ALEXANDRE GARCIA

LULA PRECISA CORTAR DESPESAS, MAS A GASTANÇA RENDE VOTOS

Lula haddad corte de gastos

Lula e Fernando Haddad, durante encontro no Alvorada no fim de outubro

Enquanto começam a ser contados os votos nos Estados Unidos, aqui no Brasil já está se falando da eleição de 2026. O presidente da República se reuniu com a equipe econômica e outros ministros para discutir cortes, porque ele está preocupado com 2026. O governo não vai zerar o déficit nem este ano, nem no ano que vem. A gastança rende voto. Mas, para cortar, tem de cortar em tudo. Lula está preocupado em não cortar na área social, mas o que é a “área social”? Tem coisas que não são “área social”, são é distribuição de esmola que não para nunca. Eu já vi manifestações de gente dentro do governo dizendo que está na hora de fazer a porta de saída e, se possível, empurrar a pessoa para fora: que vá trabalhar em vez de viver à custa dos pagadores de impostos.

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Valdemar diz que Bolsonaro é o candidato do PL para 2026

Falando em sucessão presidencial, vimos a manifestação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que Jair Bolsonaro (PL) é o candidato do partido porque ele é o dono dos votos, como se viu na última eleição. Embora tenha ficado em quinto lugar no número de prefeitos eleitos, o PL foi o partido que recebeu mais votos nas eleições municipais. Então, o maior número de votos para presidente da República neste momento está com o PL.

Já a esquerda encolhe cada vez mais, porque ainda não apresentou a picanha – e nem vai apresentar, com essa gastança. Não há como dobrar o número de ministérios e gastar menos. Como o presidente não quer se desgastar, põe lá o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para mostrar a cara. Só que, se Lula não quiser ser candidato, será que Haddad vai querer? O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), disse que Lula é o seu candidato à reeleição.

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Alcolumbre de volta no Senado, Hugo Motta na Câmara com apoio do PT e do PL

Pacheco está querendo trazer de volta Davi Alcolumbre (União Brasil), de quem recebeu a presidência do Senado. Alcolumbre é do Amapá, foi presidente do Senado por dois anos e sentou em cima de pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Pacheco o imita. Alcolumbre vai entrar e vai ficar mais dois anos sentado em cima de pedidos de impeachment.

Na Câmara, PT e PL estão unidos para a sucessão. O deputado Hugo Motta (Republicanos) – jovem médico da Paraíba, hoje com 35 anos e que foi o deputado mais jovem do Brasil, aos 21 – foi indicado por Arthur Lira (PP) e tem o apoio do PL e do PT. Ele votou pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) e foi um bom presidente da CPI da Petrobras, quando se aprontou aquele escândalo que todo mundo confessou, que teve diretor da Petrobras devolvendo quase R$ 100 milhões, mas que está sendo anulado agora de uma forma impossível de entender.

Motta também votou pelo teto de gastos do governo Michel Temer, uma medida moralizadora, que acabou substituída pelo arcabouço fiscal, e está aí o resultado. Também votou a favor da reforma trabalhista também, outro legado muito positivo que o governo Temer, um governo de transição, deixou – e que teve resultados depois, tanto que o Brasil passou pela pandemia como nenhum outro país em termos de contas públicas e da própria economia.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

SOU MULHER E SOU BENDITA

Eu bem sei que tudo passa
Na vida que a gente tem
Por isso é que vivo a vida
Decidida e sem porém,
Pois triste de quem nasceu
Viveu e nem percebeu
O prazer de ir além.

Montei no lombo da vida
E na sela eu me aprumei
As rédeas em minhas mãos
Com firmeza segurei
Aticei meu alazão
Tirei poeira do chão
A porteira escancarei.

Assim eu ganhei o mundo
Na estrada não me perdi
Provei dos sabores da vida
Chorei pouco e mais sorri
Dei aval ao coração
Pra cada contravenção
Das emoções que senti.

Em noite de lua cheia
O luar foi companheiro
Banhou-me com sua prata
Seduzi meu companheiro
Que vendo o brilho da lua
Rajando a pele nua
Operou como posseiro.

Criei asas e voei
Até devorei zangão
Provei geleia real
Escapei por ter ferrão
A vida não foi só mel
Se por vezes fui cruel
Faltou-me submissão.

Eu apeei em açude
Em ribeirão e riacho
Nos lugares mais bonitos
Arrefeci o meu facho
Pois a vida me sorria
E a dona hipocrisia
Deixei com cara de tacho.

Quem arriscou me laçar
Ficou com corda na mão
Eu derrubei muita estaca
E até cerca de mourão
Campeei como eu queria
Hoje faço é poesia
Dessa saga no sertão.

Dei corda ao meu instinto
Feito Maria Bonita
Meu fado eu canto em verso
Pois não caí em desdita
Entre o profano e o sagrado
Meu norte foi consagrado
Sou mulher e sou bendita.

DEU NO JORNAL

CENA BANÂNICA

Foi até engraçado:

Filiado ao Psol, que não elegeu um só prefeito em 5.570 municípios, Guilherme Boulos (SP) disse que “seria suicídio” a esquerda (que elegeu só 12% do total) se aliar a forças de centro.

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O terrorista sem carteira de trabalho descobriu uma coisa incrível:

O suicídio de defunto!

Só em Banânia mesmo.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEVER CUMPRIDO

Comentário sobre a postagem FILHA INFORMANDO AO PAI QUE PASSOU NO VESTIBULAR

Pablo Lopes:

Não sei o nome desse pai, mas dou meus parabéns.

O esforço valeu a pena e a jovem soube aproveitar.

Me vi nesta cena.

Inclusive uma de minhas filhas que se chama Andressa e se formou na área da saúde.

Só quem passou por isso sabe o orgulho e a sensação de dever cumprido.

Parabéns a todos.

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DEU NO JORNAL

O CENTRÃO MOSTRA SUA FORÇA

Editorial Gazeta do Povo

eleição para a câmara

Entrevista coletiva em que Arthur Lira anunciou apoio a Hugo Motta na eleição para a presidência da Câmara

Salvo alguma catástrofe de enormes proporções em Brasília, o próximo presidente da Câmara dos Deputados será Hugo Motta (Republicanos-PB), deputado federal em quarto mandato, apesar de ter apenas 35 anos. Ungido por Arthur Lira (PP-AL) para sucedê-lo, Motta já garantiu o apoio de vários partidos, que vão do PT de Lula ao PL de Jair Bolsonaro, passando pela maioria das legendas do Centrão. O União Brasil, que tinha candidato próprio na eleição para a Câmara – o baiano Elmar Nascimento –, também já pulou para o barco de Motta; para acabar de vez com qualquer concorrência, falta apenas o PSD, cujo candidato é o também baiano Antônio Brito. Ainda que os dois candidatos insistam em permanecer na disputa, deverão fazê-lo à revelia de suas legendas.

Setores do PL, que tem a maior bancada da Câmara, chegaram a flertar com a ideia de uma candidatura própria, mas prevaleceu a posição de Bolsonaro e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, de apoio a Motta. A oposição pretendia condicionar o apoio ao candidato indicado por Lira à inserção, na pauta da casa, do projeto de lei que pretende anistiar os manifestantes do 8 de janeiro. O objetivo era impedir que Lira levasse os votos dos deputados do PL antes de entregar uma contrapartida considerada importante. Mas a estratégia naufragou completamente: o PL apoiará Motta apesar de Lira ter atrasado a tramitação do projeto de anistia, por meio da criação de uma comissão especial.

O movimento foi visto como um aceno ao PT, porque Motta preenche quase todos os critérios que fazem dele um “golpista”, na novilíngua petista: votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e do teto de gastos, em 2016, e da reforma trabalhista, em 2017; só depõem a favor de Motta diante do petismo os dois votos contrários à reforma da Previdência, em 2019. Mesmo assim, o apoio do PT ao nome de Motta teve o aval do presidente Lula, e o anúncio teve direito a elogios do líder do partido na Câmara, Odair Cunha (PT-MG), e à presença da presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Por que o PT apoia alguém cujo histórico reúne praticamente tudo o que o petismo despreza? Por que o PL apoia o candidato de Lira, apesar de ter recebido dele exatamente o oposto do que pretendia no caso do projeto da anistia? A resposta é simples: cargos na Mesa Diretora. Ninguém explicou isso melhor que Bolsonaro, justificando o apoio do PL a Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência do Senado: “Ninguém está aqui para esconder a verdade de vocês. Nós sabemos da força do Alcolumbre, que deve ser o presidente [do Senado] no futuro. Nós, em 2023, jogamos com o [Rogério] Marinho e perdemos. Não temos espaço na Mesa Diretora e em comissões”, disse.

Já o PT, sendo governo, teria ainda mais a perder caso não esteja com o vencedor, e duas ocasiões recentes, nas quais o partido insistiu na candidatura própria apesar dos ventos contrários, devem ter bastado para a legenda aprender essa lição. Em 2005, Luiz Eduardo Greenhalgh perdeu para Severino Cavalcanti (PP-PE); dez anos depois, Arlindo Chinaglia foi derrotado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que seria o responsável por abrir o processo de impeachment de Dilma. Mas o petismo não deve se contentar apenas com cargos na Mesa Diretora e um aliado de ocasião à frente da Câmara; o partido resolveu vender um pouco mais caro o apoio a Motta, pedindo também uma vaga no Tribunal de Contas da União, segundo relatos do próprio Arthur Lira.

Ao que tudo indica, portanto, a mudança no comando da Câmara será apenas de nome, mas não de prioridades. O Centrão seguirá exibindo sua força, buscando ampliar espaço no governo e controlar o orçamento; e não existe a mínima garantia de que projetos importantes para o país, como a PEC das Drogas ou o pacote antiativismo judicial, sigam adiante. O amplo “consenso” construído por Motta em torno de sua candidatura, no fundo, não tem relação com um projeto de Brasil, mas apenas com cálculos de poder e interesse, sem as mudanças reais tão necessárias para o país.

PENINHA - DICA MUSICAL