Caro Berto,
Desenha-se a cada eleição no país o mesmo roteiro: o PT e seus aliados se unem em torno de um candidato e o que poderia ser oposição fica brigando entre si para disputar o cargo.
A exceção foi 2018 – quando o dono do partido estava na cadeia – e , o “poste” não vingou; Bolsonaro ganhou e por um breve tempo tivemos realmente alternância de poder, um respiro sem MST, sem verbas para recitais de poesia etc.
Em 2022 novamente a mesma briga; seria Doria, seria o Leite, apoiariam Bolsonaro?
Nomes surgiam –a tal terceira via – e enquanto isso o “descondenado” surfava à vontade, com a benção do STF e STE.
Até as vésperas da eleição, não tínhamos – fora Lula ou Bolsonaro – outro nome alternativo forte; os que foram colocados eram ridículos, fracos ou folclóricos, apenas para fazer número.
Hoje, penso até que Ciro poderia ser o nosso Javier Milei… parecia o único com algum programa de governo.
Deu no que deu: direto das catacumbas voltaram seres que imaginávamos para sempre sepultos
Parece que o ego dos políticos não tem medida, mesmo que saibam não ter a menor chance.
Jogam a favor de picuinhas e quem “se lasca” somos nós.
No momento atual, estamos à beira de um grande desastre para a cidade de São Paulo, pois por falta de coordenação política, um sujeito que nada fez na vida a não ser liderar invasões a propriedade alheia está a ponto de ser prefeito da maior capital do país.
Vive a fazer descaradamente campanha fora de hora – cadê a lei para impedi-lo? – pois para esse grupo tudo vale, tudo pode, sem qualquer restrição.
No andar da carruagem e com o mesmo enredo o estrago se aproxima; pena, mas enquanto não tivermos realmente ideologia, valores e conceitos dentro dos partidos políticos, que se preocupam mais com fundo partidário, com a benesses de cargos e mordomias que tais, a coisa será sempre assim.
Quando nos dermos conta – e a cada dia isso fica mais claro – seremos dominados totalmente pelos “cumpanheiros” ou os porcos do “Animal Farm”.
Abraço,
Inté!,