MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

Demorei um pouco a falar sobre a trama para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Morais e o motivo foi falta de palavras, até que vi um vídeo de uma repórter, provavelmente, funcionário do PT, falando sobre o rigor da vigilância do presidente no hospital tendo em vista que a ideia era matá-lo, por envenenamento, exatamente nessas visitas a hospitais que ele faz. Aí me veio a vontade de dizer: PUTA QUE PARIU!

Acho incrível como essas mentes privilegiadas são capazes de urdir tramas que colocadas em prática poderiam resultar num filme da ação, de suspense, mas não passam de comédia pastelão ou pornochanchada. O problema é amplo: primeiro alguém escreve a matéria, depois passa pelo revisor, depois pelo crivo do editor para, finalmente, ir ao ar. No mínimo, um grupo de quatro pessoas, que na verdade participam de uma equipe, para construir um conteúdo a ser apresentado em cadeia nacional. O pior talvez nem seja isso! O pior é o impacto que isso causa nas pessoas ou que as levam a acreditar em tanta sandice.

Honestamente, acredito que caiamos numa enorme cilada e até o momento os caminhos escolhidos para contornarmos o problema não me parecem que sejam os caminhos adequados. Vivemos um período de governo militar que quem leu a coluna de José Paulo Cavalcanti essa semana aqui no JBF, vai compreender que foram momentos de restrições de liberdade, mas se você concorda ou não com essa questão, isso não entra no mérito da minha abordagem.

Lembro da emenda constitucional das “Diretas Já” de Dante Oliveira que ganhou as ruas, apelos de diversas classes sociais e tudo que se queria era o direito de escolher diretamente nossos representantes, em todos os níveis. Tivemos o colégio eleitoral com Tancredo Neves e Sarney e deu no que deu. Tancredo, dizem as más línguas, usou um “Pinotti” para chegar no céu e Sarney fez um governo ridículo, instituiu quatro planos econômicos (Cruzado I, Cruzado II, Bresser Pereira e Maílson da Nóbrega) que não tiveram o menor êxito no controle da economia. Sarney deixou o governo em março de 1990 com a inflação de fevereiro em 84% ao mês, ou, 150.496,15% ao ano.

Havia uma tentativa de reestruturação das esquerdas no Brasil com o processo de abertura política iniciado ainda no governo Geisel e com Figueiredo veio a anistia política, ampla, geral e irrestrita que permitiu a volta dos exilados como Leonel Brizola, Miguel Arraes etc. Já em 1982 tivemos eleição direta para governador e aqui em Pernambuco, tivemos candidatos como Manoel da Conceição (um sindicalista do PT), Padre Melo (folclórico), Marcos Freire e Roberto Magalhães. A vitória de Magalhães representou o pensamento político de Pernambuco naquele momento, ou seja, as forças da direita, digamos assim, ainda estavam no auge, enquanto a esquerda estava desorganizada. O fato que me faz pensar assim foi eleição de Arraes, já em 1986, que obteve 60% dos votos com 39% de José Múcio Monteiro, hoje ministro de Lula. Nessa eleição de 1986, o slogan de Arraes era que Múcio – o novo – representava o velho e o velho – Arraes – representava o novo.

Eu tomo como base o caso de Pernambuco para mostrar que a partir daí as escolhas por governantes de esquerda passou a ser a tônica no cenário político. Embora os partidos de esquerda tivessem se organizando, não havia muita representatividade nas assembleias ou câmaras municipais ou federal. E quando chegamos a 1989, a disputa se deu entre Collor e Lula e o primeiro, era o cara equilibrado, caçador de marajá, que iria combater a corrupção e fazer o Brasil crescer. O plano Collor, capitaneado por Zélia Cardoso, era uma ideia puramente monetária: diminui a oferta de moeda e com isso os produtores terão que baixar preço. Tranquilo: macroeconomia básica essa ideia, no entanto, o governo não teve capacidade de conter a força do poder econômico e o confisco só atingiu a classe média/baixa.

O problema é que Collor se envolveu num mar de corrupção sem precedentes e seu tesoureiro, Paulo César Farias, o PC Farias, passou a ser foragido procurado até pela Interpol. O homem sabia demais e, sem sombra de dúvidas, a trama que foi feita para assassiná-lo, colocada em prática no dia 23 de junho de 1996, ou seja, confundiram-se os fogos de São João com as balas que o mataram. Essa foi uma trama devidamente urdida e colocada em prática na presença de um monte de seguranças particulares que ele tinha. Era precisou matá-lo para que os segredos da república não viessem à tona. Acrescente-se: não eram apenas os segredos envolvendo Collor, principal beneficiado com essa morte, mas também de todas as pessoas envolvidas na corrupção daquele governo.

O impeachment de Collor traz a figura de Itamar Franco. Seu fato mais notório foi pousar ao lado de uma sósia de Fafá de Belém que estava sem calcinha na Marquês de Sapucaí. O segundo fato, foi colocar Fernando Henrique Cardoso como ministro da Economia. O cara se cercou de uma equipe de economistas com boas ideias e lançaram o Plano Real. Controlou a inflação, estabilizou a moeda, mas hoje, com a inflação acumulada R$ 100,00 no dia 01/07/1994 valem R$ 12,49.

Foi aqui que não percebemos o risco de aparelhamento do estado. Devemos a FHC, por exemplo, a presença de Gilmar Mendes no STF. Na eleição de 1994 tivemos Enéas, Brizola, FHC, Lula, Orestes Quércia, Espiridião Amin, dentre outros. O mais próximo de uma linha conservador era Amin, visto que Enéas não consegui cativar o eleitorado. Eu acho que a única candidatura que abalou o cenário político foi a de Sílvio Santos, devidamente, anulada pelo TSE.

De lá pra cá tivemos os governos petistas e o interstício de Temer e Bolsonaro, sendo Temer ainda ligado à esquerda, vice de um governo de esquerda. Quase mataram Bolsonaro e ainda hoje não se sabe nada sobre isso. Mataram Celso Daniel e todos as pessoas que tiveram presentes em algum momento foram mortas. Até o garçom que o atendeu no restaurante, foi morto. Chegar a esse ponto realmente necessita de uma cumplicidade grande de envolvidos, até mesmo precisa do consentimento da justiça para proibir, por exemplo, a quebra de sigilo de Adélio Bispo.

Não consigo acreditar em algo parecido envolvendo Alckmin e Lula. Não consigo visualizar como se aproveitar de um procedimento médico para envenená-lo. Quem faria isso? Um membro da equipe médica do dr. Roberto Kalil? Quem faz atendimento do presidente e ele e sua equipe e duvido que nessa equipe tenha a presença de pessoas estranhas. Além do mais, são todos simpáticos eleitores do presidente. Quem poderia matar Alckmin? Qual o interesse? Se fosse a volta de Bolsonaro, é para morrer de rir. É só olhar a constituição e ver a sucessão na presidência.

No fundo, eu acho que esse pessoal joga essa merda no ar por absoluta necessidade de continuar respirando. São meros nadadores que dão suas braçadas retirando a cabeça da água para respirar. Estão apenas em busca de medalhas.

6 pensou em “OPERAÇÃO PUNHAL VERDE

  1. Nobre Assuero, quem tem um diário oficial como a globo sob seus domínio, pode narrar, inventar fatos a seu bel prazer, pois terá a certeza que alcançará os rincões desse país e serão aceitas como verdadeiras.

  2. Concordo em gênero, número e grau. Você precisa ler A fundação Roberto Marinho. Escrito por um auditor chamado Romero Machado, salvo engano. Verás os absurdos

  3. Caro Assuero, a tal “trama golpista” foi urdida, segundo o próprio STF desde a posse de Jair Bolsonaro em 01/01/2019. Acabou não dando certo no final das contas, pela falta de um taxi que levaria o cara que iria anular A.M.

    Que coisa mais rocambolesca. Nada para em pé nesta narrativa pueril da PF do A.M..

    Por trás de todas estas histórias está a decadente Grobo, que já foi muito mais poderosa, esteve por detrás de todos os acontecimentos narrados na coluna de hoje.

    A golpe comunista que foi tentado no Brasil e seu contra golpe Militar de 64 ainda não acabou.

    Aqueles que perderam a guerra das ruas (atentado de 66 em Guararapes-PE) e campos, estão aí de volta, pois ganharam a guerra das narrativas e ocuparam os espaços culturais, ajudados pela emissora dos Marinhos.

    Só que, como previu Olavo, há uma reação, que começou com Bolsonaro e, independente dele voltar ou não, a semente ficou.

    O sistema treme, pois muitas verdades serão reveladas, com a ajuda do Laranjão dos EUA.

  4. A esquerda tem sempre um esquema para se safar. Observe que o país está degringolando. Economia e seu ministro poste, em frangalhos; Inflação, ditadura do judiciário (contra a direita), rombos nas estatais, péssima gestão política…etc.
    O desvio desse foco foi o boato de quererem matar o ladrão de 9 dedos (quem iria querer matar um morto vivo?) atentados sempre comove o eleitorado. O ladrão quer ter o mesmo carisma de Bolsonaro.
    A prisão de um general de 4 estrelas foi uma estratégia ainda fuleira. E nada fez mudar o foco do atoleiro que o PT está enfiando o país.
    Quanto a operação punhal verde – ela está mais para um haraquiri baiano, da esquerda.

    De resto, a diegese exposta pelo mestre Assuero, ta o puro reflexo da quadrinha nordestina trazida pelo preclaro e insigne colunista José Paulo Cavalcanti:
    O CASO EU CONTO
    COMO O CASO FOI
    PORQUE HOMEM É HOMEM
    E BOI É BOI.

    • Meu querido Marcos, o pior em tudo isso é que o discurso que está sendo feito, contra tudo isso que você abordou, não causa efeito. Nós precisamos fortalecer o legislativo. Veja, a CCJ aprovou o voto impresso. O motivo disso é uma leve alteração na composição do congresso com a perda de cadeiras por parte dos partidos de esquerda. O que é hoje o PDT? PCB? PCdoB? PSOL? Este último não elegeu um prefeito sequer no Brasil inteiro. O de Belém, que tinha uma reprovação superior a 70%, nem sequer foi para o segundo turno. Então, se a gente não mudar o congresso, não colocar pessoas que não tem rabo preso com o STF, vai ficar complicado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *