
Editor Berto:
Para os folguedos natalinos da Chupicleide.
E os mimos do Polodoro e da Xolinha.
Boa noite.
R. Meu caro leitor e amigo Hélio Fontes, sua generosa doação já está na conta desta gazeta escrota.
O trio Chupicleide, Polodoro e Xolinha está aqui se rindo, rinchando e latindo na maior alegria.

Gratíssimo pela força.
Muito obrigado também para SOP-Tatuapé, Boaventura Bonfim, Elza Torres e Rubens Bianchi .
Chupicleide disse que hoje vai fechar a semana enchendo a cara no boteco do Seu Mané Rabo-Fino.
Trata-se de um aprazível estabelecimento cachacístico localizado no bairro da Burra Nua, na histórica cidade de Olinda.
Bom Natal e um grande abraço!

Vi no úmido chão de um curral
Uma simples cabocla dando a luz,
Uma estrela no céu fazendo jus
N’uma mágica cena de natal.
Um menino, um vaqueiro e um serviçal
De joelhos fazendo uma oração.
A parteira, por dom da profissão
Dando sangue e suor, conforme escrito ,
Dá um tapa na bunda… e escuta um grito
Mais um “Cristo “ que nasce no sertão.
Lima Júnior
No Natal da criança abandonada
Não tem ceia na mesa ou panetone
Nem um copo de suco ou de danone
Pra tirar-lhes da boca uma risada.
Sua cama constrói numa calçada
Seu lençol é a folha de um papel
Sem conforto na rua dorme ao leu
E a chibata da vida dando açoite
Vejo a farsa sorrindo a meia noite
Pendurada no gorro de Noel.
Hélio Crisanto
* * *
João Bosco dos Santos glosando o mote:
Papai Noel tá devendo
Meu presente de natal.
Ele ainda não chegou
Tá vindo devagarinho
Acho que errou o caminho
Ou outra vez não lembrou
O natal que se passou
Ele agiu muito mal,
Não deixou nem sinal
Do presente estupendo
Papai Noel tá devendo
Meu presente de Natal.
São trinta e quatro natais
Que ele não aparece
Acho que de mim esquece
Pois sou pequeno demais,
Só vejo pelos jornais
Ele um velhinho legal,
Mas esse belo ideal
Ficou longe estou dizendo
Papai Noel tá devendo
Meu presente de Natal.
Cadê Noel o presente
Do filho do agricultor,
Do homem que é lavrador,
Que tem um filho inocente.
Pra o filho do penitente
Você trouxe algo legal?
Não iluda o ser mortal
A criança fica sofrendo
Papai Noel tá devendo
Meu presente de Natal.

Dezembro, férias de verão, as festas natalinas faziam a alegria da moçada na Praça Sinimbu ou Praça da Faculdade (Afrânio Jorge). Armavam-se rodas gigantes, barquinhos, tiro ao alvo, alguns palcos para folguedos natalinos rolando por toda noite. As mocinhas desfilavam na calçada em torno da praça enquanto os jovens de blusa gola roulê paqueravam as jovens que passavam num doce balanço a caminho de uma esperança de namorados. Um forte alto-falante anunciava produtos patrocinadores e enviava recado a CR$ 2,00 (dois cruzeiros). Num som gutural o locutor falava enfático: “Alô, alô, Aninha Amorim, você é a garota que mais brilha nessa festa; assinado, você já sabe!”. “Alô, alô menina do vestido de bolinha azul, estou lhe esperando atrás da Igreja às nove horas.”
Época dos namoros bem comportados no portão de casa ou nas festas de clubes descobrindo o prazer de dançar. Música suave excitante, blues e jazz americanos ou baião.
Nas festas de rua, construíam-se a Nau Catarineta, uma carcaça de navio de barro (taipa) no centro da praça, especialmente para dançar a Chegança; folguedo proveniente da Península Ibérica, auto de tema marinho contando as dificuldades da vida marítima, as tempestades, o contrabando, as brigas entre marujos e entre cristãos e mouros. Alguns personagens marcantes da Chegança: o Almirante, o Padre e o Cozinheiro.
Mané das Cachorras, pintor de parede, todo ano era brincante de Almirante na Chegança. A partir do dia 1º de dezembro até terminar a Festa de Rua na Praça Afrânio Jorge no dia de Reis, 6 de janeiro, ele vestia a farda de Almirante quando acordava, perambulava pelas ruas, se sentindo o próprio Almirante de Marinha. Só tirava a farda para dormir. À noite, depois de dançar o folguedo, quem quisesse encontrá-lo era só aparecer no Cabaré da Railda, estava ele fardado de Almirante junto a seu xodó, a Joaninha Boca de Fole.
Em outro palco havia a maior atração, o Pastoril, dança folclórica natalina formada por duas colunas de pastoras, cordão azul e cordão encarnado. As duas torcidas vibravam na plateia, maior competição. No final da Festa, era declarado o cordão campeão quem vendesse mais votos.
As pastoras, com fantasias singelas, saias rodadas, entravam cantando a primeira jornada: “Boa noite, meus senhores todos… Boa noite, senhoras também… Somos pastoras, pastorinhas belas… que alegremente vamos a Belém…” A primeira pastora do encarnado era a Mestra; a primeira pastora do azul, a Contra Mestra. Entre as duas, a Diana, fantasiada de azul e encarnado cantava batendo no seu pequeno pandeiro: “Sou a Diana… Não tenho partido… O meu partido são os dois cordões…”
Nós jovens, na puberdade, nos intervalos entre as jornadas, chamávamos em cena uma pastora, alguma bonitinha, já moça feita. Ela entrava dançando ao som da música. No palco, colocávamos uma cédula com alfinete, como quem prega uma medalha. Nós gritávamos de emoção: “Viva o cordão encarnado!”, descíamos felizes da vida, excitados, sentindo ainda a jovem em sua mão.
Existe uma enorme diversidade de folguedos natalinos em Alagoas. O professor, pesquisador Théo Brandão, catalogou 36 tipos de grupos folclóricos. Guerreiro, Reisado, Boi, Coco de roda, Baiana, Taieira, Nega da Costa, Pagode, Fandango, Maracatu, entre outros.
Por tudo isso, dezembro me encanta, alguns acham o natal triste, ao contrário, meu natal é alegre, festivo. No mês de dezembro minha casa é decorada com um tema folclórico, inclusive a árvore de natal. Esse ano, o tema é o Reisado, auto popular, formado por grupos de brincantes fantasiados, músicos, cantores que vão de porta em porta, anunciar a chegada do Messias, homenagear os três Reis Magos e fazer louvação aos donos das casas onde dançam, em troca de bebida e comida.
Tornou-se tradicional o café em minha casa na manhã do 24 de dezembro oferecido aos parentes e alguns amigos. Café nordestino com muita poesia, música, depoimentos, orações, dança o guerreiro a alegria reina nos abraços, beijos, gentilezas. Meu natal é o dezembro, é o verão que me habita.
Leandro Ruschel
Estouro do orçamento, “desenvolvimentismo”, controle de preços, uso político de estatais, BNDES emprestando para ditaduras amigas… já vimos esse filme antes. Agora, há o agravante do AUTORITARISMO. Mas o que fazer para proteger o seu patrimônio diante do desastre em curso?
1) A previsibilidade diminuiu. O novo governo sinalizou claramente o seu perfil extremista de esquerda. A única questão em aberto é qual o nível de resistência que haverá ao projeto petista. Os primeiros sinais são muito ruins, com a aprovação da PEC do Rombo, por exemplo.
2) Num ambiente de incerteza, é mais arriscado investir para o longo prazo. Vale para decisões de negócio, ou para alocações financeiras pessoais. É preciso cortar custos, e aumentar a sua reserva.
3) Esse será um governo gastador e irresponsável, o que produzirá inflação e taxas de juros mais altas. Nesse ambiente, o mercado de ações fica prejudicado, e os títulos de renda fixa, especialmente os pós-fixados, são favorecidos.
4) A política monetária acaba sendo a única ferramenta de controle da inflação, na velha doença maníaco-depressiva brasileira produzida pelo descasamento com a política fiscal. Mas há um risco aí: o governo tentar baixar os juros na canetada, como fez a Dilma.
A independência do BC seria um antídoto contra uma intervenção direta, e o atual mandato do seu presidente, Campos Neto, em tese vai até o final de 2024. Mas da mesma maneira que o Teto de Gastos foi facilmente enterrado, o mesmo pode acontecer com a independência do BC.
5) Dependendo do ritmo do desastre, haverá fuga de capitais, que será acelerada se não houver a âncora monetária. O governo tem instrumentos para barrar a saída de recursos em dólar, através da elevação do IOF até 25% numa canetada, por exemplo.
Na Argentina, onde há um governo com a mesma mentalidade desse novo governo brasileiro, foi implementado um controle absoluto de capitais. Cada argentino pode comprar/gastar no máximo US$ 200 por mês. Existem diversas taxas de câmbio oficiais, completamente artificiais.
6) Ou seja, é URGENTE ter pelo menos parte do seu patrimônio em moeda forte, enquanto é possível. Por uma série de motivos, considero os EUA o melhor hub para fazer investimentos globais. Infelizmente, são poucos os brasileiros que tem o seu patrimônio diversificado no mundo.
Eu estou oferecendo uma mentoria GRATUITA para quem tem interesse em aprender sobre como investir em ativos globais, protegendo o seu patrimônio.
Ficou interessado? Receba mais informações clicando aqui.

Um alerta para todo mundo: “saídão” de Natal dos presídios, dos condenados. Só em São Paulo são 38 mil presos. Cuidado, sempre tem um percentual de gente que não volta e gente que assalta. Aqui em Brasília tivemos um caso deplorável de um desses matar um casal, que inclusive estava com um bebê no carro, e a criança ficou órfã por causa de uma saidinha dessas.
* * *
Batedores da nossa carteira
Também tem outra coisa: a Assembleia Legislativa de São Paulo se autoconcedeu aumento. Então é outra coisa também com perigo de bater a nossa carteira, aliás, isso não é perigo, é direto porque vai sai dos impostos dos paulistas, dos impostos de todos nós.
Também tem esse aumento que o Congresso acaba de dar para todo mundo, quase 30 mil funcionários da Câmara, do Senado, do Supremo. Todo mundo vai ter aumento, uma beleza. Claro que os contribuintes também terão aumento: de imposto, de juro ou de inflação. E assim vai indo o nosso país.
* * *
Petrobrás não vai para a Dilma, mas vai para o PT
Queria falar de novidade: a Petrobras vai para o PT, vai ser entregue para o PT. Esse era o grande medo do mercado e por isso que as ações caíram. Eles fizeram aquela história do bode, bota o bode na sala e depois tira o bode. Eles primeiro deixaram um balão de ensaio, dizendo que a Dilma podia ser a presidente da Petrobras. Aí, agora, anunciaram o senador Jean Paul Prates e todo mundo ficou feliz.
E ele é competente nessa área, ele entende de petróleo, gás, energia eólica. Já trabalha com isso há muitos anos, fundou uma empresa de consultoria na área, antes foi da assessoria jurídica da Braspetro, a Petrobras internacional. Foi um excelente secretário de energia no Rio Grande do Norte, para onde ele se transferiu do Rio, em 2005, e foi eleito senador por lá.
* * *
Silvio Almeida para Direitos Humanos
Também acho que foi uma boa escolha o professor Silvio Almeida para Direitos Humanos, ele é do ramo. A escolha estranha do Geraldo Alckmin, o vice-presidente da República, que vai ser ministro da Indústria e Comércio é o caso de “já que não tem tu, vai tu mesmo”. Convidaram dois, o Josué Alencar, filho do José Alencar e o presidente do grupo Ultra. Josué não quis por causa da Coteminas, ele é presidente e dono, e o outro também não aceitou por causa do grupo Ultra, então vai o Geraldo Alckmin mesmo. A ministra da Igualdade Racial só se tornou ministra porque é a irmã da Marielle Franco.
* * *
Mais do mesmo
Desses ministros, até agora tem nove que já eram de governo Lula ou de Dilma, simplesmente estão voltando. Lula disse que não ia trazer ninguém do passado, mas está trazendo gente do passado. A presidente do Partido Comunista do Brasil, por exemplo, vai ser ministra também, a Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia no lugar do astronauta, que, aliás, foi eleito senador lá por São Paulo. E também um vice-presidente do PT, que foi tesoureiro do PT, Marcio Macedo, que será secretário-geral da Presidência da República.
* * *
Bessias do “tchau, querida” está de volta
E o advogado-geral da União, que tem status de ministro, vai ser o Jorge Messias, que você já conhece, só que por outro nome, o Bessias. Porque ficou entendido na gravação do telefonema da Dilma para o Lula, aquele telefonema do “tchau, querida”, em que o Bessias iria levar a nomeação do Lula para ministro da Casa Civil, alguma coisa assim, para se livrar da prisão naquela época. Ficou famoso o Bessias. E está aí a Tebet esperando ministério porque foi pro Wellington Dias o que ela queria. A Marina também está esperando. O agro está esperando o ministro da Agricultura que não sai.
* * *
A herança perversa de Bolsonaro
E fizeram um relatório de quarenta e seis páginas do governo de transição, sobre a “herança perversa” que o Bolsonaro fez, o desmonte do Estado, ou seja, dizendo que ele não deu estatal para partido político nem ministério e fez privatizações. Olha só a herança perversa. Vamos ter esse ano um PIB maior que o da China, do Reino Unido e que a Alemanha. Crescimento do PIB e uma inflação menor que a dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Alemanha. Faz parte da herança perversa.