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GUSTAVO GAYER

ALEXANDRE GARCIA

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O ministro da Saúde falou que ele acha que é ruim esse uso de máscara – isso a gente sabe desde sempre, que tem que respirar ar puro e que pouco funciona. Ele é contra o passaporte também, por uma questão de ser democrata. O passaporte é um controle. É uma a forma de controlar o cidadão e desrespeitar direitos e garantias constitucionais: que é livre a circulação no território nacional e que a gente tem liberdade de reunião sem armas.

A constituição tem sido muito desrespeitada por aí. E eu lembro que o prêmio Nobel da Paz foi concedido exatamente a dois jornalistas, uma filipina e um russo, que defenderam a liberdade de expressão. Essa liberdade que está tão cerceada neste país, com tribunais tirando a renda de pessoas que vivem disso, e prendendo também. A Constituição garante liberdade de opinião, veda a censura. E o Código Penal diz que se houver calúnia, injúria, difamação é só processar, pelo devido processo legal.

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Tecnologia

Em época em que a Ciência e Tecnologia está reclamando que houve cortes pelo ministério da Economia, eu gostaria de lembrar os avanços nesta área, que foram consagrados pela presença do presidente da República em Campinas, na 1.ª Feira Brasileira do Nióbio.

Nióbio é nossa grande riqueza. Está lá na Cabeça do Cachorro, que por coincidência é uma reserva indígena. Quando tem riqueza é reserva indígena. Diamante tem em Rondônia. Potássio também está em reserva indígena, e a gente está precisando para fazer o NPK do adubo, do fertilizante.

Essa feira do nióbio mostra as grandes possibilidades que temos de superligas do material com grafeno – que está lá em Poços de Caldas e a gente vendia para o exterior a preço de banana e agora está na hora de a gente aproveitar.

Também começaram a funcionar mais cinco linhas de luz no grande acelerador Sirius, que está par a par com aceleradores de partículas do mundo inteiro. Ao mesmo tempo que se ampliou o laboratório de nanotecnologia por lá.

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Integrar para não entregar

Tem ligação de fibra óptica pelo leito do Rio Negro, de Manaus a São Gabriel da Cachoeira, lá na Cabeça do Cachorro. Já foi de Manaus a Tefé, e está indo também a Tabatinga, lá na fronteira com o Peru, subindo o Rio Solimões. Com isso, está conectando hospitais, que dão teleconsultas, e também escolas.

É a Amazônia sendo informatizada. Para não entregar, a gente tem que integrar. A Amazônia é nossa, é para o nosso benefício. Eu mediei debates no Instituto General Villas Boas com indígenas, especialistas, com gente da Amazônia – não é pesquisador de biblioteca de São Paulo e Rio de Janeiro – que vive o dia a dia, sofre lá dentro e sabe o que está acontecendo. Nós temos que fazer isso: Amazônia para os amazônidas e para os brasileiros. A Amazônia não é do Brasil. É o Brasil.

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

PERCIVAL PUGGINA

“O QUE VOCÊS TÊM AÍ?”

Telefonei para um querido e velho amigo, jurista dos bons. A essas credenciais, ele soma invejável talento para analisar política. Eu queria ouvi-lo, depois de ano e meio sem conversarmos. Impressionou-me vivamente o que falou, autorizando-me a reproduzir, como farei abaixo, sintetizando hora e meia de sua dissertação.

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Na opinião do meu amigo, o 7 de setembro não foi convocado para que algo acontecesse em favor do presidente da República, mas para conter iniciativas que o ameaçavam. Com base instável na Câmara dos Deputados e tendo contra si a maioria do Senado, o STF e os grandes grupos de comunicação, o presidente precisava conter inimigos que avolumavam suas ações desde o início do mandato, buscando impedi-lo de disputar (à facada), assumir (ações no TSE), governar (boicotes políticos, judiciais e administrativos) e terminar o mandato (impeachment).

No início de agosto, no auge da pressão, o presidente reagiu jogando toda sua força política na convocação do povo para as manifestações nacionais do dia 7 de setembro. Prometeu comparecer, falar e ouvir a população. Jogou pesado na atração de seus apoiadores.

Entenda-se a estratégia. É sabido que não há impeachment sem multidão na rua e o presidente mostrou suas cartas. Ah, jogavam pôquer? Pois as dele ficariam abertas sobre a mesa. Foi como se dissesse: “O que vocês têm aí?”. Pagou para ver.

Ergueram-se contra o evento do dia da Independência todos os grandes meios de comunicação, gastando tempo em esforços para desmobilizar a população. Apelaram para o terrorismo. Prenunciaram violência, ações contra a democracia e riscos graves, buscando criar um ambiente psicológico de medo e rejeição. Mulheres e crianças eram insistentemente aconselhadas a não comparecer. Gente poderia morrer!

Impossível estimar o número de pessoas que, em virtude disso, deixaram de comparecer. Mesmo assim, milhões de brasileiros foram às ruas sem que um vidro sequer fosse quebrado, sem que um carro fosse arranhado, com as autoridades policiais sendo aplaudidas e com preces sendo dirigidas a Deus. À vista de todos, a mentira circulou de pernas curtas e de muletas. Muitas estratégias oposicionistas entraram em colapso naquele dia.

Derrotada no dia 7, a mídia amiga da oposição assumiu a publicidade da manifestação pelo impeachment agendada para o dia 12 de setembro. Como nunca se viu antes, fez eco às convocações, listando cidades e locais. Se participar do apoio ao presidente fora um perigo, ir às ruas pelo impeachment seria algo sereno, tranquilo como um entardecer na lagoa.

Só o fracasso foi clamoroso. Tão clamoroso que teve que ser admitido. O impeachment morreu ali. Junto com ele, perderam força quaisquer ações oposicionistas que precisem de apoio popular, ou tragam para a rua, novamente, as cartas perdedoras exibidas no dia 12 do mês passado. “O que vocês têm aí?”. É assim na democracia, não?

É apenas uma análise, mas dela se pode dizer, como Giordano Bruno: “Se non è vero, è molto ben trovato” (se não é verdade, é muito bem achado).

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FEMINEIRAS ZISQUERDÓIDES COM TABACAS AO VENTO

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

A PALAVRA DO EDITOR

UM NORDESTINO NA ALEMANHA

O fubânico João Araújo é um cabra talentoso que frequentemente nos brinda com suas criações aqui no JBF.

Trata-se de um pernambucano que mora na Alemanha e é apaixonado pela poesia e por nossa arte popular.

É divulgador da nossa cultura lá na Europa.

Esta é uma nota que consta na capa de um dos seus CDs:

Semana passada troquei algumas mensagens com João e ele me mandou este recado:

Como você sabe, houve o “Dia do Nordestino” e eu desde sexta-feira estou fazendo shows e concertos pelas bandas de cá: tocando xote, declamando cordel e poesia popular. Então estive sobrecarregado aqui, mas foi por uma causa maior!

É isso aí, seu cabra!!!

Divulgue mesmo a cultura aqui da nossa terrinha amada com seu magnífico trabalho aí na Alemanha e arredores.

Desejo muito sucesso nesta sua nobre missão.

Os leitores do JBF que quiserem fazer contato com João Araújo e também conhecerem mais sobre a obra dele, podem clicar em qualquer um dos itens abaixo:

Site Oficial
Canal de Poesia João Araújo
Coletânea de Cordéis e Repentes
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Esta semana tive o privilégio de receber pelos correios um magnífico presente que ele me mandou: dois discos e dois livros de sua autoria.

Um livro infantil e um livro de poesias.

E pra fechar a postagem e começarmos bem a semana, aqui vão duas composições do nosso talentoso amigo.

Sucesso, seu cabra!

Música Rival do Destino, no CD de mesmo nome:

Ratazana de Paletó: