Arquivo diários:27 de novembro de 2024
DEU NO X
ALEXANDRE GARCIA
NOTA DE DESCULPAS DO CARREFOUR É PATÉTICA

Alexandre Bompard, CEO do Carrefour, se desculpou em carta a ministro, mas não disse se lojas francesas comprarão carne brasileira
Que vergonha essa nota oficial do Carrefour lá da França. Eu não vou falar de franceses porque vão achar que é xenofobia, não vou dar qualidades, mas a nota dá pena. O CEO do Carrefour manda uma carta pedindo desculpas ao ministro da Agricultura do Brasil, e logo coloca a culpa na “comunicação” da empresa, que gerou confusão. Depois, ele lembra sutilmente que dá emprego para 130 mil brasileiros, insinuando que quem quiser boicotar o Carrefour no Brasil vai colocar em risco o emprego de 130 mil brasileiros. Ele não usou essas palavras, claro, mas não sei se ele é inocente ou se pensa que aqui só existem nativos que compram no Carrefour.
O CEO do Carrefour ainda diz que a manifestação anterior foi de apoio aos agricultores franceses. Ou seja: para os agricultores franceses ele diz uma coisa, parece político – quem usa muito essa tática é o Lula; ele faz o discurso que ele acha que a plateia está querendo ouvir. Então, para os franceses o CEO do Carrefour diz que não vai mais comprar carne do Brasil. Mas, para os brasileiros, na carta, ele diz que vão continuar comprando do Brasil. Diz uma coisa, faz outra, está enganando agora. Deixou os brasileiros se enganarem, e agora está enganando os agricultores franceses.
Por fim, depois de terem noticiado histórias sobre falta de qualidade sanitária da carne brasileira, ou que a pecuária brasileira desmata, agora o CEO elogia a carne brasileira, fala em qualidade e respeito às normas, elogia até o sabor – aí ele exagerou, porque cada corte tem sabor diferente. Mas é assim que vamos conhecendo as pessoas.
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O incrível caso da pequena empreiteira e seu contrato de quase R$ 9 bilhões
Vocês viram esse caso da empreiteira Ótima? Uma empreiteirazinha sediada em uma casinha, eu vi as imagens da sede. Foi criada em 2022, e um dos sócios é irmão do senador Marcelo Castro (MDB-PI). Ela pegou um contrato de R$ 8.952.665.469,00 para manutenção de 130 quilômetros de estradas federais – parece que foi por meio do Codevasf, onde tem um filho do senador Marcelo Castro, nomeado no atual governo. Agora estão dizendo que não, que o valor inicial era de R$ 79.499.998,50. Mas o valor final foi para R$ 8,9 bilhões. Dizem que foi “erro de digitação”… O deputado Gustavo Gayer disse que está mandando o caso para o TCU apurar que história é essa.
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Governo Lula se recusa a fazer acessos a ponte vital que Bolsonaro inaugurou
Falando em empreiteira, vocês se lembram da ponte inaugurada por Jair Bolsonaro no Rio Araguaia, na divisa entre Pará e Tocantins, Xambioá (PA) de um lado e São Geraldo do Araguaia (TO) do outro? A ponte está pronta, só ficou faltando para o atual governo fazer os acessos. Mas até agora nada. São quase dois anos de governo. Sabem o que estão fazendo em vez disso? Asfaltando o acesso às balsas. São duas balsas que fazem a travessia de 1,5 mil veículos por dia, segundo nota do Ministério dos Transportes. Será que não há intenção de terminar a obra? O outro levou a água para o Nordeste, agora não pode ter carro-pipa; fez a ponte unindo dois estados, agora não pode usar a ponte.
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Dia de críticas aos excessos do STF
Terça-feira foi um dia bem agitado, com o senador Hamilton Mourão os presidentes das OABs de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e até o ministro Luiz Fux fazendo críticas ao Supremo, a tudo isso que se vê, esse desvio da Constituição e das funções do Supremo. Foram muitas bocas se pronunciando, parece que mudaram os ventos.
DEU NO JORNAL
NOVA MODALIDADE DE GOLPE: COM DECRETO ASSINADO
DEU NO JORNAL
AS 8 “PROVAS”
Leandro Ruschel
Fui conferir as 8 “provas” da suposta participação de Bolsonaro na “trama golpista” apresentadas no relatório final da PF, que indiciou o ex-presidente e mais 36 pessoas, segundo a militante de redação do Globo, Bela Megale:
1. Reunião de Bolsonaro e ministros em 2022, na qual o presidente questionou as urnas. De acordo com a PF, isso seria parte de “uma campanha de fake news sobre a lisura do processo eleitoral”.
2. A representação do PL na Justiça Eleitoral após o segundo turno, questionando o resultado. (Ou seja, a PF interpreta uma ação judicial, prevista em lei, como elemento do “golpe”.)
3. Carta ao Comandante do Exército assinada por 37 oficiais superiores da ativa. Segundo o Metrópoles, o documento expressava preocupação com “insegurança jurídica e instabilidade política e social no País”, além de criticar a falta de imparcialidade da mídia. A PF alega que a carta teve anuência do ex-presidente.
4. A chamada “minuta do golpe”.
5. Registros de entrada e saída do Palácio que supostamente indicariam que Bolsonaro tinha conhecimento da operação “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Moraes, Lula e Alckmin.
6. Reunião de Bolsonaro com comandantes militares para discutir a “minuta do golpe”.
7. Bolsonaro estaria no Palácio enquanto o general Mário Fernandes imprimia um suposto “plano para o golpe”.
8. Reunião com o general Estevam Theóphilo em 9 de dezembro, na qual o comandante teria se prontificado a “capitanear as tropas” caso Bolsonaro assinasse o “decreto do golpe”.
Resumindo, se essas são realmente as “provas” apresentadas no relatório, não há evidências concretas de uma TENTATIVA de golpe. A lei brasileira não criminaliza atos preparatórios ou discussões isoladas, conforme apontam juristas.
Além disso, é amplamente sabido que Bolsonaro não considerava o processo eleitoral imparcial e buscou questioná-lo “dentro das quatro linhas”. Sem sucesso, encerrou seu mandato.
O restante parece mais uma narrativa para justificar a repressão política promovida pelo sistema nos últimos anos contra a direita e a ascensão do descondenado à presidência.
DEU NO X
DA DEFESA DAS TAXAS
Explica o pq a economia estar uma me4da ?
Bom dia ☕️☕️ pic.twitter.com/Uvw4tSgAw5
— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) November 27, 2024
COMENTÁRIO DO LEITOR
REVOLUÇÃO
Comentário sobre a postagem CELULAR
João Francisco:
O Tesla modelo PI será uma revolução, tal qual os smart fones o foram há 15 anos.
Só o fato de poder falar e usar a internet de qualquer lugar do planeta já é fantástico.
Mas tem muito mais, haverá interação com o Carro (da Tesla, é óbvio).
Terá inteligência artificial própria e com isso irá interagir com o dono.
Dizem que está a um passo de ler pensamentos.
Os outros ficarão totalmente para trás.
DEU NO JORNAL
LOUCADEMIA DO GOLPE
Luciano Trigo

Poster do filme “Loucademia de Polícia 2” (1985)
O golpe que foi supostamente planejado e abortado dois anos atrás, em dezembro de 2022, combina elementos de tragédia, farsa e comédia pastelão – resta saber em que proporção. Escrevo “supostamente” porque o caso ainda não foi julgado, e sou do tempo em que não cabia a jornalistas (nem a juízes) antecipar conclusões.
Mas já dá para fazer alguns comentários. A espetacularização do indiciamento dos (supostos) golpistas pela mídia, na semana que passou, parece ter tido como intuito criar um clima de comoção nacional, propício, talvez, a outras medidas mais graves. Se o objetivo era mesmo este, o resultado foi frustrante.
Tal atmosfera não se consolidou. Em parte, porque os brasileiros comuns estão descrentes e desconfiados das instituições e da grande mídia. Em parte, porque os brasileiros comuns estão mais preocupados com o medo de assalto e com o preço dos alimentos do que com a alardeada defesa da democracia. Eles querem, talvez, virar a página da polarização política sem fim e focar no que realmente interessa.
Mas a atmosfera prevista também não se consolidou, em parte, porque os elementos involuntariamente cômicos do episódio acabaram prevalecendo, na percepção daqueles mesmos brasileiros comuns.
Basta citar o fato de que a grave tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito fracassou porque um dos golpistas não conseguiu… pegar um táxi (ainda bem que ele não pensou em pedir um Uber, me ocorreu na hora em que li a notícia). Ou que os alvos da ação (que não aconteceu) eram Jeca, Joca e Juca. “Huguinho, Zezinho e Luizinho” seria mais criativo.
Fica difícil levar a sério golpistas assim. Os envolvidos parecem mais vocacionados para um programa humorístico que para qualquer conspiração política ou militar digna do nome.
O episódio todo me trouxe à lembrança uma franquia de comédia dos anos 80 e 90, “Loucademia de Polícia”, marcada por personagens atrapalhados, situações absurdas e planos mirabolantes que nunca davam certo.
No universo da Loucademia, as missões dos cadetes invariavelmente descambavam para o vexame, por total incompetência. A imagem de conspiradores tentando desesperadamente pegar um táxi para consumar um golpe é tão surreal que poderia aparecer em um dos filmes da franquia.
“Loucademia de Polícia” tem como premissa a remoção, pela prefeita de uma grande cidade, dos rigorosos critérios de admissão na academia de formação de policiais. Perde-se, assim, a régua da razoabilidade: qualquer pessoa, independente de preparo ou aptidão, pode se tornar um oficial da lei. Isso leva a uma invasão de candidatos desajeitados, preguiçosos, ineptos e inadequados para a carreira.
Pois bem, os golpistas brasileiros poderiam ter saído de uma “Loucademia do golpe” – o que, evidentemente, não os exime de julgamento e eventual punição. Mas as consequências de seu plano tabajara – que, é necessário enfatizar, não chegou a se consumar (e, portanto, segundo muitos juristas, sequer constitui crime) – não deveriam extrapolar o bom senso e os limites da lei.
Também já é quase um consenso que os golpistas não deveriam ser julgados por suas potenciais vítimas – até para se evitar o risco de uma futura anulação, quando o vento virar de novo (e no Brasil o vento vira). Outros processos já foram anulados por muito menos.
Para que o país volte à normalidade, é preciso resgatar a régua do bom senso e da proporcionalidade. A própria grande mídia já vem reconhecendo isso.
É o caso, por exemplo, de um recente editorial da “Folha de S.Paulo”, intitulado “Suspeitas graves exigem tanto rigor como equilíbrio”. O editorial pede moderação e afirma a necessidade de se restabelecer a “normalidade do trâmite judicial”. Ora, se é preciso “restabelecer a normalidade”, a conclusão necessária é que o trâmite não vem sendo respeitado. É a própria “Folha” quem está dizendo.
Não se pode esperar bom senso, moderação e equilíbrio de golpistas tresloucados, mas de jornalistas e de juízes sim: são traços que, neles, não podem faltar. Mas a mesma régua que parece perdida pelo Judiciário, aos olhos do cidadão comum, quando, por exemplo, se mantém na prisão há quase dois anos uma mãe de crianças pequenas, pelo crime de escrever com batom uma frase em uma estátua, também está faltando à grande mídia.
Sinal disso é um vídeo que viralizou nos últimos dias, que mostrava jornalistas encenando o planejamento da cobertura do “golpe do táxi”. O vídeo era surpreendentemente amador. O roteiro era tosco, os atores um canastrões e a dramaticidade falsa. As manifestações de vergonha alheia nas redes sociais (precisamos regular as redes sociais!) foram tantas que os próprios responsáveis pelo vídeo decidiram apagá-lo.
Mas o problema não é o amadorismo. O problema é que, naquilo que realmente importa, o vídeo só exagerou um pouquinho. Chamou a atenção por mostrar os bastidores da redação de um telejornal, o ambiente por trás das câmeras, que as pessoas comuns desconhecem.
Mas, no fundo, o que o vídeo mostra não é muito diferente daquilo a que assistimos diariamente: o jornalismo como encenação, como ficção mal escrita; os jornalistas como intérpretes que aceitam qualquer papel, em uma trama na qual cada vez menos pessoas acreditam. Ora, não eram esses mesmos jornalistas que, em um passado recente, defendiam a Operação Lava-Jato e diziam que… Melhor deixar para lá.
Quando os jornalistas se comportam como atores, é até melhor que sejam péssimos, porque assim fica evidente que se trata de uma encenação. Pior é quando os atores são bons, quando o jornalismo é encenado e finge que não é.
Em todo caso, a pergunta que importa fazer é: quem patrocina o espetáculo está satisfeito com o resultado? Porque, ao contrário da audiência de “Loucademia de Polícia” nos anos 80, boa parte da plateia parece não estar achando a menor graça na comédia involuntária que se desenrola hoje diante de seus olhos – enquanto sua vida, na prática, só piora.
Essa parcela da população está cansada de sobressaltos e frases de efeito. Em vez de jogar mais gasolina no incêndio, talvez fosse o momento de os poderosos de plantão fazerem uma pausa e se perguntar: essa estratégia está dando certo? Por que, então, teimar nesse caminho, que só divide e envenena ainda mais o país?
No mundo das artes e espetáculos, ignorar a reação da plateia pode funcionar por algum tempo. Mas é uma receita infalível para o inevitável fracasso, porque, no final das contas, é a plateia que paga o ingresso. E ela pode, democraticamente, decidir assistir a outro espetáculo, com outro elenco, quando o momento chegar.
DEU NO X
COITADINHO DO CORNO…
Eita! marido flagra esposa lhe traindo com seu amigo pic.twitter.com/0THOdHhhJw
— Pessoas Pegas Traindo (@ppegastraindo) November 26, 2024
PENINHA - DICA MUSICAL

