
O futuro ministro da Justiça… pic.twitter.com/cuxOCxiU6l
— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) December 28, 2022
Recebi ontem telefonema do colunista fubânico José Paulo Cavalcanti, informando que vai tirar um recesso e se abrigar no seu paraíso à beira mar, no litoral sul aqui de Pernambuco.
E que só voltará a enviar novos textos pra sua coluna após o Carnaval.
Aproveite e curta muito, meu Imortal amigo, junto com a sua amada Maria Lectícia, essa grande intelectual pernambucana que nos brindou há poucos dias com uma obra-prima intitulada A Mesa de Deus.
Fruto de ampla pesquisa, o livro A Mesa de Deus, publicado pela Record, analisa os principais alimentos citados na Bíblia e a sua importância para o povo de Deus.
Pois durante a nossa conversa, José Paulo me contou um fato curioso:
Nos últimos tempos, depois que assumiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ele tem recebido uma quantidade enorme de livros, remetidos por autores de todo o Brasil, sobre os mais variados temas, sejam de ficção, poesia ou ensaio.
E disse que, mesmo sendo especialista em leitura dinâmica, está tendo um trabalho danado para ler a impressionante quantidade de volumes que são enviados em seu nome para a sede da Academia.
É um tarefa gigantesca, mas que ele desempenha com muito gosto.
Bom descanso junto com filhos e netos e um ano novo arretado pro querido casal!!!
Loja da Havan em Vitória da Conquista pegando fogo. O Brasil está em guerra e ninguém se deu conta. pic.twitter.com/XxqcGT9nOz
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) December 28, 2022
Eu tive a grata e honrosa satisfação de ser a ponte entre o Jornal da Besta Fubana e um dos seres humanos mais humanos que conheço em vida minha: o Padre Gleiber Dantas, de Caicó.
O mesmo padre que ganhou o mundo pela Internet por promover um leilão, em prol de sua paróquia, se balançando animado numa rede.
Padre Gleiber é gênio da raça. É poeta, cronista, contista… ele escreve como um santo. Um santo!
Uma santidade vista em seu próprio estilo de vida, alicerçada na simplicidade do cotidiano humilde, sem as estolas ricamente adornadas por bordados em fio de ouro que afastam alguns mensageiros de Deus das pessoas. Padre Gleiber é, antes de qualquer título, um homem do povo. Do povo que se identifica com sua alegria contagiante, e lota sua igreja.
Antes de batizarmos sua coluna – aqui Jesus não é João Batista, mas batiza também – escolhendo um nome que esteja à altura do Padre Gleiber, trago no espaço que o Papa Berto gentilmente me cede a primeira participação do homem; e estou com o sentimento que não falta ao JBF gente ligada a Deus: um papa, um Jesus e doravante um padre de batina e tudo.
Eis abaixo o estilo lírico do meu amigo Gleiber, o padre:
* * *
QUEM É ESSE PADRE?
Quem não conhece meus pais me conhece muito menos do que pensa. Sou filho de Djalma da TELERN, Djalma de Neuza de Chico Mello, e Marlene de Djalma, Marlene de Maria de Zé Bernardo. Penso que um dos piores defeitos do ser humano é ter vergonha de seus pais. Cada um de nós é fruto do encontro de muitos vínculos. Somos muito mais do que dizem as informações de nossos documentos de identificação. Existimos há muito mais tempo do que calculam nossos aniversários, pois já estávamos em cada um de nossos antepassados e deles herdamos mais que cromossomos, fenótipos e genótipos.
Como sou feliz em ser filho de quem eu sou! Não sou mais feliz porque não puxei mais a eles e bem que poderiam ter exigido mais de mim. Mamãe nasceu no município de Serra Negra do Norte (RN) e estava em São Bento (PB) quando, em 1965, veio morar em casa de Zé Patrício e Ana, primos de Papai, no Caicó. Papai tirou a sorte grande duas vezes: uma, quando tio Zé Vicente deu a um dos filhos de Neuza aquele trabalho na TELERN. A inteligência e a responsabilidade de Papai lhe renderam muitos frutos em prol dos que precisavam dos serviços telefônicos de então; outra, quando casou.
Somos descendentes da Mãe Dondon da Timbaúba, que faleceu em companhia de sua filha Enedina e seu genro Bembém, que mantinha alambique em sua fazenda Oiticicas. Mãe Dondon que ainda pediu uma chamadinha de cana, na hora da morte. Papai espontaneamente deixou de beber há exatos 10 anos; senão, já era defunto há muito tempo. Eu morava no Recife. Mamãe, um dia, me liga e o diálogo foi, mais ou menos, assim:
– Meu filho, seu pai deixou de beber.
– Sim, Mamãe, eu sei. E não era isso o que a gente queria?
– Era, meu filho, mas quem vai morrer agora sou eu.
– Por que, Mamãe?
– Porque agora eu vou ter que beber por mim e por ele!
Papai sempre disse que, para se divertir, a pessoa não precisa beber. E assim ele continua se divertindo com Mamãe; ela, às vezes, tomando uma; às vezes, tomando umas e outras; e, às vezes, tomando todas, sempre conosco e com essas pessoas amigas que nos enriquecem tanto com seu bem-querer.
Padre Gleiber Dantas – Caicó, 28/12/2022.