Arquivo diários:15 de dezembro de 2024
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
TEUS OLHOS – Florbela Espanca
Olhos do meu Amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoiros:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’Além-Mundos ignorados!
Olhos do meu Amor! Fontes… cisternas..
Enigmáticas campas medievais…
Jardins de Espanha… catedrais eternas…
Berço vinde do céu à minha porta…
Ó meu leite de núpcias irreais!…
Meu sumptuoso túmulo de morta!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
DEU NO JORNAL
DESMATAMENTO
O presidente Lula (PT) prometeu na campanha de 2022 “promover desmatamento zero, com recomposição de áreas degradadas e reflorestamento”.
Só lorotas: bateu recordes de queimadas.
* * *
Esperar que esse pinguço cumpra promessas é igual dar conselho a doido: pura perda de tempo.
Num cumpre porra nenhuma!
MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE
OPERAÇÃO PUNHAL VERDE
Demorei um pouco a falar sobre a trama para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Morais e o motivo foi falta de palavras, até que vi um vídeo de uma repórter, provavelmente, funcionário do PT, falando sobre o rigor da vigilância do presidente no hospital tendo em vista que a ideia era matá-lo, por envenenamento, exatamente nessas visitas a hospitais que ele faz. Aí me veio a vontade de dizer: PUTA QUE PARIU!
Acho incrível como essas mentes privilegiadas são capazes de urdir tramas que colocadas em prática poderiam resultar num filme da ação, de suspense, mas não passam de comédia pastelão ou pornochanchada. O problema é amplo: primeiro alguém escreve a matéria, depois passa pelo revisor, depois pelo crivo do editor para, finalmente, ir ao ar. No mínimo, um grupo de quatro pessoas, que na verdade participam de uma equipe, para construir um conteúdo a ser apresentado em cadeia nacional. O pior talvez nem seja isso! O pior é o impacto que isso causa nas pessoas ou que as levam a acreditar em tanta sandice.
Honestamente, acredito que caiamos numa enorme cilada e até o momento os caminhos escolhidos para contornarmos o problema não me parecem que sejam os caminhos adequados. Vivemos um período de governo militar que quem leu a coluna de José Paulo Cavalcanti essa semana aqui no JBF, vai compreender que foram momentos de restrições de liberdade, mas se você concorda ou não com essa questão, isso não entra no mérito da minha abordagem.
Lembro da emenda constitucional das “Diretas Já” de Dante Oliveira que ganhou as ruas, apelos de diversas classes sociais e tudo que se queria era o direito de escolher diretamente nossos representantes, em todos os níveis. Tivemos o colégio eleitoral com Tancredo Neves e Sarney e deu no que deu. Tancredo, dizem as más línguas, usou um “Pinotti” para chegar no céu e Sarney fez um governo ridículo, instituiu quatro planos econômicos (Cruzado I, Cruzado II, Bresser Pereira e Maílson da Nóbrega) que não tiveram o menor êxito no controle da economia. Sarney deixou o governo em março de 1990 com a inflação de fevereiro em 84% ao mês, ou, 150.496,15% ao ano.
Havia uma tentativa de reestruturação das esquerdas no Brasil com o processo de abertura política iniciado ainda no governo Geisel e com Figueiredo veio a anistia política, ampla, geral e irrestrita que permitiu a volta dos exilados como Leonel Brizola, Miguel Arraes etc. Já em 1982 tivemos eleição direta para governador e aqui em Pernambuco, tivemos candidatos como Manoel da Conceição (um sindicalista do PT), Padre Melo (folclórico), Marcos Freire e Roberto Magalhães. A vitória de Magalhães representou o pensamento político de Pernambuco naquele momento, ou seja, as forças da direita, digamos assim, ainda estavam no auge, enquanto a esquerda estava desorganizada. O fato que me faz pensar assim foi eleição de Arraes, já em 1986, que obteve 60% dos votos com 39% de José Múcio Monteiro, hoje ministro de Lula. Nessa eleição de 1986, o slogan de Arraes era que Múcio – o novo – representava o velho e o velho – Arraes – representava o novo.
Eu tomo como base o caso de Pernambuco para mostrar que a partir daí as escolhas por governantes de esquerda passou a ser a tônica no cenário político. Embora os partidos de esquerda tivessem se organizando, não havia muita representatividade nas assembleias ou câmaras municipais ou federal. E quando chegamos a 1989, a disputa se deu entre Collor e Lula e o primeiro, era o cara equilibrado, caçador de marajá, que iria combater a corrupção e fazer o Brasil crescer. O plano Collor, capitaneado por Zélia Cardoso, era uma ideia puramente monetária: diminui a oferta de moeda e com isso os produtores terão que baixar preço. Tranquilo: macroeconomia básica essa ideia, no entanto, o governo não teve capacidade de conter a força do poder econômico e o confisco só atingiu a classe média/baixa.
O problema é que Collor se envolveu num mar de corrupção sem precedentes e seu tesoureiro, Paulo César Farias, o PC Farias, passou a ser foragido procurado até pela Interpol. O homem sabia demais e, sem sombra de dúvidas, a trama que foi feita para assassiná-lo, colocada em prática no dia 23 de junho de 1996, ou seja, confundiram-se os fogos de São João com as balas que o mataram. Essa foi uma trama devidamente urdida e colocada em prática na presença de um monte de seguranças particulares que ele tinha. Era precisou matá-lo para que os segredos da república não viessem à tona. Acrescente-se: não eram apenas os segredos envolvendo Collor, principal beneficiado com essa morte, mas também de todas as pessoas envolvidas na corrupção daquele governo.
O impeachment de Collor traz a figura de Itamar Franco. Seu fato mais notório foi pousar ao lado de uma sósia de Fafá de Belém que estava sem calcinha na Marquês de Sapucaí. O segundo fato, foi colocar Fernando Henrique Cardoso como ministro da Economia. O cara se cercou de uma equipe de economistas com boas ideias e lançaram o Plano Real. Controlou a inflação, estabilizou a moeda, mas hoje, com a inflação acumulada R$ 100,00 no dia 01/07/1994 valem R$ 12,49.
Foi aqui que não percebemos o risco de aparelhamento do estado. Devemos a FHC, por exemplo, a presença de Gilmar Mendes no STF. Na eleição de 1994 tivemos Enéas, Brizola, FHC, Lula, Orestes Quércia, Espiridião Amin, dentre outros. O mais próximo de uma linha conservador era Amin, visto que Enéas não consegui cativar o eleitorado. Eu acho que a única candidatura que abalou o cenário político foi a de Sílvio Santos, devidamente, anulada pelo TSE.
De lá pra cá tivemos os governos petistas e o interstício de Temer e Bolsonaro, sendo Temer ainda ligado à esquerda, vice de um governo de esquerda. Quase mataram Bolsonaro e ainda hoje não se sabe nada sobre isso. Mataram Celso Daniel e todos as pessoas que tiveram presentes em algum momento foram mortas. Até o garçom que o atendeu no restaurante, foi morto. Chegar a esse ponto realmente necessita de uma cumplicidade grande de envolvidos, até mesmo precisa do consentimento da justiça para proibir, por exemplo, a quebra de sigilo de Adélio Bispo.
Não consigo acreditar em algo parecido envolvendo Alckmin e Lula. Não consigo visualizar como se aproveitar de um procedimento médico para envenená-lo. Quem faria isso? Um membro da equipe médica do dr. Roberto Kalil? Quem faz atendimento do presidente e ele e sua equipe e duvido que nessa equipe tenha a presença de pessoas estranhas. Além do mais, são todos simpáticos eleitores do presidente. Quem poderia matar Alckmin? Qual o interesse? Se fosse a volta de Bolsonaro, é para morrer de rir. É só olhar a constituição e ver a sucessão na presidência.
No fundo, eu acho que esse pessoal joga essa merda no ar por absoluta necessidade de continuar respirando. São meros nadadores que dão suas braçadas retirando a cabeça da água para respirar. Estão apenas em busca de medalhas.
DEU NO JORNAL
FAZ PENA… NÃO CONSEGUE DORMIR DE TÃO ATORMENTADO…
JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO
É HORA DE AMARRAR OS TAMANCOS
Par de tamancos usado pelas mulheres
Maria Raimunda Pereira da Silva, filha de Naname, descendente da tribo guarani dos índios Paiacus*.
O pai, nunca soubemos o nome, tampouco conhecemos. Mas, muito conhecida no povoado Queimadas como “Raimunda Buretama”.
Formada na Universidade Internacional da Vida e dos Bons Costumes, Raimunda Buretama era “mulher de cabelos nas ventas” – como ela mesma se definia. Não se acostumou guardando almoço para o jantar, e sempre se entendeu independente para dizer (e assumir as consequências) o que queria.
Naqueles tempos de 1930 (ela nasceu bem antes – pois afirmava ter enfrentado as agruras da seca de 1888, a “seca dos três oitos” como bem definia) para o início da década de 60, o tamanco, de fabrico artesanal, era, para muitos, o principal e único calçado. Usado por homens e mulheres, o tamanco livrava da terra quente por onde se andasse e da lama – que pouco existia.
Muitas vezes, o tamanco serviu também como “calçado de ir à missa” (era o melhor e o único que muitos tinham). Naquelas paragens, também conhecido como “chamató” – por conta do barulho que fazia quando batia no calcanhar.
“É mió previni qui remediar” – costumava falar Raimunda Buretama, quando pretendia aconselhar (discretamente) alguém que lhe procurasse para meizinhas indígenas ou conselhos pessoais.
Em muitas ocasiões, provavelmente por ser mulher destemida, Raimunda Buretama serviu de “parteira”. Parteira leiga, diga-se. Quase todos os netos, filhos de Maria e Jordina, foi ela quem “aparou”.
Um belo dia, quando Maria deu à luz ao décimo-quinto filho e o marido Antônio Luciano ainda estava na “flor da juventude” com seus 45 anos, ela, Raimunda, “literalmente determinou”: está na hora de amarrar os tamancos!
Hoje a modernidade diz que: chega de filhos!
Vamos fazer a laqueadura. Sim, porque Raimunda Buretama tinha o hábito indígena de dormir em rede e, como o piso da casa era de barro batido, e, para não pisar em insetos ao levantar na escuridão da noite, tinha o costume de dormir calçada de tamancos. Costume estranho, mas que fazia sentido pela lógica daqueles tempos.
E sexo, amor, transa, cópula ou algo do gênero, naqueles tempos se fazia deitado e no local de dormir – hoje é que se faz em pé, dentro do carro, no pé do muro, escorado no poste, no mato.
Como dormir de tamancos amarrados, ninguém consegue “abrir as pernas”. Você pode ter preferência por sexo de todas as formas – é a seu gosto! – mas, du-vi-d-o-dó que consiga fazê-lo com as pernas fechadas!
“Amarrar os tamancos”, para Raimunda Buretama, que nunca fez um “ó” com uma quenga de coco, significava “parar de fazer menino”!
Quantos somos atualmente?
Já passamos da hora de “amarrar os tamancos”!
( * ) – O topônimo Pacajus tem origem na tribo Tapuia dos Jaracu, ou Paiacu, que habitava a região. Sua denominação original era Guarani, depois Missão dos Paiacu, Monte-Mor, Monte-Mor-o-velho, Guarani e, desde 1943, Pacajus. A região entre às margens do rio Choró e rio Acarape era habitada por índios como os Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito. As origens de Pacajus, remontam ao início do século XVIII (provavelmente 1707), quando nestas terras foi instalada a Missão dos Paiacu. A instalação desta missão pelos jesuítas foi possível com a doação de uma légua de terras situadas nas margens do rio Choró, tendo como intermediário o desembargador Cristóvão Soares Reimão. Através da missão, depois sesmarias e ao redor da Igreja Velha (construída pelos índios no século XIX e que ainda existe) surgiu o núcleo urbano que hoje se chama Pacajus.) (Fonte: Wikipédia)
DEU NO JORNAL
A MILITÂNCIA JORNALISTEIRA BANÂNICA
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
SAUDADE
A saudade faz morada
Na sombra do pensamento
Mote de Ramon Parente
Escondida em seu recanto
Num baú de sentimentos,
Registrando bons momentos,
(Risos, cheiros, choro, canto)
Vez ou outra sai, no entanto,
Pra cumprir o seu intento,
Traz à luz um filme lento…
Sempre muito bem guardada
A saudade faz morada
Na sombra do pensamento.
Melchior SEZEFREDO Machado
Qual ferida que não sara
A saudade é persistente
Dá uma pisa na gente
Sem usar cacete ou vara.
Coloca na nossa cara
Sintomas de sofrimento.
Tira, sem consentimento,
O sono da madrugada.
A saudade faz morada
Na sombra do pensamento.
Wellington Vicente
DEU NO X
FALA, DEPUTADA!
Em entrevista na @CNNBrasil falei sobre a prisão do general Braga Neto e o cenário político que estamos vivendo. Já perdemos a paciência. pic.twitter.com/occnavM4Eu
— Bia Kicis (@Biakicis) December 14, 2024
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
OS BRASILEIROS: Marc Ferrez
Marc Ferrez nasceu no Rio de Janeiro, em 7/12/1843. Um dos primeiros fotógrafos do Brasil, teve atuação destacada no período 1860-1922, constituindo o mais importante legado visual do País neste período. Suas fotos retratam diversos aspectos da vida brasileira, com ênfase nos processos de modernização urbana e vistas panorâmicas do Rio de Janeiro.
Filho de Alexandrine Caroline Chevalier e Zéphyrin Ferrez, gravador de medalhas e escultor vindo como membro da Missão Artística Francesa. Ficou órfão de pai e mãe aos pais aos 7 anos, e foi mandado para a França, onde foi morar com o escultor e gravador Alphée Dubois; estudou até a adolescência, e retornou ao Brasil. Foi trabalhar na casa Leuzinger, uma papelaria e tipografia com uma seção de fotografia. Aí aprendeu a técnica fotográfica com Franz Keller.
Aos 21 anos abriu a firma Marc Ferrez & Cia., um estúdio fotográfico, e logo tornou-se um dos principais fotógrafo da Corte. Aprimorou a técnica fotográfica com estudos de física e química, estando sempre a par das últimas novidades técnicas e importando novos equipamentos da Europa. Foi além de seu ofício mantendo o comércio de equipamentos e materiais fotográficos. A partir de 1905, junto com os filhos Júlio e Luciano Ferrez, passou a dedica-se também ao cinema, tornando-se dono do “Cinema Pathé”, um dos primeiros do Brasil, e distribuidor de filmes.
Na década de 1870 realizou a documentação fotográfica de diversos eventos, como a construção do Arco do Triunfo e do Templo da Vitória, no Campo da Aclamação, bem como os festejos públicos ao término da Guerra do Paraguai. Em 1872 fotografou as festas em diversas ruas, comemorando o retorno da família imperial, após longa estadia na Europa. No mesmo ano, a pedido da comissão organizadora da 3ª Exposição Nacional, fotografou o evento, cujas fotos foram enviadas à Exposição Universal de Viena.
Em 1873, um incêndio destruiu sua loja/residência, fazendo-o partir para a Europa, a fim de readquirir os materiais e equipamentos. Retornou em 1875, restabeleceu sua empresa e integrou-se à Comissão Geológica do Império do Brasil, chefiada pelo geógrafo canadense Charles Frederick Hartt. Esta foi a primeira expedição de caráter científico, realizada no século XIX, e ele foi o primeiro a fotografar os índios botocudos, na selva no sul da Bahia. Em seguida, passa a viajar e fotografar as principais cidades brasileiras, com destaque para a capital do país.
Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, sendo premiado com medalhas de ouro em Filadélfia (1876) e Paris (1878). Em 1880 recebeu o título de “Photographo da Marinha Imperial” e da Comissão Geográfica e Geológica do Império. No mesmo ano providenciou a importação de um aparelho fotográfico para a execução de grandes imagens panorâmicas e procurou aperfeiçoar o aparelho. Seus contatos com a indústria fotográfica, em Paris, eram constantes. Em 1881, introduziu no mercado nacional as primeiras chapas secas elaboradas pelos Irmãos Lumière. Anos depois, introduziu no País as chapas de “autochrome”, também lançadas pelos Irmãos Lumière em Paris, em 1912.
Participou das reuniões da Société Française de Photographie, em 1885, onde apresentou sua câmara para panorâmicas de grandes dimensões e presenteou a instituição com vistas panorâmicas do Brasil, medindo 1,08 m de comprimento, e 2 álbuns contendo numerosas paisagens do País. Neste ano foi agraciado com o título de “Cavaleiro da Ordem da Rosa, pelo Imperador Dom Pedro II. Tendo em vista a realização da Exposição Universal de Paris, em 1889, o Barão do Rio Branco organizou o Album de Vues de Brésil, com suas fotografias, para ser enviado à Exposição. Pouco depois associou-se a Henri Gustave Lombaets, encadernador da Academia Imperial de Belas Artes, fundando a empresa Lombaetes, Marc Feerrez & Cia. e passa a editar postais, o jornal A Estação e o álbum Quadros de História da Pátria.
Em 1895, realizou experiências com luz oxietérica e raios X em seu laboratório, junto com o cientista Henrique Morize, diretor do Observatório Nacional. Em 1899 lançou uma série de postais executado com a técnica da fototipia. Em 1900 realizou a documentação fotográfica das comemorações do IV Centenário da descoberta do Brasil. Em 1907 publicou o álbum Avenida Central: 8 de março de 1903-15 de novembro de 1906. Trata-se do registro das transformações urbanas empreendidas pelo prefeito Francisco Pereira Passos, em princípios do século XX. Seus filhos Júlio e Luciano Ferrez passam a se dedicar mais ao cinema e criam a Companhia Cinematográfica Brasileira, tornando-se mais tarde na Casa Marc Ferrez Cinemas e Eletricidade. Por essa época surge uma nova tecnologia: a fotografia em cores naturais. Em 1915 viajou à Paris, visando incorporar esta novidade em seu ofício e fica por lá durante 5 anos. Retorna doente em 1920 e falece em 12/1/1923.
Seu grande acervo de fotos foi adquirido em 1998 pelo IMS-Instituto Moreira Salles, do seu neto, o historiador Gilberto Ferrez. Todo o acervo conta com mais de 5.500 imagens, sendo 4000 negativos originais de vidro. O IMS passou a organizá-lo e apresentá-lo num trabalho de recuperação e pesquisa, cuja mostra, “O Brasil de Marc Ferrez – Fotografias do Acervo do Instituto Moreira Salles”, reúne 350 imagens e foi apresentada ao público em algumas cidades brasileiras e no Museu Carnavalet, em Paris em 2005.


