O Brasil vive a expectativa de um novo vexame internacional.
Enquanto os brasileiros convivem com a rotina de descondenação de políticos ligados ao Partido dos Trabalhadores enrolados em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, outros países punem seus ladrões denunciados pela Lava Jato.
Nesta quarta-feira (13), o Panamá irá julgar dois ex-presidentes do país, Ricardo Martinelli e Juan Carlos Varela, e mais 34 acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.
As acusações na justiça panamenha se referem a negócios envolvendo a brasileira Odebrecht, empreiteira que mudou de nome após o escândalo.
Recentemente, o Peru condenou o ex-presidente Alejandro Toledo a 22 anos de prisão por crimes denunciados na versão peruana da Lava Jato.
Nos Estados Unidos já são vários os condenados que cumprem pena por crimes denunciados na Lava Jato, operação desmantelada no Brasil.
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Enquanto isso, a impunidade aqui em Banânia é marca saliente e ponto primordial da administrância dessa nossa republiqueta.
Lá fora os ladrões são condenados e vão pra cadeia.
Por aqui, nessas nossas bandas esquerdais, um Descondenado, eletronicamente eleito, exerce a Presidência.
Erika Hilton (PSol-SP) quer protocolar PEC que cria a jornada de trabalho 4×3
Uma proposta que nem chegou ao número mínimo de assinaturas já tem uma repercussão enorme: reduzir a jornada de trabalho. Anunciaram que o 6×1 pode virar 4×3, ou seja, dos sete dias da semana, trabalha-se em quatro e descansa-se em três. Certo, mas de onde é que vão tirar o dinheiro para pagar os salários? E para dar os empregos? Se vão trabalhar menos, vai cair a produção? As vendas? A atividade? É a coisa mais óbvia do mundo. Isso é lei física e lei de mercado. E o mercado tem características físicas e sociais.
A jornada de trabalho era de 48 horas por semana, nos tempos de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que o ditador Getúlio Vargas copiou do corporativismo italiano, lá nos tempos do Mussolini. Fez-se um movimento trabalhista, um partido trabalhista brasileiro. Teoricamente, Trabalhava-se no sábado pela manhã. Eu peguei esse período, também trabalhei sábado pela manhã. Na Constituição, essa jornada foi reduzida para 44 horas: está no artigo 7.º, afirmando ainda que a jornada pode ser organizada de comum acordo nos dias de trabalho. Então, a maioria das pessoas – porque há profissões em que isso não acontece – se organizou para trabalhar essas 44 horas de segunda a sexta.
E agora temos essa proposta, não sei quantas assinaturas a deputada Erika Hilton já conseguiu, mas precisa de 171, entre 513 deputados. De onde é que tiram isso? É pura demagogia, um populismo barato e ignorante, sem informação. Como é que vai ser? De agora em diante as pessoas vão trabalhar menos? Só no serviço público é o contrário. Nos anos 80, surgiu a informática e pensaram que, com o computador, de cada três funcionários públicos, só um precisaria trabalhar e os outros dois seriam dispensados. Mas não foi assim no serviço público: chegou o computador, mas a folha de pagamento se multiplicou por três ou mais. Até as instalações da Esplanada dos Ministérios foram se multiplicando, com anexos maiores que a área do edifício original. E isso com a informática.
É incompreensível, mas o serviço público é incompreensível mesmo. Já na iniciativa privada prevalece a razão, o certo e o errado. Não existe geração espontânea de riqueza, nem almoço grátis. Alguém paga – e paga com trabalho. Se uma empresa tem 50 funcionários para fazer determinado serviço, e se o número de horas de trabalho vai cair, ela vai dispensar funcionários para continuar se mantendo equilibrada, do contrário ela quebra e fica, todos desempregados. Mas, se entender isso é tão simples, como é que uma ideia dessas prospera? É pura demagogia, populismo, ofensa aos neurônios das pessoas.
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Quem governa os estados mais violentos do país não tem como resolver o problema da segurança pública
Já que o governo federal disse que vai resolver o problema da segurança pública, sugiro uma comparação interessante. Vejam a taxa de homicídios nos estados governados por governadores do PT, e comparem com a taxa de homicídios em estados governados por governadores de outros partidos. E me respondam se o governo do PT tem mesmo condições de combater o crime no Brasil. Este vai ser o mote do meu artigo de terça-feira.
Policiais holandeses fazem cordão de isolamento diante de ônibus com torcedores após perseguição a israelenses na noite de 7 de novembro, em Amsterdã
A capital holandesa, Amsterdã, tem aquele que é provavelmente o local relacionado ao Holocausto mais visitado em todo o mundo depois dos próprios campos de concentração: a casa de Anne Frank, a menina judia que se escondeu dos nazistas com sua família por dois anos, até serem todos descobertos e enviados aos campos de extermínio. Pois a mesma cidade viu, na quinta-feira, dia 7, um espetáculo de selvageria antissemita cometido por militantes pró-Palestina contra torcedores israelenses do Maccabi Tel Aviv, que disputou uma partida contra o Ajax, válida pela Liga Europa.
De acordo com os relatos, os torcedores israelenses foram vítimas de verdadeiras emboscadas, nas quais eram forçados a gritar “Palestina Livre” para não serem agredidos. Outras vítimas afirmaram que os agressores estavam exigindo a exibição de documentos como identidades e passaportes para separar os israelenses dos demais. As autoridades holandesas falaram em “violência sistemática”, que os manifestantes pró-Palestina “procuraram ativamente os torcedores israelenses para atacá-los e agredi-los” e que isso ocorreu “em vários lugares da cidade”. Alguns torcedores foram hospitalizados e chegou a haver relatos de desaparecidos, mas que não se confirmaram. Os manifestantes pró-Palestina haviam causado confusão com a polícia local antes da partida, devido ao cancelamento de um protesto a poucos quilômetros do estádio e que havia sido autorizado anteriormente pela prefeitura. No dia seguinte, as forças de segurança holandesas confirmaram 62 prisões, e outras dezenas de militantes foram presos no domingo após desafiar uma ordem judicial contra novas manifestações.
Mesmo sendo verdadeiros os relatos de que torcedores mais exaltados do time israelense também tinham passado dos limites, arrancando bandeiras palestinas de edifícios, gritando insultos contra palestinos e desrespeitando um minuto de silêncio antes da partida, em homenagem às vítimas das enchentes na Espanha, é completamente inadmissível a perseguição sofrida pelos torcedores do Maccabi Tel Aviv. Não foi uma simples briga de torcidas: foi um ataque deliberado dirigido a um grupo de pessoas por serem judias ou israelenses. Antissemitismo explícito, como afirmou nas mídias sociais o primeiro-ministro holandês, Dick Schoof, que se disse “envergonhado”. O rei da Holanda, Willem-Alexander, manifestou seu “horror e choque” diante da violência, segundo declarações do presidente israelense, Isaac Herzog. Em uma coincidência macabra, o ataque aos torcedores do Maccabi ocorreu às vésperas do aniversário da Noite dos Cristais, um pogrom cometido pelos nazistas em 1938.
Dias antes, em Fortaleza, os antissemitas também atacaram ao acabar com um evento acadêmico na Universidade Federal do Ceará. Um debate sobre o conflito no Oriente Médio tinha a participação de Jawdat Abu-El-Haj, palestino e professor da instituição; Matheus Alexandre, da ONG StandWithUS, dedicada a combater o antissemitismo e a desinformação sobre Israel; e Michel Gherman, professor da UFRJ que se diz “sionista de esquerda” e é crítico ao atual governo de Benjamin Netanyahu. Algumas dezenas de militantes da Frente Cearense de Apoio à Resistência Palestina invadiram o local e causaram tumulto. Havia ao menos um cartaz com o rosto de Yahya Sinwar, líder do grupo terrorista Hamas morto recentemente por Israel.
O professor Fabio Gentile, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da universidade e que fazia parte da mesa, atestou o caráter antissemita do protesto. “Eles [os judeus Gherman e Alexandre] eram o alvo, o principal objetivo do ataque desse grupo”, disse à Gazeta, afirmando que houve uma “censura autoritária a um evento que era aberto a todos e que garantia pluralismo das posições”. O episódio também foi repudiado pela universidade, afirmando que “práticas autoritárias de censura da liberdade de cátedra e de expressões do pensamento são inaceitáveis”. A instituição também alertou para “o perigo [de] desencadear um mecanismo de autocensura no corpo docente e discente, preocupados, doravante, em evitar algumas temáticas para não provocar episódios semelhantes”, mas, infelizmente, o fato de se estudar a possibilidade de retomar o evento de forma virtual atesta que a autocensura já está em curso.
A crítica à forma como Israel conduz suas ações em Gaza e no Líbano, para livrar o país da ameaça terrorista do Hamas e do Hezbollah, é legítima. O que não é e nunca será legítimo é o recurso à violência sistemática, de qualquer natureza, contra um grupo devido à sua nacionalidade ou à pertença a um determinado grupo étnico. Em Amsterdã, israelenses foram caçados e atacados por serem israelenses. Em Fortaleza, judeus foram calados e impedidos de falar em um debate civilizado por serem judeus. São duas dimensões diferentes do mesmo mal, o do antissemitismo, cujo recrudescimento não há como tolerar em uma sociedade democrática.