ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

PAREM O MUNDO…. EU QUERO DESCER!

Pindorama, 25 de setembro de 466 d.S (depois de Sardinha). Essa semana que passou este caeté velho quase que encantou-se, ou quase foi conversar direto com Tupã, mas consegui afastar a urucubaca com uma boa pajelança e muito remédio de carniceiro (o popular médico na língua umbandista). Mas, mesmo estando igual a cachaço, sendo preparado para o natal – minha vida se resumia a comer e dormir, dormir e comer, além de fazer exames e fisioterapia -, não deixei de acompanhar as notícias da taba, e, confesso, eu acho que peguei o planeta errado, no ponto em que subi. Li e ouvi cada coisa que quero compartilhar a minha visão de caeté velho, aqui ao lado do fogo, enquanto lambo os beiços, esperando o acém do Sardinha ser assado.

A primeira notícia que se me chocou veio no zapzap da minha confraria, o Cabaré do Berto, postado pelo nosso sacrossanto papa e proprietário do dito cabaré, Luiz Berto Filho. A notícia, lá da querida Paraíba dizia que foi sancionada a lei da “Dignidade Menstrual”… What??? Como diria o gringo! Mas que porra é essa? Vamos por parte, caros curumins caetés. A notícia vai além. Segundo o governo daquele estado, agora meninas, mulheres e HOMENS trans poderão ter acesso “de grátis” a absorventes, coletores menstruais e calcinhas absorventes. Confesso que achei ser pabulagem de Berto. Fui conferir, e, não! Não era muganga, não! É verdade. Mas, o que mais me chocou na notícia foi essa história de homens trans menstruarem.

Novamente, meu caro curumim. Calma que o acém ainda não está pronto. Perguntei de mim, para comigo mesmo. Como assim, homens menstruarem? Ainda que um Tupinambá, um Nhambiquara, um Potiguara, ou até mesmo um Goyá possa vir chamar este caeté de retrógrado, obtuso, canhestro, e qualquer outro adjetivo que valha, que eu saiba, dos meus estudos, desde que o primeiro ser humano surgiu neste planeta, ainda balangando em galho de árvore, a menstruação é um fenômeno exclusivo, restrito e único das mulheres. E aí, chegamos à seguinte conclusão: por mais que o politicamente correto tente enfiar goela abaixo da indiaiada nacional de que existem “trocentos” gêneros, um simples fenômeno biológico coloca tudo nos seus devidos lugares. Até que haja alguém capaz de produzir uma panaceia em que homem, aquele que possui o XY no vigésimo terceiro par cromossômico, possa menstruar, até o momento esse será um fenômeno exclusivo das MULHERES. O resto, é só gambiarra politicamente burra.

A segunda notícia absurda veio pelos canais comuns que todo bugre nacional tem: o celular. Nele li a notícia sobre a demissão do GRANDE jornalista Alexandre Garcia da rede CNN – Cable News Network em língua imperialista, para agradar nossos luminares pogreçistas de Pindorama -. Adiante, li, também a justificativa da CNN para a demissão do jornalista. Nela, se dizia que o jornalista foi demitido por estar defendendo um tratamento que não tem “comprovação científica de sua eficácia” no combate à covid-19. Isto porque o jornalista testemunha que ele se utilizou dessa medicação e se curou quando contraiu o vírus. Aliás, acompanho o Alexandre Garcia na sua coluna, e ele sempre disse isso, que, contraiu o vírus, tomou o coquetel com hidroxocloroquina, azitromicina e dois dias depois, nem ranho nas bochechas tinha.

Mas, como em Pindorama tudo aquilo que está ruim pode ficar pior, a CNN, no parágrafo abaixo reitera seu compromisso jornalístico dizendo que é uma rede aberta para todas as “opiniões”, visões e crenças, as mais variadas, e que se pauta pela diversidade pelo respeito à livre manifestação de ideias e pensamentos. Como assim, meu senhor? Esse parágrafo não faz o menor sentido, não tem nenhuma lógica. É o famoso “samba do afrodescendente doido”, para ser politicamente correto. Os analfabetos que escreveram essa insanidade, ou foram alunos da Faculdade Dilma Rousseff de Língua Portuguesa, ou foram alfabetizados pelo método Paulo Freire. Isto porque em um parágrafo dizem respeitar, estar aberto e acatar as mais diversas opiniões, ao mesmo tempo em que demite um profissional que ousou expressar suas opiniões, que, em suma, são divergentes da redação dessa rede de TV.

Aí, meu caro, não dá. Ou é uma coisa, ou outra. Não dá para assobiar e chupar cana, colhendo a dita cuja num limoeiro. Ou é uma rede que aceita o contraditório, ou não é. Ficar jogando essa lorota para cima do público não cola. Não dá! Ou os analfabetos da redação da CNN acreditam que o cidadão brasileiro não sabe juntar B+A? Antes a rede tivesse demitido e ficasse calada. Sairia barato. Quando ela tentou se explicar, esmerdalhou tudo. Foi o famoso fazer o tolete, sentar e esfregar, para ficar bem sujo. Minha mãe dizia… a emenda saiu pior que o soneto.

O terceiro ponto, e esse, eu confesso, me arrepiou os “cuelhos”, foi assistir a uma palestra do ministro do stf – assim mesmo com minúscula, para homenagear o gigantismo dos iluministros daquela corte -, Luiz Roberto Barroso, o popular Lulu Boca de Veludo, como diz Bob Jeff, na Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, entidade centenária, gloriosa na luta pela liberdade de opinião e liberdade de imprensa, falando sobre combater as mentiras – fake news na linguagem politicamente correta -, aventando para isso a necessidade do Estado agir para coibir, restringir e eliminar essas notícias falsas.

A barbaridade da fala do ministro associava-se à barbaridade com que os membros da ABI, não somente aprovavam aquela fala, como se colocava no mesmo patamar de ação do iluministro. Meu senhor, o nome disso que o senhor prega e que a ABI concorda é CENSURA! Só isso. Não cabe ao estado esse papel. O brasileiro não é um ininputável, ou mesmo um idiota – no conceito estabelecido pelo Código Civil -. Ele sabe escolher o que quer consumir, ou não. A melhor arma contra as ditas fake news é o controle do cidadão nas suas redes sociais, no seu celular, na sua televisão, ou no seu radinho de pilha. O que passa disso é sanha autoritária de candidato a protoditador.

Uma barbaridade dessas sair da boca de Lulu eu não me admiro. O que me admira é ver a ABI, uma entidade que um dia foi presidida por Barbosa Lima Sobrinho, abaixar as calças e preparar a vaselina para que um ditador qualquer atoche-lhe a trolha do “cale a boca”. Isso não somente me assusta, mas causa-me calafrios ainda que eu esteja à beira da fogueira. Hoje, essa sanha de censura está calando as ovelhas rebeldes. E, o que acontecerá amanha, quando todas as ovelhas rebeldes estiverem caladas? Então saberemos que a entidade que um dia se debateu contra o cala boca oficial, na atualidade está ajudando a construir a masmorra onde ela mesma passará trancada o resto de seus dias.

Em torno de toda essa lambança que li e ouvi, enquanto era paparicado por todo tipo de enfermeiras, algumas com um par de platibandas, que só de olhar revigorava qualquer pingolin já jubilado e em aposentadoria compulsória, fui reparando que, nalgum ponto qualquer da vida, eu peguei o planeta errado em alguma curva senvergonhista. Misturei assunto de dico voador, com casamento e escravidão e olha no que deu. Ah.. espere um minuto. Motorista!!!!! Pare o planeta…. eu quero descer!!!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

O PODER CURATIVO DAS ÁGUAS DO MAR 

Não faz muito a minha saúde topou com um embaraço medonho, a bem dizer, um desânimo, uma malemolência, uma prostração de forças. Justo eu, inquieto feito folha seca.

Então, para desenfadar-me desse incômodo, deliberei procurar um médico a quem apresentei as minhas preocupantes queixas. Depois dos exames radiográficos, auscultações e perquirições cabidas, o médico atestou que sobre o meu espinhaço encontravam-se arranchados dois invasores perigosos, digamos, duas marmotas pavorosas. Uma delas, disse-me o médico:

— Por ser minha velha conhecida será por mim despejada, a pulso. Com ela sei muito bem manivelar.

A outra, o médico declarou-se incompetente para promover o despejo. Todavia, fez o favor de apontar dois caminhos, em um dos quais, presumivelmente, eu encontraria uma luz de salvação. O primeiro caminho seria para eu agendar uma consulta com o “Bita do Barão”, macumbeiro de José Sarnei. Evidentemente, rejeitei, de pronto, essa possibilidade. É que sou de pouca fé aos poderes divinatórios dessas entidades macumbistas. Já basta o depósito de crendice de que é feito o Brasil. O segundo caminho seria para eu procurar as águas do mar e nelas submergir por trinta e três vezes, em mergulhos demorados. Ao final de cada mergulho eu deveria pronunciar, de modo altissonante: louvado seja nosso senhor Jesus Cristo. Ao cabo dos trinta e três mergulhos, então eu passaria a última costura dizendo: para sempre seja louvado. Assim o fiz. Peguei o distante caminho do mar e procedi conforme prescrição médica.

Concluída a tarefa os resultados foram surpreendentemente favoráveis. De dentro de mim começou a brotar um ânimo inflamado, uma vida animosa, uma intrepidez sem parelha. Enfim, a prostração desapareceu, restabeleceu-se o estilo de quando eu vivia animosamente. Mas esse assomo de disposição já está me custando o apelido de cabrito. É que, de raro em raro, me vejo cabriolando maquinalmente, aos moldes de cabrito.

Viva o poder curativo das águas do mar! E viva também, por uma questão de justiça, o substancioso cardápio à base de frutos do mar. Esse cardápio é tão substancioso, e saboroso, que até dar vontade de juntar as sobras, meter no alforje e levar para casa.

DEU NO JORNAL

POR QUE LULA SABOTA A ECONOMIA BRASILEIRA

Leandro Ruschel

A Folha afirma em editorial que Lula sabota o país, ao anunciar que o governo deixará de cumprir a meta fiscal, uma postura “incompreensível”, segundo o jornal.

Em primeiro lugar, é preciso lembrar do papel da Folha, e de praticamente toda a “imprensa”, que se transformou em mero aparelho de esquerda, cujo único propósito é militar pela agenda socialista, ao mesmo tempo que promove a censura e a perseguição aos não alinhados.

Fazem isso por ideologia, já que os jornalistas são formados em universidades dominadas pela esquerda há décadas, e por incentivos econômicos, pois recebem gordas verbas publicitárias dos governos esquerdistas, enquanto passaram fome durante o governo Bolsonaro.

Por conta disso, a militância de redação de Globo, Folha, Estadão e afins atacaram sistematicamente o governo anterior, e chancelaram a operação de retirada de Lula da cadeia, alçando o descondenado pelo maior escândalo de corrupção da história à presidência, sob o absurdo argumento de “defesa da democracia”.

Ora, o grande promotor de ditaduras pela América Latina é o próprio Lula. Em parceria com o carniceiro Fidel Castro, ele fundou o Foro de São Paulo, cujo objetivo manifesto é recriar no continente “o que foi perdido no Leste Europeu”, ou seja, ditaduras socialistas.

Cuba é o modelo, exportado com sucesso para países como Venezuela e Nicarágua, e parcialmente implementado em outros países, como Bolívia e Argentina.

Não fosse o suporte diplomático, político e econômico do Brasil, durante os governos petistas, não haveria o desastre venezuelano, que produziu a maior crise imigratória da história da América Latina, com 7 milhões de pessoas deixando o país (de uma população total de 30 milhões). Já os que ficaram, enfrentam o inferno, menos os integrantes do partido e seus parceiros, enriquecidos além da imaginação.

Essa é a deixa para ajudar a Folha a entender a postura do descondenado Lula. O objetivo de qualquer socialista não é promover o bem do povo, ou mesmo de redistribuir a riqueza entre os pobres. Infelizmente, muitos militantes de redação acreditam nessa falácia, além de outros idiotas úteis na esquerda.

O objetivo do movimento socialista é EMPOBRECER a população, para facilitar o controle político absoluto. É muito mais fácil se eternizar no poder quando a população é dependente do estado. É exatamente por isso que a esquerda domina o Nordeste, por exemplo.

Só que esse movimento de empobrecer completamente a população não é fácil de ser promovido, especialmente num país de dimensões continentais, como o Brasil. Na Argentina, em que o processo está bem avançado, surgiu Javier Milei como resposta, arriscando colocar água no chopp peronista.

A última tentativa do PT nesse sentido foi rechaçada pelo povo, resultando na queda da Dilma, e na prisão “do chefe do esquema”, segundo o Ministério Público. Com ajuda determinante da militância de redação, a operação Lava-Jato foi desfeita, e o descondenado está “de volta à cena do crime”, junto com Alckmin, que cunhou a frase durante a campanha em que fazia de conta que era oposição, no famigerado Teatro das Tesouras que envolveu a cena política brasileira desde a redemocratização.

Seguro de que NUNCA mais acontecerá nada parecido com a Lava-Jato, Lula acredita que o país está pronto para que o projeto socialista avance. Logo, ele acha que conseguirá destruir parcialmente a economia brasileira para eternizar seu grupo no poder. Esse sempre foi o projeto de longo prazo, apesar de eventual aceitação estratégica das regras de mercado, pelas circunstâncias favoráveis.

Para fazer avançar o processo, o PT apresenta o jogo dialético, a especialidade da esquerda. Enquanto o companheiro Haddad faz o jogo de “amigo do mercado”, fazendo de conta que busca a responsabilidade fiscal, Lula joga para a galera, dinamitando as contas do governo, sob a desculpa de “ajudar os pobres”, contra “a ganância do mercado”.

Assim, vai se criando uma dinâmica em que Lula empurra o país para o desastre planejado, enquanto o companheiro Haddad promove os dois passos para trás, quando há exageros, evitando que a corda arrebente e seja produzido um novo desfecho Dilma.

A coisa só não avança tão rápido porque o Centrão, que faz o contra-peso à busca da hegemonia política petista, não embarcou no projeto. Não por falta de interesse numa ditadura chavista à la brasileira, mas porque não confia que o PT iria de fato dividir o poder num arranjo desses.

O Centrão, diferentemente do PT, enxerga um certo nível de liberdade econômica como a galinha dos ovos de ouro para alimentar os cofres públicos, mantendo de pé os milhares esquemas de corrupção que opera, evitando assim uma revolta das massas, como ocorreu durante o desastre econômico de Dilma, que colocou todo o sistema corrompido sob risco de morte.

Por sua vez, o grande empresariado faz um jogo duplo, em que mantém certo apoio ao governo petista, enquanto pressiona pela manutenção dos pilares da economia, entre eles, a responsabilidade fiscal. Esse grande empresariado depende, direta ou indiretamente, do governo, seja por receita direta, seja por regulações que podem fazer seus negócios prosperarem, ou serem destruídos.

Todos os agentes citados concordam em apenas um aspecto da agenda totalitária em curso no Brasil: a necessidade de criminalizar a direita, cuja agenda moralizante, e de diminuição do estado obeso, representa a grande ameaça ao establishment corrupto. Já em relação à economia, há profunda discordância e oposição à agenda petista de destruir para conquistar.

Logo, o cenário mais provável é a manutenção de um processo de diminuição das liberdades políticas, e de perseguição aos não alinhados, enquanto a economia ficará em banho-maria, pois, ao mesmo tempo que os petistas não tem força para promover a terra arrasada, proponentes do liberalismo econômico (meia bomba) tampouco tem meios de impor essa agenda.

Resumindo, o Brasil está entre o chavismo sonhado pelos petistas, e o capitalismo de estado chinês, em que o traço em comum é o fim das liberdades individuais, com o segundo oferecendo algum nível de prosperidade financeira. A esperança é que os agentes de poder sigam discordando.

Não é nada animador, mas é o que temos para o momento.

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

EXCELENTE ESTADO, EXCELENTE SUGESTÃO DO LEITOR

Comentário sobre a postagem PACIÊNCIA…

Carlos Alberto de Oliveira:

Que tal fazermos uma vaquinha prá comprar um PC gamer de última geração para Berto?

Uma pequena doação por meio do pix seria interessante..

PS: Sabemos que ele tem as finanças em excelente estado, mas aqui é uma forma de gratidão por tudo que nosso editor nos proporciona de forma gratuita.

* * *

Nota do Editor:

O leitor Carlos Alberto tem toda razão:

Eu tenho minhas finanças em excelente estado:

O estado de Pernambuco, meu querido torrão natal.

Minhas finanças estão mesmo num estado excelente!

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

DR. FELU

Félix Bezerra de Araújo Galvão, o Dr. Felu em sua intimidade, era homem de princípios e conceitos caros, de pensamentos e gestos nobres, além de possuir firmeza única em suas convicções.

Nasceu no Sítio Pendanga, município de Acary, aos dezoito dias de maio de 1884 e faleceu em Natal no dia 22 de outubro de 1984.

Entre uma data e outra viveu de forma austera e dando orgulho ao povo que lhe viu crescer.

Concluiu o curso primário em sua cidade Natal no ano de 1900 pelas mãos do Professor Tomás Sebastião.

Para fazer o secundário foi residir na capital potiguar, onde estudou no Atheneu.

Se formou em 1911 na Faculdade de Direito Afonso Celso, no Rio de Janeiro.

Voltou às suas origens para ser Promotor de Justiça começando por Acary e, depois, por várias outras cidades do interior potiguar.

Dr. Felu também exerceu o cargo de Juiz de Direito em algumas comarcas do estado, inclusive na capital, havendo sido promovido a Desembargador em 1944.

Em 1952 foi eleito presidente da mais alta corte de Justiça do estado.

Certa vez viajava da capital para o seu interior quando resolveu parar no meio do caminho para fazer a barba.

Entrou na barbearia, deu bom dia aos presentes, anunciou o serviço que queria e sentou-se na cadeira.

O barbeiro cobriu seu rosto com um pano aquecido, demourou-se um pouco mais afiando a navalha, preparou a espuma e finalmente começou a espalhá-la no rosto do cliente.

De olhos fechados Dr. Felu ia sentindo o pincel deslizar em sua pele.

O barbeiro segurou seu rosto com uma das mãos e iniciou o trabalho com a navalha, puxando em movimentos lentos de baixo para cima no pescoço do homem sentado.

De repente lhe falou:

– O doutor é Promotor de Justiça e se chama Félix Bezerra. Né isso?

Dr. Felu assentiu com um “sim” pelo canto da boca, sem abrir os olhos.

O barbeiro continuou puxando a navalha enquanto falava meio pausado.

– O doutor não deve ter me reconhecido – disse abaixando um pouco a voz. – Mas, eu sou aquele réu que o doutor condenou a doze anos de prisão…

Parou de puxar a navalha ao lado da aorta de Dr. Felu. No entanto não pode continuar sua fala. Foi interrompido pela voz firme do cliente, abrindo os olhos e encarando-o:

– Eu fiz a minha obrigação no que era preciso ser feito. Agora faça a sua. Termine a minha barba.

Quatro horas depois Dr. Felu chegava em sua cidade Natal, esmeradamente barbeado, onde contou a história.

Foto cedida gentilmente pelo Historiador Cícero Araújo

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

COMENTÁRIO DO LEITOR

GRATIDÃO DO LEITOR

Comentário sobre a postagem ZÉ LIMEIRA – POETA DO ABSURDO

Flavio Feronato:

Seu Pedro Malta salvou meu sábado!

Depois de tanta notícia ruim . . .

Por exexemplo:

Supremo mantém condenação de homem que furtou 62 reais. . . ( O mesmo supremo que soltou um que roubou não sei quantos bilhões)

Amanheci derrotado, mas eis que ao abrir o JBF me deparo com Orlando Tejo e sua criação impagável.

Voltei a ter orgulho de ser brasileiro.

Muito obrigado pelo presente!

* * *

Cantador pra cantar com Limeirinha
É preciso ser muito envernizado,
Ter um taco de chifre de veado
E saber decorado a ladainha,
Ter guardado uma pena de andorinha,
Condenar pra sempre o carnaval,
Guardar terra de fundo de quintal
E é preciso engrossar o pau da venta,
Beber leite de peito de jumenta,
Ediceta, pei-bufo, coisa e tal!

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

O TERRORISMO DE CADA UM

A preparação para a esterilização da agulha

Provavelmente alguns gostem de sorvetes. Outros, talvez não. Entre os que gostam, com certeza haverá pelo menos um que goste de sorvete sabor baunilha.

Provavelmente haverá quem não goste – como eu. E, exagerando um pouco, haverá quem tenha verdadeiro “pavor”…. ou, “terror”!

Dito isso, o que realmente é o “terror”?

Algo pessoal, cujos sintomas e manifestações variam de acordo com o estado ou momento psicológico de cada um?

Vejamos: quem, por mais de uma vez assistiu ao filme PSICOSE, magnificamente dirigido por Alfred Joseph Hitchcock (13/08/99 – 29/04/80), na primeira vez pode até ter sido surpreendido com a cena “de apenas a sombra da faca” aparecendo na hora do crime, ou provavelmente, por estar vivendo outro momento psicológico, sequer se deu conta disso. Outros, que certamente já viram o filme em mais de uma vez, começam a ficar “aterrorizados” antes mesmo que o assassino entre na casa.

Discutível, por assim dizer, a definição de “terror”.

Ora, o “terror” que paira neste momento em Bureij, Jabaia, Juhor ad Dik, Wash ou Beit Hanoun, territórios e províncias de Gaza na Palestina, jamais será maior que a sede de matar e acabar com os israelenses.

Assim, poderíamos afirmar que, “terror” é algo relativo que depende muito do status quo.

E o que dizer do “terror” enfrentado e vivido pelos judeus em Auschwitz, em maio de 1940, que, pelo que dizem as lideranças momentâneas, o enfrentamento atual, nada tem a ver com “vingança”, mas, com o direito de defender, mais uma vez entre tantas outras, a vida, e o que lhes foi dado por Deus?

Eeeeiii, psiu!

Quer saber o que é realmente “terror”?!

Lembra a cena de PSICOSE, em que é mostrada a casa da vítima em primeiro plano – e nada acontece ainda?

Pois, transfira aquela cena para uma Enfermeira chegando na sua casa, cumprimentando a todos, ao tempo que pede água para ferver e esterilizar “as armas do crime”?!

A arma do terror preparada

Terror?!

Holocausto?!

Borrar as calças – ainda curtas, como se fossem bermudas?

É pouco. Tudo é pouco e em nada se compara ou se aproxima do que realmente defina por completo o que seja “terror”.

O míssil da morte

Aí, hoje, a gente junta Auschwitz I, II e III, holocausto e Gaza que, ainda assim, em nada nos aproximará do terror verdadeiro que provocava tomar uma Benzetacil (Benzilpenicilina Benzatina) de 1.200.000!

E a gente representava todo o Hamas, quando olhava para a mãe e a Enfermeira que acabara de aplicar tudo aquilo, e via as duas sorrindo.

DEU NO X