O jornalista Godofredo Brito sofreu uma tentativa de homicídio na tarde desta segunda-feira (23), enquanto visitava uma obra na localidade Campestre, localizada em Cocal, no Litoral do Piauí. Segundo a vítima, o autor do crime foi o vereador Carlão do PT, que não gostou de ver o… pic.twitter.com/tSRbkQSSr7
Do enorme time de 74 funcionários que Lula e Janja têm à disposição no Palácio da Alvorada, 11 são dedicados especialmente à cozinha de suas excelências.
São chefs, auxiliares e despenseiros.
E muita comida, claro.
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Além do enorme gasto com a comidoria (por via oral…), a verba destinada à cachaça é faraônica!
O fato é que a comilança maior é a do nosso dinheiro.
Mastigam nota por nota.
Nós é que pagamos a manutenção desse bacanal milionário.
O candidato libertário Javier Milei ficou em segundo lugar no primeiro turno, realizado neste domingo (22)
Notícia é mais importante quando está mais próxima de nós. Se for para falar de notícias do exterior, é muito mais importante a eleição na Argentina que o conflito entre Hamas e Israel – que eu nem chamaria de “conflito”, porque foi um ataque terrorista que começou isso; não é exatamente um conflito bélico, mas uma ação policial de Israel para conter a bandidagem do Hamas.
Na Argentina, só haverá decisão em 19 de novembro. Na semana passada, os que me ouviram falar da eleição sabem que eu já previa o segundo turno, que ninguém teria maioria suficiente para decidir agora. Vão para o segundo turno Sergio Massa, o ministro da Economia que deixou o país desse jeito, e Javier Milei. J.R. Guzzo disse, e ele está absolutamente certo, que os argentinos vão decidir entre o desconhecido, que é Milei, e o desastre conhecido, que é Massa. Interessante é que na cidade de Buenos Aires, a capital federal, que é o equivalente argentino do nosso Distrito Federal e tem mais de 7% da população argentina (portanto, mais de 7% do eleitorado), quem ganhou foi Patricia Bullrich. E ganhou muito bem: na capital federal, ela fez 41% dos votos, contra 32% de Massa e 20% de Milei – ela, portanto, fez o dobro de votos que Milei. Mas, no restante do país, deu Sergio Massa, que terminou com 36,6%. Milei teve 30%, e Bullrich acabou com 24%. Outros dois, somados, fizeram 9%.
Na segunda-feira, Bullrich disse que não vota em kirchnerismo, nem em peronismo, nem em esquerdismo; portanto, está declarando voto em Milei. E o candidato Milei, por sua vez, disse estar aberto a uma negociação com ela e com seus seguidores. Na verdade, os dois são de direita, e a direita, junta, teve 54% dos votos nesse primeiro turno, sem considerar os pequenos; no fim, pode chegar a quase 60%. Imagina-se que Sergio Massa chegou ao seu máximo, talvez uns 40%. Eu arriscaria um palpite de 60% a 40%, embora a própria imprensa argentina esteja dizendo que os marqueteiros que Lula mandou para lá foram decisivos na recuperação de Massa, que estava afundando. Como eles fizeram isso? Assustando o povo argentino, dizendo que Milei é louco, que é o futuro incerto. Certeza nós temos é do presente e do passado kirchnerista.
A Argentina é muito importante na política, na economia, nas transações externas, é o nosso terceiro parceiro comercial; é nosso vizinho. Lembro de perguntar ao presidente Figueiredo, quando estava cobrindo a Guerra das Malvinas, por que o Brasil estava ajudando a Argentina. Ele respondeu: “Porque a Argentina sempre vai ser o nosso vizinho. A Inglaterra está a 10 mil quilômetros de distância”. Apesar de quatro séculos de rivalidade, Brasil e Argentina são vizinhos, parceiros do Mercosul, parceiros econômicos, e não há como fazer diferente.
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Mais uma vez o crime mostra que o Estado não manda nada no Rio
Nunca se queimou tanto ônibus no Rio de Janeiro como na segunda-feira. Quase 40 ônibus. Grandes vias, como a Avenida Brasil, foram interrompidas com ônibus atravessados; escolas foram fechadas. Tudo porque mataram o sobrinho de um miliciano. O Rio tem milícias, o Rio tem traficantes, e o Rio tem governo. Só que o governo não entra nos territórios do tráfico e das milícias, inclusive por causa de decisões do Supremo.
O prefeito Eduardo Paes fez um apelo ao ministro da Justiça, para que atue no Rio de Janeiro também, para ajudar as autoridades municipais e estaduais. A ação dos milicianos interrompeu o transporte metropolitano em toda a Região Oeste, Campo Grande, Barra da Tijuca, Guaratiba, Santa Cruz, Recreio, porque foi morto o Teteu, sobrinho do Zinho, que é o chefe de Três Pontes. São os “principados”, os “territórios autônomos” do Rio de Janeiro, onde o Estado brasileiro não entra.
O candidato à presidência e vencedor do primeiro turno nas eleições da Argentina, Sergio Massa, discursa no Ministério da Economia, em Buenos Aires
O peronista de esquerda Sergio Massa, atual ministro da Economia e candidato governista à presidência da Argentina, foi a grande surpresa do primeiro turno da eleição realizada neste domingo. Massa, que tinha obtido 21,4% dos votos nas primárias realizadas em agosto, saltou para 36% e disputará o segundo turno contra o libertário Javier Milei, que manteve os 30% conquistados nas primárias vencidas por ele. A candidata de centro-direita Patricia Bullrich terminou a disputa na terceira posição, com pouco menos de 24%. Os dois candidatos remanescentes, agora, terão até 19 de novembro para convencer o eleitor argentino.
Uma das características marcantes da votação foi o índice de abstenção, o maior da história recente da Argentina desde a redemocratização do país, nos anos 80: no total, 74% dos eleitores aptos a votar compareceram às urnas, enquanto as primárias de agosto tinham atraído 69% do eleitorado. Os 26% de faltantes seriam mais que suficientes para alterar radicalmente o resultado, seja dando a um dos candidatos a vitória já neste domingo – na Argentina um candidato se elege no primeiro turno com 45% dos votos válidos ou dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado –, seja mudando os nomes do segundo turno.
Outro número notável do pleito foi a ascensão de Sergio Massa, que elevou a votação dos peronistas de esquerda em 9 pontos porcentuais na comparação com agosto – considerando-se aí os 6% de votos que Juan Grabois, da mesma coalizão, havia conquistado nas primárias. Mas tamanho salto tem suas explicações. Uma delas foi o ótimo desempenho do atual governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, do mesmo partido de Massa e que conquistou a reeleição já no primeiro turno. Mas a principal causa de tamanho avanço certamente é a enxurrada de medidas populistas adotadas pelo ministro da Economia na reta final da campanha. Bônus de todo tipo, ampliação de isenções de Imposto de Renda e crédito mais fácil estão entre os anúncios feitos nas últimas semanas. Para bancar tudo isso, não há outra opção ao governo a não ser seguir imprimir dinheiro sem lastro. Em outras palavras: para vencer a eleição presente, Massa já contratou a inflação futura.
É esperado que os populistas queiram vender como solução aquilo que é o problema – isso faz parte de sua natureza. Que a população siga comprando esta mentira mesmo sentindo na pele o estrago causado por essas políticas no passado recente (como na era Kirchner) e durante o mandato atual, com inflação fora do controle e uma enorme parcela dos argentinos vivendo na pobreza, é prova do que chamamos, quatro anos atrás, de “prisão mental” em que o populismo peronista lançou o país e da qual parece impossível escapar. Estado inchado, forte presença estatal na economia, funcionalismo numeroso, auxílios governamentais sem fim – de alguma forma, muitos argentinos parecem crer que não há salvação fora deste conjunto e que a solução para as atuais mazelas está não em desmontá-lo, mas em intensificá-lo.
Isso não significa que a opção por Milei seja algo simples, ou fácil. Esta ainda é uma escolha relativamente arriscada – afinal, sua pauta moral está longe do ideal e seu libertarianismo econômico nunca foi aplicado, ao menos não na escala de uma nação grande como a Argentina; uma medida radical que fosse mal aplicada poderia terminar de quebrar o país. Por isso, vários analistas chegaram a avaliar que Massa recebeu neste primeiro turno uma dose considerável de “voto útil” de eleitores que apoiariam Bullrich, mas que, prevendo-a fora do páreo e enxergando muita incerteza em uma possível vitória de Milei, preferiram apostar desde já no proverbial diabo que já se conhece. No entanto, este mesmo diabo, o peronismo de esquerda, é justamente o responsável pelo caos argentino. Neste exato momento, sem considerar possíveis articulações para o segundo turno, o argentino terá de decidir entre a quase certeza de que não haverá melhora ou um salto no escuro que pode dar muito certo, ou muito errado.
Ambientado durante a revolução mexicana de 1913, “Quando Explode a Vingança” (título original em italiano (Giù La Testa), terceiro filme do magno diretor Sergio Leone da trilogia de Era Uma Vez… é uma história sobre poder e política, escrito pelo diretor, os famosos roteiristas Luciano Vincenzoni e Sergio Donati, que colaboraram com o diretor em “Três Homens em Conflito” (1966) e “Era Uma Vez na América (1984).”
Rod Steiger, vencedor do Oscar de melhor ator no filme “No Calor da Noite” (1967) do diretor Norman Jewison, onde fez o papel do xerife Bill Gillespie, atuando ao lado do ator negro Sidney Poitier, interpreta Juan Miranda, um camponês rude com um coração de Robin Hood, Jemes Coburn (Sete Homens e Um Destino) (1960), co-estrela no papel de John Mallory, um revolucionário irlandês atirador de dinamite que fugiu para o México para praticar suas habilidades e Romolo Valli (Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite). Juntos, eles preparam uma ousada operação de fuga para libertar prisioneiros políticos, defender seus compatriotas contra a milícia bem equipada de um sádico oficial e arriscam suas vidas em um trem carregado com explosivos. O filme tem uma magnífica fotografia realizada nos desertos da Espanha.
A rapidez com que o longa progride deve muito à montagem de Nino Baragli, que opta por diversos cortes bruscos seguidos de elipses. Tais saltos temporais, a princípio, confundem o espectador, passando uma sensação de termos perdido algo na narrativa. Entretanto, conforme os minutos se passam, vamos encaixando lentamente as peças e, com elas, vem o entendimento do filme como um todo.
Aqui não se pode deixar de traçar a semelhança com a leitura de um livro e sua estrutura capitular, que se traduz na tela da mesma forma. Essa espécie de quebra da imersão nos força a pensar, a analisar a projeção diante de nós, assumindo, talvez, uma visão mais crítica em relação à sua trama e, em segundo momento, à revolução em si. Os questionamentos, presentes nos closes das bocas cheias de comida, voltam ao primeiro plano e, por mais que os protagonistas estejam de um lado do conflito, passamos a nos perguntar qual a diferença entre ambos os lados. A importância de Juan e John é, aqui, ressaltada, ao passo que ambos foram tragados a contragosto para a revolução, não pertencendo, efetivamente, a nenhuma facção.
Mesmo com essa visão política presente na projeção, o que fica, porém, incrustado em nossa mente, é a amizade entre o mexicano e o irlandês, reiterando a forte visão humanista de toda a violência apresentada na obra. Quando Explode a Vingança, no fim, fica como uma grande aventura desses dois homens, caráter constantemente lembrado pela inesquecível trilha de Ennio Morricone, que rompe o som ambiente nos momentos-chave, seja para empolgar o espectador, seja para fazê-lo rir através da palpável química entre Rod Steiger e James Coburn. É um filme que merece ser assistido inúmeras vezes e que, em nenhuma delas, irá cansar, fisgando nossa atenção do início ao fim.
É preciso mencionar aqui as curiosidades que houve durante a pré-produção dessa obra-prima:
Inicialmente, Peter Bogdanovich seria o diretor de Quando Explode a Vingança, mas ele desistiu do projeto, sendo substituído por Sam Peckinpah, que acabou sendo retirado do projeto por questões financeiras com a United Artists; Peckinpah era um diretor de temperamento explosivo.
Clint Eastwood e Jason Robards estiveram cotados para interpretar o personagem Sean Mallory, mas nada concretizado; Quando recebeu a proposta do papel de Sean Mallory, James Coburn relutou antes de aceitar. Para ajudar na decisão, procurou o ator Henry Fonda, que tinha filmado “Era Uma Vez no Oeste” com o cineasta, e ouviu que Sergio Leone era o maior diretor com o qual já havia trabalhado.