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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

CIDADÃO DE MACEIÓ

Mar de Pajuçara

Desculpem meus leitores, hoje não vou escrever. Vou homenagear um amigo, companheiro de profissão, engenheiro, e de cervejinha aos domingos na Barraca Pedra Virada, cronista da cidade, também gostava de versejar. Foi embora nesses tempos horríveis de tantas mortes. Reproduzo seus versos de amor rabiscado na mesa do bar. Para finalizar um texto de uma mineira que visitou a cidade.

* * *

CIDADÃO DE MACEIÓ. – José Arnaldo Lisboa Martins. (engenheiro e poeta)

Quando DEUS criou o mundo. E resolveu descansar
Veio aqui pra Maceió. E não queria voltar

Fez daqui seu paraíso. Deu-lhe um lindo céu de anil
Transformou nossas lagoas. Nas mais lindas do Brasil

Criou nelas nove ilhas. E um viçoso manguezal
Fez praias de areias alvas. De Ipioca ao Pontal

Fez um mar esverdeado. Um luar encantador
Um coqueiral verdejante. E um povo de valor

Foi até nossos mirantes. Viu praias e o coqueiral
Ficou dizendo baixinho: “Eu nunca vi coisa igual!”

Ele muito se orgulhava. Das coisas boas que fez
E citava Maceió. Onde passou mais de um mês

Gostou muito de peixada. De camarão e pitu
De caranguejo e siri. De lagosta e sururu

Tomou banho em Pajuçara. Encantou-se com a beleza
E chamava a linda praia. Pupila da natureza

Nos domingos ensolarados. Nas piscinas naturais
DEUS passava o dia inteiro. E não esquece jamais

Acordava bem cedinho. Na Jatiúca a andar
Na Manguaba e Mundaú Ele adorava pescar

Andou de lancha e jangada. E num veloz jet-sky
E disse pra Adão e Eva:. “Vou deixar vocês aqui!”

Ao terminar seu descanso E aproveitar do melhor
Ele mesmo se intitulou: CIDADÃO DE MACEIÓ

* * *

O MAR DE MACEIÓ SUPERA TODAS AS EXPECTATIVAS – Cláudia Tonaco

Bem que Sebastião Nery tentou me avisar que o mar de Maceió era maravilhoso, de águas quentes e limpas, mais de nada adiantou sair de casa preparada levando na bagagem todos aqueles objetivos e elogios rasgados preferidos pelo ilustre jornalista baiano. Por mais que estejamos preparados à experiência que se tem ao chegar em Maceió é muito maior e, de tão incrível, da até para chamá-la de um verdadeiro choque sensorial.

O que mais poderia descrever o fato de acordar sai em direção à praia e dar de cara com um mar que ate então você jamais viu? O mar de Maceió não é qualquer um. Depois de conhecer o esplendor do mar de Alagoas, a gente entende que todos os outros se transformaram em protótipos. Maceió tem o que poderia se chamar de um mar definitivo.

Olhar para aquela beleza liquida é como ser atropelado como vagalhão luminoso e, a partir daí, começa a flutuar num paraíso de águas. Quem conhece as Praias do Francês, Ponta Verde, Maragogi e a fantástica Praia do Gunga sabe muito bem do que eu estou falando.

Na capital de Alagoas o maior prazer é sentar e deixar a paisagem perfeita entra pela retina: os coqueiros inclinados na areia dançando com o vento, a harmoniosa mistura musical da brisa com as outras quebrando ao fundo, o colorado preciso dos guarda-sóis combinando com as toalhas e trajes de banho e o branco das velas enfurnadas rasgando o mar e o céu, dois dos azuis mais belos que existe na face da Terra.

O sol de Maceió aprendeu as regras da hospitalidade com o povo alagoano e, misturado à brisa fresca, toca os banhistas de maneira delicada e generosa. E ao fundo surge aquela imensidão verde-azul-turquesa real radiante, às vezes fosforescendo, que ganha cores de prata na lua-cheia e toques de ouro no amanhecer ou no pôr-do-sol.

Em Maceió, as férias se transformam numa regalia para os cinco sentidos e os visitantes mergulhados num mundo que aguça a percepção e a sensibilidade. Eu não quero outro em minha vida. Daqui para frente, quando pensar em mar, estarei sempre pensando no de Maceió.

Artigo publicado na coluna VIAGENS GERAIS no jornal O TEMPO de Minas Gerais.

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A PALAVRA DO EDITOR

COMENTÁRIO DO LEITOR

NO TEMPO DAS NORMALISTAS

Comentário sobre a postagem MEIO DO MÊS, FINAL DA SEMANA

Osnaldo:

Lembranças do saudoso Nelson Gonçalves…

Minha irmã era normalista (Colégio Santa Gertrudes, Olinda).

Curioso era o anel de formatura: Tinha uma Pérola no meio rodeada por uma Safira, uma Ametista um Brilhante, uma Esmeralda e um Rubi.

A Pérola representava “Pelo” e as demais pedras formavam a palavra SABER.

Naqueles tempos as pessoas saiam do 2º grau com uma profissão, como professora primária, técnico de contabilidade etc.

Hoje as pessoas terminam o 2º grau sem saber interpretar um texto.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

MACACHEIRA MAL CHEIROSA

Os mais velhos – não se pode negar – são “professores de vida”. Devemos, portanto, estar atentos para sempre que possível transmitir aos nossos pósteros os valores que a vida nos ensina. Sobremodo em termos de precaução.

Eu, a exemplo, nos meus saudáveis 85 anos, ainda consigo com facilidade escrever meu besteirol aqui e ali, costumo sair sozinho, mas sempre estou dizendo à minha santa esposa – coitada, sofrida pelos 32 anos de convivência matrimonial – que estou começando a ficar velho.

Hoje confirmei. A PVC chegou! (Porcaria da Velhice Chega).

Ela estava no banho e havia deixado uma panela no fogão, com o fogo aceso, pois colocara uma macaxeira para ser saboreada durante o jantar, e pressentiu que estava na hora de fechar o gás. Aí apelou:

– Meu filho, – olhem só; de Meu Velho passei a Meu Filho – apague o fogo da macaxeira, por favor!

Rápido que só um preá, chispei da cadeira em que estava sentado, escrevendo, e fui e fui dar uma rodada no pitôco do fogão. Olhei pelo fundo da panela e vi que a chama se apagara.

Pra mim tudo certo. Só que, pensei em completar a “operação”, acionando novamente o tal pitôco, reabrindo, assim, o gás. Coisa de velho!

Saindo do banho e depois dos “complementos” ela foi para a cozinha e ao passar por mim, na sala, balbuciou em voz alta:

– Que cheiro diferente tem essa macaxeira!…

Ao chegar à cozinha, identificou a “desgraceira”. O gás estava escapando. Eu havia deixado o pitôco do butano aberto.

Logo que providenciou a solução de fechar o bico, abriu todas as janelas e a porta principal do apê e partiu pra cima de mim espantada, com os olhos arregalados feito uma garoupa do rio Amazonas:

– Meu filho, você está mesmo ficando velho!… Pois não é que deixou o fogão ligado! …

Ao que respondi com a maior seriedade:

Eu já repeti isso várias vezes. Acho que agora você entendeu! Comecei a ficar velho!…

Bendita a “macaxeira mal cheirosa”…!

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PENINHA - DICA MUSICAL