Prezado Editor da Gazeta Mais escrota da face Terra!!!!!
Vamos abrir as portas do Cabaré do Berto hoje, a partir das 19h30, para bater um papo, reencontrar os amigos próximos, distantes, felizes, putos, e alhures.
Em tempos de Copa do Mundo, o pessoal aproveita, vê o jogo e cai na gandaia.
Então, avise a turma interessada que basta clicar aqui para entrar e vamos falar da vida alheia que faz bem que só pra saúde.
Abraços
R. Tá certo, meu caro amigo e gerente cabarelístico.
Mais uma sexta-feira para rever os amigos e jogar conversa fora.
Sete e meia da noite estaremos todos lá no Cabaré.
Contamos com a presença dos queridos leitores fubânicos.
Atualmente, enquanto estamos numa esquina para ver a banda passar, o que vemos passar é um bando de marginais, assaltantes e malfeitores, sem que o povo brasileiro tenha mais confiança de andar nas ruas. Aí você vê que nada é lindo como antigamente, quando a banda passava, enchendo de alegria os nossos corações.
A insânia ronda os destinos do Brasil, porque há homens roídos pela ambição do poder, pela sede de mando, acometidos por uma verdadeira vesãnia, querendo arrastar o país a uma guerra civil,
Cada fase da história política do Brasil tem o seu político odiado.
Atualmente, o povo brasileiro enfrenta um político ameaçador, que não perde tempo em ameaçar os cidadãos com medidas restritivas de liberdade, proibindo-os de fazer declarações contrárias às suas, nas redes sociais. Já calou alguns jornalistas e deputados, sob o olhar incrédulo do povo. Deve ter como ídolo, o incendiário Nero, da Roma antiga, ou Filinto Muller, considerado o mais violento militar e político do século passado.
A pressa da diplomação do presidente eleito, antecipada do dia 19 de dezembro de 2022, para o dia 12, deixa no ar uma urgência desesperada, que aumenta a cada dia. “Há algo de podre no reino da Dinamarca”.
A antiga história política do Brasil registra o político Filinto Muller (11.07.1900 – 11.07.1973) como o político mais polêmico que já houve no nosso país. Foi chefe do Conselho Nacional do Trabalho, líder de dois partidos políticos e líder da maioria no Senado, em um governo democrata e de três ditadores.
Aos 72 anos, o Senador Filinto Muller transformou-se no mais respeitado político brasileiro. Percorreu os corredores do Senado, como um sumo sacerdote. Seu gabinete, onde seis funcionários respondiam a mais de seiscentas cartas por mês, era o mais frequentado do Congresso.
Filinto Muller, o todo poderoso do Mato Grosso, foi o responsável pela mais ambiciosa tarefa política desde 1964.
Chegou a revelar um momento de fugaz ceticismo que, num instante, transformou-se na mais definitiva de suas conclusões realistas: “Eu fui muito mais do que queria ser. Pensava em chegar a deputado e fui senador. Queria ser governador do meu estado e fui eleito – não tomei posse em 1934 porque Getúlio pediu que continuasse com ele. Nunca pensei em chegar a presidente do Senado. E muito menos do partido. Mas não tenham ilusões. Os políticos são rapidamente esquecidos. E daqui a alguns anos só se lembrarão de um terrível chefe de polícia do “tempo do Onça”, que também foi um chefe de polícia.” Palavras fatídicas.
Onça foi o apelido dado a um chefe de polícia do início do século passado, conhecido por sua violência. Um dia ele foi visto sentado num dos bancos da praça que hoje chama-se Tiradentes, no Rio. E nunca mais. Desapareceu. Uns dizem que foi morto, outros garantem que entrou para um convento.
Estado Novo, ou Terceira República Brasileira, foi uma ditadura brasileira instaurada por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, que vigorou até 29 de outubro de 1945. Foi caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo.
Em 1945, quando acabou na Europa o “Reich dos Mil Anos”, ruiu também no Brasil o Estado Novo. Começou um período de acerto de contas. O país, que inegavelmente assistira à consolidação do seu poder federal durante a ditadura, se deu conta de quais eram as verdadeiras normas de convivência entre os homens. E cada dia da democracia saboreado significava uma visão mais profunda, da irracionalidade dos atos do regime de exceção.
Enquanto Filinto Muller esteve com o Dr. Getúlio Vargas, foi um poderoso chefe de polícia. E mesmo quando saiu, os três anos que restaram ao Estado Novo, foi sempre um cidadão acima de qualquer suspeita.
O barco afundara, mas sua carga não era tão preciosa quanto parecia. Os melhores figurões já haviam desaparecido. Muitos, dando-se conta da mudança, rasgavam, enraivecidos, a bandeira que eles mesmos haviam bordado e na qual durante tanto tempo se haviam agasalhado.
Durante o Governo Vargas, Filinto Muller destacou-se por sua atuação como chefe da polícia política, e por diversas vezes foi acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros. Pertencia à Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
No alto da estante de Filinto Muller, repousava um dos mais sérios libelos que lhe foram dirigidos: “FALTA ALGUÉM EM NUREMBERG”. Falta quem? Filinto Muller, segundo o autor do livro, o jornalista David Nasser (01.01.1917 – 10.12.1980)
O político brasileiro Filinto Muller faleceu em 1973, em um acidente aéreo, em Paris (França). no qual a esposa, Consuelo, e o neto Pedro também foram vítimas.
31.05.1970, Santiago do Chile. Era o que não faltava por lá, exilados brasileiros tinha para todos os gostos. De Pernambuco, também. Como o engenheiro João Baltar (filho de Antônio Baltar, funcionário da ONU), o estatístico Ricardo Tavares, o economista Sérgio Buarque (irmão de Cristovam) ou minha irmã Maria Lia, depois diretora da Comunidade Econômica Europeia (e, hoje, casada com Jean Paul, administrador de hospitais em Paris). Não só eles. Também o almirante Aragão e antigos militares, sobretudo cabos e sargentos da Marinha. Líderes estudantis como Cezar Maia, Darcy Ribeiro, José Serra, o presidente da UNE Luiz Travassos (e sua mulher Marijane) além de Ferreira, líder dos ferroviários e diretor da Caixinha – formada por parte dos salários de todos os companheiros, que servia para garantir aluguel e supermercado aos muitos que continuavam chegando por lá. Ocorre que ia começar, no México, a Copa do Mundo. E os exilados (parte desses acima referidos) estavam em dúvida. Se deveriam naquele dia torcer pela seleção, como sempre aconteceu antes. Ou, ao contrário, melhor seria dar preferência aos interesses da Democracia, pisoteados pela Ditadura de 1964?, eis a questão. E acertaram que a questão seria decidida em Assembleia Geral, claro, era o estilo daquela gente. E daquele tempo. A decisão do grupo, então, foi torcer contra. Seja. Dá para entender.
Primeiro jogo, logo contra a Tchecoslováquia (que, hoje, nem existe mais, desde 1993 passando a ser dois países, República Tcheca e República de Eslováquia). Um governo socialista, o que ajudou muito a decisão da Assembleia. Na hora de começar o jogo, todos colados no radinho. E veio o primeiro gol dos inimigos, aos 11 minutos, de Ladislav Petrás. Com grande comemoração. Problema é que logo depois, aos 24, veio gol de Rivelino, 1 x 1. E alguns vivas perdidos se ouviram, entre os exilados. Até que logo em seguida, aos 59, veio o de Pelé, matou no peito e rede. Além, aos 61 e aos 81 minutos, mais dois de Jairzinho, 4 x 1. Festa retumbante, no local. Todos, em lágrimas, comemorando a pátria distante, saudades do Brasil, da fraternidade, do estar juntos como era em todos os jogos por aqui.
Ocorre que aquela festa estava em desacordo com a decisão da Assembleia Geral. Solução foi fazer outra, na hora, para decidir o que fazer para os próximos jogos. E a decisão, por unanimidade, foi esquecer a Ditadura e torcer pela seleção. O que se deu até os 4 x 1 contra a Itália, na partida final. Brasil, mais uma vez, campeão do mundo.
Lembro esse episódio ao ver o que acontece, hoje, com a seleção. Ainda com dois grupos nas ruas, se digladiando, como se a eleição não tivesse existido. Há os que veem, no mar de camisas amarelas que estão por toda parte – nos estádios do Qatar como em nossas ruas – o símbolo de partido que concorreu nas últimas eleições. O que, perdão, não faz sentido, por serem as cores do Brasil. Não é patrimônio de ninguém. São os mesmos que xingaram o querido Gilberto Gil, e sua mulher Flora, num estádio da Copa. Falta de educação. Ou, apenas, sectarismo. E há, de outro lado, os que torcem contra. Sobretudo porque Neymar, nosso melhor jogador, votou em Bolsonaro. Um amigo querido me confessou isso, inúteis os argumentos que tentei para demovê-lo. E até a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em berros desvairados ao vê-lo machucado, ficou gritando, enlouquecida, “já vai tarde”, “já vai tarde”. Prova, inclusive, de que essa louca (futebolisticamente falando, claro) não entende nada do jogo. Basta ver a falta que Neymar fez ao time, segunda passada.
Lembro texto de Miguel Torga que vale como um prenúncio “Ontem eram ideias contra ideias. Hoje é este fraterno abraço a afirmar que acima das ideias estão os homens” (Diário Íntimo). Nessa linha, por mim, vejo essa Copa como uma benção. A chance de que os brasileiros voltem a estar mais juntos. Esquecendo a política. Imitando aqueles exilados confinados em Santiago do Chile. É uma oportunidade única, senhores, definindo melhor nosso futuro. Por isso, completando o hino de Miguel Gustavo, mais tarde vou gritar “Pra frente Brasil, salve a seleção”.
PresidentA de Honduras, Xiomara Castro, anuncia que vai ao Brasil para a posse do descondenado. A tipA esquerdista diz ainda que pretende “retomar e arrecadar” o financiamento de obras na sua pocilga socialista. Alguém já viu esse filme? 🤡 pic.twitter.com/rVh9XZnLc8