DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CHEGANDO – Thaumaturgo Vaz

Venho mesmo não sei de que Degredo
Improvisando altares no caminho,
A rezar, de olhos fitos no arvoredo,
Missas Negras sem hóstias e sem vinho.

Lá nos conventos monacais do Medo
Tomei de um frade este burel de linho…
E, da Vida no estúpido rochedo,
Eis-me na encosta a caminhar sozinho.

Poetas de todo o Mundo, vinde ouvir-me!
– Que um Monge Bom, com os olhos rasos d’água
Quase às portas da Morte, porém firme,

Vai produzir, numa oração sentida,
Desse intangível púlpito da Mágoa,
Todo um sermão de Lágrimas à Vida!

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Editodos,

nesta quarta feira, 13 de outubro, das 19h30 às 20h30, o Cabaré do Berto reabre as portas para ouvir o colunista fubânico Prof. Fernando Gonçalves.

Ele vai  falar sobre as Significações da língua portuguesa daqui de d’além mar.

Acho que ele deve explicar porque distribuíam picas na bicha.

Convide o pessoal e diga que pra participar basta clicar aqui.

Vamos prestigiar!

O Cabaré abrirá suas portas às 19h25.

Não carece ficar chutando a porta.

Basta chegar nessa hora que nem pega uma bicha.

Abraços e obrigado.

R. Ilustre e competente gerente do melhor cabaré do Brasil: excelente notícia essa reabertura das portas do nosso movimentado e buliçoso antro.

Vai ser ótimo ouvirmos a palestra do renomado colunista fubânico Fernando Antônio Gonçalves, economista e educador, um respeitado intelectual potiguar que foi adotado como filho aqui na terra pernambucana.

Fernando é uma figura relevante que tem vasto e rico currículo.

É um privilégio contarmos com um cabra desse porte aqui nesta gazeta escrota!

Mais uma vez, teremos um grande encontro no dia de hoje, com toda certeza.

Sete e meia da noite a gente se encontra por lá!!!

Até mais tarde.

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ROBERTO – SÃO PAULO-SP

O secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula, informou na noite de ontem, em entrevista ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil, que a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro constatou a existência de mais de R$13 bilhões gastos em projetos não auditados, após receberem recursos do pagador de impostos através da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

30% do valor total desses R$13 bilhões não aditados eram obrigatoriamente gastos com propaganda, dinheiro destinado a jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Outros 15% tinham que ser gastos obrigatoriamente com “assessoria jurídica”.

No total, foram mais de 20.000 projetos não auditados, apesar de terem sido financiados com recursos do pagador de impostos. A descoberta se deve verificação auditada sobre a efetiva realização dos eventos e projetos que captaram dinheiro via Lei Rouanet. As empresas de promoção e produção cultural representavam 10% dos beneficiados e ficavam com 78% dos recursos públicos. Diante disso, o governo decidiu incentivar a descentralização, a fim de que os recursos cheguem aos projetos mais simples.

“Havia uma pequena elite, uma casta, que concentrava todos os recursos públicos da Lei Rouanet”, disse o entrevistado. A nova instrução normativa determina que patrocinadores de projetos culturais cm valor acima de R$1 milhão, com os benefícios da Lei Rouanet, terão de destinar obrigatoriamente 10% de seu investimento para pequenos projetos.

A nova regra também limitará a dois anos o patrocínio obtido com os favores da Lei Rouanet. “A empresa não poderá usar a Lei para patrocinar o mesmo artista ou o mesmo projeto por dez, quinze anos”, disse, ao defender a diversificação de projetos.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURO PEREIRA – ITAPEVA-SP

AS MULHERES DA “PRESIDENTA”

Nessa minha aventura buscando não deixar que a imprensa velha, setores do Judiciário e do Congresso Nacional empurrem para debaixo do tapete do esquecimento a nefasta passagem do PT pela presidência da República, vou tentar relembrar episódios envolvendo mulheres estranhas que (de)formaram a equipe de ministras da presidente Dilma Rousseff. Não me atrevo a afirmar que havia exceção, mas deve ter havido, sempre haverá, até mesmo em ministérios como os formados por Lula e Dilma, reconhecidamente uns dos mais incompetentes e corruptos de nossa história política.

Chamavam a atenção pelo alinhamento tanto no comportamento, quanto na oratória. Até aí, perfeitamente razoável, pois seus espíritos poucos luzentes refletiam apenas a fôrma ideológica que sempre moldou o caráter de cada uma delas. Porém, impressionavam mais pelos semblantes quase sempre carregados que pareciam exprimir todo o ódio que a alma pudesse suportar e o desamor que o coração ousasse acalentar.

A dureza que emanava das faces invariavelmente crispadas daquelas senhoras ainda me leva a considerar que em seus cotidianos ásperos não havia espaço para suavidades fúteis e a acreditar que eram produtos absolutos e acabados do mais avançado estágio da obsessão doutrinária que as despersonalizaram, sintoma superlativado por uma lavagem cerebral ideológica nenhum pouco despropositada que as afastaram de si mesmas e cuja somatória de eventos tão devastadores à personalidade as estimularam a abraçar causas que sempre fizeram o contra ponto à nobreza ou que banalizavam a ordem natural da vida.

Uma das ministras de Dilma era conhecida como ‘um berreiro à procura de uma idéia’. Quando conseguia encontrar alguma percebia-se rapidinho que não era nada genial. Apoderar-se do helicóptero do SAMU para fazer politicagem lá pelas bandas do sul, por exemplo, não foi uma ideia das mais felizes, convenhamos.

Tinha, também, aquela cujo sonho de consumo era colocar no pelourinho tudo aquilo que não fosse negro, e, que, traída pelos olhos da desídia moral, conseguia enxergar mais dramaticidade na fome do negro do que na fome do branco. Só a consciência era pouco. Queria, também, colorir a miséria.

Para não ser injusto, reconheço que tinha uma outra que se destoava um tantinho do padrão imposto pela presidente. De gestual refinado que caracterizava o orgulho quatrocentão paulistano, demonstrava uma educação mais esmerada e se sobressaia por suas frases de efeito e pela inquestionável vocação para a vassalagem. Por onde passava deixava a impressão de estar sempre relaxada e gozando da nossa cara. Os direitos humanos, então, ficaram a cargo de uma defensora dos direitos dos manos. Mas o que que é isso! Anos difíceis.

Não podemos desconsiderar, também, que a escolha da chefe da Secretaria de Política para Mulheres, foi de uma infelicidade ímpar da presidente Dilma Roussef. De livre e espontânea vontade se meteu numa tremenda saia-justa, que nem o mais rancoroso oposicionista se atreveria sequer imaginar. Trouxe para a intimidade do seu convívio uma das mais ferrenhas militantes da causa do aborto e defensora intransigente da vulgarização de sua prática como programa de governo. Ao confirmá-la no cargo, talvez a presidente tenha se esquecido de que no auge da campanha eleitoral que a reconduziu ao Palácio do Planalto, tocada pela fé devotada ao deus do voto converteu-se subitamente à seita das defensoras do direito à vida, despojando-se, mesmo que temporariamente, de sua carcaça de abortista convicta.

Quando se deu conta que havia metido os pés pelas mãos, incumbiu o seu sabujo-mor disfarçado de secretário geral da presidência para desautorizar publicamente a ministra recém-empossada, avisando que a criminalização do aborto era compromisso de campanha e, como tal, deveria ser respeitado. Dispensa-se o exercício de inteligência mais acurado para compreender que essa decisão tornou mais grave ainda a situação, pois não estarei aviltando os fundamentos da honestidade se subentender que a permanência daquela senhora no primeiro escalão dilmista evidenciou o apreço do governo petista ao ato abortivo, domado apenas pelo respeito aos conchavos eleitorais.

Diante daquela realidade tão ambígua, não conseguia evitar que planassem pela vastidão do imaginário indagações que me inquietavam por demais: como reagiria a presidente se por ventura fosse ela a derrotada nas eleições presidenciais de 2014, mais especificamente no período compreendido entre o resultado definitivo das urnas e a posse do candidato eleito?, ou, suponhamos que conseguisse se reeleger sem a necessidade de reafirmar tais compromissos com as chamadas alas conservadoras, as menecuccis do seu governo continuariam sob censura? Sinceramente, não gostaria de me confrontar com essa temeridade.

Uma análise mais aprofundada, no entanto, irremediavelmente nos aproximará da conclusão de que todas eram apenas o reflexo daquela a quem estavam subordinadas e deviam obediência. Famosa por suas crises de destempero emocional, a ira da presidente já fez até ex-presidente da Petrobras debulhar-se em lágrimas. Quem não se lembra?

Em primoroso artigo questionando os métodos e a filosofia de vida da secretária de Políticas para Mulheres, a prof.ª Dr.ª Aileda de Mattos Oliveira ensinou que ”era imperioso que a presidente buscasse em centros de inteligência alguém mais equipado intelectualmente e de mãos limpas, já que dentro de suas hostes a qualidade de recursos humanos era precária”. Análise perfeita que traduziu com muita propriedade os dias de pouco esplendor que entristeceram a Esplanada dos Ministérios.

Embora compartilhe das preocupações da insigne professora-doutora quanto à indigência intelectual e a precariedade moral que devastaram os ministérios e a base que deu sustentação política ao governo petista, desvinculado da mais tênue conotação preconceituosa e divorciado de qualquer viés machista, ainda continuo achando estranhas as mulheres da presidente.

DEU NO JORNAL

A TABACA EM DESTAQUE NA GRANDE MÍDIA

* * *

Excelente providência essa do UOL, de dar destaque à tabaca.

É uma entidade que merece sempre ser exaltada, citada e destacada.

Acabei de enviar mensagem à autora da matéria, informando que se ela quiser mesmo energizar a sua tabaca em altíssimo grau, que use a pajaraca de Polodoro.

Nosso estimado jumento, mascote deste jornal, está inteiramente às ordens

Quem quiser ler o relato completo da moça, basta clicar aqui.

Polodoro e seu fantástico instrumento energizador de priquito