Arquivo diários:15 de outubro de 2023
DEU NO X
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
ANDRÉ – RIBEIRÃO PRETO-SP
Tio, esta é imperdível.
Prepara aquele penico:
* * *
+ + Em sessão de julgamento da 4ª Turma do TRT-8, no Pará, Desembargador proíbe sustentação de advogado declarando “antes a democracia daqui do que a do Hamas, mas se quiser adotamos a do Hamas aqui também”.
No mesmo dia em que negou o adiamento de uma sustentação oral a uma… pic.twitter.com/vOWdCtbP97
— Oliveira. W. ⚖️ (@wallaceolive_r) October 13, 2023
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
A GUERRA PRECEDE A PAZ
DEU NO X
PODES CRER: TEVE GENTE QUE VOTOU NELE
Otários. Trouxas. Palermas. Eis seu líder. pic.twitter.com/alvPM1yZM2
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) October 14, 2023
DEU NO X
ADEUS BIS
Não queremos comprar e consumir produtos de marcas que escolhem como modelo a imoralidade, a obscenidade, a vulgaridade e a estupidez.
Se as marcas fazem escolhas erradas, nós faremos as escolhas certas! pic.twitter.com/qgRCFX0g8h— Dra. Mayra Pinheiro (@dramayraoficial) October 15, 2023
DEU NO JORNAL
A DIFERENÇA ENTRE A REAÇÃO LEGÍTIMA E O CRIME DE GUERRA
Editorial Gazeta do Povo

Tanques israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza, em 14 de outubro
Uma semana depois do bárbaro e covarde ataque terrorista do Hamas contra Israel, que deixou mais de mil mortos, fez milhares de feridos e resultou no sequestro de mais de uma centena de reféns, entre israelenses e estrangeiros, as forças armadas israelenses seguem contra-atacando. Uma invasão terrestre na Faixa de Gaza se torna cada vez mais provável; embora o prazo dado por Israel para que palestinos deixem a Cidade de Gaza, mais ao norte do enclave palestino, já tenha terminado, as tropas israelenses ainda não iniciaram uma invasão em massa até a tarde deste sábado (horário do Brasil), limitando-se a incursões pontuais em busca de reféns e para atacar instalações específicas dos terroristas.
Embora seja preciso rejeitar com veemência qualquer tentativa de estabelecer uma equivalência moral entre um grupo terrorista que tem entre os seus princípios a eliminação de Israel e um Estado que tem o direito de se defender da ameaça dos extremistas palestinos, por outro lado é preciso admitir que há a possibilidade de a resposta israelense também resultar em crimes de guerra e violações da lei internacional e do princípio da guerra justa. Deixar de observar as normas do Direito Internacional na resposta ao Hamas prejudicaria a posição israelense diante do restante do mundo, inclusive de países que condenaram inequivocamente o terrorismo palestino.
Quando se afirma que Israel tem direito a uma resposta “proporcional” ao ataque terrorista, trata-se de aplicar os critérios consagrados por este princípio: a adequação, a necessidade e a “justa medida”. Não se trata de comparar números: se Israel usar um arsenal muito mais potente que os foguetes do Hamas, se invadir Gaza com um efetivo muito maior que o dos extremistas, e mesmo se matar muito mais terroristas que as 1,2 mil vítimas do ataque em Israel, nem assim a ação deixaria de ser proporcional – desde que ela se dedicasse única e exclusivamente a eliminar a ameaça do Hamas. O que fará a diferença entre a resposta proporcional e o crime de guerra é o efeito sobre a população civil.
A esse respeito, que ninguém se engane quanto às intenções do Hamas de usar a própria população palestina como escudo humano. Os terroristas não se importam com crianças e mulheres palestinas mortas porque os cadáveres servem duplamente a seus interesses, como meio de recrutar palestinos em busca de vingança e como ferramenta na guerra midiática contra Israel. A prática do Hamas de misturar seus quartéis-generais e locais de armazenamento de armas com instalações civis, incluindo hospitais, escolas e creches, é em si criminosa. Com isso em vista, passa a fazer sentido a opção pela invasão terrestre precedida de um pedido para que a população da Cidade de Gaza se desloque para o sul do enclave – pedido, aliás, que o Hamas incentiva os palestinos a desobedecer. Um pente-fino para eliminar bases e armamentos do Hamas com o mínimo de mortes de civis só seria possível com a presença de soldados em terra, em vez de campanhas de bombardeio que já deixaram centenas de civis palestinos entre os mortos. Mesmo assim, há uma série de regras a seguir, como a garantia do direito ao retorno dos moradores uma vez encerrada a operação militar e a necessidade de as rotas de fuga não serem submetidas ao fogo israelense.
Muito mais questionável é o bloqueio total imposto por Israel, privando toda a Faixa de Gaza de itens essenciais como combustíveis, eletricidade e água potável. Mesmo considerando-se que a falta de energia elétrica prejudica o funcionamento da máquina de guerra do Hamas, seu efeito é muito mais deletério, por exemplo no caso de hospitais. E nem mesmo essa justificativa se aplicaria no caso de água, alimentos, medicamentos e outros itens de ajuda humanitária. A flexibilização deste bloqueio é tão urgente quanto a reabertura de ao menos uma das passagens fronteiriças de Gaza, a de Rafah, que conecta o território palestino ao Egito.
A guerra de Israel é uma guerra por sobrevivência contra inimigos que desejam sua destruição, e décadas de conflitos deram aos israelenses a experiência necessária para medir a intensidade de suas ações. Mas a barbárie sem precedentes do Hamas pode levar muitos chefes políticos e militares israelenses a sucumbir à tentação de transformar autodefesa em vingança indiscriminada. A lei internacional exige esforço máximo na distinção entre combatentes e civis, preservando estes últimos. Sem este esforço, Israel estará sacrificando civis palestinos inocentes, deturpando o exercício do seu direito de conter a ameaça terrorista, e minando a legitimidade de sua resposta.
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
AS BRASILEIRAS: Adelpha Figueiredo
Adelpha Silva Rodrigues de Figueiredo nasceu em 20/9/1894, em Sorocaba, SP. Professora, dentista e principalmente bibliotecária. Foi a primeira brasileira a concluir o curso de biblioteconomia numa universidade e pioneira, junto com Rubens Borba de Moraes, na implantação deste curso no Brasil.
Filha de Maria Magdalena Camargo Gomes da Silva Rodrigues e do professor e médico Antonio Gomes da Silva Rodrigues. Aos 7 anos, a família mudou-se para São Paulo afim de manter a educação dos filhos. A mãe também era professora e os filhos tiveram a oportunidade de estudarem no exterior, quando a família passou uma temporada na França e na Suíça. Assim, os filhos puderam escolher os cursos profissionais que mais lhe interessavam.
Adelpha ingressou na Faculdade de Odontologia de São Paulo e formou-se cirurgiã-dentista em 1910 e lecionou no Colégio Mackenzie no período 1916-1926. Neste último ano foi construído um novo prédio para alojar a Biblioteca do Colégio e ela ficou encarregada dos primeiros serviços. Deixou o cargo de professora e passou a se dedicar ao estudo da biblioteconomia. Em 1929 foi contratada a bibliotecária norte-americana Dorothy M. Gedde para organizar o acervo e treinamento de Adelpha na função de atendimento aos alunos.
Suas atividades foram coroadas com uma bolsa de estudos para cursar biblioteconomia na Universidade de Columbia, nos EUA. Ao retornar ao Brasil, Adelpha ministrou o primeiro curso de biblioteconomia, enquanto dirigia a Biblioteca George Alexander, do Mackenzie, até 1936. No ano anterior Mário de Andrade havia organizado o Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, que tinha como um dos objetivos criar um sistema de bibliotecas públicas e uma escola de biblioteconomia. Adelpha foi convidada para o cargo de chefe da nova divisão, bibliotecária-chefe da Biblioteca Municipal Mario de Andrade e professora do curso de biblioteconomia, posteriormente transferido para a FESPSP-Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Na chefia da biblioteca inovou com novas técnicas de classificação dos livros, arranjo dos e adotou o sistema norte-americano de livre acesso dos leitores ao acervo. Pouco depois foi convidada para reorganizar a biblioteca da Faculdade de Medicina e em 1938 teve participação destacada na fundação da APB-Associação Paulista de Bibliotecários, a primeira entidade profissional dos bibliotecários brasileiros, dirigindo-a no período 1947-1951. Neste último ano realizou a Conferência sobre o Desenvolvimento de Bibliotecas Públicas na América Latina, com o patrocínio da UNESCO.
Em 1948 participou da fundação da Escola de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia Sede Sapientae da PUC/SP. Faleceu em 3/8/1966 e mais tarde, foi criado na sede da APB o primeiro sindicato dos bibliotecários no Brasil, em 1985. Adelpha foi homenageada com seu nome dado a Biblioteca Pública Municipal, no bairro do Pari, a uma rua no bairro Chácara do Encosto e ao Centro Acadêmico da Escola de Biblioteconomia da PUC-Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
DEU NO X
IRIAM ESVAZIAR O SUPEREMERCADO
Michel Pereira, lutador do UFC, aloprando petistas pic.twitter.com/5O3ajgkgyY
— O Corvo (@0C0RV0) October 15, 2023
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
PARA GOSTAR DE LER SEM RUMINAR
Na 14ª. Bienal do Livro de Pernambuco, evento acontecido com sucesso na última semana, no Centro de Convenções, encontrei amigos e amigas sobraçando livros adquiridos, o que muito me estimulou a minha curiosidade de saber quais os livros que mais os impressionaram nos últimos tempos. E a pesquisa por mim feita obteve resultados surpreendentes, induzindo encontros futuros para troca de ideias, debates e opiniões.
Entre os livros adquiridos pelos amigos e amigas, alguns deles merecem aqui ser mencionados, ensejando debates futuros. Ei-los:
1. Grandes Pensadores, The School of Life, Rio de Janeiro, Sextante, 2023, 352 p. Uma coletânea de algumas das ideias mais importantes de filósofos, teóricos políticos, sociólogos, romancistas e artistas dos antigos ontens, quase ontens e há pouco tempo.
2. Paulo Freire em Diálogo, Leonardo Boff, Darcísio Natal Muraro e André Borges (orgs), São Paulo, Editora Recriar, 2021, 291 p. Para entender melhor as ideias do maior educador brasileiro de todos os tempos, autor de um processo educacional que libertaria, se hoje bem aplicado, milhões de pessoas do analfabetismo.
3. Escravidão: do primeiro leilão de africanos em Portugal até a Lei Áurea, Laurentino Gomes, edição juvenil ilustrada, Rio de Janeiro, Globo Livros, 2023, 320 p. História que deve ser sempre lembrada, para não ser nunca mais repetida.
4. Sapiens – uma breve História da Humanidade, Yuval Noah Harari, Porto Alegre, L&PM, 2015, 464 p. Páginas realmente impressionantes, de se ler num fôlego só. “Questiona nossas ideias preconcebidas a respeito do universo”, declarou o The Guardian.
5. D. Pedro – a história não contada, Paulo Rezzutti, SP, Leya, 2015, 432 p. Quase duzentos anos depois da sua morte, aos 36 anos, pouco ainda se sabe do homem de personalidade complexa que se dispunha a morrer por uma causa, a da transição do absolutismo para o liberalismo e ao regime constitucional.
6. Holocausto nunca mais, Augusto Cury, São Paulo, Planeta, 2015, 576 p. Uma narrativa que jamais fará gente decente e consciente esquecer. Páginas que previnem contra a estupidez humana.
7. Filosofia de banheiro: sabedoria dos melhores pensadores mundiais para o dia a dia, Gregory Bergman, 2ª. edição, São Paulo, Madras, 2013, 144 p. Para quem deseja refletir, pensar, meditar e estabelecer propósitos quando se estar no banheiro sem querer usar as mãos, somente olhos, mente e propósitos futuros. Para conhecimento preliminar de adolescentes, vestibulandos, profissionais técnicos, humanistas desmemoriados e desinstruídos pelos caminhos da vida.
8. Autobiografia: minha vida e minhas experiências com a verdade, Mohandas K. Gandhi, São Paulo, Palas Antenas, 1999, 440 p. Para conhecer a caminhada de quem, sem violência, soube ser educador, político e educador indiano.
9. Lutar contra a pobreza, Esther Duflo, Rio de Janeiro, Zahar, 2022, 215 p. A autora é professora do MIT e vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019. Páginas que orientam como, a partir de pequenos e sucessivos avanços, se pode melhorar a vida dos mais necessitados.
10. O estilo Marco Maciel, Magno Martins, Curitiba PR, Editora CRV, 2023, 248 p. Revelações com estilo leve e muita veracidade dos procedimentos adotados pelo maior político pernambucano de todos os tempos, sem o qual o Brasil teria virado um gigantesco fuzuê, de consequências imprevisíveis e nada democráticas.
Na despedida, o estabelecimento da data da primeira reunião conjunta, a partir da leitura do primeiro livro, na semana vindoura, pelo coordenador do grupo, uma personalidade encantadora, amiga de todo mundo.
PENINHA - DICA MUSICAL

