Arquivo diários:20 de outubro de 2023
DEU NO X
CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
UMA HISTÓRIA DE AMOR
Não sou de mentir. Tive uma infância feliz e uma vida atribulada. Com 16 anos fiz concurso para Escola de Cadetes do Exército em Fortaleza. Aos 21 anos era tenente na Bahia quando pedi transferência para o Recife onde havia a Escola Politécnica. Passei no vestibular de engenharia, quando em abril rebentou o movimento, o golpe militar, eu servia na 2ª Cia de Guardas, tropa de elite, onde ficaram trancafiados os principais presos políticos do Nordeste, em um ano de convivência tornei-me amigo daquelas autoridades.
Me mandaram para fronteira, 9ª Companhia de Fronteiras, Roraima. Deixei o Exército em 1972, fui trabalhar na engenharia construindo prédios e lutando na iniciativa privada. Com 61 anos em 2001, resolvi escrever o livro de memória, Confissões de um Capitão. Depois da entrevista com o Jô Soares, o livro foi sucesso em todo Brasil e traduzido para o espanhol. Plínio Lins editor do O Jornal me descobriu contador de histórias, prontamente convidou-me para escrever uma coluna semanal “Histórias do Velho Capita”, onde conto um conto, uma historinha toda semana desde 2002. Escrevi esse preâmbulo para esclarecer que não sou protagonista das histórias que escrevo, muitos leitores pensam que os casos aconteceram comigo. Impossível. Confesso que fico catando histórias, às vezes me oferecem na rua. Como o e-mail que recebi ontem de um leitor, o qual transcrevo como a historinha dessa semana. Obrigado pela atenção.
Sr. Carlito, sou leitor das Histórias do Velho Capita toda semana, não sei como o senhor inventa tantas histórias. Li seus romances. Sou seu fã. Para lhe ajudar segue a história de meu avô. Talvez dê para aproveitá-la em sua coluna.
Meu avô era bom comerciante, vendia remédio em sua casa, sem ter farmácia, era muito querido na pequena cidade do interior. Nasceram dois filhos de minha avó. O segundo filho, meu pai, foi de um parto complicado, precisou contratar uma enfermeira para cuidar do recém-nascido. Maria, a enfermeira, era dedicada e se apegou aos dois meninos. Com um ano o menino, meu pai, recuperou a saúde, a enfermeira foi ficando, gostou da família e também ajudava em outros trabalhos, varria, cozinhava. Morava em um quarto nos fundos da casa, ganhava um pequeno salário. Maria, perto dos 30 anos, gostava de passear pela cidade, onde conheceu muita gente e recebeu propostas de muitos homens, rejeitou todas.
Ninguém sabia, ela tinha uma paixão secreta por meu avô, escondia de todas amigas, até dela mesma. Meu avô um homem impecável, vivia para minha avó, o amor dos dois era bonito e comentado em toda região, passeavam juntos de mãos dadas nas praças e ruas. Quando viajava para comprar remédios ele levava minha avó. Viviam sempre juntos num amor eterno. Até que desconfiou da paixão obscura de Maria. A primeira vontade foi dispensá-la, porém, as crianças eram muito apegadas à Maria. Ela foi ficando. Meu avô também se afeiçoou, resistindo aos impulsos. Até que um dia o Diabo venceu, não resistiu, deitou na cama com Maria, uma ardente mulher. O tempo foi passando, o povo foi desconfiando daquela mulher bonita continuar solteira.
Mesmo sem provas o povo tinha certeza que meu avô dava conta das duas mulheres, discretamente. Meu avô viveu pelo resto da vida praticamente com duas esposas. Minha avó fazia não saber, amava meu avô tanto que só desejava sua felicidade. No dia que completou 86 anos meu avô teve uma dor forte do coração e morreu. Foi um reboliço e muito choro, todos amavam aquele sábio velho. Minha avó, amava tanto o marido que pedia a Deus que a levasse junto. O corpo de vovô foi velado na sala, as janelas da casa com cortinas pretas indicavam que havia um velório. Meu avô no caixão parecia mais sério, levaram minha avó medicada com calmante para descansar em sua cama. Maria olhava seu amor com uma dor imensa, lágrimas caíam de seu rosto triste, ela não tinha parentes.
Na hora de sair o féretro para o cemitério, quando foram acordar minha avó, a surpresa, com um sorriso nos lábios ela estava morta. Retardaram o enterro, prepararam minha avó em outro caixão. Os dois seguiram juntos, foram enterrados na mesma cova. Foi uma comoção na cidade. Meu pai e meu tio resolveram que Maria continuaria morando na casa. Meu tio mora em Maceió. Meu pai continuou na casa, abriu uma farmácia, casou-se com minha mãe, tiveram dois filhos. Eu nasci e me criei naquela casa. Ainda moro com os meus pais e Maria beirando os 100 anos, continua ocupando o mesmo quarto, não reconhece ninguém. Essa é a história. Gostou? Um abraço do Alex.
ALEXANDRE GARCIA
GOVERNO BRASILEIRO NÃO QUER VITÓRIA DA DIREITA NA ARGENTINA

Javier Milei, candidato à presidência da Argentina
Estamos em vésperas de eleição para presidente da República no vizinho do sul, na Argentina. São três os candidatos principais, um candidato de esquerda e dois de direita – desses dois, um mais à direita, outro mais ao centro. Sergio Massa é o atual ministro da Economia, economia que está um desastre, com inflação imensa e peso desvalorizado; ele é o candidato do atual presidente argentino, Alberto Fernández, e do presidente Lula. Na centro-direita temos Patricia Bullrich; e, mais à direita, Javier Milei.
Milei recebe deputados brasileiros nesta sexta. Uma pequena comitiva de três parlamentares – Eduardo Bolsonaro (PL), Marcel van Hattem (Novo) e Rodrigo Valadares (União) – vai levar uma nota assinada por 69 deputados federais brasileiros, de apoio a Milei, que está com 26% nas pesquisas, contra 30% de Massa e 24% de Bullrich. Somados os dois de direita, eles já têm 50%. A eleição só se decide no primeiro turno se alguém receber 45% de votos; se a direita não estivesse dividida, já ganharia neste domingo, mas talvez a definição fique para o segundo turno, em 19 de novembro, certamente entre Milei e Massa.
Outro dia, jantando com um embaixador sul-americano, ele me perguntou: “será que o governo brasileiro está preparado para o resultado da eleição na Argentina?”. Na quinta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, respondeu que o governo brasileiro teme o resultado da eleição na Argentina. Mesmo que as pesquisas não estejam mostrando, Milei é favorito, diante da situação caótica da economia argentina.
* * *
Imprensa ignora retiradas forçadas na Amazônia, que já resultaram em morte
Aqui, no Brasil, tivemos nesta quinta mais um episódio triste na Amazônia. Aldo Rebelo, nacionalista e ex-ministro de Lula e Dilma – foi até ministro da Defesa –, disse que é uma tragédia humanitária: brasileiros sendo retirados de território que é brasileiro, forças nacionais brasileiras, forças do Estado brasileiro. Primeiro foi na Vila Renascer, onde a retirada forçada continua. Agora é uma reserva que criaram para abrigar os indígenas que saíram da hidrelétrica de Belo Monte. Na quinta houve confrontos de paus e pedras contra spray de pimenta e balas de borracha. Já houve uma morte. Uma nota oficial afirma que o morto havia agredido um oficial da Força Nacional, tentando tirar a arma dele, e isso resultou na morte. O advogado da comunidade diz que houve um confronto entre os dois, e que um tenente-coronel atirou em Oseias Ribeiro, um produtor rural de 37 anos.
É terrível o que está acontecendo, e mais terrível ainda é a omissão da mídia brasileira, que parece querer jogar sobre nossos olhos e nossos ouvidos fatos que estão acontecendo a mais de 10 mil quilômetros daqui, para não percebermos o que está acontecendo na Amazônia.
A questão da Amazônia é simples: ela só será brasileira se for ocupada por brasileiros. Mas, segundo Aldo Rebelo, as ONGs estrangeiras é que pressionaram o governo federal a tirar os brasileiros de lá, porque aí fica mais fácil o domínio. A posse do nosso território começou em 1500; continuou sobre Tordesilhas, com a construção de Brasília, com a saída do litoral, só terminaremos de conquistar essa terra quando chegarmos lá na Cabeça do Cachorro, no Amazonas. Por enquanto, como me disse um militar outro dia, lá na Cabeça de Cachorro existe apenas uma colônia brasileira. Só é Brasil se tiver estrada até lá, se um caminhão puder chegar e continuar, dali entrar em outros países. É assim que se forma uma nação.
VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO
UM TEMPO ESTRANHO
Estamos vivendo um tempo diferente, quando tudo que parecia ficção transformou-se na crua realidade.
Os dias se alongaram e as madrugadas trazem um sono perturbado, povoado de pesadelos, com o fantasma da guerra aterrorizando nossas noites, e vivendo dentro da nossas casas, trazidos pela mídia funerária.
As notícias que, no século passado, só eram transmitidas pela Voz do Brasil”, hoje nos são transmitidas, ao vivo e a cores, durante as 24 horas do dia. Estamos vivendo em contato com a guerra, vivendo a guerra e respirando a guerra, presente da era cibernética e da mídia funerária. O pavor da guerra, que aprendemos a ter desde criança, de repente tomou forma dentro da nossa casa, através da mídia televisiva.
Assiste quem quer, e basta desligar o aparelho. É fácil dizer isso. Mas, se estamos vivendo a era digital, não há como retrocedermos no tempo, e vivermos isolados em cavernas, para não saber do que se passa no mundo e sobre sua terrível evolução.
A guerra sempre povoou, como um fantasma, os gibis e histórias em quadrinhos. Mas hoje, esse fantasma criou corpo e alma e nos assombra durante as 24 horas do dia.
A depressão nunca esteve tão presente na vida do homem. Fugir da realidade é impossível.
Estamos vivendo uma triste realidade, onde a vida humana nunca foi tão banalizada. Cada pessoa tem seu grau e seu suporte de sofrimento. A dor entra em nós sem pedir licença.
Não devemos nos apegar à dor. O apego à dor é pior do que a própria dor.
Então, o que temos a fazer é enfrentar a realidade e assistir os horrores da guerra que adentram à nossa casa, através da mídia. Ou nos trancarmos num casulo, à parte do que acontece no mundo, e criando para nós um mundo falso e fantasioso, onde só existe alegria.
O sofrimento da guerra nos dá a dimensão exata de que o homem é a fera destruidora do próprio homem. Não existe amor fraterno, solidariedade, nem desejo de paz no mundo em que vivemos.
A paz é e será sempre uma utopia. Os homens poderosos tem o estopim da bomba nas mãos, e cada bomba deflagrada, representa para eles uma vitória.
Pouco importa o número de vidas humanas que se dizimam numa guerra. Os inocentes pagam pelos culpados e o sofrimento causado pelas guerras não comovem os poderosos.
Os romances de amor, que tem a guerra como cenário, são pura ficção. Mas existe um, que trago sempre na memória: Adeus às Armas, de Ernest Hemingway.
O Adeus às Armas é um livro de Ernest Hemingway, publicado em 1929. É um romance quase autobiográfico, contando a história de um americano que se resolve se alistar para servir ao exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial.
Na Itália, ele conhece uma enfermeira de nome Catherine, por quem se apaixona loucamente. Inicialmente, seu interesse nela era apenas sexual, para fugir da mesmice que eram as mulheres da casa de prostituição local. Foi com o tempo, que o sentimento se transformou completamente.
Cath, como ele a chamava, correspondeu a sua paixão e começaram a viver uma intensa relação amorosa. Neste intervalo, o protagonista se envolveu em um acidente no campo de batalha, tendo a perna arrebentada por uma granada, que, inclusive, matou um de seus colegas.
Ele teve de passar meses e meses acamado no hospital de campanha, mas teve a sorte de contar com Catherine como uma de suas enfermeiras, e aproveitar a situação para tê-la por perto quase que por tempo integral.
O relacionamento se solidificou neste período. Catherine engravidou, e a perna do protagonista se recuperou. Ele teve de voltar para o campo de batalha, mas prometeu retornar o mais rápido possível para se casarem e darem seguimento a uma vida juntos.
Ao retornar, o protagonista já parecia completamente exausto do conflito. Não só ele, como a maioria dos seus companheiros. A guerra se estendia por tempo demais e alguns expressavam até o desejo de derrota, se isso significasse que poderiam ter finalmente paz.
Na volta ao front, ele se envolveu em alguns percalços que quase lhe tomaram a vida mais uma vez. Por fim, teve que sair do campo fugido.
A obra faz uma sintetização genial do que fora a Primeira Guerra. De como toda uma geração foi impactada por batalhas infindáveis, deixando vidas esgotadas, e esmagando esperanças por qualquer esquina em que se passava.
O protagonista começa alistando-se em um exército estrangeiro por conta própria. Excitado pela ideia de fazer parte de algo importante. No meio do caminho, percebe como as coisas se resignificaram ou, pior, nunca tiveram significado nenhum.
Termina desolado, sem chão, sem perspectivas. E chega à conclusão de que a guerra é uma ilusão e um terror.
DEU NO X
POSTURA
ISSO É POSTURA DE UM MINISTRO? pic.twitter.com/FsCgE0n0e1
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) October 19, 2023
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
TODOS, TODAS, TODES
O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu no começo deste mês, ao tratar do tema Linguagem Neutra, que sua adoção “alteraria a estrutura do português que aqui se fala”. A conclusão foi de que ““trata-se de um fenômeno ainda incipiente”, no Brasil de hoje, e “só pessoas ligadas ao núcleo em que nasceu usam” tal linguagem.
O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, também contra essa Linguagem, declarou que “os documentos oficiais devem seguir as normas oficiais vigentes”. Ainda, que “professores não podem obrigar alunos a usar essa linguagem, por nada haver que obrigue a isso”.
Trata-se de tema complicado. Por haver grupos, socialmente bastante ativos, que consideram ser a explicitação do preconceito. Sobretudo sexista. Não muitos ainda, graças. Um dogma, para esses, que sequer admitem questionamentos.
A posição da ABL contra essa Linguagem Neutra é, por tudo, corretíssima. E cumpre ver a questão com mínimos de bom-senso. Nesse sentido, alinho alguns apontamentos que fui buscando, pelo caminho, aqui ou ali. Do ponto de vista da linguagem, cumpre anotar quatro regras bem simples:
1. Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos, quanto femininos, independentemente da letra final da palavra: agradável, doente, feliz, inteligente.
2. Algumas escolhas, dessa linguagem, não fazem qualquer sentido. Como dizer PresidentA. Por não haver nenhum PresidentO, no cargo. Há só PresidentE, que já é uma palavra neutra. Usada para qualquer gênero, O Presidente, A Presidente.
3. Terminar uma palavra com a letra “E” não importa seja, necessariamente, neutra. Basta ver a alface, o elefante.
4. Na essência, não faz diferença mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos, em busca de uma linguagem neutra. Que o gênero, regra geral, não é definido pela palavra, mas pelo artigo que acompanha essa palavra: o motorista, o poeta, a ação, a impressão.
Para conseguir a neutralidade, por isso, precisaríamos criar também um artigo neutro. Só que a língua portuguesa não aceita esse gênero neutro. Seria necessário, então, mudar o próprio idioma, todo ele, pra combater o dito preconceito e usar a tal linguagem neutra. É muito. Não vale a pena.
Em resumo, perdão para quem pense diferente, melhor continuar tudo como está. E deixar esse debate para mais tarde.
P.S. Mexer na língua é sempre complicado. Em 1938 se discutia, na Academia Brasileira de Letras, o Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal. E o pernambucano Manuel Bandeira era contra. Certo dia, irritado com um debate sobre a eliminação de todos os acentos diferenciais, saiu mais cedo e os repórteres perguntaram o que achava daquilo tudo. Ele respondeu, na hora,
‒ Por mim, tudo bem; que, para o poeta, a forma é fôrma.
Deu um risinho e completou
‒ Agora escrevam isso aí sem o acento diferencial.
DEU NO JORNAL
UM FURACÃO DE VERDADES
Luís Ernesto Lacombe

Esses são os verdadeiros “terroristas” e “nazistas”, segundo boa parte da opinião pública brasileira. Já o Hamas…
Fique à vontade. Você pode dizer o que quiser, afirmar o que quiser e não precisa provar nada. Tudo pode não fazer sentido algum. Você não precisa se prender a fatos, conceitos corretos, definições precisas. Referências? Ignore as que não lhe servirem. Seus interesses, seus objetivos, seus planos, seus esquemas, esses devem ser seus referenciais, e pronto; está feito um mundo louco, insano, esquizofrênico.
Os nazistas da Eliziane são aqueles que tomam leite, que fazem a imposição de mãos, que amam os símbolos nacionais. Os que defendem terroristas capazes das maiores atrocidades para eliminar o Estado de Israel, para eliminar os judeus, esses são os verdadeiros antinazistas. A realidade não importa mais. A deturpação da história, das experiências da humanidade, de tudo o que vivemos, sofremos e celebramos está autorizadíssima.
Terrorismo pode mesmo ser um conceito subjetivo e variável. Os manifestantes do 8 de janeiro eram “terroristas”, até os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro. Deixaram de ser. Pelo jeito, ainda há referências inevitáveis, que conseguem se impor. Um sopro de esperança… Ainda bem que a verdade está sempre à espreita, mesmo pisoteada, mesmo empurrada para um canto ermo e escuro.
Os antifascistas tentam agir com violência contra a verdade incontestável. Eles decidem quem é fascista. O sujeito pode querer menos Estado, defender a liberdade, que se dane. Os antifascistas têm porretes, pedras, facas, soco-inglês. E botam fogo em tudo. A violência deles, comparada à dos fascistas que escolhem, é do bem, totalmente do bem, ou nem é violência.
Decidiram que fascismo não passa de um sinônimo de violento, brutal, repressivo e ditatorial. É isso, fica definido assim. Dessa forma, fica instituído também que nenhum regime comunista na história foi violento, brutal, repressivo e ditatorial. As referências são trapos que cada um remenda como quiser.
Dá para relativizar tudo, não apenas a democracia. Decidiram que só há extrema direita. A referência oposta foi eliminada. Não há extrema esquerda, nunca houve. À esquerda estão os amorosos, os fraternos, os solidários e sensíveis. Tudo o que fazem e defendem é entendido como correto e recomendável… Tudo, a perseguição política e pessoal de adversários, a censura, a prisão, a morte e a eliminação deles.
Esses seres amorosos, claro, não odeiam cristãos, não odeiam judeus. Suas referências maltrapilhas apontam que só há preconceito contra o islamismo, e eles estão no combate contra isso. Querem o mundo “abraçado”, um abraço de urso com todas as referências negativas dessa expressão. E chamam de pária quem não faz parte do clubinho globalista, quem defende a soberania nacional e se opõe à ideia de um governo mundial.
Num mundo pelo avesso, o resquício de lucidez ainda define os párias. São aqueles que não têm mais direitos e seguem na luta pela verdade. Felizmente, mesmo que agora a verdade seja um sopro, uma brisa, ela vai virar vento, ventania, ciclone, tufão, furacão. Vai revirar tudo, carregar as referências falsas, a falta de argumentação, a falta de sentido, a falta de provas. A verdade é a força do bem. Contra ela ninguém pode atuar para sempre. A verdade vai se impor, inevitavelmente, e voltará a ser a única referência.
DEU NO X
O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO…
Integrantes do MST renderam dois policiais militares do Paraná durante protesto que bloqueava a rodovia PR-170. Os agentes tentavam negociar a liberação da via quando foram rendidos e retirados da pista. De acordo com a PM do estado, os policiais foram liberados e passam bem; a… pic.twitter.com/A3j1U2DgXD
— O Antagonista (@o_antagonista) October 19, 2023
PENINHA - DICA MUSICAL

