DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

A LENDA DA YARA

Artesanato desta colunista

Era uma vez uma índia
Uma guerreira valente
Dona de grande beleza
Vivia livre e contente
E por ser muito invejada
Quase foi assassinada
Mas escapou felizmente.

Os seus irmãos invejosos
Resolveram se vingar
E aquela bela guerreira
Decidiram por matar
A forte guerreira então
Lutou matou cada irmão
Para poder escapar.

Depois da luta sangrenta
Com medo de ser punida
A tão valente guerreira
Fugiu em grande corrida
Se jogou no igarapé
Lá encontrou o Pajé
Sentiu que estava perdida.

O pajé era seu pai
E naquela ocasião
Sofrendo a morte dos filhos
Tomou uma decisão
Não podia desculpar
Precisava castigar
Sua filha sem perdão.

Naquele momento o Pajé
Com ânsia de se vingar
Pegou a índia no colo
Para no rio jogar
E sem hesitar jogou
Quando a guerreira afundou
Ele saiu do lugar.

Mas a valente guerreira
Teve a sua salvação
Os peixes sentiram pena
E entraram logo em ação
Transformaram em sereia
A índia daquela aldeia
Que gostou da solução.

Ela é metade peixe
Outra metade é mulher
É a rainha das águas
Como a magia requer
É a sereia que encanta
Quando solta a voz e canta
Do jeitinho que ela quer.

Nos rios da Amazônia
Yara passou a viver
Como uma linda Sereia
Com seu canto e com poder
Lá o homem que chegar
Ela atrai para afogar
O povo vive a dizer.

Segundo a Lenda de Yara
Quem conseguir escapar
Termina ficando louco
E se quiser se tratar
Precisa ter muita fé
E procurar o Pajé
Só ele pode curar.

Essa história da Sereia
Repleta de fantasia
Muitos contaram em prosa
Enfeitando com magia
Hoje eu canto este universo
Na rima de cada verso
Nas estrofes da poesia

DEU NO JORNAL

DEU NO X

TÁ DECRETADO: A SERVIÇO DE UMA ÚNICA CAUSA

DEU NO JORNAL

É DE FAZER DÓ

Ana Moser fez um L e ganhou cargo de ministra do Esporte, mas só foi recebida duas vezes por Lula em oito meses.

O terceiro encontro deve ser para receber o bilhete azul.

* * *

Como é o nome disso?

Zona?

Não.

Seria uma grave ofensa à zona, onde se dá duro e se leva duro pra ganhar a vida.

Bom, o fato é que fiquei morrendo de pena da atleta ministra que fez o L e perdeu a boquinha no gunverno petêlho.

Confesso que chorei.

Xiuf, xiuf, snif, snif….

DEU NO JORNAL

O APARELHAMENTO CHEGA AOS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO

Editorial Gazeta do Povo

Não é apenas nas discussões em torno da reforma ministerial que as qualificações técnicas dos indicados a determinados cargos estão sendo sumariamente ignoradas. Enquanto partidos do Centrão já indicaram os nomes de futuros ministros antes mesmo de saber que pastas eles teriam, mostrando que conhecimento prévio da área a gerenciar não é requisito essencial, os conselhos de administração de empresas privadas em que o governo tem alguma participação também estão sendo usados para premiar aliados políticos cujo único mérito é, justamente, serem aliados políticos.

A não ser que Carlos Lupi, ministro da Previdência, e Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, tenham algum conhecimento profundo – tão profundo a ponto de ser totalmente ignorado pela sociedade – a respeito de metalurgia, a única explicação possível para que eles integrem o Conselho de Administração da Tupy, metalúrgica multinacional privada, é um misto de aparelhamento político e complementação de renda. Os dois foram indicados pelo BNDESPar, o braço de investimentos do BNDES, que detém 28,2% das ações da empresa. Lupi e Anielle substituirão funcionários de carreira do BNDES que, além de capacidade técnica, haviam acabado de ser indicados, em abril, e tinham mandato até 2025, mas renunciaram aos seus postos inexplicavelmente ma non troppo. Os dois ministros, que já recebem salário de R$ 41,6 mil, embolsarão mais R$ 36 mil a R$ 53 mil mensais na Tupy – o valor exato depende de sua participação em comitês, além da reunião mensal do Conselho de Administração.

O BNDESPar, considerando todas as suas participações acionárias em empresas privadas, tem direito a indicar 34 conselheiros em 27 companhias, e não é a única porta de entrada em conselhos de administração. Os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e Petrobras (Petros) também são pesos-pesados com capacidade de indicar conselheiros e, segundo informações de bastidores, o governo se prepara para emplacar aliados nas instâncias decisórias de outras empresas privadas ou privatizadas como Vale, Eletrobras e JBS. As oportunidades ficarão ainda maiores se o plenário do Supremo efetivamente derrubar o trecho da Lei das Estatais que proíbe a indicação, para os conselhos de administração, de ministros, secretários, detentores de mandato eletivo e dirigentes partidários ou sindicais. Uma liminar do então ministro Ricardo Lewandowski suspendeu essas vedações, mas o julgamento em plenário está paralisado desde março. Enquanto a liminar segue em vigor, Lula já aproveitou para colocar no Conselho de Administração da Itaipu Binacional a secretária de Finanças do PT, Gleide Andrade, e os ministros Fernando Haddad, Rui Costa, Alexandre Silveira, Esther Dweck e Mauro Vieira.

A presença de ministros em conselhos de empresas estatais já é um absurdo – e é significativo que, ao longo de todo o tempo em que vigorou a proibição imposta pela Lei das Estatais, nenhuma empresa pública tenha sido prejudicada por se ver privada de autoridades do primeiro escalão do Poder Executivo em seus conselhos de administração. Mas estender esse mau hábito às empresas privadas é um verdadeiro escândalo. O cargo de ministro, por si só, já é bastante exigente para que as atenções tenham de ser compartilhadas com outras obrigações, mas este é um problema menor. O governo demonstra seu nítido desprezo por essas instâncias se usa as indicações a que tem direito apenas para engordar o contracheque de alguns favoritos sem a devida qualificação. Sem falar no óbvio conflito de interesses que se instala quando um governo coloca seus membros para tomar decisões em companhias privadas. Eles atuarão a serviço da empresa e de seus acionistas, ou a serviço do Estado?

Nestes tempos em que o ESG se tornou onipresente, o aparelhamento a que o governo pretende submeter os conselhos de administração de empresas privadas nas quais tem direito a cadeira, seja por meio do BNDESPar ou fundos de pensão, é uma desmoralização da boa governança. Não à toa o procedimento sofreu duras críticas de especialistas como o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Marcelo Trindade e o ex-diretor da CVM Otávio Yazbek. “O BNDES tem a função de promover financiamento que o mercado privado não promove e sua presença nos conselhos deveria servir para forçar uma melhora de governança – e não algo que vai contra a governança da própria empresa”, disse Yazbek ao jornal O Globo. Mas, infelizmente, não é esse tipo de sensatez que haverá de deter uma esquerda convicta de que tudo – do Estado ao setor privado – existe apenas para atender aos interesses de um partido político, seu grande líder e seus aliados.

PENINHA - DICA MUSICAL