Arquivo diários:10 de outubro de 2023
DEU NO JORNAL
DEU NO X
ISTO É A CARA DO GOVERNO LULO-PETRALHA
ALEXANDRE GARCIA
NA FAIXA DE GAZA

Autoridades israelenses inspecionam os danos em um prédio atingido por um foguete lançado pelo Hamas através de Gaza
Quando vi as primeiras imagens do ataque do Hamas a Israel, com corpos de pessoas mortas na calçada, na parada de ônibus, pensei que fosse num quiosque da Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Muito semelhantes às imagens que havia visto dos corpos dos médicos baleados no chão – um ainda na cadeira onde estava sentado enquanto vivia. Depois vi imagens do Hamas sobre camionetas, brandindo fuzis, e desconfiei que fossem imagens do Rio de Janeiro, em mais um bonde. Os fuzis são dos mesmos fabricantes, os mesmos modelos. Chegam ao Rio e à Faixa de Gaza com a mesma facilidade. Por fim, a morte chegou pelo mesmo motivo: foram mortos porque estavam ali. Na rave perto da fronteira e no quiosque em frente ao hotel. No Rio, a causa da morte, bala perdida, agora é acrescida de outra: foi por engano.
A ONU aprovou a partilha da Palestina em 1947, em memorável sessão presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, o que possibilitou a criação do Estado de Israel. Os palestinos ficaram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza – dominada pelo Hamas, que não reconhece Israel. Seu objetivo é a eliminação de Israel. É um espírito que motivou muita violência nesses últimos 70 anos. No Rio de Janeiro, nos últimos 70 anos, o crime foi avançando sem reação das autoridades nem da população. Hoje, o crime está armado de guerra e tem territórios, santuários, que não reconhecem o Estado brasileiro.
Israel tentou mais de uma vez neutralizar o Hamas – e o Hezbollah ao norte –, mas encontrou barreira interna nos políticos e em movimentos internacionais, apoiados pelo Irã, Rússia, China e semelhantes. No Rio, políticos também propiciaram o crescimento das facções, o povo não deu apoio à polícia e a mídia conviveu com uma opinião pública que assistiu a tudo passivamente. Em Israel e Gaza as populações são reféns da violência. Acompanhei a escalada do crime no Rio pelos últimos 50 anos e sempre foi fácil prever que os traficantes acabariam por manter a população refém. Os meios de informação de massa nunca fizeram uma campanha contra o consumo de drogas que sustenta o crime.
Israel mobilizou todas as suas forças para que o Hamas não tenha mais condições de atacar. No Brasil, o governo federal mostra que tem potencial para agir no Rio, ao mobilizar, nestes dias, imenso equipamento repressivo para expulsar brasileiros da “reserva” Apyterewa, em São Félix do Xingu, no Pará, onde não havia índio até que criassem a área para abrigar os que foram desalojados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte. O governo também se mobiliza todos os dias para restringir armas legais em posse de pessoas que querem defender suas vidas e propriedade diante da incapacidade do Estado de cumprir o que está no artigo 144 da Constituição: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.
Por que o Estado brasileiro convive com territórios comandados pelo crime? Por que não há campanhas públicas demonstrando que drogas destroem os cérebros, os corpos e as famílias e enfraquecem a nação, além de sustentarem as facções criminosas? Por que não se convence a população que precisa ficar ao lado da lei? Acabamos de lembrar o aniversário da Constituição e as palavras do Doutor Ulysses: ”O documento da liberdade, da dignidade, da democracia, da justiça social”. Liberdade, dignidade, democracia, justiça social que não podem ser alcançadas com medo e sem garantia de direitos básicos como a incolumidade pessoal e patrimonial. É como estar na fronteira da Faixa de Gaza.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
VITOR MIRANDA – SÃO PAULO-SP
Pré venda do livro de poemas Exátomos de Vitor Miranda
“a Terra não é plana
mas é chata”
PORRA!
“só não há perdão para o chato” – Cazuza
é tanta vida e tanta porra
desperdiçada em papéis higiênicos
em pisos de banheiros
em peles e gargantas
em plásticos preservativos
e muitas vezes é tanta porra
e tanta vida desperdiçada
em óvulos fecundados
Vitor Miranda é escritor e poeta. Está lançando seu sexto título: Exátomos.
É integrante da Banda da Portaria que acaba de lançar o single Luísa ou Gabriela.
Faz entrevistas com artistas no projeto Prosa com Poeta e é produtor e agitador cultural do Movimento Neomarginal.
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DEU NO X
UM ESQUERDÓIDE LULO-PETRALHA CAGADO E CUSPIDO
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
CPMI DOS CANALHAS
DEU NO JORNAL
ATERRORIZANTE ! ! !
40 bebês decapitados pelo Hamas. Nem assim autoridades brasileiras virão condenar e chama-los de terroristas? Surreal… pic.twitter.com/5zS2U9ahBz
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) October 10, 2023
DEU NO X
UÉ… E NÃO ERAM CONFIÁVEIS???
DEU NO JORNAL
O COMBATENTE E O TERRORISTA
Francisco Razzo

Soldados do Hamas com lança-mísseis; Brasil não classifica movimento como terrorista
Diante de um tema tão complexo quanto o conflito Israel e Palestina, é compreensível que as pessoas tomem partido e apresentem lá suas razões para isso. Não me refiro a paixões comparáveis às de torcidas organizadas, cujo engajamento é, a princípio, desprovido de ideologia. Ao contrário, trata-se de paixão motivada ideologicamente. Como não sou especialista no assunto, não meterei o bedelho. Entretanto, é preciso refletir sobre a maneira como uma parcela significativa da opinião pública tem reagido aos recentes ataques terroristas do Hamas contra Israel. Sim, nisso estou de acordo: os ataques do Hamas a Israel só tem um nome: terrorismo.
Em geral, o maior trunfo do terrorismo é a capacidade de direcionar a opinião pública para a causa colocada em pauta. Existe, de fato, uma estratégia midiática por trás do terror, e os terroristas são verdadeiros especialistas em mobilizar a opinião pública. Por mais absurdo que possa parecer, o ato terrorista só tem relevância quando provoca uma onda de pânico na mídia. Por isso, muitos desses ataques são gravados e compartilhados nas redes sociais. Vídeos de mulheres e crianças sequestradas, que deveriam causar repulsa imediata, acabam gerando debates, e esses debates levam a posicionamentos – tanto de opositores quanto de simpatizantes. Desse modo, tornar público um ato terrorista é uma estratégia para avaliar as reações da população.
Alex P. Schmid, um renomado especialista no tema, define o terrorismo como um método de combate no qual ataques aleatórios ou simbólicos são feitos contra vítimas inocentes que não estão diretamente envolvidas no conflito em questão. Esses ataques são usados por grupos subnacionais ou clandestinos para induzir sentimentos de medo ou terror em uma audiência mais ampla do que as vítimas diretas, tudo com o objetivo de avançar suas demandas políticas. Por sua vez, Bruce Hoffman, em seu livro Inside Terrorism, destaca que o terrorismo envolve o uso de violência deliberada para instigar medo, perpetrada por sua capacidade de impactar psicologicamente uma audiência que vai além da vítima imediata. E esse ato é usualmente realizado por um grupo organizado que é movido por ideologias, sejam elas políticas, religiosas ou outras.
Essas preciosas definições nos auxiliam a entender a necessidade de o terrorismo se manifestar como um espetáculo. Afinal, os grupos terroristas só têm sua razão de ser quando há a espetacularização da violência. Ataques particularmente chocantes ou devastadores garantem ampla cobertura midiática, ajudando os terroristas a disseminar o medo e a incerteza entre a população. Este espetáculo de violência é intencionalmente projetado para garantir notoriedade. E, mais do que isso, mobilizar paixão do simpatizante.
Há uma motivação simbólica nisso tudo. Atacar alvos icônicos ou eventos de grande visibilidade permite que os terroristas enviem uma mensagem poderosa. Por exemplo, os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos não só foram devastadores em termos de vidas perdidas, mas também miraram símbolos do poder americano: o World Trade Center e o Pentágono. Ainda me recordo exatamente de onde estava quando vi os ataques sendo transmitidos ao vivo na televisão. A capacidade de criar uma memória coletiva duradoura é o que dá propósito ao ato terrorista. Naquela época, não havia redes sociais para cobrir o evento. Assim, as reações da opinião pública dependiam majoritariamente dos grandes veículos de mídia e das conversas cotidianas em ambientes como bares e salas de aula. Mas o propósito do ato terrorista era o mesmo.
Além disso, existe ainda outro objetivo além de instigar o medo na população: os grupos terroristas utilizam a mídia para comunicar suas demandas, justificar seus atos e, inacreditavelmente, atrair simpatizantes. Em última análise, o objetivo é recrutar novos membros. Eles sabem que a cobertura de um ataque pode alcançar uma audiência global, atraindo simpatizantes alinhados ideologicamente.
Sim, há pessoas que, sem muita consideração ética ou esforço mental, conseguem reverter a narrativa, fazendo da vítima o algoz e do agressor o injustiçado. Nesse contexto de opinião pública já deformada, o terrorista só poderia ser visto como um combatente. Pode parecer um detalhe menor, mas referir-se a atos terroristas como “atos de combate” confere uma certa legitimidade à destruição de vidas inocentes. Nesse cenário, não muito distante de nós, o espetáculo foi capaz de pintar o Hamas como libertador e Israel como genocida.
DEU NO X
FELIZ PORQUE SE LIVROU DELE
Médica fica feliz ao contar para a filha que o pai terrorista foi morto em combate com Israel.
“Meu marido morreu! Ele é um mártir!” pic.twitter.com/BgUyCfwwAW
— Van Patriota // Van Liberdade (@Vanpatriota) October 9, 2023





