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O ABRAÇO DO SUPOSTO PROGRESSISMO AO TERRORISMO DO HAMAS

Guilherme Macalossi

Hamas diz que sequestrou “muito mais de várias dezenas” de israelenses. Na imagem: residentes do Iêmen demonstram apoio ao grupo palestino terrorista e pisam na bandeira de Israel.

Hamas diz que sequestrou “muito mais de várias dezenas” de israelenses. Na imagem: residentes do Iêmen demonstram apoio ao grupo palestino terrorista e pisam na bandeira de Israel

Quantos militares de Israel foram mortos no ataque terrorista deflagrado pelo Hamas no sul do país? Os relatos aterradores, alguns inclusive filmados, denotam uma ação que tinha como alvo qualquer judeu que estivesse pelo caminho. Famílias foram assassinadas. Crianças, mulheres, jovens e idosos sequestrados e levados para o interior da Faixa de Gaza, o território palestino em que o grupo instaurou uma ditadura islâmica perversa a partir de 2006. Esse modus operandi só difere dos atentados anteriores pela escala, pelo preparo e pela audácia dos autores. O objetivo do Hamas é o mesmo desde sua fundação: varrer Israel do mapa. Daí o porquê de matarem a esmo.

Do total de vítimas, 260 foram localizadas numa rave do Universo Paralello, evento organizado por brasileiros na kiburtz de Re’im. Dançando e se divertindo num local aberto, os participantes foram alvejados com facilidade. Não havia onde se esconder. Muitos nem sabiam o que estava acontecendo enquanto os terroristas abriam fogo. O local rapidamente se converteu num campo de morte. De certa forma é simbólico, já que o Hamas também quer a abolição de um modo de vida que ele considera impuro e incompatível com sua interpretação religiosa extremista.

Única democracia do Oriente Médio, Israel é uma ilha de civilidade e liberdades públicas numa região dominada por ditaduras militares e autocracias em que os direitos humanos são reiteradamente violados e minorias sociais perseguidas e marginalizadas. O espaço reservado aos gays no Irã, país que serve de mecenas para o Hamas, se restringe a ponta de uma corda esticada do alto de um guindaste. Na Síria, professar a fé cristã equivale a um crime capital. Ser mulher, nesses e em outros países, inclusive nos territórios palestinos, representa uma cidadania de segunda classe em que são praticados como direito dos homens todos os tipos de abusos, inclusive os de natureza sexual.

Essa realidade é conhecida em todo o Ocidente livre, mas é deliberadamente desprezada especificamente pelo campo dito progressista e por muitos de seus representantes de esquerda e extrema-esquerda. Desde a eclosão dos ataques, o que se viu foi uma onda de relativismo moral tentando, algumas vezes subjetivamente e outras vezes escancaradamente, justificar o barbarismo perpetrado pelos terroristas como decorrente de uma mera reação. Os integrantes do Hamas estariam apenas respondendo abusos colonialistas de Israel em nome da justa “causa palestina”. Há alguns que até fazem uma condenação protocolar dos atentados, mas na sequência saem a disparar críticas não contra os terroristas, mas contra Israel. Estes apenas exercitam a pusilanimidade de forma sofisticada.

Luciana Genro, que foi candidata à presidência da República e hoje é deputada estadual pelo PSOL do RS chegou a escrever que “tratar a resistência palestina como terrorismo seria equivalente a tratar da mesma forma o levante dos judeus contra os nazistas em Varsóvia, no ano de 1943”. A um só tempo ela negou que a violência inédita praticada pelo Hamas seja terrorismo e comparou o Estado de Israel ao próprio regime nazista de Hitler. Sua postagem asquerosa, indecente e grotesca legitima o banho de sangue, conferindo-lhe até mesmo um caráter nobilitante. Na sua visão despudorada, os autores das mortes na rave de Ra’im são heróis sociais incompreendidos.

Esse tipo de coisa defendida por sedizentes militantes dos direitos humanos diz menos sobre os terroristas e mais sobre eles mesmos. Se é contra os Estados Unidos, Israel ou qualquer resquício de ocidentalidade, então tudo cabe e tudo é válido, já que se trataria de mera reação. Luciana Genro jamais seria deputada na Faixa de Gaza. Tampouco o PSOL teria oportunidade de fazer a defesa das minorias em um país sob a regra da sharia. Ainda assim, do conforto do mundo livre, nossos progressistas fazem a genuflexão moral, abandonando suas supostas causas e abraçando um postulado genocida em nome de seus dogmas ideológicos.

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É INCREDITÁVEL!!! MAS PODE ACREDITAR: ELE FALOU

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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“LETALIDADE POLICIAL”: QUANDO O DEBOCHE ENCONTRA A IDEOLOGIA

Roberto Motta

intervenção federal, Rio

Imagem de operação feita pelas polícias Civil e Militar, com o apoio das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio

“A questão nunca é a questão”, já dizia o estrategista da esquerda americana, Saul Alinsky. “A questão é sempre o poder”. Quem combate o crime no Brasil não pode esquecer isso. Há décadas uma minoria radical controla o debate sobre crime e justiça e atribui à polícia a responsabilidade pelos atos dos criminosos. É absurdo. Mas todas as vezes em que há feridos durante operações policiais o diagnóstico está pronto: a culpa é da polícia.

Basta um pouco de lógica e senso moral para perceber que a culpa por ferimentos e mortes de inocentes, na verdade, é dos criminosos que decidiram enfrentar a polícia com armas de guerra. Mas lógica e moral são ignoradas. A maioria das “reportagens” – entre aspas mesmo – e quase todos os manifestos de ONGs de “direitos humanos” – aspas novamente – chamam policiais de assassinos. “Relatórios” e “estudos” – entre muitas aspas – realizados por universidades sobre ações policiais não passam, em sua maioria, de panfletos ideológicos com verniz acadêmico. Esses panfletos são usados como base para políticas públicas de segurança.

Como consequência, desde junho de 2020, operações regulares da polícia do Rio de Janeiro nas “comunidades” – eufemismo usado para descrever as favelas – estão proibidas por decisão judicial, exceto em casos excepcionais e com prévia justificação.

Todos os dias discute-se a adoção de novas restrições às ações policiais. Os criminosos, cientes disso, seguem cada vez mais ousados, dispostos a matar ou morrer e sendo treinados para isso. É o que dizia uma matéria exibida recentemente em uma grande rede de mídia. As imagens da matéria mostravam um exército de mercenários – ou seria melhor dizer guerrilheiros? – praticando manobras militares em uma favela carioca.

O Rio chegou ao fundo do poço do crime em 2017. O colapso da segurança levou a uma explosão dos índices criminais. Em 2018, uma intervenção federal na segurança estancou a sangria e ajudou as polícias a se reequiparem. Transformadas em secretarias autônomas a partir de 2019, as polícias militar e civil partiram para o enfrentamento. Com isso, todos os índices de crimes violentos do Rio de Janeiro diminuíram. A única exceção foi o número de criminosos mortos em confronto com a polícia, que aumentou. Soldados do narcotráfico são doutrinados, treinados e equipados para enfrentar a polícia. Trata-se de uma guerra. Qualquer ação policial que tente prender esses criminosos resultará em mortes.

A partir da restrição judicial de 2020, os avanços que haviam sido conquistados foram perdidos. O narcotráfico consolidou o domínio de territórios que já tinha, aumentou o estoque de armamento, construiu fortificações e avançou sobre novas áreas. Dados do Disque Denúncia mostram que o número de denúncias sobre barricadas do tráfico em 2023 voltou aos níveis de 2019. O que os dados mostram é ainda pior: a maior parte das denúncias vem de áreas que nunca tiveram fortificações. O morador de áreas já tradicionalmente ocupadas pelo tráfico não denuncia mais; ele não tem mais esperança de mudança. A denúncia agora vem de áreas que, até pouco tempo, eram seguras. Quanto tempo levará até que esses denunciantes também percam a esperança?

Diante dessa realidade, cabe perguntar: por que insistir no que não funciona? Por que limitar cada vez mais o trabalho da polícia, quando o que se precisa é o oposto, limitar a ação dos bandidos? O motivo é ideologia. Um bom exemplo é o debate em torno da chamada “letalidade policial”. Quando um criminoso oferece resistência à prisão e demonstra intenção de matar o policial, a morte do criminoso não caracteriza um homicídio porque estão presentes os excludentes de ilicitude do estrito cumprimento do dever legal e da legítima defesa da própria vida.

É absurdo chamar toda morte em ação policial de homicídio. O delegado Fabrício Oliveira, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio, lembra que esta diferenciação já é adotada pela ONU. Ela é adotada também pelo FBI e pelo EUROSTAT, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia. Apesar disso, esse conceito ainda não foi compreendido pela maioria da mídia brasileira, pelos “especialistas” de talk shows e pelas entidades produtoras de estatísticas criminais.

O problema é ainda mais grave: a divulgação de estatísticas sobre “letalidade policial”, em geral, comete grave erro metodológico, pois utiliza números absolutos de criminosos mortos, quando o certo seria relacionar o número de mortos em confronto com o número de criminosos presos.

É simples de entender. Infratores são mortos quando a polícia está tentando prendê-los. Assim, quanto maior o número de prisões, maior a chance da ocorrência de morte de criminosos. Uma polícia que prende mais criminosos terá números absolutos de “letalidade” maiores do que outra polícia que prende menos. Traduzindo: se a polícia vai à rua com frequência efetuar prisões, é de se esperar que aumente o número de criminosos mortos. Se a polícia faz poucas prisões, sua “letalidade” deverá ser mais baixa.

Nenhuma polícia do mundo enfrenta tantos confrontos ao tentar prender criminosos como a polícia brasileira. O criminoso que aponta uma arma para um policial americano, britânico, alemão ou francês receberá uma resposta dura e imediata. Recentes distúrbios no estado americano da Filadélfia e na França tiveram origem na morte de indivíduos que resolveram confrontar a polícia.

No Brasil, um policial que responde à ação criminosa conforme determina a lei está cada vez mais sujeito ao arbítrio ideológico de engenheiros sociais, de ativistas judiciais e dos revolucionários de plantão que tentam controlar o sistema de justiça criminal. A consequência disso é o incentivo ao crime, especialmente nas áreas pobres onde o narcotráfico estabeleceu o seu domínio.

Como diz o escritor Theodore Dalrymple, “os pobres colhem o que os intelectuais semeiam”.

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MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

ESSE LOUCO MUNDO EM QUE VIVEMOS

A maioria das pessoas já deve ter percebido que o mundo em que vivemos está louco. Na maioria do tempo, tenta-se disfarçar, fazer de conta que tudo continua como antes. De vez em quando, um acontecimento prova que há algo de errado. Quando acontece, é bom vermos logo, porque as provas costumam “sumir” de uma hora para outra.

No dia 22 de setembro, o parlamento do Canadá, com a presença do primeiro-ministro Trudeau e de diversas autoridades estrangeiras, incluindo o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e o embaixador da Alemanha, realizou uma homenagem a Yaroslav Hunka. Assista no vídeo abaixo:

Yaroslav, hoje com 98 anos, é um ucraniano que emigrou para o Canadá nos anos 50. Sabe-se que no mundo de hoje, ser ucraniano é motivo suficiente para receber homenagens, inclusive com a presença do festejado arroz-de-festa Zelensky.

Só há um pequeno “problema” nessa história: Yaroslav foi membro da SS durante a 2ª guerra. SS, para quem não sabe, é a sigla de Schutzstaffel, uma organização militar (ou paramilitar, segundo alguns) ligada ao partido nazista. Yaroslav se alistou como voluntário na 14ª divisão da Waffen-SS em 1943.

Se tivesse acontecido em um país que não faz parte da turminha, os céus desabariam e soariam as trombetas do apocalipse. Sendo o Canadá, tudo foi rapidamente empurrado para baixo do tapete, com as desculpas mais bizarras. Quem quiser uma descrição mais completa do vexame e das bobagens ditas pelos envolvidos, pode consultar este artigo de C.J.Hopkins clicando aqui.

De minha parte, destaco um tema que não está sendo debatido mas que sempre me interessou. Yaroslav nasceu em 1925 na cidade de Urman, em uma região conhecida como Halychyna ou Galícia Oriental. Urman fez parte do império austríaco até 1918, quando passou a pertencer à Polônia. Ou seja, quando Yaroslav nasceu em uma cidade que nunca havia sido Ucrânia, e que só viria a sê-lo em 1945 quando a 2ª Guerra terminou. Cito tudo isso porque após o “incidente” surgiram muitas explicações falando em “motivações patrióticas” e que os membros da 14ª divisão da SS não eram nazistas, eram apenas patriotas que queriam libertar sua pátria.

Mas que pátria? A terra onde Yaroslav nasceu era parte da Polônia há meros 7 anos, depois de ser parte do império austríaco por mais de um século. A Ucrânia da época ficava centenas de quilômetros à leste de sua cidade natal. Será que funciona como na ideologia de gênero? Ele nasceu na Polônia mas se identificava como ucraniano?

Arrisco um palpite: o que muitos chamam de “amar a sua terra” é apenas um pretexto para amar algum político ou algum partido da sua terra ou de alguma terra próxima.