DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

COM PENA DA VELA…

Comentário sobre a postagem CU-LTURA ACADÊMICA: SE PEIDAR, VIRA UM LANÇA CHAMAS

João Francisco:

A expressão: “colocar uma melancia no pescoço” para aparecer ganhou outra conotação para a esquerda.

Eu pessoalmente tenho pena.

Do que está sendo arrastado? Do seu cu?

Tenho pena da vela, afinal, quando foi feita, ela pensava que estaria numa igreja, queimando em um altar ou em um cemitério, reverenciando um morto.

Foi parar em um cu fedido.

O destino é cruel, às vezes.

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COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

COMILANÇA E CAGANÇA DE GRANDES PROPORÇÕES

Do enorme time de 74 funcionários que Lula e Janja têm à disposição no Palácio da Alvorada, 11 são dedicados especialmente à cozinha de suas excelências.

São chefs, auxiliares e despenseiros.

E muita comida, claro.

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Além do enorme gasto com a comidoria (por via oral…), a verba destinada à cachaça é faraônica!

O fato é que a comilança maior é a do nosso dinheiro.

Mastigam nota por nota.

Nós é que pagamos a manutenção desse bacanal  milionário.

Lula tomou cachaça e uísque em jantar na mansão de Sebastião - ac24horas.com - Notícias do Acre

ALEXANDRE GARCIA

MILEI PODE SER FUTURO INCERTO, MAS MASSA É CONTINUAÇÃO DO PASSADO E PRESENTE CERTOS

O candidato libertário Javier Milei ficou em segundo lugar no primeiro turno, realizado neste domingo (22).

O candidato libertário Javier Milei ficou em segundo lugar no primeiro turno, realizado neste domingo (22)

Notícia é mais importante quando está mais próxima de nós. Se for para falar de notícias do exterior, é muito mais importante a eleição na Argentina que o conflito entre Hamas e Israel – que eu nem chamaria de “conflito”, porque foi um ataque terrorista que começou isso; não é exatamente um conflito bélico, mas uma ação policial de Israel para conter a bandidagem do Hamas.

Na Argentina, só haverá decisão em 19 de novembro. Na semana passada, os que me ouviram falar da eleição sabem que eu já previa o segundo turno, que ninguém teria maioria suficiente para decidir agora. Vão para o segundo turno Sergio Massa, o ministro da Economia que deixou o país desse jeito, e Javier Milei. J.R. Guzzo disse, e ele está absolutamente certo, que os argentinos vão decidir entre o desconhecido, que é Milei, e o desastre conhecido, que é Massa. Interessante é que na cidade de Buenos Aires, a capital federal, que é o equivalente argentino do nosso Distrito Federal e tem mais de 7% da população argentina (portanto, mais de 7% do eleitorado), quem ganhou foi Patricia Bullrich. E ganhou muito bem: na capital federal, ela fez 41% dos votos, contra 32% de Massa e 20% de Milei – ela, portanto, fez o dobro de votos que Milei. Mas, no restante do país, deu Sergio Massa, que terminou com 36,6%. Milei teve 30%, e Bullrich acabou com 24%. Outros dois, somados, fizeram 9%.

Na segunda-feira, Bullrich disse que não vota em kirchnerismo, nem em peronismo, nem em esquerdismo; portanto, está declarando voto em Milei. E o candidato Milei, por sua vez, disse estar aberto a uma negociação com ela e com seus seguidores. Na verdade, os dois são de direita, e a direita, junta, teve 54% dos votos nesse primeiro turno, sem considerar os pequenos; no fim, pode chegar a quase 60%. Imagina-se que Sergio Massa chegou ao seu máximo, talvez uns 40%. Eu arriscaria um palpite de 60% a 40%, embora a própria imprensa argentina esteja dizendo que os marqueteiros que Lula mandou para lá foram decisivos na recuperação de Massa, que estava afundando. Como eles fizeram isso? Assustando o povo argentino, dizendo que Milei é louco, que é o futuro incerto. Certeza nós temos é do presente e do passado kirchnerista.

A Argentina é muito importante na política, na economia, nas transações externas, é o nosso terceiro parceiro comercial; é nosso vizinho. Lembro de perguntar ao presidente Figueiredo, quando estava cobrindo a Guerra das Malvinas, por que o Brasil estava ajudando a Argentina. Ele respondeu: “Porque a Argentina sempre vai ser o nosso vizinho. A Inglaterra está a 10 mil quilômetros de distância”. Apesar de quatro séculos de rivalidade, Brasil e Argentina são vizinhos, parceiros do Mercosul, parceiros econômicos, e não há como fazer diferente.

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Mais uma vez o crime mostra que o Estado não manda nada no Rio 

Nunca se queimou tanto ônibus no Rio de Janeiro como na segunda-feira. Quase 40 ônibus. Grandes vias, como a Avenida Brasil, foram interrompidas com ônibus atravessados; escolas foram fechadas. Tudo porque mataram o sobrinho de um miliciano. O Rio tem milícias, o Rio tem traficantes, e o Rio tem governo. Só que o governo não entra nos territórios do tráfico e das milícias, inclusive por causa de decisões do Supremo.

O prefeito Eduardo Paes fez um apelo ao ministro da Justiça, para que atue no Rio de Janeiro também, para ajudar as autoridades municipais e estaduais. A ação dos milicianos interrompeu o transporte metropolitano em toda a Região Oeste, Campo Grande, Barra da Tijuca, Guaratiba, Santa Cruz, Recreio, porque foi morto o Teteu, sobrinho do Zinho, que é o chefe de Três Pontes. São os “principados”, os “territórios autônomos” do Rio de Janeiro, onde o Estado brasileiro não entra.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

SEGUNDO TURNO NA ARGENTINA

Editorial Gazeta do Povo

O candidato à presidência e vencedor do primeiro turno nas eleições da Argentina, Sergio Massa, discursa no Ministério da Economia, em Buenos Aires.

O candidato à presidência e vencedor do primeiro turno nas eleições da Argentina, Sergio Massa, discursa no Ministério da Economia, em Buenos Aires

O peronista de esquerda Sergio Massa, atual ministro da Economia e candidato governista à presidência da Argentina, foi a grande surpresa do primeiro turno da eleição realizada neste domingo. Massa, que tinha obtido 21,4% dos votos nas primárias realizadas em agosto, saltou para 36% e disputará o segundo turno contra o libertário Javier Milei, que manteve os 30% conquistados nas primárias vencidas por ele. A candidata de centro-direita Patricia Bullrich terminou a disputa na terceira posição, com pouco menos de 24%. Os dois candidatos remanescentes, agora, terão até 19 de novembro para convencer o eleitor argentino.

Uma das características marcantes da votação foi o índice de abstenção, o maior da história recente da Argentina desde a redemocratização do país, nos anos 80: no total, 74% dos eleitores aptos a votar compareceram às urnas, enquanto as primárias de agosto tinham atraído 69% do eleitorado. Os 26% de faltantes seriam mais que suficientes para alterar radicalmente o resultado, seja dando a um dos candidatos a vitória já neste domingo – na Argentina um candidato se elege no primeiro turno com 45% dos votos válidos ou dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado –, seja mudando os nomes do segundo turno.

Outro número notável do pleito foi a ascensão de Sergio Massa, que elevou a votação dos peronistas de esquerda em 9 pontos porcentuais na comparação com agosto – considerando-se aí os 6% de votos que Juan Grabois, da mesma coalizão, havia conquistado nas primárias. Mas tamanho salto tem suas explicações. Uma delas foi o ótimo desempenho do atual governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, do mesmo partido de Massa e que conquistou a reeleição já no primeiro turno. Mas a principal causa de tamanho avanço certamente é a enxurrada de medidas populistas adotadas pelo ministro da Economia na reta final da campanha. Bônus de todo tipo, ampliação de isenções de Imposto de Renda e crédito mais fácil estão entre os anúncios feitos nas últimas semanas. Para bancar tudo isso, não há outra opção ao governo a não ser seguir imprimir dinheiro sem lastro. Em outras palavras: para vencer a eleição presente, Massa já contratou a inflação futura.

É esperado que os populistas queiram vender como solução aquilo que é o problema – isso faz parte de sua natureza. Que a população siga comprando esta mentira mesmo sentindo na pele o estrago causado por essas políticas no passado recente (como na era Kirchner) e durante o mandato atual, com inflação fora do controle e uma enorme parcela dos argentinos vivendo na pobreza, é prova do que chamamos, quatro anos atrás, de “prisão mental” em que o populismo peronista lançou o país e da qual parece impossível escapar. Estado inchado, forte presença estatal na economia, funcionalismo numeroso, auxílios governamentais sem fim – de alguma forma, muitos argentinos parecem crer que não há salvação fora deste conjunto e que a solução para as atuais mazelas está não em desmontá-lo, mas em intensificá-lo.

Isso não significa que a opção por Milei seja algo simples, ou fácil. Esta ainda é uma escolha relativamente arriscada – afinal, sua pauta moral está longe do ideal e seu libertarianismo econômico nunca foi aplicado, ao menos não na escala de uma nação grande como a Argentina; uma medida radical que fosse mal aplicada poderia terminar de quebrar o país. Por isso, vários analistas chegaram a avaliar que Massa recebeu neste primeiro turno uma dose considerável de “voto útil” de eleitores que apoiariam Bullrich, mas que, prevendo-a fora do páreo e enxergando muita incerteza em uma possível vitória de Milei, preferiram apostar desde já no proverbial diabo que já se conhece. No entanto, este mesmo diabo, o peronismo de esquerda, é justamente o responsável pelo caos argentino. Neste exato momento, sem considerar possíveis articulações para o segundo turno, o argentino terá de decidir entre a quase certeza de que não haverá melhora ou um salto no escuro que pode dar muito certo, ou muito errado.

DEU NO JORNAL

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

QUANDO EXPLODE A VINGANÇA (1971) – UMA OBRA-PRIMA DE LEONE

Imagem extraída do DVD

Ambientado durante a revolução mexicana de 1913, “Quando Explode a Vingança” (título original em italiano (Giù La Testa), terceiro filme do magno diretor Sergio Leone da trilogia de Era Uma Vez… é uma história sobre poder e política, escrito pelo diretor, os famosos roteiristas Luciano Vincenzoni e Sergio Donati, que colaboraram com o diretor em “Três Homens em Conflito” (1966) e “Era Uma Vez na América (1984).”

Rod Steiger, vencedor do Oscar de melhor ator no filme “No Calor da Noite” (1967) do diretor Norman Jewison, onde fez o papel do xerife Bill Gillespie, atuando ao lado do ator negro Sidney Poitier, interpreta Juan Miranda, um camponês rude com um coração de Robin Hood, Jemes Coburn (Sete Homens e Um Destino) (1960), co-estrela no papel de John Mallory, um revolucionário irlandês atirador de dinamite que fugiu para o México para praticar suas habilidades e Romolo Valli (Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite). Juntos, eles preparam uma ousada operação de fuga para libertar prisioneiros políticos, defender seus compatriotas contra a milícia bem equipada de um sádico oficial e arriscam suas vidas em um trem carregado com explosivos. O filme tem uma magnífica fotografia realizada nos desertos da Espanha.

A rapidez com que o longa progride deve muito à montagem de Nino Baragli, que opta por diversos cortes bruscos seguidos de elipses. Tais saltos temporais, a princípio, confundem o espectador, passando uma sensação de termos perdido algo na narrativa. Entretanto, conforme os minutos se passam, vamos encaixando lentamente as peças e, com elas, vem o entendimento do filme como um todo.

Aqui não se pode deixar de traçar a semelhança com a leitura de um livro e sua estrutura capitular, que se traduz na tela da mesma forma. Essa espécie de quebra da imersão nos força a pensar, a analisar a projeção diante de nós, assumindo, talvez, uma visão mais crítica em relação à sua trama e, em segundo momento, à revolução em si. Os questionamentos, presentes nos closes das bocas cheias de comida, voltam ao primeiro plano e, por mais que os protagonistas estejam de um lado do conflito, passamos a nos perguntar qual a diferença entre ambos os lados. A importância de Juan e John é, aqui, ressaltada, ao passo que ambos foram tragados a contragosto para a revolução, não pertencendo, efetivamente, a nenhuma facção.

Mesmo com essa visão política presente na projeção, o que fica, porém, incrustado em nossa mente, é a amizade entre o mexicano e o irlandês, reiterando a forte visão humanista de toda a violência apresentada na obra. Quando Explode a Vingança, no fim, fica como uma grande aventura desses dois homens, caráter constantemente lembrado pela inesquecível trilha de Ennio Morricone, que rompe o som ambiente nos momentos-chave, seja para empolgar o espectador, seja para fazê-lo rir através da palpável química entre Rod Steiger e James Coburn. É um filme que merece ser assistido inúmeras vezes e que, em nenhuma delas, irá cansar, fisgando nossa atenção do início ao fim.

É preciso mencionar aqui as curiosidades que houve durante a pré-produção dessa obra-prima:

Inicialmente, Peter Bogdanovich seria o diretor de Quando Explode a Vingança, mas ele desistiu do projeto, sendo substituído por Sam Peckinpah, que acabou sendo retirado do projeto por questões financeiras com a United Artists; Peckinpah era um diretor de temperamento explosivo.

Clint Eastwood e Jason Robards estiveram cotados para interpretar o personagem Sean Mallory, mas nada concretizado; Quando recebeu a proposta do papel de Sean Mallory, James Coburn relutou antes de aceitar. Para ajudar na decisão, procurou o ator Henry Fonda, que tinha filmado “Era Uma Vez no Oeste” com o cineasta, e ouviu que Sergio Leone era o maior diretor com o qual já havia trabalhado.

Trailler oficial de Quando Explode a Vingança

Crítica a Quando Explode a Vingança