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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CONSELHOS A QUALQUER TOLO PARA PARECER FIDALGO, RICO E DISCRETO – Gregório de Matos

Bote a sua casaca de veludo,
E seja capitão sequer dois dias,
Converse à porta de Domingos Dias,
Que pega fidalguia mais que tudo.

Seja um magano, um pícaro, um cornudo,
Vá a palácio, e após das cortesias
Perca quanto ganhar nas mercancias,
E em que perca o alheio, esteja mudo.

Sempre se ande na caça e montaria,
Dê nova solução, novo epíteto,
E diga-o, sem propósito, à porfia;

Que em dizendo: “facção, pretexto, efecto”
Será no entendimento da Bahia
Mui fidalgo, mui rico e mui discreto.

Gregório de Matos, Salvador-BA, (1636-1696)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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VAI DESMELHORAR MUITO

As três maiores estatais brasileiras com ações negociadas na bolsa de valores (B3) perderam R$ 130,2 bilhões em valor de mercado desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

Entre o último dia de campanha, em 28 de outubro, e esta terça-feira (20), as ações da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Seguridade despencaram entre 11,96% e 26,86% no período, com destaque para as preferenciais da petrolífera, principalmente após rumores de que um político pode ser indicado para o comando da empresa.

A Petrobras entrou no foco do mercado quando, na última semana, nomes petistas como o ex-ministro Aloísio Mercadante e o senador Jean Paul Prates (RN) começaram a ser cotados para presidir a estatal.

Em apenas um dia, as ações da petrolífera despencaram 9,8%, com uma perda de R$ 30 bilhões. Depois, Mercadante acabou confirmado para presidir o BNDES, mas o estrago já estava feito.

A alteração da Lei das Estatais que abriria espaço para a nomeação de políticos para os mais altos cargos de direção chegou a ser aprovada pela Câmara dos Deputados, mas parou no Senado e foi adiada para 2023.

O atraso acalmou os ânimos dos investidores por enquanto, mas o risco de uma mudança ainda ronda o mercado e levanta dúvida sobre o tamanho da interferência do novo governo sobre essas companhias.

* * *

Uma queda da porra.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

E nem botaram ainda as bundas nas cadeiras.

A partir de janeiro o desmantelo vai aumentar a cada dia.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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“L” DE “LUDIBRIADOS”

Editorial Gazeta do Povo

Terceira colocada no primeiro turno, Simone Tebet declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno e agora quer ser ministra do Desenvolvimento Social.

Terceira colocada no primeiro turno, Simone Tebet declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno e agora quer ser ministra do Desenvolvimento Social

Mesmo promovendo o espetáculo do crescimento da Esplanada dos Ministérios, ampliando de 23 para 37 (ao menos na conta mais recente) o número de pastas de primeiro escalão, Lula continua com dificuldade para fechar seu gabinete. Apenas alguns ministros tiveram seu nome anunciado, enquanto outras pastas seguem sem dono definido – algumas delas bastante importantes, como Saúde e Desenvolvimento Social. Entre as razões que estão travando a definição dos ministros está o insaciável apetite do partido de Lula: o PT considera que, tendo sido o vencedor do pleito de outubro, tem prioridade sobre tudo; aos demais cabem as sobras, a não ser no caso de camaradas ideológicos de longa data.

O caso do Ministério do Desenvolvimento Social é emblemático. É a pasta desejada pela senadora em fim de mandato Simone Tebet (MDB-MS), que, depois de derrotada no primeiro turno da eleição presidencial, entrou com força na campanha lulista. O presidente eleito segue fazendo acenos públicos à senadora, mas, nos bastidores, lideranças petistas trabalham para que o ministério não seja entregue a Tebet por uma razão muito simples: quem comandar o Desenvolvimento Social terá nas mãos o Bolsa Família, e o petismo teme que isso catapulte a emedebista, fazendo dela um nome viável para 2026. Na Educação, o petismo torpedeou o nome de Izolda Cela, professora e governadora do Ceará, também em fim de mandato, para abrir caminho ao ex-governador e senador eleito (também pelo Ceará) Camilo Santana, que pertence ao PT – Izolda Cela está sem partido, depois de deixar o PDT em 2022.

Cada um desses episódios, aos quais se acrescentam as escolhas de petistas para os principais cargos da equipe econômica e ofensivas parlamentares como a mudança na Lei das Estatais, tem sido invariavelmente seguido por análises cujo Leitmotiv pode ser resumido na frase “o PT não entendeu que…”. Por esse raciocínio, o PT “não entendeu” que Bolsonaro foi derrotado não por Lula, mas por toda uma frente ampla que se uniu contra o “autoritarismo” ou o “fascismo”; o PT “não entendeu” que o país precisa de responsabilidade fiscal para crescer de forma sustentável; o PT “não entendeu” que as estatais precisam de regras claras de governança; e assim sucessivamente.

Ora, o PT está apenas sendo o PT e fazendo o que sempre fez. O PT entendeu tudo; quem não entendeu nada foi quem “fez o L” esperando que Lula governasse com responsabilidade fiscal, que o petismo não tentasse avançar sobre as estatais, que o partido fosse entregar com alegria e desprendimento, a partidos ou políticos com os quais a afinidade é meramente de ocasião, cargos importantes com acesso a fatias gordas do Orçamento. Essas pessoas – sejam políticos com mandato, líderes partidários, economistas influentes ou formadores de opinião – não entenderam que não passaram de inocentes úteis cuja serventia terminou às 18 horas de 30 de outubro de 2022; daquele momento em diante, tornaram-se fardos a tolerar em nome da tal “governabilidade”. Considerando que o PT está na vida pública do Brasil há 40 anos, e governou por quase 14 dos últimos 20 anos, ninguém pode se dizer exatamente surpreso com nada disso. Muito provavelmente, boa parte dos que “fizeram o L” não entendeu porque não quis entender.

Simone Tebet pode até conseguir, no fim das contas, o ministério que deseja – e ela vem dizendo a interlocutores que não se contentará com uma pasta “decorativa”. Mas, ainda que seu nome seja confirmado, é certo que o PT seguirá cobiçando o posto e articulará nos bastidores para derrubá-la na primeira oportunidade. Se (ou quando) isso ocorrer, será uma lição dura para todos aqueles que, seja por conveniência, seja por aversão (justificada ou não) a Jair Bolsonaro, abraçaram Lula e o PT apesar de todo o seu histórico: eles poderão continuar a fazer o “L”, mas desta vez de “ludibriados”.

DEU NO JORNAL

IZQUERDÓIDE AUTÊNTICO

Cabeça do movimento baderneiro que invadiu um supermercado em Fortaleza, exigindo cestas básicas sob ameaça de depredação, disputou o Governo do Ceará nas últimas eleições.

Serley Leal é filiado ao Unidade Popular, sigla de extrema esquerda com ideias radicais contra o sistema financeiro, e já disputou três eleições. Perdeu todas.

Serley Leal e sua companheira, também adepta de invasões ilegais, adoram destinos internacionais. Exibem no Instagram click romântico em Buenos Aires.

O “militante” tentou ser vereador pelo PT em 2012, vice-prefeito (2020) e governador (2022), ambos pelo UP. O eleitor o reprovou todas as vezes.

Serley é proprietário de confortável apartamento de 116m² no bairro de Fátima, um dos mais tradicionais da capital cearense.

Apesar de o partido ser contra o capitalismo, Serley acumula ações no “repulsivo” mercado de ações.

Tem ainda uma previdência privada.

* * *

Um autêntico izquerdóide babaca de alto nível.

Condena o capitalismo, mas não consegue sobreviver sem as delícias desse regime “repulsivo”.

Inclusive investindo no mercado de ações.

Isso é cagado e cuspido um típico descerebrado canhoto.

E olha ela aqui, a cumpanhera que aparece na foto com ele em Paris:

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA