Lula disse que é difícil achar mulheres e negros competentes? É isso mesmo que eu ouvi? 🙉 pic.twitter.com/cN4PJaBkaB
— Thais🇧🇷🇺🇸🇮🇹 (@thaispsic) June 26, 2024
Lula disse que é difícil achar mulheres e negros competentes? É isso mesmo que eu ouvi? 🙉 pic.twitter.com/cN4PJaBkaB
— Thais🇧🇷🇺🇸🇮🇹 (@thaispsic) June 26, 2024

A arrecadação total em tributos federais chegou a R$ 1,1 trilhão nos cinco primeiros meses de 2024
Nunca na história deste país nós, brasileiros, pagamos tantos impostos, tributos e taxas federais quanto neste ano. Mais exatamente, nós desembolsamos do nosso trabalho R$ 1,1 trilhão só nos primeiros cinco meses do ano. Foi o que pagamos em tributos federais até 31 de maio. Descontada a inflação, foi quase 9% acima do que pagamos nos cinco primeiros meses do ano passado. É um recorde histórico.
* * *
Lula evita comentar decisão do STF sobre drogas
Enquanto isso, o presidente Lula deu mais uma entrevista e o dólar passou dos R$ 5,50. Mas ele se esquivou de falar sobre drogas. O Supremo decidiu, na quarta-feira, que se a pessoa estiver com até 40 gramas será considerado usuário. Houve divergência, Fux disse que não acredita nisso e Dino defendeu 25 gramas, mas prevaleceram as 40 gramas. Agora as delegacias precisarão ter balança para conferir. E o sujeito não poderá estar com cadernetinha de clientes no bolso, nem com a balancinha escondida na esquina, nem com o dinheirinho das vendas. Mas isso não é problema, agora pode vender por Pix. O STF só fez a ressalva de que esse limite está valendo até que o Poder Legislativo decida – está lá, inclusive, um projeto de emenda constitucional considerando crime a posse de qualquer quantidade de qualquer droga.
Tudo que Lula disse é que esse é um assunto da ciência, que é a ciência que vai decidir sobre as drogas. Ele não quer falar disso em entrevistas porque é ano eleitoral. Não quer desagradar os maconheiros, os drogados, nem os viciados, mesmo que a maioria não seja nada disso. Mas, além da ciência, é assunto da economia também. O deputado Osmar Terra já avisou que empresas multinacionais estão doidinhas para investir em maconha aqui no Brasil. Empresas que vêm pelo caminho da nicotina. Também é questão para o Estado. Lula tem de pensar nas famílias que precisam de apoio do Estado para recuperar, para tratar quem caiu no vício. Precisam do Estado para evitar a droga, para reprimir a droga, para pegar o traficante, para não deixar a droga entrar no país nem ser cultivada. Mas Lula lavou as mãos.
* * *
Lula lavou as mãos, mas o papa Francisco falou o que tinha de ser falado
Até o papa falou disso. Eu tinha conversado com o presidente da CNBB, o arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, na segunda-feira, quando ele estava embarcando para o Vaticano. E com certeza houve influência de dom Jaime, que estava muito triste após Luís Roberto Barroso ter dito que ele estava desinformado. Mas não estava: dom Jaime sabe que essa decisão do Supremo representa a liberação das drogas.
E o papa Francisco, na quarta – por coincidência, Dia Internacional Contra o Tráfico de Drogas – falou: “tendo conhecido tantas histórias de dependentes e suas famílias” – e dom Jaime conhece essas histórias – “estou convencido de que é dever moral acabar com a produção e tráfico” de drogas. E mais, disse o papa: “a redução da dependência das drogas não será alcançada através da liberação de entorpecentes”. Perfeito. Já aqui, no Brasil, agora não é crime o porte para uso pessoal. Se vender droga é crime hediondo, como é que quem compra não comete crime? Compra e venda necessitam de dois lados. Se a venda é criminosa, a compra necessariamente será criminosa. Inclusive porque, se não houver comprador, não haverá nem compra, nem venda.
Comentário sobre a postagem FUTEBOL NO BRASIL
José de Oliveira Ramos:
Amigos, o futebol brasileiro é único em sacanagens.
O jogador brasileiro é único em qualidade técnica, mas carece de “um pintor” que lhe pinte os quadros da sua vida.
A arbitragem sempre foi uma comédia.
No começo da minha carreira, então parte integrante do quadro da FCD (Federação Cearense de Desportos), atuando como Bandeirinha (que hoje chamam de Auxiliar de Linha) num jogo Ceará x Santa Cruz/PE presenciei uma cena hilária.
O Árbitro era “Fulano de Tal” (falecido, portanto me reservo ao direito de omitir o nome), que, ao marcar uma falta contra o ataque do Ceará – ainda não existia a advertência com o cartão amarelo ou vermelho! – que, após cometimento da infração permaneceu no chão querendo que o Árbitro marcasse penalidade, foi com o “dedo em riste” para o atacante do Ceará, dizendo: “na próxima, se tu não quebrar a perna desse fdp, vou te expulsar de campo”.
Quem “via o dedo em riste”, tinha certeza que a advertência ao cearense era severa.
A direção do vento me favoreceu e escutei tudo.
Quase eu paro de trabalhar, de tanto rir!
Gilmar Mendes é questionado por Sérgio Tavares. Constrangedor, pra não dizer outra coisa… pic.twitter.com/zAW8JGYpLx
— TeAtualizei 🇧🇷👊🏻❤️ (@taoquei1) June 26, 2024
Editorial Gazeta do Povo

O presidente Lula em entrevista ao portal UOL, nesta quarta-feira (26)
O investidor estrangeiro está cada vez mais desconfiado em relação ao Brasil. Um levantamento da Guide Investimentos, publicado pelo site Poder360 na última segunda-feira, mostra que o risco-país brasileiro teve a segunda maior alta em 2024, entre todas as economias do G20. O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos, uma espécie de seguro contra calotes, subiu de 133 para 166 pontos-base, uma alta que perde apenas para a da Argentina, que sofre as dores do necessário choque liberal de Javier Milei e cujo CDS passou de 1.456 para 2.589 pontos-base.
Hoje, entre as economias do G20, o Brasil tem o quarto maior risco-país, perdendo para a Argentina, a Turquia – com 276 pontos-base em 21 de junho, menos que no início do ano – e a África do Sul (210 pontos-base, apenas 6 a mais que em janeiro). A título de comparação, o risco-país dos Estados Unidos é de 36 pontos-base; o do Japão, 22; e o da Alemanha, o mais baixo do G20, é de apenas 10 pontos-base.
Em termos proporcionais, o Brasil também faz feio. O aumento de 25% no seu CDS é menor apenas que os de Argentina (alta de 78%), França (elevação de 50%, de 24 para 36 pontos-base) e Coreia do Sul (alta de 33%, 27 para 36 pontos-base). No caso francês, a disparada se concentra toda nos últimos 30 dias, marcados pela derrota do grupo do presidente Emmanuel Macron nas eleições para o Parlamento Europeu e o anúncio de novas eleições para a Assembleia Nacional do país, que ocorrerão neste fim de semana.
No caso brasileiro, o histórico do CDS mostra que o risco-país teve queda em 2023, ano em que o mercado financeiro ainda demonstrou alguma boa vontade para com Lula, já que o governo conseguira aprovar um arcabouço fiscal que, embora objetivamente ruim, ainda era melhor que as políticas defendidas por alas mais vocais do PT. No entanto, o movimento de alta recomeçou em meados de março deste ano, quando o risco-país estava em 120 pontos-base, marca que havia sido atingida pela última vez ainda antes da pandemia de Covid-19.
O que temos visto, nesses últimos meses, é a deterioração de vários indicadores de saúde fiscal do país – o déficit nominal do setor público consolidado, no acumulado de 12 meses até abril, bateu o recorde registrado na pandemia – e a boquirrotice cada vez maior do presidente Lula. O petista não perde uma oportunidade de atacar o Banco Central, a única instituição que está realmente trabalhando para conter a inflação no Brasil, com críticas cada vez mais ácidas ao presidente do BC, Roberto Campos Neto.
Além disso, Lula continua insistindo que não é necessário realizar nenhum ajuste fiscal ou corte de gastos. Nesta quarta-feira, em entrevista ao portal UOL, o presidente da República afirmou que “o problema não é que tem que cortar. O problema é se precisa efetivamente cortar ou se precisa aumentar a arrecadação”, mantendo sua aposta na política de arrancar cada vez mais dinheiro de contribuintes e empresas para manter as contas minimamente ajustadas. E, quando não está torcendo o nariz publicamente para a ideia de reduzir as despesas, Lula está sofismando, criando confusão entre “gasto” e “investimento”, como se ambos não representassem dinheiro saindo dos cofres públicos, e como se Lula não estivesse chamando de “investimento” certas despesas que nenhum manual decente de contas públicas classifica desta forma.
Até mesmo Dilma Rousseff já demonstrou que sabia ligar os pontos quando, em um debate na campanha presidencial de 2014, acusou os adversários de “plantar inflação para colher juros” – a frase deixava implícito que juros altos eram consequência de inflação alta no presente ou perspectivas de inflação alta no futuro. O que Dilma, em seu terraplanismo econômico, ignorava ou queria ignorar é que a inflação alta era consequência, entre outros fatores, de gasto público ilimitado, aquele mesmo que era “vida”, para recordar outra frase célebre da ex-presidente. Lula vai pelo mesmo caminho, com a desvantagem de nem mesmo ser capaz de entender a relação de causa e consequência entre inflação e juros.
A desconfiança refletida no aumento do risco-país, portanto, não tem nada de gratuita. É mera reação às palavras e ações de Lula, que não apenas rejeita qualquer plano de corte de gastos como ainda sabota dia sim, dia também, os responsáveis por uma política monetária que só é contracionista porque precisa se contrapor a uma política fiscal abertamente expansionista. O risco-Brasil, hoje, pode muito bem ser chamado de risco-Lula.