, a exemplo de pandemias, catástrofes naturais, crises de abastecimento etc. Sendo o setor público de tamanho superior a um terço da renda nacional (renda e produto são os dois lados da mesma moeda), sua maior ou menor eficiência determinará a eficiência média do país como um todo.
Para identificar a eficiência média há pelo menos duas medidas essenciais: o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante e a produtividade econômica (produto por hora trabalhada). Mas o governo não se contenta em executar suas funções clássicas, como as acima citadas, e resolve regular e intervir em muitos aspectos da vida econômica e social, em alguns casos de forma absolutamente bizarra. Entre as bizarrices que o setor estatal – municípios, estados e União – já impôs ou tentou impor por meio de intervenção e regulamentação, num passado recente ou distante, estão a proibição de tocar música estrangeira durante o carnaval, exigir um número mínimo de filmes nacionais a que a sociedade deve assistir, proibir o uso de palavras estrangeiras no idioma nacional… a lista é longa, chegando a esquisitices impensáveis como a proibição do consumo de melancias, na cidade paulista de Rio Claro. Uma rápida pesquisa na internet sobre leis ou projetos de lei bizarros e ridículos mostra os casos citados e muitos outros, que simbolizam os desvios de função que acometeram o setor público nos últimos tempos.
Entretanto, uma ação que o setor público deveria adotar, mas nunca adotou, é copiar as ferramentas para melhorar a qualidade de seus serviços, ter mais eficiência produtiva, reduzir custos, produzir mais com menos e seguir os passos que levem ao aumento da produtividade e melhoria do bem-estar social. Pelo contrário: indo na contramão do progresso, o setor estatal há tempo é contaminado por ineficiência, corrupção e baixa qualidade média de muito do que faz (com raras exceções), tornando-se um freio ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social.
Nessa linha, vale lembrar a decisão da presidente Dilma Rousseff que, incomodada com a ineficiência gerencial do governo, criou a Secretaria de Gestão Pública (SGP), vinculada ao Ministério do Planejamento, no contexto de uma minirreforma na estrutura dos ministérios e secretarias governamentais. Na época, o discurso oficial era de que a SGP teria a função de racionalizar os processos burocráticos e o gerenciamento dos projetos, a fim de melhorar a eficiência da máquina pública e reduzir custos e desperdícios. O fato é que todos os governos brasileiros no âmbito federal e muitos no âmbito estadual e municipal adotam uma ou outra medida com essa mesma finalidade, fracassando na maioria dos casos.
Apesar do reconhecimento quanto à existência do problema, o setor público continua marcado por ineficiência, desperdício, corrupção e excessiva intervenção na vida das pessoas e das empresas, ressalvadas poucas honrosas exceções. No segundo ano de seu atual mandato, o presidente Lula aumentou o número de pastas ministeriais para 39, praticamente dobrando o número de pastas do governo anterior. As consequências incluem, além do enorme aumento dos gastos com máquina administrativa, o agravamento da ineficiência e dos desperdícios, fazendo que, em vez de racionalizar a máquina estatal e melhorar sua eficiência, o Brasil ande na contramão e piore o que já nunca foi um exemplo de virtudes.
Para contribuir com o desenvolvimento econômico, a máquina estatal deve ser bem estruturada, eficiente, ágil e oferecer serviços públicos de boa qualidade, além de reduzir os gastos com as atividades-meio, liberando recursos para as atividades-fim que atendam as necessidades dos cidadãos e para aumentar o capital físico do país, sem o que o crescimento econômico e o desenvolvimento ficam profundamente prejudicados. Se os políticos e as autoridades governamentais não entenderem isso e não tratarem de melhorar a estrutura dos gastos públicos, o Brasil nunca conseguirá ingressar no clube das nações desenvolvidas.
Uma das maiores infelicidades de um escritor é terminar seu trabalho e não vê-lo publicado. No meu caso, como profissional, já senti esta profunda amargura mais de uma vez. E parece que o destino continua tramando.
A solução que encontrei foi encaderná-los com as folhas das Provas Finais – que na linguagem dos gráficos foram apelidadas de “Boneca” – para que sejam guardados em minha pequena biblioteca e quando eu me for, deverão ser doadas à Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais.
Dessa maneira, juntando os originais de Provas Finais – mesmo com riscos de emendas e as rasuras dos clientes – consigo considerá-los: livros prontos, como alguns, de fato, estão, na sua originalidade.
O pior de tudo é que alguns já esperam publicação há quase 30 anos, pois, dentre os que não foram finalizados pelos clientes, há alguns que sendo apenas projetos meus, não consegui editá-los.
Os tempos mudaram muito e hoje não dispomos mais do o prestígio de algumas empresas que eram patrocinadoras. As agências de publicidade foram engolindo tudo quanto podia se constituir Apoio Cultural e captar serem captados valores através de leis do Governo Federal.
Há fatos até pitorescos nesses episódios: em 1984, para publicar uma pequena biografia de Capiba (aliás a primeira a circular no Recife), tive a audácia de vender um Fusca para atender às despesas gráficas. No final, comprei outro, novo, e ainda doei vários exemplares às bibliotecas municipais.
Em função de tudo isto, resolvi juntar velhas e muito riscadas páginas, preparando, para a encadernação, capas condignas e as Fichas Catalográficas, para em seguida guardá-los para a minha coleção.
Pareceria muito luxo!…
Mas, sabemos, cada livro incorpora uma história, onde estão, de fato, “Histórias de Pernambuco”, coleção que pretendo concluir, pois venho escrevendo ao longo destes 50 anos de atividade como repórter, escritor e editor; inclusive publicando uma crônica semanal neste magnífico jornal, sob a complacência do nosso Editor, Luiz Berto Filho.
Mas disso falarei oportunamente, em uma crônica.
E para o assunto não ficar esquecido, relaciono, aqui os títulos que não foram ainda publicados, os quais serão provisoriamente encadernados.
Todavia, tão logo disponha de tempo e possa utilizar significativo valor nas referidas edições, publicá-los-ei, a fim de presentear os amigos e as bibliotecas, notadamente as duas maiores do mundo.
A Library of Congress United States, (Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América do Norte) é o maior repositório de conhecimento do mundo, com uma coleção crescente de mais de 150 milhões de itens.
A Instituição é um repositório de livros, materiais impressos, fotografias, mapas, partituras, filmes, gravações sonoras e manuscritos, que só vi semelhante quando visitei, a cidade de Salt Lake City, em Utah, a magnífica biblioteca dos Mórmons, onde também doei vários títulos.
Já a segunda maior, é a Russian State Library – Moscow (Biblioteca Nacional Russa), localizada em São Petersburgo, que tem um acervo de livros com aproximadamente 36,5 milhões de exemplares.
Há sobre isto um fato bastante significativo, que certamente abrilhantará minha biografia profissional, quando for, algum dia, elaborada, constituindo-se alerta às gerações de escritores jovens.
Quando em junho de 1986 publiquei a 1ª das três edições do livro: “O Banco do Brasil na História de Pernambuco”, recebi correspondência do American Consulat, do Rio de Janeiro, expedida com base na Ficha Catalográfica daquele trabalho, solicitando a remessa de publicações de minha autoria, notadamente sobre os Bancos o Sistema Bancário Brasileiro.
O outro fato muito especial ocorreu quando um irmão do meu colega e amigo: Junancy Galvão, foi à Rússia pra visitar um dos seus irmãos e levou de presente o referido livro. Depois da leitura, foram tiradas as cópias e o original foi doado à Biblioteca de Leningrado, que é a representante da Biblioteca Nacional Russa. E assim, meu trabalho correu o mundo, através da catalogação internacional, o ISBN -International Standard Book Number.
Diante dos fatos, a partir de 21.01.1988, venho enviando todos os trabalhos que tenho editado. E para finalizar a história, registro aqui os livros de minha autoria, contratados por clientes, que por alguma razão, ainda não foram editados, embora pretenda fazê-lo oportunamente.
Recife da moeda ao crédito Uma tomada de poder Dr. Simões – Um líder de Petrolândia Dr. Manoel de Freitas Cavalcanti – Histórias da Vida Inteira Biai, um Vereador de Olinda – (Dr. Severino Barbosa de Souza) Dr. Romero Carvalho – Um médico e sua História Dr. José David – O advogado O maior patrimônio do Banco do Brasil Um personagem da AABB Crônicas primaveris e outoniças Dr. Luiz Ignácio Pessoa de Melo – Um Capitão de Indústrias.
Pelo menos, assim, terei meus livros acabados e inesquecíveis.