DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

FUTEBOL NO BRASIL

Comentário sobre a postagem OFERTA, DEMANDA E FUTEBOL

João Francisco:

O Futebol aqui no Brasil ainda está muito longe de ser organizado como é nos EUA, porém melhorou muito em relação ao que era há 40 anos atrás, p. ex.

Numa breve comparação, lá nos EUA, todas as ligas são privadas e os participantes (chamam de franquias) também.

Aqui adotou-se um formato de clubes, sendo geridos por federações estaduais e federais; onde impera uma mistura com a política.

Mas vamos comparar o presente com o passado; o Pelé jogou quase toda a sua carreira no Santos e não pode ser vendido à Europa, pois era propriedade do Clube e não havia fim de contrato, que era renovado automaticamente.

Como resultado, o patrimônio do Edson Arantes do Nascimento, quando morreu, coisa de 100 mi de reais, é menor que menos de um ano de salário do Neymar. Pelé também jogava mais de 100 jogos por ano (domingo e quarta), muito mais que se joga hoje, 70 a 80 jogos no máximo.

Em relação a 30 anos atrás aqui no Brasil melhoraram os estádios, os CT’s, os salários médios, a idade de fim de carreira.

O ideal é compararmos o nosso gerenciamento do futebol com o da Europa e aí sim dá para ver que poderíamos melhorar. Só que já foi muito pior.

Ainda assim, quem que ganhou a última Copa? A Argentina, que está atualmente em situação muito pior que o Brasil.

Futebol é o único esporte que nem sempre (frise-se isso) o mais organizado, rico e forte ganha, daí a sua popularidade.

DEU NO JORNAL

O GRANDE TRUQUE

Roberto Motta

Violência no Brasil

O grande truque da esquerda e de seus associados para bloquear o endurecimento da lei penal brasileira é esterilizar o debate sobre crime e punição, retirando dele o componente moral. Tudo é reduzido a uma questão “técnica”, a ser discutida em juridiquês, usando os termos e o vocabulário estabelecidos pela esquerda.

Qualquer tentativa de trazer o aspecto moral do crime de volta ao debate – incluindo o fato de que o crime é resultado de uma escolha feita pelo criminoso – é respondida com todo o tipo de ofensas, agressões e ameaças.

Qualquer tentativa de alinhar a legislação com as expectativas morais da maioria da população – que deseja punição dura e, muitas vezes, definitiva para os criminosos – é respondida com argumentos de “inconstitucionalidade” ou classificada de violação dos direitos dos criminosos, inclusive por instituições de Estado cuja prioridade deveria ser a proteção dos direitos da população.

Alegar “inconstitucionalidade” para projetos de endurecimento da lei é recorrer a tecnicismos, sempre subjetivos, para evitar reflexão e debate sobre questões graves, com repercussões morais profundas. É óbvio que uma Constituição que impede medidas essenciais de combate ao crime precisa ser modificada. Ou será que a proteção dos “direitos” e “benefícios” para criminosos presos é cláusula pétrea?

Antes que o Brasil consiga debelar a guerra civil não declarada de nossas ruas, é preciso trazer de volta o aspecto moral do problema e rejeitar o uso de ideias e de um vocabulário criados para distorcer o debate antes que ele comece.

Um exemplo é o termo “letalidade policial”, cuidadosamente construído para produzir, de cara, a percepção de que a polícia é assassina. Por que não se fala em “letalidade criminal”? Por que não se fala em “letalidade jurídica” – as inúmeras mortes causadas por criminosos soltos pela legislação e por decisões judiciais, mas que deveriam estar presos?

Como é possível que o ecossistema de ONGs de “segurança pública” acuse o Brasil de encarceramento em massa quando 92% dos homicidas e 98% dos assaltantes sequer são identificados, quanto mais presos? Que “encarceramento” é esse no qual criminosos extremamente violentos, perversos e reincidentes cumprem apenas uma parte de suas penas efetivamente atrás das grades?

Por que as ONGs que mais atuam para influenciar a legislação penal e o debate público sobre segurança no Brasil, controlando o discurso da mídia e a produção da legislação penal, recebem doações de entidades estrangeiras como a Open Society Foundations, do bilionário esquerdista George Soros?

Uma dessas ONGs produz um relatório anual chamado de Atlas da Violência. Eu não entendo por que não chamam de Atlas do Crime. Quer dizer, entendo sim. Crime tem um culpado – o criminoso – que precisa ser punido. Violência é uma coisa genérica, espalhada por aí.

O Brasil vive uma guerra civil permanente – uma guerra na qual só um lado está armado. O grande truque da esquerda é tratar essa guerra, na qual morrem 40 mil brasileiros todos os anos, como se estivéssemos em um debate teórico em uma aula de um curso de Direito.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEUS BREVES CONTOS – 2

O Elefante

A passos pesados e lentos o elefante invadiu a loja de louças quebrando tudo à sua volta. No térreo não escapou uma xícara sequer. Porcelanas raras e taças de cristal nobre, expostas no primeiro andar, escaparam à fúria do animal. O dono da loja, mãos aos céus, agradeceu aos Deuses o fato de os elefantes não saberem subir escadas e serem grandes demais para caberem nos pequenos elevadores.

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PENINHA - DICA MUSICAL