DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

LULA NÃO PRECISA CORTAR NA ÁREA SOCIAL: BASTA ENXUGAR SEU GOVERNO INCHADO

Lula e Fernando Haddad: governo ainda não fechou corte de gastos

Que interessante: para discutir os cortes, Lula chama ministros da área social, que serão exatamente os principais afetados. Parece que ele quer cortar onde mais dói só para poder dizer às pessoas “eu não queria cortar na saúde, na educação, na previdência, no trabalho, na área social”. É incrível, porque há uma outra solução muito mais simples. Lula criou 14 ministérios: havia 22, ele incluiu mais 14. Eles foram necessários no governo Bolsonaro? Não! Então, elimine-se os 14 e, com isso, os gastos do próprio governo diminuem. Isso não é despesa de prestação de serviços públicos, é despesa do governo. O que foi que aconteceu quando chegou a informática? A folha de pagamento diminuiu? Não, continuou aumentando, mesmo que um computador, teoricamente, pudesse substituir 3, 4, 10 funcionários.

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Ninguém pensou nas consequências dessa ideia de reduzir jornada?

Essa proposta de diminuir horas de trabalho tem a mesma falta de lógica. Vamos trabalhar menos, vamos produzir menos, vamos vender menos e vamos ter menos renda. É óbvio! Se eu ganho R$ 5 mil, por exemplo, e diminuo minhas horas, vou ganhar R$ 4,1 mil, na mesma proporção de 44 para 36 horas, e assim por diante. Se eu ganho R$ 3 mil, vou passar a ganhar R$ 2,4 mil ou ser demitido: se a empresa tem 100 funcionários, para trabalhar só 36 horas semanais bastam 82 funcionários, e 18 acabam demitidos. Ou então o dono insiste com a mesma folha, quebra a empresa e vão todos embora, dono e empregados. É incrível isso, parece que as pessoas não pensam.

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Lula está quebrando as estatais

Por que estamos tendo o maior déficit histórico nas estatais, segundo os dados do Banco Central? Só esse ano, tirando Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, o buraco está em R$ 7,4 bilhões. No ano passado, o déficit foi de R$ 2 bilhões; então, o rombo já é de quase R$ 9,5 bilhões no governo Lula. As estatais davam lucro no governo Bolsonaro. Os Correios davam lucro. Uma empresa eficiente, enxuta e lucrativa ao mesmo tempo, funcionando maravilhosamente. Agora, dão prejuízo. Como isso foi possível? Puseram lá gente incompetente, que não é do ramo, que é da política. Ou veio alguma orientação de cima para se fazer péssimos negócios. Sobra para o Tesouro Nacional depois.

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Escolhas de Trump indicam preocupação com democracia na América Latina 

Donald Trump está pegando o pessoal da Flórida, hispânicos, que conhecem a América Latina muito bem, para seu secretariado. O provável novo secretário de Estado fala espanhol fluentemente como língua materna: é Marco Antonio Rubio, senador que toda hora fala sobre agressões à liberdade de expressão e à democracia, sobre preocupações de autoritarismo no Brasil. Tem por volta de 55 anos, muita energia. Ele é o mais cotado para ser o chefe da diplomacia americana; o secretário de Estado é normalmente é o cargo mais importante do governo norte-americano depois do presidente.

E o conselheiro para assuntos de Segurança Nacional não é nenhum engravatado: ele tem quatro Estrelas de Bronze por atos de heroísmo no Afeganistão e no Iraque. Mike Waltz é um guerreiro. Tanto ele quanto Rubio são preocupados com a influência chinesa na América Latina, preocupados com as ditaduras escancaradas e ocultas da América Latina, preocupados com os que se disfarçam de democratas para impedir liberdade de expressão e manifestação política. Javier Milei já percebeu tudo isso, e está conversando com Rubio e Trump. A Argentina está sonhando com seus tempos áureos.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DEU NO X

RODRIGO CONSTANTINO

TRUMP 2.0 TERÁ EQUIPE LINHA DURA

O senador republicano Marco Rubio discursando em evento do Club 47 USA no Palm Beach Convention Center em West Palm Beach, Flórida

O senador republicano Marco Rubio discursando em evento do Club 47 USA no Palm Beach Convention Center em West Palm Beach, Flórida

Donald Trump não está de brincadeira. Após sua vitória emblemática, que deu aos republicanos o controle das duas casas no Congresso, Trump deseja cumprir suas promessas de campanha, a começar pelo endurecimento na política de imigrantes. A escolha de Tom Homan que foi diretor do Immigration and Customs Enforcement (ICE) para ser seu “czar das fronteiras” mostra que a entrada de imigrantes ilegais está com seus dias contados com a volta de Trump.

Durante o programa 60 Minutes, o então diretor do ICE foi questionado sobre o custo bilionário para a deportação de imigrantes ilegais. Ele devolveu com uma pergunta: qual o preço da segurança nacional? Quando a entrevistadora quis saber se havia uma forma de deportar pessoas sem separar famílias, ele respirou por um segundo e disse: “Claro que há. Basta deportar a família toda”.

Quando Homan foi ao Congresso recentemente, Alexandra Ocasio-Cortez decidiu apertá-lo sobre sua política de tolerância zero nas fronteiras. O embate não foi muito bom para a ex-garçonete. AOC insistiu no aspecto da separação de famílias, mas Homan não titubeou e disse: quando um policial em Nova York prende um pai por agressão doméstica, ele também separa uma família. Se alguém vai preso por DUI (dirigir bêbado), uma família é separada. AOC tentou, então, alegar que imigrantes que buscam asilo não cometeram crimes, mas Homan rebateu que sim, que quem burlou o devido processo legal para um asilo e entrou ilegalmente está cometendo um crime federal.

Em suma, Trump não quer ficar apenas na retórica e parece pronto para fechar a fronteira e garantir que somente imigrantes legais possam entrar no país, além de deportar milhões de ilegais. Isso na questão sensível das fronteiras. Na política externa Trump vai na mesma linha. Ao colocar Elise Stefanik como embaixadora na ONU, Trump manda um recado claro ao mundo e aos globalistas. Stefanik teve um desempenho extraordinário na polêmica da judeofobia nas universidades e foi basicamente a responsável pela demissão da reitora de Harvard, ao pressiona-la no Congresso sobre sua política frouxa no combate ao antissemitismo.

Outro linha dura contra ditaduras e terroristas que deve compor a equipe é o senador Marco Rubio, da Flórida. Rubio é bastante focado no tema das ditaduras comunistas latino-americanas, em especial Cuba, de onde veio sua família, e já afirmou que Alexandre de Moraes fez “manobra para minar liberdades” no Brasil. A congressista da Flórida reeleita, Maria Elvira Salazar, celebrou a provável escolha de Rubio para Secretário de Estado com a seguinte legenda: “É um dia ruim para ser um ditador na América Latina”. Salazar foi aquela que puxou uma foto de Moraes e o chamou de “operador totalitário” do direito.

Israel também tem muito a comemorar com as escolhas. A gestão de Trump será certamente a mais alinhada com os interesses da nação judaica democrática. Rubio certa vez disse: “Eu quero destruir cada elemento do Hamas. Essas pessoas são animais ferozes que cometeram crimes terríveis”. Quando a repórter falou das vítimas civis palestinas, Rubio não pestanejou: “Eu culpo o Hamas. O Hamas deveria parar de se esconder atrás de civis”. A militante insistiu: “Então você não liga para bebês mortos?” Rubio não caiu na armadilha: “Claro que ligo e é uma coisa terrível. E a culpa é 100% do Hamas”.

Clareza moral, coragem, determinação para lutar a boa luta e a premissa correta para uma política externa eficaz: a paz pela força. Somente uma América forte poderá trazer mais paz ao mundo. É a dissuasão pela ameaça crível de uso do maior aparato bélico do planeta. Trump compreende isso e está montando sua equipe com base nesse conceito. Acabou a palhaçada. Com Trump, teremos tolerância zero com imigrantes ilegais, marginais, terroristas e comunistas. É o resgate do império das leis.

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

A OUSADIA DO CRIME ORGANIZADO

Editorial Gazeta do Povo

Crime organizado executou delator no maior aeroporto do país, Guarulhos.

Interior do Terminal 2 de Guarulhos; o empresário Antonio Gritzbach foi executado na saída do piso de desembarque

O crime organizado chegou a níveis ainda mais elevados de ousadia na última sexta-feira, dia 8, quando o empresário Antonio Vinicius Lopes Gritzbach foi executado por quatro homens encapuzados no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), o maior do país. Foram dezenas de tiros de fuzil disparados na saída do desembarque do terminal 2, que concentra os voos domésticos; além de Gritzbach, que morreu na hora, o motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, atingido nas costas por um tiro, faleceu no dia seguinte. A Polícia Federal e as polícias do estado de São Paulo estão investigando o caso, e encontraram um dos carros usados na execução, além de algumas armas e munições; os celulares da namorada de Gritzbach (que retornava com ele de uma viagem ao Nordeste e saiu ilesa do ataque) e dos policiais que faziam a segurança de empresário foram apreendidos.

Mesmo sem nenhuma prisão feita até agora, é praticamente certo que se trata de uma ação do Primeiro Comando da Capital (PCC), pois Gritzbach estava marcado para morrer pela facção criminosa: ele lavava dinheiro para a organização, mas resolveu fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público paulista, e que já havia sido homologado pela Justiça, revelando detalhes sobre como o PCC era financiado e sobre o envolvimento de policiais civis e militares com o crime organizado. Além disso, em dezembro de 2021, Gritzbach teria ordenado a morte de dois membros da facção: o traficante Anselmo Becheli Santa Fausta (“Cara Preta”) e seu motorista, Antônio Corona Neto (“Sem Sangue”). O prêmio pela cabeça do empresário era de cerca de R$ 3 milhões.

Que um crime como este tenha sido cometido em local tão movimentado, em plena luz do dia, da forma como ocorreu, vitimando alguém cuja segurança deveria ser prioridade total dos órgãos de investigação devido à importância das informações prestadas, permite supor que, infelizmente, os tentáculos do crime organizado estão mais espalhados do que gostaríamos de imaginar. Afinal, não foi uma coincidência que levou os criminosos a encontrarem Gritzbach no aeroporto; muito provavelmente seus passos estavam sendo seguidos, e isso seria muito difícil sem a cooperação de pessoas próximas à vítima, que dispensou os serviços do Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas e preferiu contratar quatro policiais militares como escolta particular. O jornal O Estado de S.Paulo apurou que três desses policiais não estavam no aeroporto quando Gritzbach foi morto, porque seu veículo teria apresentado problemas mecânicos ao deixar um posto de combustíveis nas proximidades.

A triste verdade é que, a cada dia que passa, o crime organizado espalha sua atuação. O PCC se expandiu para lavar dinheiro com empresas de ônibus e usa fintechs para financiar campanhas políticas, o que certamente não ocorre por mera afinidade com as convicções políticas dos candidatos apoiados. Quanto mais o crime organizado se infiltra nas atividades empresariais lícitas e, especialmente, nas estruturas de Estado, mais os criminosos ganham a certeza da impunidade (a ponto de executarem pessoas em um aeroporto movimentado) e mais difícil será cortar todas as cabeças da hidra em que as facções como o PCC, o Comando Vermelho e tantas outras se transformaram. Apenas à base de muita inteligência policial, cooperação entre autoridades de todas as esferas de poder e de todas as unidades da Federação, e legislação mais firme para isolar líderes presos e sufocar economicamente as organizações criminosas será possível evitar que o Brasil caminhe para se tornar um narcoestado.

O fortalecimento do crime organizado é trabalho de décadas, e que não ocorreu apenas graças ao empenho dos bandidos. Eles contaram com a ajuda de autoridades cujas ações e decisões mantiveram as facções a salvo do braço estatal; de segmentos ideológicos que ainda hoje tratam bandidos como “vítimas da sociedade”; de uma intelectualidade que glamourizou as drogas, garantindo o financiamento das facções; de um ordenamento jurídico que dificulta a proteção da sociedade contra os criminosos; e de setores políticos que dificultam a mudança dessas mesmas leis. Essa bandidolatria permitiu que chegássemos ao ponto atual, em que as facções desmoralizam o Estado e deixam claro que futuros delatores terão o mesmo fim de Gritzbach. Também este estado de coisas precisa ser desmontado para que não tenhamos um país refém da criminalidade organizada.

PENINHA - DICA MUSICAL