
1º de dezembro.
Chegamos ao últimos mês do ano de 2022 e, daqui mais uns dias, entraremos em 2023.
Esta gazeta escrota fechou o mês de novembro pagando o contrato de hospedagem e assistência técnica que temos com a empresa Bartolomeu Silva.
Tá tudo em dia e em ordem!
Continuamos aqui avuando pelos ares.
Isso graças à colaboração dos nossos leitores.
Gratíssimo aos fubânicos Boaventura Bonfim, Heraldo Capistrano, Paulo Fellipe e Monica Barreiros, que fecharam o mês de novembro com suas doações esta semana.
E ainda sobrou o suficiente pra pagar o salário de Chupicleide!!!
A inxirida tá aqui relinchando de alegria, doida que chegue a sexta-feira pra encher o rabo de cana.
Ela me disse que neste final de semana pretende dançar um “forró relado”, esfregando-se com muito fogo no macho que tirá-la pra dançar, lá numa casa de forró de Olinda.
Aí, quando ela falou em “forró relado”, eu me lembrei de um antiga composição do saudoso Trio Nordestino, intitulada “Forró Desarmado“, que vai fechar esta postagem.
A letra se refere a um sujeito que está “dançando armado”, um insinuação de que o cabra está de pajaraca no ponto, armada, do que jeito que Chupicleide gosta!
Um grande abraço e um excelente começo de dezembro pra todos vocês!
Os meninos do canal @CanalHipocritas arrebentarammmm…O l@drão não sobe a rampa. pic.twitter.com/qTHG2S6bpy
— Flávia Leão (@FlviaLeo16) November 30, 2022
Quando virem as atrocidades cometidas na China em nome da política de Covid Zero, lembrem-se disso aqui. pic.twitter.com/d7gjEMpNwp
— Renata Barreto (@renatajbarreto) December 1, 2022
Editorial Gazeta do Povo

Entre os legados positivos que Jair Bolsonaro deixará para Lula na economia está a queda naquela que pode ser considerada uma das piores mazelas socioeconômicas que afetam uma nação: o desemprego. Ele vinha caindo, embora lentamente, à medida que o Brasil iniciava uma recuperação cambaleante após a pior recessão da história, a “herança maldita” lulopetista, mas deu um salto graças à Covid-19, chegando a 14,9% no trimestre móvel encerrado em março de 2021. Com o arrefecimento da pandemia e a retomada da atividade econômica, o mercado de trabalho foi se recuperando, e esse processo segue em curso, a julgar pelos dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE.
A taxa de desemprego, que estava em 8,7% no trimestre móvel encerrado em setembro, caiu mais 0,4 ponto porcentual, e no período de três meses entre agosto e outubro ficou em 8,3%. É a menor taxa desde 2015, e traz uma bem-vinda reaceleração do mercado de trabalho, já que entre junho e setembro as quedas foram de apenas 0,2 ponto porcentual de um mês para o outro. A população ocupada está perto dos 100 milhões de brasileiros: hoje, são 99,7 milhões, mais um recorde na série histórica da Pnad Contínua, que começou a ser feita em 2012. Outros números positivos são a queda no número de brasileiros subocupados, subutilizados e desalentados, e a elevação no nível de ocupação (57,4%, também o mais alto desde 2015), no rendimento real e no número de trabalhadores com carteira assinada, que agora é de 36,6 milhões (ainda abaixo do recorde de 37,5 milhões registrado em 2014).
Essa recuperação no mercado de trabalho é puxada pelo reaquecimento na atividade econômica – as estimativas para o PIB de 2022 já subiram muito desde o início do ano, e agora estão pouco abaixo dos 3%. No entanto, as perspectivas para 2023 são bem mais complicadas, e já o eram antes mesmo do desfecho da eleição presidencial. Lula não pode dar como certo que a economia seguirá crescendo e gerando empregos no mesmo ritmo atual. A pergunta é: como o petista vai lidar com esse legado que recebe de seu antecessor?
Durante a campanha, ficou célebre uma frase de Lula em um evento com cooperativas. “Precisamos, então, discutir como é que vamos criar trabalho para o povo brasileiro, para as mulheres e homens que querem estudar, trabalhar e querem ter certeza que vão construir famílias, vão ter casa para morar e vão viver uma vida digna. Como é que a gente vai responder isso? Queria dizer para vocês que eu não sei como fazer”. Por mais que ele estivesse falando em um contexto específico de automação crescente do trabalho e perda de empregos devido aos avanços tecnológicos, há um temor muito fundado de que a ignorância de Lula a respeito de como fomentar a geração de empregos seja mais ampla – ou, pior ainda, que ele conheça as respostas certas, mas não as queira colocar em prática por discordar delas.
Dois caminhos para seguir estimulando a geração de emprego formal mesmo em um ambiente de economia em desaceleração são a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento (e, de forma mais ampla, sobre a produção e o consumo em geral) e o fomento à maior segurança jurídica nas relações trabalhistas. Esta última teve um forte impulso com a reforma trabalhista de 2017, a mesma que Lula atacou durante a campanha e que segue ameaçada, ainda que o petista tenha moderado o discurso nos últimos momentos antes do segundo turno. Quanto à carga tributária, o setor produtivo segue dependendo da renovação de desonerações pontuais, quando a melhor solução seria uma reforma tributária inteligente, que não apenas unificasse impostos, mas de fato tornasse mais barato contratar, produzir e vender.
Mas nem isso adiantará se Lula colocar em prática uma política econômica irresponsável, inflacionária e recessiva, como já alertaram até mesmo economistas que “fizeram o L” antes das eleições e agora fingem não ter colaborado para a vitória do petista ao emprestar sua credibilidade. Recuperar o mercado de trabalho nunca foi tarefa simples; sempre foi algo conquistado a muito custo. Que o petismo não ponha tudo isso a perder.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) na audiência pública do Senado
Nesta quarta-feira houve um evento no Senado em que a casa finalmente se aproximou do povo, ou ao menos de metade ou mais da metade do povo brasileiro, com uma audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle, por iniciativa do senador Eduardo Girão. Houve depoimento de muita gente, entre os quais o deputado Marcel van Hattem, que recolheu assinaturas para a CPI do Abuso de Autoridade e já disse que estamos num estado de exceção. Se a Câmara não tratar disso, para que os deputados servem? Van Hattem disse que falharam como parlamentares, que a ruptura já aconteceu. Onde já se viu um parlamentar ter medo de se manifestar?, questionou. É que prenderam um deles, à revelia da Constituição. A Carta Magna diz que os parlamentares são invioláveis por quaisquer palavras, mas prenderam Daniel Silveira e a Câmara não fez nada.
Fizeram semelhantes diagnósticos o jurista Sebastião Coelho, o desembargador Ivan Sartori e o jurista Ives Gandra Martins, dizendo que já vivemos em um estado de exceção. E acrescentaram, segundo eles, o presidente da República, que jurou fazer respeitar a Constituição, teria de invocar o artigo 142 para voltar à ordem constitucional.
Houve muitos depoimentos de pessoas que foram censuradas, que deixaram de receber pelo seu trabalho, que não têm nada a ver com o Supremo, que teriam de ser investigados na primeira instância, que são vítimas de inquéritos totalmente fora do devido processo legal; foi uma discussão muito forte. O presidente do Senado é advogado, mas pelo jeito é surdo; parece que não está sentindo tudo isso, e continua sentado em cima de requerimentos de senadores que pedem para investigar essa história de estado de exceção e desrespeito ao devido processo legal.
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Consumo de carne na Argentina
Você sabia que o nosso vizinho argentino, nesses últimos 100 anos, era um dos maiores consumidores de carne do mundo? As últimas estatísticas mostravam 90 quilos per capita por ano. A Argentina era o terceiro maior consumidor do mundo, depois de Estados Unidos e Austrália. Pois a esquerda derrubou o consumo pela metade, acho que já não tem mais picanha por lá. Eram 90 quilos, e o último número que saiu é de 47,8 quilos por habitante.
Já aqui, o que estamos vendo pelo IBGE é o menor desemprego dos últimos sete anos: 8,3%. Em país desenvolvido, quando o desemprego chega a 6% – e nós estamos pertinho disso –, eles consideram pleno emprego. A população ativa, segundo o IBGE, está em 100 milhões de brasileiros. E, mais importante, a renda desses brasileiros subiu 4,7% nos últimos 12 meses. Essa é uma herança bendita que está indo para o futuro governo.
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Os jantares em Brasília e aqueles que só se importam com o poder
O futuro presidente esteve, na noite de terça-feira, jantando com Gilmar Mendes na casa de Bruno Dantas, presidente em exercício do TCU, aquele que disse há pouco que vai encher os presídios prendendo manifestantes. Ele não se deu conta de que está no Tribunal de Contas da União. Foi na casa dele que Lula jantou. O presidente Bolsonaro, na mesma noite, estava jantando no restaurante Francisco, na Associação dos Funcionários do Banco Central, na Beira do Lago, com seu partido, o PL, e com o presidente da Câmara, Arthur Lira, que na quarta-feira ainda foi ter um encontro com Lula. Lira quer se reeleger na Câmara e está fazendo de tudo, não? Como eu disse, não tem esquerda nem direita, isso é uma espécie de oligarquia que quer ficar no poder. É um mal brasileiro que não é de agora, é de sempre.
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José Múcio Monteiro é nome adequado para a Defesa
Na segunda-feira, o presidente eleito teria convidado ou convidou o pernambucano José Múcio Monteiro, ex-deputado e ex-presidente do TCU, para ser ministro da Defesa. Eu o conheço há uns 40 anos, desde jovem. Ele era do PFL, ligado a Marco Maciel. Sei que Bolsonaro gosta dele; pelo jeito, Lula também gosta; e aparentemente os militares também gostam dele. Então, está aí o nome. Ainda bem que Lula não convidou Jaques Wagner para voltar ao Ministério da Defesa, nem Celso Amorim; se fizesse isso, não ia bater bem.