DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

“QUEM É DO MAR NÃO ENJOA.”

O título deste texto é o da canção de Martinho da Vila

Cada um fazendo o que gosta.

Eu gosto de conversar.

De ouvir pessoas.

De saber histórias.

Ontem conheci Seu Chagas. Sessenta e três anos. Cinquenta e quatro de mar. Primeiro como pescador de jangada e hoje, mais maduro, “fichado como Marinheiro de Convés. Tenho até carteira”, falou-me orgulhoso.

Semianalfabeto das letras, “mas sei ler o mar e o tempo do céu”. Na verdade eu o vi como um doutor do oceano, para onde começou a sair com o pai “ainda menino, quando troquei a bola nos pés na areia firme, pelas cordas nas mãos no balanço das águas”, foi me contando com seu lirismo puro de quem enxergou mais da vida nas tempestades enfrentadas, que muitos de nós na segurança dos nossos empregos e apartamentos.

“Escute bem: o mar é um professor e ‘de’ noite o céu ensina muito.”

Mãos calejadas, dedos deformados – um deles faltando a falange digital, revelou-me não possuir muito. Mas o bastante: “minha família. Criei meus filhos tirando o sustento no vai e vem das ondas, como meu avô criou meu pai e como meu pai me criou; e todos deram para gente. Nenhum quis viver do mar como eu”.

Fizemos uma amizade rápida. De apertos de mãos firmes. De sincera satisfação.

Um em falar. O outro em ouvir.

Possivelmente eu nunca mais o verei. Mas, doravante, levarei Seu Chagas comigo por uma de suas últimas frases.

“O mar não é para quem quer. É para quem é.”

Como tudo na vida, Seu Chagas.

Afinal, “quem é do mar não enjoa”.

Eu não enjoo de ouvir pessoas.

Este colunista e Seu Chagas, Fortaleza, dezembro de 2022

DEU NO JORNAL

UM PROJETO ANTI-PÁTRIA AMADA

O deputado federal Márcio Macêdo (PT-SE) enviou à Câmara um projeto de lei que tem o objetivo de proibir o uso político de símbolos brasileiros, incluindo a bandeira e o hino.

Segundo o parlamentar, que integra a equipe de transição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a intenção é “evitar desgastes”.

No texto, Macêdo argumenta que houve uma “banalização da bandeira” nas eleições deste ano.

Por isso, o deputado disse ter o desejo de proibir a “manipulação política” desses símbolos.

* * *

O babaca quer proibir o uso da bandeira e do hino nacional.

Pode um absurdo desses???!!!

Tinha mesmo que ser um cretino do bando petralha, um baba-ovo do Ladrão fraudador de urnas.

Estou numa dúvida danada…

Eu não sei se mando esse bosta ir pra puta-que-pariu ou se mando ele tomar no olho do furico.

É de lascar!!!!!!!!!

DEU NO JORNAL

PROJETO AUTORITÁRIO GLOBAL

Leandro Ruschel

Um agente do FBI testemunhou, sob juramento, que a agência manteve reuniões semanais com empresas que controlam as redes sociais para exigir retirada de contas por suposta “desinformação”. Tudo de forma secreta, sem decisão judicial.

É mais uma prova da simbiose entre redes sociais e aparelho policial controlado pela esquerda para favorecer politicamente um lado da disputa. Ontem, Elon Musk jogou a m… no ventilador e afirmou ter reunido provas da manipulação no Twitter para favorecer o Partido Democrata.

Facebook e Twitter se uniram para BLOQUEAR o acesso a uma matéria que denunciava a corrupção da família Biden. O filho do agora presidente vendia acesso ao pai para empresas chinesas e ucranianas em troca de milhões de dólares.

Agências como CIA, NSA e FBI venderam ao público a ideia que tudo não passava de uma operação russa para tumultuar as eleições americanas. Hoje fica claro que o material do laptop de Hunter Biden é real. Logo, houve manipulação para favorecer a esquerda.

Mas a influência não parou por aí. Mark Zuckerberg, dono do Facebook, doou 500 milhões de dólares para uma ONG “facilitar o acesso ao voto, e garantir a segurança sanitária das eleições”. Num primeiro momento, parece algo louvável, mas na verdade foi uma operação eleitoral cujo objetivo foi garantir o que se chama nos EUA de “ballot harvesting”, ou seja, a coleta massiva de células eleitorais enviadas por correio, por conta de uma mudança feita de última hora nas leis eleitorais de vários estados, como suposta medida sanitária.

O Facebook tem a base de dados mais precisa sobre o comportamento político dos americanos. Não por acaso, a verba de Zuckerberg foi aplicada com mais intensidade em condados chave para garantir a vitória do candidato democrata.

Há também várias evidências que a Google manipulou o resultado das suas pesquisas para favorecer temas e candidatos de esquerda, além de ter enviado para a caixa de spam milhões de e-mails de candidatos e organizações conservadoras.

Hoje, toda a comunicação é digital. A simbiose entre as grandes empresas que controlam a Internet e a esquerda totalitária, que além de tudo aparelhou instituições policiais de estado, produzem um regime de repressão jamais visto na história humana.

O cenário no Brasil é ainda pior. No país, a captura da cúpula do Judiciário pela esquerda produz a intervenção direta no fluxo de informações, ao ponto de até mesmo essas empresas tratarem a ação como censura ilegal, com retirada de perfis do ar, sem direito de defesa.

O Ocidente caminha cada vez mais na direção de um regime chinês, com o fim da liberdade de expressão, liberdade de locomoção, e da liberdade de fazer negócios.

O projeto autoritário da esquerda é global e conta com o aparato tecnológico das Big Tech.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

VOVÓ SABIA DE TUDO (OU QUASE TUDO)

Minha Avó (“gênia”) Raimunda Buretama

A vida é uma dádiva concessiva de Deus. Acordar a cada novo dia, é um milagre que, quando entendermos a vida, poderemos entender, também, essa “renovação” (lembro da letra que apareceu numa canção: “a vida se renova a cada instante”).

Deus, o Onipotente, como responsável por cada ser vivo que a Terra experimentou, experimenta e experimentará, colocou em nosso meio, pessoas que, inteligentes ou não, geniais ou não, se comunicam mais facilmente com Ele. Acho que minha Avó – Raimunda Buretama – foi uma dessas pessoas. E nós, netos, tivemos o privilégio de conversar com ela. De aprender com ela, principalmente a escolher o caminho certo e a conviver com as pessoas certas.

Claro que Vovó não é a autora de alguns “dizeres populares” – mas conhecia tantos, e conosco os dividia em forma de ensinamentos.
Lembro bem: “meu fio, se vosmecê quiser conhecer uma pessoa, abasta cumê uma saca de sal com ela”.

Explico. Na época que ela falava isso, “comer uma saca de sal” levava tempo. O sal era em pedras (grosso) e precisava ser socado num pilão para ser usado na cozinha e em outras necessidades – a grande maioria sequer conhecia geladeira, e precisava “salgar” quase tudo. Esse tempo seria suficiente para conhecer alguém.

O que nos leva à refletir, é que, naquele tempo não existiam tantos doutores e mestres quanto hoje – isso, se levarmos em conta que muitos dizem que a educação (no sentido de escolarização) é a base de tudo.

Parte da saca de sal grosso

Mais uma vez lhes digo: Vovó não era “doida” (maluca, pirada ou coisa que o valha), mas tinha o hábito e o prazer de conversar com os animais que criava e com algumas árvores.

Muitas vezes foi flagrada por nós com esse tipo de diálogo com o cajueiro: “meu bixim, neche ano vosmecê vai butar uns cajuzins bem docim, né?”

Ou, ainda, com um beija-flor que ela cismou que lhe pertencia e, na maioria das vezes com a gata que ganhara de presente e passou a criar para evitar a proliferação de ratos e troíras.

A galinha poedeira que ninguém conseguia pegar

Outro dito popular – que também não garanto que era da autoria dela – que dizia sempre, tentando dar algum aviso: “quem quer pegar galinha, não diz xô”!

Pois é. Se você quiser conhecer alguém, com quem queira tentar comer uma saca de sal, trate bem. Não seja grosseiro e tente sempre compreender mais do que ser compreendido.

É a vida. Escola nenhuma ensina isso. Nenhuma graduação, nenhum mestrado e muito menos doutorado vai equivaler ao grau de ensinamento da escola da vida.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Sobral Pinto

Heráclito Fontoura Sobral Pinto nasceu em Barbacena, MG, em 5/11/1893. Advogado conhecido pela defesa de presos políticos durante a ditadura do Estado Novo em fins da década de 1930 e a ditadura militar instaurada após o golpe de 1964. Teve atuação destacada na luta pela defesa dos direitos humanos em sua longa carreira profissional.

Conta-se que aos 10 anos presenciou 3 policiais arrastando um preso e dando-lhe chutes e pancadas. O garoto ficou indignado e chamou-os de covardes. Nascia ali o senso de justiça que impregnou sua vida. realizou os estudos secundários no Colégio Anchieta, dos padres jesuítas, em Nova Friburgo, RJ. Pouco depois, mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Faculdade de Direito, onde foi diplomado em 1917. Trabalhou pouco tempo na área criminalista e foi convidado para ocupar o cargo de Procurador Criminal da República, em 1924. O período do governo de Arthur Bernardes foi conturbado com os movimentos militares revolucionários e ele foi implacável na condenação dos líderes.

Em 1928 foi promovido a Procurador-Geral do Distrito Federal e no mesmo ano ingressou no Centro Dom Vital, criado por Jackson de Figueiredo e Dom Sebastião Leme, ficando responsável pela crônica política publicada no jornal da entidade, A Ordem. Pouco depois deixou a Procuradoria-Geral, recusando qualquer cargo público, passando a ser apenas advogado. Em 1933 aderiu à Liga Eleitoral Católica, a fim de orientar na escolha dos representantes da Assembleia Nacional Constituinte, até que em 1936 surge uma grande causa: defender os líderes da “Intentona Comunista” Luiz Carlos Prestes e o alemão Harry Berger, diante da recusa de diversos advogados. Prestes passou 8 anos de prisão incomunicável, recebendo apenas a visita semanal que o advogado lhe fazia.

No caso do alemão, suas condições no cárcere eram tão desumanas que ele solicitou do governo a aplicação do artigo 14 da Lei de Proteção aos Animais ao prisioneiro. Mais tarde as razões da defesa foram expostas em seu livro Por que defendo os comunistas. Durante a ditadura do “Estado Novo”, batalhou pela redemocratização através de sua coluna no Jornal do Commercio, incluindo uma grande polêmica travada com o escritor Cassiano Ricardo, diretor do jornal governista A Manhã, publicada no livro Do primado do espírito nas polêmicas doutrinárias: as iras do Sr. Cassiano.

Em 1945 assinou o manifesto de lançamento da Resistência Democrática, convocando a realização da Constituinte, o sufrágio universal, a criação de partidos e dos sindicatos apolíticos. Mais tarde, em 1955, quando um grupo político aliado aos militares tentaram impedir a participação no pleito de Juscelino Kubitschek e João Goulart, ele criou a “Liga da Defesa da Legalidade” para lutar pela realização das eleições e garantir a posse dos eleitos. Com a vitória de Juscelino, pouco depois foi-lhe oferecida uma vaga no STF-Supremo Tribunal Federal. Não foi aceita, para evitar a impressão que seria uma retribuição pela sua atuação na Liga.

Logo após o Golpe Militar de 1964, enviou uma carta ao Marechal Castelo Branco advertindo-o de que sua candidatura, na qualidade de chefe do Estado Maior do Exército, era ilegal, tanto no pleito direto, quanto indireto. Neste período defendeu causas como a Missão Comercial Chinesa, que aqui se encontrava com passaporte diplomático num intercâmbio comercial. Foram presos, torturados e, após a condenação. Foram deportados. Com o AI-5, em 1968, ele foi preso em Goiás por alguns dias. O oficial carcereiro avisou-lhe que o AI-5 visava o estabelecimento de uma democracia à brasileira. Resposta: “Coronel, há peru à brasileira, mas não há democracia à brasileira. A democracia é universal, sem adjetivos”.

Um dos aspectos que mais salientou seu caráter foi o completo desprendimento dos bens materiais. Seu colega Dario de Almeida Magalhães dizia: “Para que esse destino privilegiado de homem livre se realizasse cabalmente, alcançou Sobral Pinto a libertação de um dos jugos mais perigosos e daninhos: a libertação do dinheiro”. Outro colega -Victor Nunes Leal- revela um aspecto de sua atuação: “Sobral Pinto é o crítico vigilante da vida pública, o curador da vivência dos amigos, a consciência de cada um de nós”. Foi conselheiro da OAB-Ordem dos Advogados do Brasil por vários anos; foi presidente do Centro Dom Vital em dois mandatos e catedrático de Direito Penal da PUC-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Na homenagem que recebeu na Câmara Municipal de São Paulo, em 1976, pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, discursou sobre o Golpe de 1964: “Golpe militar. Não foi Revolução. Não havia naquele movimento nenhuma ideia superior; não havia naquele movimento nenhum propósito de realmente trabalhar para a cultura e o progresso do País’. Na década de 1980, início do período de abertura política teve participação ativa no movimento “Diretas Já” e causou sensação ao participar do histórico Comício da Candelária, em 1984. Foi uma das últimas participações públicas, contando já com 91 anos. Faleceu em 30/1/1991

Foi homenageado com seu nome em alguns logradouros públicos, além do prédio da OAB no Rio de Janeiro, que leva seu nome. Deixou uma enorme quantidade de cartas e artigos na imprensa e dois livros sobre a liberdade: Lições de liberdade (1977) e Teologia da libertação (1984). Sua coragem e legado ficaram registrados em algumas biografias: Sobral Pinto: a consciência do Brasil (2001), de John Forster Dules, publicada também em inglês; Sobral Pinto, o advogado (2002), de Aristóteles Atheniense; Heráclito Fontoura Sobral Pinto: toda liberdade é íngreme (2014), de Márcio Scalero, e uma cinebiografia com o documentário Sobral – O homem que não tinha preço, em 2013, dirigido por Paula Fiuza

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

ODE A VAL PATRIOTA

Foi um craque da canção,
Sua Profissão de Fé.
São Pedro estava querendo
Por no seu time um Pelé.
Pensando num Festival,
Veio ao sertão, levou Val
E desfalcou São José.

Lourival Batista Patriota Filho, Val Patriota (1957-2022)

Val Patriota, natural de São José do Egito, era filho do grande poeta Lourival Batista, o “Louro do Pajeú”. Encantou-se no dia 19 de novembro passado.