Arquivo mensais:outubro 2023
DEU NO JORNAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP
Caro Berto,
Desenha-se a cada eleição no país o mesmo roteiro: o PT e seus aliados se unem em torno de um candidato e o que poderia ser oposição fica brigando entre si para disputar o cargo.
A exceção foi 2018 – quando o dono do partido estava na cadeia – e , o “poste” não vingou; Bolsonaro ganhou e por um breve tempo tivemos realmente alternância de poder, um respiro sem MST, sem verbas para recitais de poesia etc.
Em 2022 novamente a mesma briga; seria Doria, seria o Leite, apoiariam Bolsonaro?
Nomes surgiam –a tal terceira via – e enquanto isso o “descondenado” surfava à vontade, com a benção do STF e STE.
Até as vésperas da eleição, não tínhamos – fora Lula ou Bolsonaro – outro nome alternativo forte; os que foram colocados eram ridículos, fracos ou folclóricos, apenas para fazer número.
Hoje, penso até que Ciro poderia ser o nosso Javier Milei… parecia o único com algum programa de governo.
Deu no que deu: direto das catacumbas voltaram seres que imaginávamos para sempre sepultos
Parece que o ego dos políticos não tem medida, mesmo que saibam não ter a menor chance.
Jogam a favor de picuinhas e quem “se lasca” somos nós.
No momento atual, estamos à beira de um grande desastre para a cidade de São Paulo, pois por falta de coordenação política, um sujeito que nada fez na vida a não ser liderar invasões a propriedade alheia está a ponto de ser prefeito da maior capital do país.
Vive a fazer descaradamente campanha fora de hora – cadê a lei para impedi-lo? – pois para esse grupo tudo vale, tudo pode, sem qualquer restrição.
No andar da carruagem e com o mesmo enredo o estrago se aproxima; pena, mas enquanto não tivermos realmente ideologia, valores e conceitos dentro dos partidos políticos, que se preocupam mais com fundo partidário, com a benesses de cargos e mordomias que tais, a coisa será sempre assim.
Quando nos dermos conta – e a cada dia isso fica mais claro – seremos dominados totalmente pelos “cumpanheiros” ou os porcos do “Animal Farm”.
Abraço,
Inté!,
DEU NO JORNAL
QUEM DISSE QUE NÃO COMPENSA???
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
AS VANTAGENS DO ALZHEIMER
Alzheimer: Quem sou eu? Onde estou?
Aos 82 anos de idade, Francisco se casou com Maria, de 27 anos que, em consideração ao marido tão idoso, decide que devem dormir em quartos separados. Assim fica acordado entre os envolventes das núpcias.
Terminada a festa do casamento, cada um vai para o seu quarto. Maria se prepara para deitar, quando ouve batida forte na porta do seu quarto.
As batidas insistem… Ao abrir a porta, ela se depara com Francisco, com 82 anos, pronto para entrar em ação.
Tudo corre bem após uma relação quente e vigorosa… Francisco despede-se e vai para o seu quarto.
Passados alguns minutos, Maria ouve novas batidas na porta do quarto… Era Francisco, novamente pronto para outra ação.
Maria se surpreende, mas deixa-o entrar. Terminada a relação, Francisco beija Maria carinhosamente e despede-se, indo para o seu quarto.
Maria se prepara para dormir novamente, quanto escuta fortes batidas na porta do seu quarto. Espantada, Maria abre a porta e se depara com… Francisco!!! Mais do que pronto para a ação, com aspecto vigoroso e renovado.
E Maria diz, espantada e surpresa:
– Estou impressionada com o senhor que, em sua idade possa repetir a relação com essa freqüência… Já estive com homens com um terço de sua idade e eles se contentavam apenas com uma vez. Você, Francisco, é um grande garanhão!
Desconcertado, Francisco pergunta:
– E eu já estive aqui antes?
DEU NO JORNAL
LULA ACUSA ISRAEL DE COMETER UM GENOCÍDIO NA FAIXA DE GAZA
Leandro Ruschel

Deixando claro que sempre esteve ao lado dos terroristas do Hamas, o descondenado Lula acusou Israel de cometer um genocídio na Faixa de Gaza:
“Não é uma guerra, é um genocídio que já matou quase 2 mil crianças que não têm nada a ver com essa guerra, são vítimas dessa guerra. E sinceramente, eu não sei como um ser humano é capaz de guerrear sabendo que o resultado dessa guerra é a morte de crianças inocentes.”
Apesar de não ter citado diretamente Israel, o fato dele ter usado o número de 2 mil crianças deixa claro que ele se refere aos supostos mortos na Faixa de Gaza, pois esse foi o número divulgado pelo ministro da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas.
Hamas defende abertamente o genocídio de judeus, e deixou claro a posição ao assassinar 1.400 civis israelenses, muitos deles torturados e estuprados antes de serem mortos.
Israel não alveja civis, que são utilizados pelos terroristas como escudos humanos. Se Israel de fato quisesse eliminar o povo palestino, ele nem existiria mais, dado o poderio militar dos israelenses.
Na verdade, a população palestina foi multiplicada por cinco desde os anos 60.
Pra variar, o descondenado MENTE, e ofende de forma grave o povo judeu, esse sim vítima de um dos maiores genocídios da história, promovido pelos nazistas.
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
OS AQUECIMENTISTAS NÃO DORMEM
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
RECIFE CIDADE-ESTADO
Banco de Londres, majestosa sede no Recife
Depois de publicar três títulos sobre assuntos bancários e ter sido profissional dessa categoria durante 30 anos, sinto-me na obrigação de reavivar alguns assuntos sobre esse mister, para que a geração atual possa vir a entender alguns modos de funcionamento dessas instituições e seus derivados, em eras passadas.
No livro Recife – da moeda ao crédito, que entreguei à CEPE para publicação, documentei parte da História econômica que se vai tornando esquecida nas estantes. Para isso serve a crônica. Trazer fatos de algumas épocas e comentá-los, comparando-se os períodos, a fim de se observar os contrastes.
Na época em que a moeda se transforma em apenas um sinal de voz, através de um smartphone – modelo de aplicativo que já começa a superar o QRcode – é oportuno evidenciar o papel do dinheiro e das empresas intermediadoras das operações financeiras.
É importante afirmar, que o Recife já assumiu, de fato, todos os poderes de cidade-estado, quando aqui, inclusive, foram cunhadas as primeiras moedas brasileiras, que eram de ouro.
Não se deve esquecer que nossa cidade foi representação internacional de estado e país, pois, era a capital do Brasil holandês, quando tomou a denominação de “Cidade Maurícia”.
As nações da Europa, notadamente a Espanha, Portugal, Alemanha e a Holanda – justamente aquelas que dominavam o comércio mundial – olhavam para o nosso torrão avaliando bem sua posição econômica e a capacidade de produzir bens.
Daí veio a necessidade de produzir estas páginas.
Muitas delas foram escritas em latim e não ficaram esquecidas, pois foram cuidadosamente guardadas na Holanda e na Alemanha, como relíquias que verdadeiramente são.
Éramos representantes de uma nação que já misturava as raças tão harmonicamente, criando a identidade diversificada, capaz de mostrar-se com estrutura emergente, como nação nova e gente audaz.
Essa audácia ficaria comprovada pelo modelo de ações de progresso que inspiraram o slogan de sua bandeira.
Os recifenses se apresentavam nos embates encarniçados de Guararapes, Tabocas e Tejucupapo, como uma gente brava e altaneira, capaz de defender-se do invasor e de preservar seu direito patrimonial ao custo do sangue de seus semelhantes.
Noutras oportunidades, como pessoas inteligentes e hábeis, apresentando ao mundo suas ideias, artes e letras, capazes de se harmonizar com o Governo Holandês, para promover o progresso da cidade-estado.
Agora, depois de mais de 400 anos, balizando o Período Holandês – notadamente a fase do Governo de Nassau – temos estudado esses momentos, levantando outros fatos empoeirados e quase escondidos nas gavetas da memória histórica que se encontra além de nossas fronteiras, para se reavaliar os costumes de hoje.
Os Bancos, banqueiros e bancários não estão separados ou a margem dessa História. São partes integrantes delas.
Pretendemos realçar alguns desses momentos e pessoas, fatos quase anônimos, para que não fiquem imóveis na distante época do 1500, ainda tão pouco focados, para que se releve o mérito dos seus atores, aqueles que laboraram de sol a sol, pacientemente, em suas escrivaninhas.
Os comerciantes, industriais e banqueiros arriscaram seus capitais. Os bancários e demais trabalhadores mourejaram dia a dia, dando muito de si para que a sociedade galgasse patamares importantes em termos de concorrência mundial.
Mas não posso desconsiderar, entretanto, os muitos movimentos armados que nossos livros registraram, como notáveis demonstrações de civismo.
Mas a História não se monta apenas com fatos relevantes, sob a ação de armas, com generais e soldados.
A periferia dos acontecimentos, às vezes pode parecer insignificantes, mas dá-nos mostra legítima e clara de muita coisa que não se sabia, oferecendo aos sociólogos detalhes indicativos para se entender os dias que ficaram nas estradas do tempo.
Colar de pérolas com um grande W entrelaçado que são as iniciais da GEOCTROYEERDE WEST-INDISCHE COMPAGNIE (Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais), o respectivo valor expresso em algarismos romanos
Pelo fato de se haver cunhado no Recife as moedas de ouro, que por si só representavam o lastro do seu valor, as quais circulavam no Brasil holandês, ganhamos uma artéria com nome incomum: Rua da Moeda.
E saiba-se que em Pernambuco funcionou, em 1540, a primeira instituição bancária do Brasil: a Casa Bancária dos Fugger (atual Fugger Privat Bank KG).
Em 1637 o “Recife de Pernambuco” era o Brasil. A placa que se vê na Rua da Moeda talvez tenha sido ali fixada a fim de perpetuar o fato de que fomos a única cidade-estado brasileira.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
ANDRÉ – RIBEIRÃO PRETO-SP
PENINHA - DICA MUSICAL
GERA SAMBA
CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
EDUARDO BOMFIM
Certo vez recebi um telefonema do amigo Eduardo Bomfim marcando um encontro num café. Para surpresa ele me convidou a ser seu assessor durante o mandato de vereador em Maceió. Me senti honrado mas, ponderei, ele ser do Partido Comunista do Brasil e eu um liberal, embora tivesse simpatia com alguns propósitos da esquerda, como a justiça social, eu era à favor da livre iniciativa, do empreendedorismo e além do mais, um Capitão do Exército, embora reformado. O Partido não iria me rejeitar? Naquela calma e poder de persuasão, falou que, antes de tudo, ele era um democrata, aceitava ideias contraditórias, gostava de argumentar suas razões. Já havia consultado o Partido que aprovou meu nome, um técnico como assessor. O convite fora feito, por eu ter exercido vários cargos na Prefeitura e ser conhecedor dos problemas e das soluções da cidade, queria realizar um mandato participativo, ouvir o povo, fazer um trabalho em direção aos mais carentes, principalmente a cultura popular. Aceitei imediatamente, faria aquele trabalho junto ao Bomfim até como voluntário, pois ele era um dos políticos alagoanos da maior credibilidade.
Desse dia em diante começamos a planejar e viabilizar projetos, ele me dava carta branca para o trabalho técnico e principalmente ouvir a população em seus anseios da comunidade.
Problemas nos bairros, eu fotografava e dava entrada direto nas secretarias, cobrava, eles resolviam os problemas. Gratificante e inesquecível trabalhar com o Bomfim. Todos os dias nos encontrávamos para avaliação de trabalho e projetos em andamento. Foi iniciativa de Eduardo Bomfim um projeto cultural de maior sucesso na cidade. Transformamos a Rua da Praia em Rua Shopping às sextas-feiras. Fechávamos a rua aos carros, as lojas ficavam abertas e muita apresentação cultural nas ruas. O Prefeito Ronaldo Lessa deu total apoio. Eu conversei e convenci com todos os moradores e donos de loja da rua da Praia. Até hoje o projeto Rua da Praia – Rua Shopping é lembrado. Eduardo certa vez mandou que a assessoria escrevesse um rascunho da Lei de Incentivo à Cultura. Em pouco tempo, adaptamos as leis de outros municípios, a Lei da Cultura foi aprovada na Câmara de Vereadores. Mas nunca regulamentada. Uma lei tão importante numa cidade tão rica em cultura popular e tão pobre para manter essa cultura. Foi muito trabalho durante o mandato que fazíamos com convicção.
Eduardo Bomfim foi figura de destaque da geração inquieta dos anos 60/70, que testemunhou e participou da revolução dos costumes, da cultura, da luta contra preconceitos do mundo. Foi a vitória da humanização e da minoria oprimida, principalmente as mulheres.
Conheci Eduardo Bomfim nos anos 70, quando ele liderava a Sociedade de Direitos Humanos em Alagoas. Minha admiração pelo político Eduardo Bomfim vem dessa época. Figura das mais dignificantes deste Estado, além de ser um idealista, era um homem de princípios. Eduardo Bomfim foi Deputado Constituinte, participou da elaboração da Constituição de 1988. Considerado um dos mais atuante parlamentares, os jornalistas de Brasília escolheram Eduardo Bomfim como Constituinte Nota 10 pelo seu trabalho, incluindo na Constituição cláusulas em defesa do povo, dos menos favorecidos.
Bomfim mostrou, quando presidiu a Fundação Cultural Cidade de Maceió, que tinha tino administrativo e visão do futuro, encaminhando diversos projeto ao Ministério da Cultura. Fez uma administração marcante para a cultura maceioense. O que mais se precisa nessa Brasil é de gente honesta como o Bomfim. O resto se resolverá.
Mas, foi uma pena, essa semana Alagoas ficou de luto, recebi com profunda tristeza a notícia da morte de Eduardo Bomfim. Deu uma dor no peito pelo amigo que se foi, a figura humana que Alagoas perdeu. Resta apenas citar os versos do poeta John Donne que diz mais ou menos assim:
“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
Ouço os sinos dobrando pelo Bomfim, pelos amigos, por Alagoas. Por todos nós. Difícil um homem do porte ético, político e intelectual de Eduardo Bomfim. Até mais, amigo velho!






